Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 1 de março de 2021

Maninha, ex- deputada e ex-secretária de Saúde do DF, protesta contra a posição do CRM/DF referente ao Lockdown

Segunda, 1º de março de 2021

Tem sido frequente as entidades médicas de caráter regional e nacional assimilarem e respaldarem o negacionismo de Bolsonaro. É uma contradição extrema de quem lida com a ciência e negá-la no seu exercício profissional. A manifestação delas, não representa o pensamento unitário da categoria. Varias outras entidades como sociedades de especialidade, CRMs estaduais, já expressaram a necessidade de implementação de medidas duras de controle da pandemia, como uso de máscaras, álcool em gel e vacinação em massa. Nós, médicas e médicos, lidamos com "salvar vidas" e no nosso dia à dia está se fazendo um esforço hercúleo no atendimento ao paciente. Hoje, com cerca de 258 mil mortes no país, não podemos deixar de protestar contra uma posição obscurantista, como essa, que não nos representa.

Maria José Maninha CRM DF 2015. Médica, ex-secretária de Saúde do DF, ex-deputada distrital, ex-deputada federal por Brasília.

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domingo, 8 de novembro de 2020

As eleições dos EUA e as políticas mundiais que ainda permitem dominações coloniais de povos sobre outros. Povo Saharaui

 Domingo, 8 de novembro de 2020


Por Maninha, a Maria José. Ex-deputada distrital e federal, ex-secretária de Saúde o DF.

O mundo acompanha atentamente a eleição dos EUA. É evidente que os cenários que se visualizam tem importância para todos. Mas, não atentarmos para as políticas mundiais que ainda permitem a existência de dominações coloniais de povos sobre outros. É a situação do Saahara Ocidental, RASD, República Árabe Saharaui Democrática, última colônia africana, dominada pelo Marrocos. Esse povo resiste, cuja organização política, a Frente Polisário, organiza a resistência de homens, mulheres e crianças. Toda nossa solidariedade à sua luta. Divulguem, leiam os artigos e se solidarizem. Associação de Solidariedade à luta de autodeterminação do Povo Saharaui. Brasilia.

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POR UN SAHARA LIBRE.org – PUSL

Sahara Ocidental à beira da ruptura do cessar fogo




PUSL.— Secretariado da Frente Polisario emite Alerta Geral apelando à população que esteja mobilizada e vigilante

Ontem, 7 de novembro realizou-se uma reunião extraordinária do Secretariado Nacional da Frente Polisario que decidiu emitir uma declaração final na qual anuncia o estado de emergência e apela a todos os Saharauis para estarem no máximo grau de alerta e mobilizados para o que possa acontecer para todas as eventualidades.

Esta reunião realizou-se após mais de duas semanas de protestos e manifestações não violentas da população saharaui na brecha ilegal marroquina em El Guergarat e em vários pontos de passagem da MINURSO (Missão das Nações Unidas para o Referendo do Sahara Ocidental) ao longo do Muro militar de separação marroquino.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Ciência sim. Submissão política, não. Retorno das escolas e relaxamento social no comércio é crime sanitário e a sociedade não pode aceitar

Quarta, 22 de abril de 2020
Por
Maria José, a Maninha*

A maioria dos infectologistas recomenda aos governantes frente à  pandemia: isolamento social e teste, teste e mais teste. A OMS afirma que só essa prática  norteará as políticas de saúde, durante e pós pandemia, principalmente na condução do relaxamento social. Aqui no DF, Ibaneis alardeia uma testagem massiva, através  de Drive-Thru. Não é! Primeiro a testagem é seletiva, atinge um grupo social: possuidores de carro. Segundo, o critério  de "ter tido os sintomas há  sete dias", não  é  confiável, pelo desejo de todos se submeterem ao teste, frente ao pânico de contrair a doença. A Secretaria de Saúde deveria utilizar a rede de Ações Básicas e aleatoriamente visitar casas em todas as cidades do DF. De concreto e real algo salta aos olhos nessa iniciativa: a subnotificação. Essa sim é muito grande. Mesmo diante  dessa realidade, após  uma visita ao Bolsonaro, o Governador anuncia o retorno das escolas cívico-militares e o relaxamento social no comércio. É um crime sanitário e a sociedade não pode aceitar. Ciência  sim, submissão  política, não!

