“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador nobel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nobel. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Explodi-vos uns aos outros

    Lá pelo ano de 630 e pouco, um célebre médico e alquimista chinês chamado Sun Simião misturou nitrato de potássio, salitre, enxofre, carvão de lenha, mel e arsênio. Estava procurando o elixir da vida eterna, mas encontrou um instrumento de morte.
    Em 1867, o químico sueco Alfred Nobel patenteou a dinamite em seu país.
    Em 1876, patenteou a gelatina explosiva.
   Em 1895, criou o Prêmio Nobel da Paz. Como seu nome indica, o prêmio nasceu destinado a recompensar os militantes pacifistas. Foi financiado por uma fortuna colhida nos campos de batalha.

Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'.
L&PM Editores, 2ª edição, página 333.

domingo, 21 de outubro de 2018

Explodi-vos uns aos outros


Outubro
21
Explodi-vos uns aos outros 


    Lá pelo ano de 630 e pouco, um célebre médico e alquimista chinês chamado Sun Simião misturou nitrato de potássio, salitre, enxofre, carvão de lenha, mel e arsênio. Estava procurando o elixir da vida eterna, mas encontrou um instrumento de morte.
    Em 1867, o químico sueco Alfred Nobel patenteou a dinamite em seu país.
    Em 1876, patenteou a gelatina explosiva.
   Em 1895, criou o Prêmio Nobel da Paz. Como seu nome indica, o prêmio nasceu destinado a recompensar os militantes pacifistas. Foi financiado por uma fortuna colhida nos campos de batalha.

Eduardo Galeano, no livro 'Os filhos dos dias'.
L&PM Editores, 2ª edição, página 333.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Stiglitz: como evitar “a grande queda livre”

Quinta, 7 de janeiro de 2016
Do site outraspalavras.net
160101-Depressão
Desempregados fazem fila para sopa, nos EUA, durante a depressão dos anos 1930. Para Siglitz, políticas hoje hegemônicas podem repetir tragédia de então, porque baseiam-se na mesma lógica elitista

Na virada do ano, Nobel de Economia adverte de novo sobre risco de colapso global semelhante ao dos anos 1930. Para escapar, diz, será preciso derrotar políticas como o “ajuste fiscal” brasileiro

Por Antonio Martins
No início de 2010, menos de dois anos após o início da crise econômica global que persiste até hoje, Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, publicou O Mundo em Queda Livre (“Freefall”). Ao analisar as respostas políticas adotadas até então contra a crise, ele observou que elas ameaçavam conduzir o planeta a uma depressão semelhante à que foi aberta em 1929. O poder das elites financeiras estava levando os governos a adotar medidas que concentravam ainda mais a riqueza e desmantelavam, em favor da “liberdade dos mercados”, o poder de planejamento e regulação dos Estados. No entanto, tais ações conduziriam a uma redução geral da demanda por bens e serviços que terminaria por levar as economias ao colapso. Stiglitz chamou este fenômeno de “O Grande Mal-Estar” (“The Great Malaise”). Nesta virada de ano, ele acaba de reforçar o vaticínio, num artigo alarmante porém não desesperançado. “Os remédios estão à disposição”, diz. O que falta, ainda, é reunir força política para vencer a hegemonia da aristocracia financeira e implementá-los.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O Nobel e a Economia Política

Quarta, 21 de outubro de 2015
Da Tribuna da Imprensa
HÉLIO DUQUE*

Alvíssaras! O ganhador do Prêmio Nobel da Economia, outorga patrocinada pela Academia Real de Ciências da Suécia, demonstra a importância da economia política. O economista Angus Deaton, professor de Economia e Relações Internacionais da Universidade de Princeton, nos EUA, tem a sua obra alicerçada no desenvolvimento com bem estar social. No seu livro “A Grande Fuga: Saúde, Riqueza e as Origens da Desigualdade”, analisa o desenvolvimento ao longo de dois séculos. Ao receber a notícia da premiação, sua fala foi sobre a desigualdade entre pessoas e países, também traduzida atualmente na crise de refugiados que invade a Europa. Afirmando: “O que estamos vendo agora é o resultado de centenas de anos de desenvolvimento desigual nos países ricos, deixando boa parte do mundo para trás. Essas pessoas deixadas para trás querem uma vida melhor, e isso está colocando uma pressão enorme nas fronteiras entre os mundos rico e pobre”.

Não é um tecnocrata da economia para quem a macro e a micro economia deve servir apenas a produção da riqueza concentradora da renda. O economista Angus Deaton entende que o sistema econômico é constituído por um conjunto de grupos sociais e amplos setores produtivos interligados entre si. Resgata a essencialidade da economia política desde os tempos pré-capitalistas. Daí o professor Tyler Cowen, economista da Universidade George Mason, dos EUA, assim se referir ao ganhador do Prêmio Nobel: “Pensem em Deaton como um economista que olha de perto o que os lares pobres consomem para ter uma ideia melhor de seus padrões de vida e de possíveis caminhos para o desenvolvimento econômico. Penso nisto como um prêmio para o empirismo, a importância do desenvolvimento econômico, e indiretamente como um prêmio para a história econômica”.

Infelizmente, a partir do pós-guerra, a economia política foi rebaixada para ser vista como apenas economia, considerada Ciência Econômica. Nada mais equivocado. Ela é uma ciência social e não, como querem fazer entender, uma ciência exata. A inflexão da suposta exatidão tem na matemática, na econometria, na estatística e matérias afins, ministradas nos cursos de economia, instrumentos para a análise da realidade quantificável. Só isso. Enquanto a economia política enfoca, como faz o Nobel de Economia, a sobrevivência humana, valorizando as relações sociais, entendendo que a economia, além da produção, deve ocorrer a distribuição dos bens pelos quais o ser humano atende as suas necessidades básicas. Traduzindo: produção e distribuição constitui a base do processo econômico.

