“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Síria é tabuleiro do jogo de interesses de grandes potências, diz professor


Segunda, 12 de outubro de 2015
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
O território sírio se transformou em um espaço de disputa entre as grandes potências, principalmente os Estados Unidos e a Rússia, e esse tipo de conflito não é novidade no Oriente Médio, que historicamente tem sido palco de guerras com participação externa, com os exemplos mais recentes no Iraque e no Líbano, diz o professor Kai Kenkel, do Instituto de Relações Internacionais da PUC Rio.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Faltou combinar com os russo — Os EUA e a situação na Síria


Segunda, 21 de setembro de 2015

 (Carta Maior|) -Tendo aberto a Caixa de Pandora na Síria, ao tentar retirar esse país da área de influência de Moscou, armando terroristas islâmicos para derrubar o governo - aliado russo - de Bashar Al Assad, e depois de destruir, nessa tentativa, a nação que tem mais refugiados hoje espalhados pelo mundo, Washington reconhece agora que terá de negociar com Moscou por meio de "discussões táticas práticas", para evitar "erros de cálculo" que possam colocar os EUA e a Rússia em conflito no teatro de operações sírio.
Incapaz de colocar tropas no local - seu negócio é brincar com joysticks, bombardeando apenas algumas posições do Estado Islâmico, um inimigo que eles próprios criaram, no Iraque e na Síria, dois países que estavam estáveis e em paz antes das recentes, em termos históricos, intervenções dos EUA e de seus aliados - Washington diz que quer evitar que algum soldado russo - existem vários deles no país, sediados na base naval russa de Tartus e na base aérea síria de Latakia - seja inadvertidamente ferido por ações militares "ocidentais", dirigidas contra os terroristas do EI.

sábado, 21 de setembro de 2013

Armas químicas: os EUA já usaram

Sábado, 21 de setembro de 2013
Escrito por Luiz Eça
Correio da Cidadania

Entre 1962 e 1971, as forças armadas americanas pulverizaram o país com cerca de 20 milhões de galões de herbicidas e desfolhantes, os chamados Agentes Laranja, para despojar os vietcongs de alimentos e abrigos.
 
3 milhões de vietnamitas  sofreram os efeitos deste veneno, que contém Dioxina, um composto químico associado a câncer e diversos defeitos de nascença.

O governo do Vietnam calcula que esses ataques químicos causaram a morte de 400 mil pessoas e defeitos de nascença em 500 mil crianças.

Nem a França, nem o Reino Unido, nem nenhum outro país falou em punições para esta verdadeira atrocidade.

Comentando o uso do Agente Laranja, Christopher Busby, Secretário do Comitê Europeu Sobre Riscos de Radiações, disse que, embora não tivesse sido projetado para matar pessoas, “…produzia efeitos colaterais muito graves e eles (os americanos) não deveriam o ter usado, pois deveriam estar a par desses efeitos. Pelo menos, quando o usaram, deveriam ter constatado esses efeitos e deveriam ter parado de usá-lo imediatamente. Mas, não pararam”.

Parece que, nessa época, os EUA não consideravam as armas químicas tão hediondas assim…

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Síria: Carta-aberta de Putin ao povo norte-americano, publicada no New York Times

Sexta, 13 de setembro de 2013 

Vladimir V. Putin (New York Times)

Os recentes acontecimentos relacionados à Síria levam-me a dirigir-me diretamente ao povo norte-americano e aos seus líderes políticos. É importante que o faça, num momento em que não há suficiente comunicação entre nossas sociedades.

Nossas relações passaram por diferentes etapas. Enfrentamo-nos durante a Guerra Fria, mas também fomos aliados uma vez e juntos derrotamos juntos os nazistas. Criou-se então a Organização das Nações Unidas, para evitar voltasse a acontecer tal devastação.

Os fundadores das Nações Unidas perceberam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas sempre por consenso e, com a anuência dos Estados Unidos, o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança está consagrado na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria que se condensa nesse dispositivo tem servido de base, há décadas, para a estabilidade das relações internacionais.