*Maria José, a Maninha, (Psol DF), médica, foi secretária de Saúde do DF, ex-deputa distrital e federal. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Mais uma vez o Bolsonaro vem com uma solução militar para um problema que já era esperado. Concurso já para o INSS

Quarta, 15 de janeiro de 2019
Por
Maninha*

Mais  uma vez o Bolsonaro vem com uma solução  militar para um problema que já  era esperado. As filas do INSS sempre foram um fato nunca resolvido, às vezes atenuado. Falta de profissionais em todas as categorias e infraestrutura insuficiente. Sou médica perita desde os anos noventa e a insuficiência de recursos humanos sempre foi o gargalo. Filas quilométricas, reclamações do usuário sempre geraram insatisfação. Com a política adotada de destruição do serviço público, levaram também a destruição do INSS, que não será  recuperado com militares. Os nossos  servidores são  altamente especializados, do administrativo ao médico perito. Esta condição inclusive já  nos fez reivindicar a inclusão em carreira especial do estado. Somos um seguro que distribui rendas, que é democrático. Já se discutiu muito a privatização dos seus serviços  e as vezes se tentou com contratação  de médicos peritos por terceirização. Não deu certo e mostrou ser imprescindível o concurso público para repor seus quadros. Militares não  serão  a solução. Concurso já. 

*Maria José Maninha. Médica  perita, aposentada do INSS.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Sahara Ocidental: Liberdade para Mahfouda Lefkir

Quarta, 27 de novembro de 2019
Mahfouda Lefkir

Em nome da Associação de Amizade e Solidariedade ao Povo do Sahara Ocidental - ASAHARA,  manifestamos nosso repúdio pela prisão e condenação da militante e ativista saharaui Mahfouda Lefkir. Ao mesmo tempo, queremos registrar o nosso apoio e solidariedade à luta pela libertação do Sahara Ocidental do jugo e opressão do reino do Marrocos.

A repressão do governo imperial do Marrocos, tenta de todos os modos calar a voz do povo saharaui, que luta bravamente pela liberdade, autonomia e independência do Sahara Ocidental.

A condenação e  prisão da militante Mahfouda Lefkir e milhares de outros ativistas, com certeza nao diminuirá a determinação do povo saharaui pela completa independência do Marrocos.

Ao contrário, manteremos hasteadas as bandeiras de luta pela independência e autonomia do povo saharaui diante do imperio marroquino e de seu déspota monarca medieval, que prende, tortura e mata os militantes da causa saharaui.

Reiteramos nosso apoio à plena autonomia e independência do Sahara Ocidental, exigindo a libertação de todos os presos politicos saharauis.

Brasília, 27 de novembro de 2019

MARIA JOSÉ CONCEIÇÃO MANINHA
   Presidente da ASAHARA - BRASIL

segunda-feira, 30 de abril de 2018

1º de Maio de 2018. Dia de avaliar os retrocessos sociais

Segunda, 30 de abril de 2018
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Foto de Chico Sant’Anna.


Neste 1º de Maio brasileiro de 2018, diante de uma reforma trabalhista pautada pelos interesses empresariais, o trabalhador brasileiro se depara com condições de trabalho semelhantes ao do século XIX, que mobilizaram os assalariados irem às ruas por seus direitos.

Por Chico Sant’Anna
Fátima de Sousa
Maria José Maninha e
Antonio Carlos de Andrade*
Século 21.
O Brasil chega a mais um 1º de Maio. Neste ano, contudo, não há grandes razões para comemorações. Chegamos ao Dia do Trabalhador com retrocessos em seus direitos. Há 132 anos, em Chicago, nos Estados Unidos, milhares de trabalhadores iam às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Há 75 anos, com a edição da Consolidação dos Trabalhos – CLT, o 1º de maio de 1943 significava a garantia das mesmas 8 horas diárias de trabalho e uma série de outros benefícios.

A história do Dia do Trabalho é uma acumulo de lutas, reflexões e de comemorações pelas conquistas obtidas. Neste 1º de Maio brasileiro de 2018, diante de uma reforma trabalhista pautada pelos interesses empresariais, o trabalhador brasileiro se depara com condições de trabalho semelhantes ao do século XIX, que mobilizaram os assalariados irem às ruas por seus direitos.

