“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Justiça nega habeas corpus preventivo a Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula

Segunda, 19 de setembro de 2016
André Richter - da Agência Brasil

O desembargador João Pedro Gebran Neto negou habeas corpus protocolado pela defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para impedir abertura de uma ação penal. Na decisão, o magistrado entendeu que não é possível conceder liminar contra eventual decisão do juiz Sérgio Moro contra o acusado.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Defesa de Lula entra com ação no CNMP contra procuradores da Lava Jato; e Okamotto diz que OAS foi a primeira empresa que encontrou para arcar com a guarda do acervo de Lula

Quinta, 15 de setembro de 2016
André Richter e Elaine Patricia Cruz - Repórteres da Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou hoje (15) que entrou com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a atuação dos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Porto Seguro: 'A Rose não precisa falar comigo para chegar no Lula', diz Paulo Okamotto

Terça, 20 de maio de 2014
Presidente do Instituto Lula confirma que conversou com Rosemary Noronha sobre investigações do governo, mas diz que não ajudou financeiramente a ex-chefe de gabinete da Presidência: “A Rose me procura para reclamar”, diz
Robson Bonin, de Brasília
Revista Veja — 20/5/2014
O CARA - Paulo Okamotto, Presidente do Instituto Lula
O CARA - Paulo Okamotto, Presidente do Instituto Lula (Eduardo Knapp/Folhapress)
O sindicalista Paulo Okamotto ocupa um papel central no organograma de poder do petismo. Diretor-presidente do Instituto Lula, Okamotto é uma espécie de anjo da guarda e faz tudo do ex-presidente, o responsável por manter a vida de Lula em ordem e longe dos holofotes da imprensa. Tudo que se passa no gabinete mais movimentado do país – depois da sala da presidente Dilma Rousseff, em Brasília – diz respeito a Okamotto. Comandar os assuntos que giram em torno de Lula é sem dúvida uma grande demonstração de poder. Mas toda posição de prestígio tem seu preço. E Okamotto tem sentido na pele nos últimos meses os dissabores de ser o porta-voz de Lula para assuntos mais, pessoais, para assim dizer. Entre tantos assuntos caros a Lula, Okamotto é o responsável por administrar o temperamento explosivo da ex-chefe de gabinete da Presidência da República Rosemary Noronha. Na impossibilidade de manter contato direto com o ex-presidente, de quem se diz amiga, Rose não hesita em importunar Okamotto. Quando se sente infeliz ou amedrontada pelos processos na justiça, ela aplaca seus fantasmas discando o número de celular do “P.O.”, como se refere ao auxiliar de Lula.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Paulo Okamotto, um filme déjà vu

Domingo, 30 de dezembro de 2012
Paulo de Tarso Venceslau,
Ex-petista, ex-secretário de Finanças de São José do Campos,  economista e diretor de redação do Jornal Contato.

O nome de Paulo Okamoto nas manchetes de jornais não é novidade. A imprensa insiste em mantê-lo nos cadernos políticos quando deveria confiná-lo nas páginas policiais. É a minha opinião por tudo que conheci e convivi com essa misteriosa figura, responsável, entre outras coisas, pela administração das contas pessoais do ex-presidente, desde o tempo em que Lula presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.
 
Okamoto tem muito a explicar

A leitura do Estadão de terça-feira,11, me deu a sensação de estar vivendo de novo uma experiência já vivida. O chamado déjà vu, termo inventado pelo filósofo francês Emile Boirac, que sonhava com o Esperanto um dia ser a língua universal da humanidade. Dizem que até Santo Agostinho já teria pesquisado o tema que, segundo o santo, não passava de um erro de nosso cérebro difícil de explicar.

Nos meus tempos de militante, Okamoto fazia parte de um esquema paralelo ao da greve que corria solto em 1979. Seu nome constava de uma lista de dirigentes sindicais que deveriam assumir clandestinamente o sindicato, caso a diretoria eleita fosse presa pela polícia política. Nessa mesma ocasião, eu era um dos coordenadores da parte financeira do Fundo de Solidariedade que funcionava na Assembleia Legislativa de São Paulo. Chegava muita grana do exterior. O Euro ainda não existia. Mas os dólares, francos e marcos eram muito bem recebidos.

