“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 19 de junho de 2016

Ex-presidente do PP confirma envolvimento de Dilma no esquema de corrupção

Domingo, 19 de junho de 2016
Da Tribuna da Internet
Robson Bonin
Veja

Afastada do cargo desde que o Senado determinou a abertura do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff é uma das grandes estrelas da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa. Ex-presidente do Partido Progressista, Corrêa narra uma profusão de episódios de corrupção envolvendo a petista que, analisados em conjunto e se confirmadas, implodem de vez a imagem da presidente imaculada e incorruptível.
As narrativas de Corrêa que envolvem Dilma Rousseff nas falcatruas dos caciques do PP começam no anexo 9 da delação.
JANTANDO COM O PP – A presidente é personagem de um jantar que marca a origem das articulações do PP para entrar no petrolão. Segundo Corrêa, em 2003, os caciques progressistas, liderados pelo ex-deputado José Janene, já morto, organizaram o evento numa mansão que o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu, atualmente preso pela Lava-Jato em Curitiba, mantinha em um bairro nobre de Brasília. A convidada especial da noite era ninguém menos que a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O governo Lula, então nos seus primeiros meses, já discutia uma ampla reforma no setor elétrico.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dilma exigiu R$ 12 mi da Odebrecht para caixa 2; O acerto de R$ 12 milhões

Sexta, 3 de maio de 2016
Do site da Revista IstoÉ, hoje (3/6/2016)
Débora Bergamasco, Sérgio Pardellas
Em acordo de delação, Marcelo Odebrecht revela que a presidente Dilma cobrou pessoalmente doação de campanha para pagar via caixa dois o marqueteiro João Santana e o PMDB em 2014
Crédito: Ueslei Marcelino/REUTERS; Luis Ushirobira/Valor
Entre o primeiro e o segundo turno da eleição de 2014, o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, cobrou de Marcelo Odebrecht uma doação “por fora” no valor de R$ 12 milhões para serem repassados ao marqueteiro João Santana e ao PMDB.  Marcelo se recusou a fazer o repasse, mas diante da insistência de Edinho disse que iria procurar Dilma.  Dias depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a conversa abaixo:

– Presidente, resolvi procurar a sra. para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?, perguntou Odebrecht.

– É para pagar, respondeu Dilma.

Leia a íntegra da matéria da IstoÉ no link:
http://istoe.com.br/o-acerto-de-r-12-milhoes/

terça-feira, 19 de abril de 2016

STF homologa delação que cita plano de Dilma e Lula para melar a Lava Jato

Terça, 19 de abril de 2016
Da Revista Época
Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva  (Foto: Agência O Globo )

O ministro Teori Zavascki homologou a colaboração de Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio do Amaral 
FILIPE COUTINHO E ANA CLARA COSTA
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologou na quinta-feira, 14, a colaboração do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira. Segundo a decisão do ministro, Ferreira confirmou que foi informado sobre o teor da conversa entre a presidente Dilma e Delcídio, em que a petista revelou ao senador a intenção de indicar o advogado Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo seria atrapalhar a Lava Jato e proteger os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, conforme revelou Delcídio em sua delação, homologada em março. A participação do atual ministro da Advocacia-Geral da União, à época ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também é citada no documento.

Os principais pontos da delação de Delcídio do Amaral 
Delcídio do Amaral: um delator no ninho petista

Na delação, Ferreira também complicou ainda mais a situação do ex-presidente Lula e do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, trazendo ambos para o centro das tentativas de impedir a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ele relata ter participado de encontros com Maurício, de quem recebeu dinheiro para ser entregue à família de Cerveró. Foram três entregas de R$ 50 mil feitas por meio do advogado de Cerveró, Edson Ribeiro -- todas em São Paulo. Ferreira apresentou como provas algumas trocas de mensagem de áudio e WhatsApp, combinando o local das entregas. Segundo a delação de Delcídio, Lula seria principal articulador da estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Em delação na Lava-jato, Pedro Corrêa, ex-deputado federal e ex-presidente do PP, cita FHC, Lula e Dilma