As mulheres, gestantes e nutrizes, não estão mais protegidas da insalubridade eventualmente existentes em seus empregos. Se o patrão mandar, terão que trabalhar nos locais que colocam em risco a sua saúde e de seus filhos. As oito horas diárias de trabalho, ao gosto do empregador, poderão se transformar em dez ou doze. O trabalho intermitente, criado pela reforma, gerou a possibilidade de se remunerar alguém com importância menor do que o salário mínimo. E o que é o pior, em diversas situações, para não perder o direito à previdência social, o trabalhador terá que tirar do bolso para pagar a parcela mínima do INSS.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Saúde Infantil: prioridade na Constituição, abandono em Brasília.

Sexta, 13 de abril de 2018
Por Profª Fátima Sousa
Chico Sant’Anna
Maria José Maninha
Rubens Bias*


A situação se arrasta há muito tempo, mas chegou a um auge inimaginável. Quem depende dos hospitais públicos de Brasília sabe que a rede está em péssima situação. No descaso com a saúde, nem as crianças estão a salvo. Famílias e mais famílias buscam cotidianamente atendimento para suas crianças doentes e são mandadas de volta pra casa, sem nem saber se o problema é grave ou não. Serviço pediátrico na rede pública virou raridade. Nos últimos dez anos, 2009 a 2018, a redução do número de leitos pediátricos foi de 36%. O Distrito Federal, Unidade da Federação mais rica do país, não consegue garantir a dignidade nem de quem está com a vida em risco.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Maninha voltando à 1967. Cheirando um gaszinho de pimenta (muito pior do que o de lacrimogêneo) na manifestação da UnB no MEC

Terça, 10 de abril de 2018
E olha quem está revivendo os tempos de agitação da UnB? Agora com gás de pimenta da PM na frente do prédio do MEC, na Esplanada dos Ministérios, Brasíla. A Maria José, a Maninha, ex-deputa distrital e federal e também ex-secretária de Saúde do DF. Foto tirada por volta do meio-dia desta terça (10/4) e recebida no Gama Livre pelo WhatsApp. Autor não identificado.

sábado, 7 de abril de 2018

Ainda não temos o que comemorar na Saúde de Brasília

Sábado, 7 de abril de 2018
Por
Professora Fátima Sousa¹
Chico Sant'Anna²
Maria José Maninha³
Rubens Bias⁴
Em 7 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Essa data foi estabelecida para coincidir com a data de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, anualmente, a OMS prioriza um tema a ser discutido. “Saúde para todos" resume o objetivo desta prestigiosa Organização ao longo dos seus 70 anos de existência, e marca o tema em 2018.

O mundo e vários municípios brasileiros, tem muito o que comemorar, o que não podemos dizer do Distrito Federal. Brasília, a Capital da Esperança, ainda não tem motivos para celebrar a saúde. Poderíamos apresentar diversas razões, no entanto sintetizo:

Há uma semana, o atendimento das emergências pediátricas foram suspensas, levando a extinção da unidade de pediatria do Hospital Regional do Gama, levado ao colapso o cuidado às crianças em seus primeiros ciclos vitais;

A oportunidade de cura dos cânceres está sendo perdida pelo diagnóstico cada vez mais tardio;

Perdas de leitos para internação vem provocando alta demanda reprimida, deixando as pessoas em corredores dos prontos-socorros;

Pior ainda, as cirurgias eletivas esperam mais de ano para suas realizações;

O que dizer das perdas de leitos de UTI, levando a óbitos pacientes em estado grave;

E mais, ainda convivemos com o silêncio da gestão sobre o escândalo das UTIs;

Por que o silêncio sobre tomógrafos e endoscópios quebrados há mais de um ano, chuva dentro das maternidades; ausência de diálogo e outras infindáveis questões com as quais devemos nos preocupar, destacamos entre elas.
Precisamos mudar esse perverso quadro das doenças nos modos de organizar e gerir o Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, sob pena de continuarmos seguindo, ano após ano, alertando sobre os principais problemas que afligem a vida e a saúde dos indivíduos, famílias e comunidades da capital da República.
Que permaneçamos buscando, nos próximos anos, motivos para comemorarmos o dia mundial de Saúde. Nessa matéria, creio que nem a Câmara Legislativa do DF, tão pouco o Ministério Público, nada tem a comemorar de igual medida.
Reage Brasília!