Em 1615, no auge da Revolução Comercial, ao escrever “Traité de d’économie Politique”, o francês Antoine Montchrestien, fundamentava a relação na sociedade das classes detentoras de capital, os proletários e os latifundiários. Defendia que não se deveria separar o adjetivo política do substantivo economia. Anos depois, nos primórdios da Revolução Industrial, quando Adam Smith lançou “A Riqueza das Nações”, produziria a grande obra de economia política, fundamentada na tese da estar a justiça social diretamente vinculada ao progresso econômico, sendo o mercado o principal regulador na construção e geração da riqueza nacional.

A história, a sociologia e a teoria política são partes da economia política, compondo a estrutura da vida em sociedade, no Estado e na própria cidadania. Ao laurear o economista Angus Deaton, com o Nobel de Economia, a academia sueca clarifica que a economia tecnocratizada, despida de preocupação social, é falsificadora da realidade. Os brasileiros estão, nos dias atuais, conhecendo as falácias perversas do que é a burocracia estatal da economia tecnocratizada.

* Helio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Angus Deaton recebe Nobel de Economia por trabalho sobre consumo e pobreza

Segunda, 12 de outubro de 2015
Da Agência Lula / Agência Brasil
O professor Angus Deaton, de 69 anos, que tem nacionalidade britânica e norte-americana, ganhou o Prêmio Nobel da Economia pelo seu trabalho sobre o consumo associado à pobreza, anunciou hoje o Comitê Nobel.

O professor, que nasceu na Escócia e trabalha nos Estados Unidos, na Universidade de Princeton, tem-se dedicado à área do desenvolvimento econômico. Em comunicado, o júri informou que ele foi  escolhido "pela sua análise do consumo, da pobreza e do bem-estar".

sábado, 29 de dezembro de 2012

Arcebispo Desmond Tutu, da África do Sul, apela por libertação de Liu Xiaobo, Prêmio Nobel da Paz

Sábado, 29 de dezembro de 2012
Líder chinês Xi Jinping: Liberte o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo e sua esposa Liu Xia
Líder chinês Xi Jinping: Liberte o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo e sua esposa Liu Xia
Desmond Tutu
Petition by
Desmond Tutu
South Africa

Liu Xiaobo é um intelectual chinês proeminente, ativista da democracia e o único ganhador do Prêmio Nobel preso. Na condição de colega também premiado, peço para você se unir a nós e a outros 134 ganhadores do Nobel para apelar ao líder chinês Xi Jinping pela libertação de Liu Xiaobo e de sua esposa, Liu Xia, que está em prisão domiciliar.
 
Dr. Liu é ativista histórico dos direitos humanos e foi condenado em 2009 por ajudar a escrever um manifesto político, a “Carta 08”, favorável à reforma democrática pacífica e com pedidos de mais respeito aos direitos humanos e do fim do regime de um partido só na China. Depois de capturar Dr. Liu, a polícia o prendeu sem acusação e o deixou sem acesso a um advogado por seis meses. O governo impediu também que a esposa de Liu, diplomatas internacionais e a imprensa assistissem ao julgamento.
 
Em 8 de outubro de 2010, o Comitê Norueguês do Nobel deu o passo corajoso de conceder a Dr. Liu o Prêmio Nobel da Paz em reconhecimento à “luta longa e não violenta pelos direitos fundamentais na China”.
 
Ao invés de celebrar este grande prêmio entregue a um de seus cidadãos, a polícia chinesa colocou a esposa de Dr. Liu, Liu Xia, em prisão domiciliar sem nenhuma acusação ou processo legal, e impediram que diplomatas e jornalistas se encontrassem com ela.
 
Dois anos depois, tanto Dr. Liu quanto Liu Xia continuam detidos. Apesar de as Nações Unidas afirmarem que a detenção de Dr. Liu e a prisão domiciliar de Liu Xia violam as leis internacionais, o governo continua a isolá-los do resto do mundo.
 
Essa violência flagrante contra o direito fundamental ao processo e à livre expressão deve ser publicizada e confrontada com força pela comunidade internacional. É por isso que eu e meus 134 colegas ganhadores do Prêmio Nobel estamos juntos para pedir a libertação imediata e incondicional.
 
Junte-se a nós assinando este abaixo-assinado endereçado ao líder chinês Xi Jinping. Nós confiamos que a sua participação dará uma mensagem clara ao governo chinês de que a continuação da detenção do único prisioneiro do mundo ganhador do Nobel da Paz e de sua esposa -- em clara violação de sua liberdade de expressão e de direito a processo legal -- não será tolerada pela comunidade internacional. Junte-se a nós e faça as novas lideranças chinesas saberem que os direitos humanos fundamentais devem ser respeitados em qualquer lugar.
 
É hora de libertar Liu Xiaobo e Liu Xia.


Desmond M. Tutu
Arcebispo Emérito da Cidade do Cabo, África do Sul.
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =
Para assinar a petição acesse o site do change.org e em "Buscar abaixo-assinado" pesquise por "desmond tutu".

domingo, 14 de novembro de 2010

Domingo, 14 de novembro de 2010
"Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã." (Da nobel da paz iraniana, Shirin Ebadi)

sábado, 10 de outubro de 2009

Obama e Guatánamo

Sábado, 10 de outubro de 2009
Obama vence o Nobel da Paz. Como devem estar se sentindo os iraquianos, os afegãos e os presos de Guantánamo?

E o Nobel ainda vai para Obama