Sexta, 25 de março de 2016
Do Congresso em Foco
Com quase 40 anos de vida política, Pedro Corrêa também incrimina, em delação premiada, o ministro do TCU Augusto Nardes, Andréa Neves e o falecido banqueiro Olavo Setúbal 

Após negociar durante oito meses a delação premiada a ser prestada aos agentes da Polícia Federal que comandam as investigações da Operação Lava Jato, há cerca de duas semanas o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), ex-presidente nacional do PP, fechou o acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). No depoimento, divulgado na manhã desta sexta-feira (25) pela Folha, Corrêa cita políticos da base do governo e da oposição. Texto ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

sábado, 19 de março de 2016

Novo ministro da Justiça dá entrevista desastrosa à 'Folha'

Sábado, 19 de novembro de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
O New York Times, em editorial, identificou uma grande culpada pelo risco que Dilma Rousseff corre de ser mandada mais cedo para casa: ela própria.

O jornal, que vinha desaconselhando o impeachment, qualificou de "ridícula" a explicação por ela dada para tornar Lula ministro e estranhou que, lutando "pela sobrevivência política", Dilma ainda não tenha se dado conta da fragilidade de sua posição: "Surpreendentemente, parece ter achado que tinha capital político de sobra".

Então, conclui o NYT, "se suas últimas manobras impelirem o impeachment para a linha de chegada, Dilma só poderá culpar a si mesma".

É provável que o editorial tenha sido escrito antes de divulgada a gravação na qual, candidamente, Dilma abriu o jogo sobre a principal serventia do termo de posse. Caso contrário, seria mais contundente ainda.

Outra das últimas manobras de Dilma, a troca de ministro da Justiça, vai pelo mesmo caminho, de levantar a bola para o outro lado marcar pontos e mais pontos.

Era notória a pressão de Lula para que José Eduardo Cardozo inibisse a atuação da Polícia Federal até a inocuidade. 

Não aceitando se prestar a tal papel, Cardoso preferiu abrir mão do cargo. Então, o desconhecido Eugênio Aragão foi empossado sob suspeitas generalizadas de que vinha para botar um cabresto na PF.

Aí, neste sábado (19) ele dá entrevista simplesmente desastrosa à Folha de S. Paulo, repleta de afirmações que serão recebidas como a confirmação dos mais pessimistas augúrios. Leiam os trechos abaixo e constatem. Os grifos são meus, para destacar as afirmações mais chocantes e inconvenientes:  

A presidente Dilma fez algum pedido especial ao senhor?
Não. Ela me conhece e sabe quais são minhas posições. Só pediu apoio dentro do ministério. Um dos problemas estratégicos é a questão do vazamento de informações, que alguns dizem que são seletivos. Não podemos tolerar seletividade. Há uma politização do procedimento judicial, seja por parte do juiz, seja por parte dos agentes públicos em torno.

O sr. identificou abusos na Lava Jato em relação à PF?
É difícil divisar no Paraná quem é quem. O próprio uso da delação premiada tem pressupostos. No Direito alemão, a colaboração tem de ser voluntária. Se houver dúvida sobre essa voluntariedade, não vale. Na medida em que decretamos prisão preventiva ou temporária em relação a suspeitos para que venham a delatar, essa voluntariedade pode ser colocada em dúvida. Porque estamos em situação muito próxima de extorsão. Não quero nem falar em tortura. Mas no mínimo é extorsão de declaração... 
"A equipe será trocada, toda... eu não preciso ter prova."

E o vazamento de delação, preocupa?
Aí nós temos uma atitude criminosa, porque quem vaza a delação está querendo criar algum tipo de ambiente.

Mas esse vazamento pode vir da própria polícia...
Estou falando de polícia, Ministério Público, do juiz, e eventualmente do advogado. Mas o advogado tem uma vantagem: não é agente público. Mas os agentes públicos têm código disciplinar. O Estado não pode agir como malandro. A minha grande preocupação é com a qualidade ética desses agentes. Se vaza, é coisa clandestina. Se vaza, esse agente está querendo atribuir um efeito a esses atos públicos, que são essas delações.