[1]Ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB. (2014-2018).

[2]Jornalista.

[3]Ex-secretária de Saúde do Distrito Federal.

[4]Analista de Políticas Sociais.


Fonte: Blog da Professora Fátima Sousa

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A manifestação de um general de exército mostra a incompreensão do papel das Forças Armadas num estado democrático

Quarta, 4 de abril de 2018
A nova geração  não viveu a ditadura militar. Mas não está  tão distante  e os ecos dos seus passos ainda permanecem. A manifestação  de um general de exército mostra a incompreensão do papel  das Forças Armadas num estado democrático. Ainda temos uma geração  que passou pelos porões da ditadura  e sofreu suas torturas. Me incluo  nela. Por isso repudiamos essa manifestação, parta de onde partir e estaremos nas ruas pela democracia. Retroceder  jamais!
(Maninha,  ex-deputada distrital e federal e ex-secretária de Saúde do DF) 

terça-feira, 20 de março de 2018

Para Maninha, assassinato de Marielle influenciará debate eleitoral no DF

Terça, 20 de março de 2018
Para a ex-parlamentar, as recentes declarações de Fraga trouxeram o debate para o DF.

Por Ana Viriato - Cb.Poder - 20/03/2018

O assassinato da vereadora Marielle Franco vai ecoar, ainda que em baixa escala, no debate eleitoral pelos cargos majoritários do Distrito Federal. A execução deve ser lembrada em discussões com o pré-candidato ao Palácio do Buriti Alberto Fraga (DEM), que postou fake news sobre a parlamentar no Twitter, e nos discursos da aposta do PSol ao Executivo local, a diretora da faculdade de Ciências da Saúde da UnB, Fátima de Sousa, a qual defenderá o legado da correligionária. A avaliação é da ex-deputada distrital e federal Maria José Maninha, em entrevista ao CB.Poder desta segunda-feira (19/03).

Para a ex-parlamentar, as recentes declarações de Fraga trouxeram o debate para o DF. Em um post, o deputado federal vinculou Marielle ao tráfico e, horas depois, o deletou. Após a repercussão negativa, no mesmo dia, o líder da bancada da bala desativou as contas do Facebook e Twitter. “Queremos desmascará-lo”, disse Maninha.

Apesar de assumir que o impacto da execução da vereadora nas eleições do DF terá menor proporção do que no pleito do Rio de Janeiro, Maninha garantiu que o tema será abordado. “Haverá ressonância sobre o assassinato aqui, principalmente, porque nossa candidata ao governo é uma mulher e fará o mesmo enfrentamento que Marielle no debate”.

Maninha ainda classificou como “irresponsável” a propagação de notícias sem a devida checagem por figuras públicas, como a desembargadora Marília Castro Neves e o delegado de Pernambuco Jorge Ferreira, além de Fraga. Ela garantiu que o PSol tomará providências jurídicas para buscar a punição de todos. “Estamos protocolando na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados um documento para questionar a reprodução de fake news pelo deputado. Também recorreremos ao CNJ contra a desembargadora. Faremos isso sempre que houver um movimento que se esboce para contar uma história diferente do que a história real da Marielle”, frisou.

Confira a íntegra:


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Fonte: Portal ContextoExato

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Saúde Pública se faz com decisão política

Segunda, 26 de fevereiro de 2018
Do Correio Braziliense desta segunda (26/2)
Por
Maria Fátima de Souza, Diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB e Professora do Departamento de Saúde Coletiva;

Maria José Maninha, ex-secretária de Saúde do Distrito Federal.

O artigo subscrito pelo secretário adjunto de Assistência em Saúde do GDF, publicado no Correio Braziliense (30/1), demanda algumas correções para que a população de Brasília não seja levada ao erro. O programa Saúde em Casa, implantado em 1997, foi de fato um feito que revolucionou a assistência em Saúde do DF. Ressalte-se que sempre esteve sob o comando do poder púbico. Nunca foram terceirizados o seu planejamento e a sua gestão.

O Saúde em Casa superou a marca dos 70% da população, mais de 1,5 milhão de habitantes, quando a cidade chegava a 2 milhões de moradores. Ação que demonstrou êxito nos indicadores de Saúde, notadamente nos índices de mortalidade infantil e materna. Ele mostrou que o caminho certo é investir em mais e melhores profissionais de Saúde.