Ninguém deseja para a ONU o destino que teve a Liga das Nações, que entrou em colapso porque não tinha influência real. Mas é o que pode acontecer, se os países influentes ignorarem a ONU e decidirem por ação militar sem autorização do Conselho de Segurança.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Veteranos da CIA advertem Obama para o erro de atacar a Síria sem provas

Segunda, 9 de setembro de 2013

Deu no Consortium News
Apesar da administração Obama estar supostamente informada “com alta precisão” de que o governo da Síria perpetrou um ataque com armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, contra a população civil, dezenas de ex-militares dos EUA e funcionários da inteligência norte-americana estão dizendo ao presidente que estão recolhendo informações diametralmente opostas à história oficial.

Um memorando para o presidente, do instituto Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS), vazado para a mídia norte-americana, neste sábado, traz como assunto a questão: Será a Síria uma armadilha?. A prioridade do documento foi classificada como “Imediata”.

A mensagem, publicada na página Consortium News, aparece assinada por uma lista de veteranos da inteligência norte-americana, encabeçada por Thomas Drake, aposentado como executivo sênior da National Security Agency (NSA, na sigla em inglês), Philip Giraldi, na reserva como oficial de operações da Central Inteligence Agency (CIA, também na sigla em inglês), Matthew Hoh, capitão reformado da Marinha dos EUA, com serviços prestados no Iraque e no Afeganistão, no Foreign Service Office, e Larry Johnson, também aposentado pela CIA, com serviços prestados ao Departamento de Estado norte-americano.

REINO UNIDO TAMBÉM SABE…

Segundo a mensagem ao presidente Barack Obama, ex-companheiros de trabalho dos agentes o assinam “estão dizendo, categoricamente, que ao contrário do que afirma a sua administração, a informação mais fidedigna mostra que (o presidente da Síria) Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e que os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”.

“Neste breve informe, optamos por assumir que o Sr. não tenha sido plenamente informado, porque seus assessores decidiram lhe oferecer a oportunidade do que comumente se conhece com “negação plausível”. Já passamos por isso antes, com o presidente George W. Bush, a quem lhe dirigimos nosso primeiro VIPS memorando, imediatamente após o discurso de Colin Powell na ONU, em 5 de fevereiro de 2003, quando se descobriu a “inteligência” fraudulenta para apoiar um ataque ao Iraque. Naquele momento, optou-se por dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que ele teria sido enganado, o, no mínimo, muito mal assessorado. A natureza fraudulenta do discurso de Powell era uma obviedade”, afirma o texto.

Ainda segundo os veteranos, as fontes que eles ouviram, de dentro do governo Obama, sabem que “houve um acidente no manuseio de armas químicas, mas insistem, sem nenhuma dúvida, que o incidente não foi resultado de um ataque perpetrado pelo exército sírio com armas químicas do arsenal militar. O que nos informam é que o diretor da CIA, John Brennan, está perpetrando uma fraude idêntica a que ocorreu nos momentos que antecederam a Guerra do Iraque junto aos membros do Congresso e aos meios de comunicação, ao público e até ao senhor presidente”.
Fonte: Tribuna da Imprensa

(transcrito do site Iran News)

domingo, 8 de setembro de 2013

Confirmado: foram os rebeldes quem usaram armas químicas na Síria. Mesmo assim Obama…

Domingo, 8 de setembro de 2013
Francisco Xavier — Tribuna da Imprensa
Os depoimentos de testemunhas e vítimas no distrito de Guta, na periferia de Damasco, “indicam com toda a evidência que o gás neuroparalítico sarin foi usado por militantes da oposição síria”, disse em entrevista à televisão suíça a membro da Comissão de Inquérito da ONU sobre possíveis violações dos direitos humanos na Síria, Carla Del Ponte.

“A comissão pericial não encontrou traços de uso de armas químicas pela parte do Exército governamental”, sublinha Del Ponte.

Ao mesmo tempo, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon declarou que os peritos da ONU sobre armas químicas que trabalham na Síria precisam mais tempo para tomar a decisão e fazer o relatório.


Em vão esperneia o leitão depois que o fazendeiro já tem ele amarrado e com a faca de ponta afiada. Os Estados Unidos realmente podem destruir qualquer exército da terra. Mas, e o custo-benefício?