Mas poderia o ministério punir algum agente que vazou?
A primeira atitude que tomo é: cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. A PF está sob nossa supervisão. Se eu tiver um cheiro de vazamento, eu troco a equipe. Agora, quero também que, se a equipe disser "não fomos nós", que me traga claros elementos de quem vazou porque aí vou ter de conversar com quem de direito. Não é razoável, com o país num momento de quase conflagração, que os agentes aproveitem esse momento delicado para colocar gasolina na fogueira.

Pior, impossível. 

Quanto a colocar gasolina na fogueira, terá o novo ministro a mínima noção de quais serão as consequências de suas declarações? 

Se ele cumprir tais ameaças, as ruas rugirão de novo, empurrando ainda mais o impeachment para a linha de chegada.

Parece que, parafraseando T. S. Eliot, o governo de Dilma não cairá com estrondo, nem com um suspiro. Mas sim com as gargalhadas que dávamos quando assistíamos a um saudoso programa humorístico: Os Trapalhões.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Revelações do senador: A delação de Delcídio na Lava-Jato

Quinta, 3 de fevereiro de 2016
Da IstoÉ / Blog do Sombra

Revelações do senador à força-tarefa da Lava Jato, obtidas por ISTOÉ, complicam de vez a situação da presidente Dilma e comprometem Lula

Por Débora Bergamasco - revista istoé
Pouco antes de deixar a prisão, no dia 19 de fevereiro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. ISTOÉ teve acesso às revelações feitas pelo senador. Ocupam cerca de 400 páginas e formam o mais explosivo relato até agora revelado sobre o maior esquema de corrupção no Brasil – e outros escândalos que abalaram a República, como o mensalão. ...
 
Com extraordinária riqueza de detalhes, o senador descreveu a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema do Petrolão e demonstrou que, do Palácio do Planalto, a presidente usou seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato. 
 
O senador Delcídio também afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações - inclusive sendo o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas. O relato de Delcídio é devastador e complica de vez Dilma e Lula, pois trata-se de uma narrativa de quem não só testemunhou e esteve presente nas reuniões em que decisões nada republicanas foram tomadas, como participou ativamente de ilegalidades ali combinadas –a mando de Dilma e Lula, segundo ele. 

sábado, 19 de setembro de 2015

Fernando Baiano: Palocci pediu dinheiro do petrolão para a campanha de Dilma – e o dinheiro foi entregue

Sábado, 19 de setembro de 2015

Em sua delação premiada, o lobista conta que acerto de 2 milhões de reais foi feito em 2010, dentro do comitê eleitoral da petista em Brasília, e que a logística da entrega ficou a cargo do ‘Dr. Charles’, braço direito do ex-ministro

Por: Robson Bonin — Revista Veja

O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”
O lobista Fernando Baiano: Antônio Palocci, coordenador da campanha de Dilma, lhe teria pedido 2 milhões de reais; antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem o repasse do dinheiro com seu assessor “Dr. Charles”(Vagner Rosario/VEJA)
No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral. Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato.

Leia a íntegra em:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/fernando-baiano-palocci-pediu-dinheiro-do-petrolao-para-a-campanha-de-dilma-e-o-dinheiro-foi-entregue 

sábado, 5 de setembro de 2015

No STF, Janot quer investigação de campanhas de Lula e Dilma

Sábado, 5 de setembro de 2015
Pedidos foram feitos com base em depoimento sob acordo de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa
Em 2010, Lula foi para as ruas apoiar Dilma como candidata / Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Em 2010, Lula foi para as ruas apoiar Dilma como candidata Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as campanhas da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o jornal o Estado de São Paulo.

De acordo com o site do Estadão, as solicitações foram feitas com base em depoimento sob acordo de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, um dos delatores do esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e partidos políticos.

Em seu depoimento, Pessoa detalhou repasses de 3,6 milhões de reais entre 2010 e 2014 para o ex-tesoureiro da campanha de Dilma, José de Filippi, e o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, além de ter mencionado doações à campanha de Lula em 2006, segundo a reportagem do Estadão.