O que os dirigentes atuais da Saúde do governo Rollemberg não compreendem é que defendemos para o DF outra forma de organizar as ações e os serviços de saúde. Nela não cabem slogans, discursos demagógicos, com o claro interesse em manipular ou agradar à população do DF, que sofre os danos de desgovernos de um conjunto de partidos, que, historicamente, não resolveram os problemas de saúde dessa cidade.

O poder político que queremos é para governar com todas as forças progressistas e democráticas dessa cidade. Ombro a ombro, de forma respeitosa, dialógica e transparente. Nosso interesse é defender um Plano de Desenvolvimento Humano Integrado, para o bem-viver de cada pessoa, de cada família que escolheu Brasília, a cidade da esperança, para exercerem sua cidadania.

Cidadania que não faltará às filhas e filhos dessa cidade, a coragem para se reencantar com outras formas de fazer política. De se reencontrar com políticos coerentes com a ética, a moral e a probidade em administrar os bens públicos. E, assim, reencenar os tempos da “poeira e batom”, aparecendo, antes, durante e depois das eleições, para exigirem a renovação das velhas práticas políticas e suas vestimentas esgaçadas. O povo do DF não é ingênuo, sabe diferenciar a verdade dos discursos ufanistas, autoenaltecedores do não feito, das propagandas ilusórias, de baixa e pouca condição de realização, da campanha eleitoreira enganosa.

Verdade é que a primeira atitude a ser tomada por um gestor público do Sistema Único de Saúde (SUS) é construir, com as forças sociopolíticas sanitárias e a população, um projeto civilizatório para a saúde do Distrito Federal, e, para isso, faz-se necessário entender que o foco é a saúde e não a doença. O modelo atual não promove a saúde, muito menos trata as doenças. As pessoas devem ser colocadas em primeiro lugar. E não devem ser tratadas como mercadorias, frutos para lucros de terceiros no complexo mercado médico industrial.

Verdade, é, que o DF necessita, urgentemente, arquitetar uma rede integrada de atenção à Saúde cujo eixo estruturante tenha início em casa, com a presença dos agentes comunitários de Saúde. Interconectando a rede básica de saúde aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), aos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e sobretudo a definição do perfil dos hospitais regionais. Ou seja, voltar os valores que nortearam o Saúde em Casa. Por onde anda a coragem de gerir com ousadia, inovação e qualidade?

Afinal, temos capacidades de sobra. A SES/DF tem a vantagem no Sistema Único de Saúde (SUS) de ser, ao mesmo tempo, uma secretaria estadual e municipal, o que viabiliza recursos adicionais; dispõe da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), de relevada qualidade. Verdade é a nossa capital da República necessita, urgentemente, voltar aos noticiários anunciando as boas novas dos resultados de saúde e vida de sua gente, não apenas sobre as mazelas.

Passados quase quatro anos de governo, é urgente trocarmos o grito da dor e do sofrimento das pessoas nos processos de adoecimento por rodas alegres em ambientes saudáveis, cuja sintonia seja a defesa da saúde e da vida. Fora disso, é, sim, deixar a população à mercê das falsas promessas, em plena campanha em vez de governar.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A violência sexual e a falta de política do GDF

Quinta, 22 de fevereiro de 2018
Por
Maninha*

Leis específicas de combate à violência contra a mulher ainda não  representam garantia de punição aos agressores, tampouco a promoção de políticas públicas efetivas e preventivas na área de segurança. 

No país persistem os casos crônicos de violações. Só em 2016, mais  de  4.600 mulheres foram assassinadas por razões de gênero. Ações insuficientes, política de segurança que não é feminina, porque não leva a questão  de gênero como um do seus temas centrais. O número de mulheres mortas em razão do gênero é  relevante e precisa ser analisado fora do contexto geral dos homicídios. 

No homicídio em geral, não há a identificação do autor, enquanto no feminicídio há frequentemente a identificação. No DF, em 12 anos de vigência da Lei Maria da Penha, 93,4 mil mulheres pediram proteção da Justiça, o que representa um pedido de proteção por dia. Ameaças  representam 60%, injúrias correspondem a 58% e lesões corporais a 32%. As mulheres jovens, entre 18 e 24 anos, são  a maioria. as cidades de Ceilândia, Planaltina e Samambaia lideram.