Faz-me lembrar de um caseiro de uma fazenda daqui, no interior do Goiás, que também disse que não tinha medo de ser picado, mas só procurava roubar o mel de abelhas sem ferrão, do tipo jataí.

Será que ele conseguiria tirar o mel da “abelha tradicional, hoje africanizada? Claro que conseguiria! Mas, será que a quantidade de mel compensaria as ferroadas recebidas? Para ele, na sua comodidade, com certeza, não. Era preferível pilhar as colmeias indefesas…

O mesmo pensamento vale para as relações entre as nações: Os Estados Unidos, assim como aquele caseiro, só tripudiam em cima de nações “sem o ferrão” das armas nucleares, como o Brasil.

Papa Francisco denuncia “guerras comerciais”

Domingo, 8 de setembro de 2013 
Do Bahia em Pauta 
DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA
O Papa repetiu neste domingo o seu apelo a uma “solução justa” para a Síria e, um dia depois de ter juntado cem mil pessoas na Praça de São Pedro numa vigília pela paz, lançou novo repto aos que defendem uma intervenção militar contra o regime de Damasco ao afirmar que muitas guerras têm como único propósito alimentar o comércio de armas.

Aos milhares de fiéis reunidos para a oração do Angelus, numa praça ainda mais cheia do que o habitual, Francisco pediu para que se empenhem “na luta contra o mal”. “Isso implica dizer não aos ódios fratricidas e às mentiras que os alimentam, dizer não à violência em todas as suas formas, dizer não à proliferação e ao comércio ilegal de armas.”

Afastando-se do texto distribuído aos jornalistas, o Papa disse que paira sobre muitos conflitos a mesma dúvida – “é esta ou aquela guerra sobre problemas reais ou são guerras para vender armas?”. E acrescentou: “Há guerras comerciais para vender estas armas de forma ilegal”. “Estes são os inimigos que devemos combater – juntos e unidos, seguindo nenhum outro interesse que não seja a paz e o bem comum”.

Sobre a guerra na Síria, Francisco agradeceu a todos os que, em Roma ou pelo mundo, participaram na jornada de “jejum e oração” e afirmou que todos devem continuar empenhados. “Convido todos a continuar a rezar para que a violência e as devastações cessem imediatamente” e para que seja possível “encontrar uma solução justa para o conflito fratricida”.
No seu discurso semanal, proferido da janela da residência papal, Francisco lembrou ainda a instabilidade no Líbano, os atentados recentes no Iraque, as divisões no Egito e a necessidade de “israelitas e palestinos avançarem com determinação e coragem” nas negociações de paz.
 
Cerca de cem mil pessoas estiveram ontem, entre as 19h e as 23h, na vigília que o Papa convocou no domingo passado, um dia depois de o Presidente norte-americano, Barack Obama, ter confirmado a intenção de atacar a Síria em resposta ao uso de armas químicas que, segundo as secretas ocidentais, foi ordenado pelo regime de Bashar al-Assad. Sem nunca se referir directamente aos EUA ou à França (o único país que já confirmou a intenção de alinhar numa ofensiva), o Papa declarou que “nunca o uso da violência trouxe paz”.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Revelações da WikiLeaks sobre a atuação dos EUA na Síria

Sexta, 10 de fevereiro de 2012

 
Oposição síria, em 2006, para os EUA:
[Uns] "Sejam mais discretos. Metam os US$ numa mala, e estamos conversados."
[Outros] "Respeitem-nos! Os EUA não querem parceiros na Síria: querem serviçais".


Telegrama 06DAMASCUS760
http://wikileaks.org/cable/2006/02/06DAMASCUS760.html#


Reference ID Created Released Classification Origin
06DAMASCUS760 2006-02-27 09:57 2011-08-30 01:44 CONFIDENTIAL Embassy Damascus

ASSUNTO: Mais dinheiro dos EUA para a oposição síria [em 2006]