O administrador do Sindicato, Sadao Higuchi, era quem encaminhava os recursos vindos do exterior para o compadre de Lula. Sadao morreu “afogado”na represa localizada nas proximidades de Bragança Paulista em 13 de junho de 1998, em plena campanha eleitoral. Lula fez questão de suspender todas as atividades para participar das buscas. Quem conhece a represa, como eu conheço, não consegue entender o que aconteceu. Sadao morreu afogado, mas tinha uma contusão na cabeça. Ele teria caído n’água e o barco teria se chocado com ele. Pequeno enorme detalhe: tratava-se de um bote inflável.

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AUDITORIA

Em 1992, o PT elegeu vários prefeitos no estado. Indicado por José Dirceu e Aloísio Mercadante, assumi a secretaria de Finanças de São José dos Campos. A empresa CPEM, representada pelo compadre de Lula, era a maior credora da prefeitura então comandada pela futura bailarina Ângela Guadagnin. Auditoria externa que contratei comprovou uma série de irregularidades. Informado pessoalmente por mim, Lula convocou Okamoto e ordenou que ele me acompanhasse em uma conversa com seu compadre. Ou seja, enviou-me para conversar pessoalmente com o acusado.

Por outro lado, na mesma ocasião, Okamoto circulava pela prefeitura de São José em busca de lista de empresários credores. Ele não ocupava qualquer cargo no paço. Era evidente que buscava recursos paralelos, com anuência da então prefeita.

No mesmo dia em que a auditoria externa encerrou seus trabalhos e me enviou o relatório fui exonerado sumariamente a pedido de Paulo Okamoto e Paulo Frateschi, segundo me relatou a própria prefeita. Algumas semanas antes da exoneração, sofri um atentado na então Rodovia dos Trabalhadores, hoje Ayrton Senna. O carro ocupado por três homens enormes tinha chapa fria, conforme informou a Polícia Civil onde registrei o Boletim de Ocorrência. Detalhe: o carro em que me encontrava era dirigido por um funcionário de carreira da prefeitura, que urinou nas calças, literalmente.

Quando Lula foi eleito em 2002, pensei seriamente em pedir asilo político em algum país europeu. Cheguei a ter pesadelos. Sonhava que Okamoto era chefe da Polícia Federal. Fui dissuadido por meu sogro, um advogado brilhante, Lupércio Marques de Assis, que morreu logo após a posse do governo petista.

Em 2006, defrontei-me com Paulo Okamoto em uma acareação realizada no Congresso Nacional por ocasião da CPI dos Bingos. Na ocasião, entreguei formalmente uma vasta documentação aos congressistas. Duvido que alguém tenha lido. Mas uma coisa me chamou a atenção: o olhar de ódio com que Okamotto me encarava.

Diante desse breve relato, não tenho nenhum motivo para por em dúvida o depoimento de Marcos Valério, um dos responsáveis pelo mensalão que o levou à condenação superior a 40 anos. Parece que foi para mim que Okamoto disse: “Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você. (…) Ou você se comporta, ou você morre.”

Fonte: Tribuna da Internet

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Depoimento de Marcos Valério relata ameaças de morte

Terça, 11 de dezembro de 2012 
'Ou você se comporta, ou morre', teria dito Paulo Okamotto em 2005; hoje diretor do Instituto Lula, ele não comentou acusação do empresário


Felipe Recondo, Alana Rizzo e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
Visto como um potencial homem-bomba pelo PT por saber como foi montado passo a passo o mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente. Se abrisse a boca, morreria, disse o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República.
Ameaças teriam sido feitas por Paulo Okamoto, segundo Valério - Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Ameaças teriam sido feitas por Paulo Okamoto, segundo Valério


"Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você", teria dito Okamotto a Valério, conforme as duas últimas das 13 páginas do depoimento prestado no dia 24 de setembro pelo operador do mensalão ao Ministério Público Federal. "Ou você se comporta, ou você morre", teria completado Okamotto. Valério disse à subprocuradora da República Cláudia Sampaio e à procuradora Raquel Branquinho que foi "literalmente ameaçado por Okamotto". Procurado, o diretor do Instituto Lula não comentou o caso ontem.