Nesta triste estatística do mapa da violência, a taxa de assassinatos de mulheres  negras  aumentou 54% em dez anos e o número de homicídios de mulheres brancas  diminuiu 9,8%. O DF ocupa a oitava posição, com média de 5,4% homicídios por ano.

Qual é a política de segurança implantada para mudar este quadro?

Em 2017, 168 brasilienses sofreram violência sexual. Um aumento de 21% em relação ao mesmo período de 2016, com 137 vítimas. A violência sexual é sorrateira, ocorre longe de testemunhas, seja no ambiente doméstico ou em vias públicas. 

A estudante estuprada quando voltava da faculdade num percurso  comprovadamente inseguro e repetidamente denunciado por quem por ali passa, demonstra  a ineficácia  da política de segurança do atual governo.

*Maria José, a Maninha (Psol DF), médica, foi secretária de Saúde do DF, ex-deputa distrital e federal. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Para Maninha, aliança de Cristovam, Rosso, Joe Vale e PCdoB forma bloco sem identidade ideológica e é velha política

Quarta, 24 de janeiro de 2018
Por Maninha*
"PRIMEIRO  A GENTE SE JUNTA, DEPOIS A GENTE RESOLVE O QUE VAI FAZER DE DIFERENTE". Esta frase escrita pelo jornalista Hélio Doyle resume de forma clara  a aliança  de Joe Vale [PDT], Cristovam [PPS], Rosso [ PSD]  e o PC do B na corrida eleitoral. De um lado a centro/direita se articula buscando  um candidato único e agora esta nova aliança mostra a incoerência  da formação  de um bloco sem identidade política ideológica. Mais do que nunca, numa conjuntura em que o povo quer uma nova política, estes atores repetem ações da velha política. O PSOL deve permanecer fora dessas  articulações. Perdi um mandato  ao optar por uma nova prática e devemos permanecer nela, sem coligações que mirem apenas a eleição  sem um programa claro de mudanças para o DF.

*Maria José, a Maninha (Psol DF), médica, foi secretária de Saúde do DF, ex-deputa distrital e federal. 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Saúde: GDF se autodeclara incapaz de gerir o SUS

Quarta, 17 de janeiro de de 2018
do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Por Maria Fátima de Sousa e Maria José Maninha*, publicado originalmente no Correio Braziliense, edição de 17/01/2018 

Sob a justificativa de elevar a produtividade da saúde em 20%, somente para este ano, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal altera as normas de gerenciamento do agora Instituto Hospital de Base (IHBDF). Aquele que funcionou por 57 anos como Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), sendo referência em trauma, cardiologia, oncologia e neurocirurgia, doravante promete garantir agilidade nos atendimentos, nas compras de insumos e melhor qualidade no acesso e conforto aos pacientes, com um orçamento de R$ 602 milhões, permitindo uma significativa elevação também no número de cirurgias, internações e consultas.
Leia também: 
Desde o momento em que o governo do Distrito Federal começou a dar suas justificativas para tal iniciativa, as promessas de um senso espetacular tem sido considerado pela imprensa e pela sociedade, como enganosos, ou inconsistentes, em se tratando de uma análise entre o sistema de gestão imposto à população e o que prevalecia até então. Assim, por que devemos compreender o que significa tal mudança? O Instituto criado para gerenciar o Hospital de Base, nada mais é do que um ente privado, sem fins lucrativos, mas criado para gerenciar o ente público, em outras palavras, uma incapacidade assumida pelo Governo de gerenciar a Saúde no DF.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O governo Rollemberg levou a Saúde ao fundo do poço, afirma Maninha, ex-secretária de Saúde do DF

Terça, 16 de janeiro de 2018
Por Maninha*
no Facebook
Quando fui Secretária  de Saúde, no DF, eu  e minha equipe (saudade  de vocês),  lidávamos com a transferência  e atendimento  dos pacientes do Entorno na nossa rede  pública. Ontem ao procurar remover um paciente  grave de Unaí fui surpreendida com informação  dos médicos de Unaí  de que Brasília não  quer receber pacientes e o mesmo foi removido para Patos de Minas. De várias pessoas também  tenho ouvido que estão procurando assistência no Entorno, onde os atendimentos tem sido facilitados. Ou seja, invertemos a situação  de um SUS estruturado e com resolução  e que atendia ao entorno, para a ineficiência  que leva nossa população  à  procurar alternativas em outros estados. Chegamos  ao fundo do poço  e sem perspectivas  de mudanças.