REF: DAMASCUS 0701


1. (C) Resumo: A operação "Anunciando a Democracia Síria", do Governo dos EUA, continua a provocar reações contraditórias em Damasco, entre a oposição e outras figuras políticas. Já informamos em telegrama anterior as primeiras reações negativas. Exame posterior da mesma questão permite ver um conjunto mais nuançado de reações. Alguns receberam com entusiasmo a iniciativa, dizendo que nossa operação envia a mensagem de que os EUA apoiam a oposição e não farão nenhum tipo de "negócio" com o governo de Assad; mas mesmo esses ainda questionam se o dinheiro que estamos oferecendo chegará às mãos dos membros mais sérios da oposição. Um de nossos contatos descreveu a reação inicial (negativa) de membros da oposição como exagerada, "mas típica". Vários contatos ofereceram sugestões de como podemos ajudar com dinheiro, apoiando a sociedade civil e o desenvolvimento democrático na Síria.


Um importante dissidente e ex-prisioneiro político, ecoando suspeitas generalizadas sobre as intenções dos EUA, considerou nossa oferta "insultuosa". Para ele, os EUA são hipócritas ao apoiar a democracia na região; disse que nos interessamos apenas por encontrar "instrumentos" por aqui, não parceiros. Não se registrou nenhum (ou quase nenhum) apoio público à oferta de dinheiro que fizemos à oposição síria. FIM DO RESUMO.


2. (C) "Metam o dinheiro numa mala, e estamos conversados"


Basil Dahdouh, deputado independente do Parlamento Sírio entende que o dinheiro agora oferecido envia importante mensagem à oposição, indicando que os EUA estão sendo "sérios", na disposição para cooperar. Essa mensagem estimulará a oposição. Contudo, o deputado considera o modo como o dinheiro tem sido entregue "burocrático, legalista e 'público' demais para dar algum resultado". "Aqui nessa região as coisas não são feitas desse modo" – disse Dahdouh. "Khalid Misha'al vai a Teerã e volta com alguns milhões numa mala simples. Não precisa assinar recibos, nem papelada, nem precisa de computadores" – disse ele. Para o deputado, o modo como os EUA entregam o dinheiro é característico de estado com leis e regulações, "mas nada disso corresponde à mentalidade nessa região". Por fim, o deputado Dahdouh disse que o fato de a entrega de dinheiro ser pública, do conhecimento de vários, dada a imagem dos EUA no mundo árabe, acabará por destruir a credibilidade de qualquer um que receba o dinheiro. As pessoas dirão "Ora, claro que ele disse tal ou tal coisa. Ele é pago pelos norte-americanos".


3. (C) SUGESTÕES MAIS AMPLAS PARA APOIARMOS: Quanto a sugestões de áreas nas quais os EUA poderiam oferecer apoio mais discreto à oposição, Dahdouh sugeriu ajuda financeira a famílias de prisioneiros políticos, algo como algumas poucas centenas de dólares por mês, por família. Essa ajuda reduziria o "alto risco de empobrecimento das famílias" que acompanha sempre a prisão de qualquer dissidente. Embora admita que não sabe como se poderia implementar esse tipo de programa, Dahdouh indicou o International Committee of the Red Cross (ICRC) como possibilidade. Também sugeriu que os EUA ampliem o alcance dos programas culturais, programas de conferências, bolsas para estudo de inglês e acesso à internet. Na opinião dele, os EUA podem usar relações culturais para canalizar pequenas quantias de dinheiro para bolsas de estudo, prêmios, remuneração de conferencistas e painelistas e coisas desse tipo. A chave é não procurar a controvérsia, mas manter programas regulares com reuniões, através das quais pequenas quantidades de dinheiro possam ser distribuídas. Dahdouh também sugeriu que se crie um centro de traduções que se concentraria não nas manchetes e nas opiniões "das vozes mais ouvidas" (quase todas de apoio ao regime), mas em ideias alternativas, com bom conteúdo intelectual sério. Esse centro também poderia ser usado como veículo para distribuir alguns subsídios informais. (...)


9. (C) CRÍTICA DOS DISSIDENTES: Yassin Haj Saleh, prisioneiro político por 18 anos, foi quem apresentou a crítica mais consistente contra nossa proposta de oferecer dinheiro à oposição. Disse que a oferta é "insultuosa". Pede que os EUA "parem de negociar com os sírios desse modo desrespeitoso". Solicitado a explicar-se melhor, Saleh disse que os EUA são hipócritas quando oferecem apoio à democracia no mundo árabe, mas só apoiam a democracia na Síria, e não apoiam democracia alguma na Palestina – onde os EUA ignoraram completamente o governo democraticamente eleito do Hamás. "Vocês cortam milhões de ajuda à democracia na Palestina e oferecem centavos à democracia síria. Vocês só querem instrumentos, subordinados, não querem nem parceiros nem amigos" – Saleh insistiu.


10. (C) Na opinião de Saleh, os EUA "continuam a ser profundamente hostis a qualquer ideia de independência no mundo árabe, mesmo hoje", anos depois do fim da Guerra Fria e décadas depois de Nasser ter desaparecido do cenário. O "maior presente que os EUA poderiam dar, para ajudar a democracia na Síria, seria uma proclamação pública em que criticassem a ocupação israelense no Golan, exigissem a imediata retirada de Israel e oferecessem apoio a negociações" – disse Saleh. Saleh também observou que as pessoas que aceitarem dinheiro dos EUA "são as menos confiáveis de toda a oposição síria." Disse que os EUA dariam melhor uso ao seu dinheiro se oferecessem bolsas para estudantes sírios pobres estudarem nos EUA.


11. (C) NENHUM APOIO POPULAR: Figuras do campo das Relações Públicas tendem a dividir-se entre declarações categoricamente críticas (dos nacionalistas tradicionais), e formulações um pouco mais nuançadas – mas sempre rejeitando qualquer ajuda, por princípio –, dos que parecem mais simpáticos ao apoio ocidental. Hassan Abdul Azim, porta-voz do Grupo Democrático Nacional, coligação de cinco partidos da oposição constituído de pan-arabistas e ex-comunistas, disse que seu grupo recusaria qualquer "financiamento vindo do lado ocidental" e puniria membros que aceitassem aquele dinheiro.


Michel Kilo, ativista, disse que os problemas da oposição síria são políticos, não financeiros. Acrescentou, porém, que a oposição não quer receber apoio financeiro dos EUA, por causa "da política dos EUA no Oriente Médio e sobre a Palestina". [assina] SECHE

  • O original encontra-se em http://wikileaks.org/cable/2006/02/06DAMASCUS760.html#

    Este telegrama encontra-se em http://resistir.info/ .
  • segunda-feira, 14 de novembro de 2011

    SÍRIA: Como se censura todo um país – usando equipamentos americanos

    Segunda, 14 de novembro de 2011
    Da Pública


    Tecnologia produzida por uma empresa americana tem sido usada pelo violento governo da Síria para monitorar e censurar a internet no país 
    Por Pratap Chatterjee, do Bureau of Investigative Journalism 
    Enquanto aumenta a pressão internacional contra o governo da Síria, que tem reprimido violentamente os protestos no país – a União Européia aumentou as sanções e a Liga Árabe decidiu suspender a Síria – uma revelação feita pelo Bureau of Investigative Journalism mostra uma faceta bem menos conhecida da repressão: as empresas que vendem a tecnologia.
    A reportagem feita pelo parceiro da Pública mostra que uma tecnologia produzida por uma empresa americana está sendo usada pelo governo Sírio liderado pelo presidente President Bashar al-Assad para censurar a internet e monitorar os dissidentes.
    O equipamento produzido pela companhia Blue Coat, do Vale do Silício, permite que corporações e governos gerenciem o tráfico de dados de suas redes.
    Porém a mesma tecnologia pode ser usada para monitorar usuários e bloquear o acesso ao Facebook e ao Skype – ambos foram essenciais durante as revoltas da Primavera Árabe no Egito e na Tunísia.
    Agora, ativistas afirmam que o governo da família al-Assad está usando a tecnologia da Blue Coat para reprimir os dissidentes sírios.
    Em agosto a  Telecomix, um grupo de ativistas hackers da Suécia que tem apoiado dissidentes do Oriente Médio com tecnologia de criptografia e o fornecimento de sistemas de comunicação locais, obteve 54 gigabites de dados de telecomunicação da Síria.
    De acordo com os ativistas os dados mostraram que a tecnologia produzida pela Blue Coat foi usada para filtrar a comunicação por internet de todo o país.