Neste governo.

*Maria José, a Maninha (Psol DF), foi secretária de Saúde do DF, ex-deputa distrital e federal pelo PT. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Vergonhoso: Governo Rollemberg faz o Programa Nota Legal perder a credibilidade

Sexta, 12 de janeiro de 2018
Por Maninha*
O Programa Nota Legal  no DF, surgiu como um elemento fiscalizador e arrecadador do estado  e prontamente assumido pela população. Ao longo do tempo foi se desvirtuando  pelos vários governos que se alternam e no atual, RR, acabou.

Todos cumprimos nossa parte e ele descumpre a sua ao diminuir drasticamente a contrapartida dos descontos em impostos que pagamos. Pedi, juntamente com Toninho, todas as notas de compras que fizemos, dentro dos critérios  e acabamos de fazer o cálculo  de apenas 373,93 reais que serão abatidos no IPVA. Vergonhoso, perdeu a credibilidade.

*Maninha, do Psol,  é ex-deputada distrital, ex-deputada federal, e foi secretária da Saúde do DF)

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Comentário do Gama Livre: E bota vergonhoso nisso!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O SUS agoniza, mas pode ser salvo

Quinta, 14 de dezembro de 2017
A nossa outrora rede pública do SUS vem desaparecendo gradativamente.

Por MARIA JOSÉ MANINHA - Estação da Notícia / Foto: conasems.org.br

Maria José Maninha (*)
O Distrito Federal, desde a sua fundação com os seus

hospitais regionais e centros de saúde, primou por um sistema de saúde público e de boa qualidade. Passamos por inúmeras crises em vários governos, e também por experiências exitosas como a implantação do programa de atendimento à saúde da família, chamado Saúde em Casa.

Esse programa foi implantado em fins dos anos 90 em todo o Distrito Federal, na área urbana e rural, com suas equipes multiprofissionais voltadas para o atendimento preventivo. Com isso, os hospitais tiveram uma drástica redução da procura através dos Pronto Socorros, porque o programa chegava aos moradores da zona rural, de cada quadra e cada cidade, com resolutividade e confiabilidade.

Porém, numa canetada, o programa foi extinto, fruto da incapacidade do gestor público de entender que política pública que dá certo, deve ter continuidade, independente de quem governa.

Passamos por várias crises, com greves de servidores, desabastecimento, sucateamento, denúncias graves de corrupção no setor, etc., mas nenhuma delas parecida ou igual a que vivemos na atualidade.

A rede pública suplanta, de longe, o setor privado. Este deve ser complementar, porém, a crise tem colocado a classe média e até segmentos populares, correndo para os planos de saúde diante do agravamento do atendimento no setor público.

Não é exagero dizer que estamos vivendo o caos. Faltam profissionais, o desabastecimento de medicamentos e equipamentos é constante, sucateamento tecnológico, dentre outros graves problemas.

A nossa outrora rede pública do SUS, vem desaparecendo gradativamente. Sobram propostas privatizantes, factoides jogados à população como soluções mágicas, como é o caso do Instituto Hospital de Base.

Por que tudo isso? Não faltam recursos financeiros, pois além da grande ajuda do governo federal com o pagamento da folha dos servidores da saúde, tem ainda o Fundo Constitucional, além do aumento da arrecadação de impostos do GDF, tão alardeado pelo atual governo.

Falta, na verdade, a formulação de uma política de saúde, com a inversão desse modelo centrado em hospitais, para um modelo de implantação de uma rede em todo o Distrito Federal de ações básicas de saúde. O que estamos falando não é a descoberta da roda.

Em várias partes do mundo, onde o povo tem qualidade na assistência à saúde, esse foi o modelo implantado. Países como Canadá e Cuba são referências como modelos de organização de serviços de saúde.

O SUS agoniza no Brasil, mas ainda temos tempo para salvá-lo. Mobilização popular, valorização dos servidores, combate permanente à corrupção, são alguns dos remédios para salvar nosso sistema público de saúde!

(*) Maria José Maninha é do PSOL-DF e ex-deputada federal