“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 24 de novembro de 2018

Aos amigos da Auditoria Cidadã da Dívida, um alerta sobre o danoso Projeto de Lei de "Securitização de Créditos"

Sábado, 23 de novembro de 2018
Da Redação do Duplo Expresso
Prezados(as) amigos(as) da ACD,

Vocês devem ter acompanhado a importante iniciativa de entregar INTERPELAÇÃO EXTRAJUDICIAL a todos os líderes de todos os partidos na Câmara dos Deputados e para o presidente da Casa, Dep. Rodrigo Maia (veja em https://auditoriacidada.org.br/conteudo/interpelacao-extrajudicial-sobre-o-plp-459-2017-entregue-a-parlamentares-em-21-11-2018/ ), para que ninguém possa dizer que votou sem saber os enormes danos que estão por trás do texto cifrado do PLP 459/2017, que trata da chamada “Securitização de Créditos”:


– Desvio de arrecadação tributária;
– Geração ilegal de dívida pública de forma disfarçada;
– Ofensa a toda a legislação de finanças do país
– Enormes prejuízos aos cofres públicos e às gerações atuais e futuras


Há forte pressão do setor financeiro (que é o maior beneficiário desse esquema) e também de novos governadores e prefeitos, iludidos com o dinheirinho inicial que esse esquema possibilita, porém, com imenso dano logo em seguida, como restou comprovado durante a CPI da PBH ATIVOS S/A realizada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (https://auditoriacidada.org.br/conteudo/relatorio-preliminar-especifico-de-auditoria-cidada-da-divida-no-2-2017/ ).

Há pressão também de gestores públicos de entes federados onde esse esquema foi implantado de forma ilegal (a exemplo da CPSEC S/A em São Paulo, da MGI PARTICIPAÇÕES S/A em Minas Gerais, da PBH ATIVOS S/A em Belo Horizonte), como piloto, justamente para contar com todo o empenho desses gestores para a aprovação desse nocivo projeto, face ao risco de graves problemas legais para tais gestores.
Órgãos de controle têm se manifestado e até impedido o funcionamento desse esquema, como recente decisão do TCE-Paraná por exemplo (https://auditoriacidada.org.br/conteudo/acordao-no-1580-18-tribunal-pleno-proibe-que-governo-do-parana-realize-operacoes-de-cessao-de-direitos-creditorios/ ), entre outras, mas a ganância do mercado financeiro sobre os recursos públicos e a irresponsabilidade de gestores que não estão medindo as consequências desse esquema para o país ignora tudo isso!
A sociedade precisa agir e mostrar que não admite a aprovação do PLP 459/2017.
Enviem mensagem para os deputados federais (https://1drv.ms/x/s!At1FNgeq_ZBogQL7Un-n5BGaMNwJ) pedindo a rejeição a esse PLP 459/2017. Será muito importante também telefonar para os gabinetes (https://1drv.ms/x/s!At1FNgeq_ZBogQL7Un-n5BGaMNwJ) e todas as outras formas de contato que puderem.

Temos que agir, pois o dano decorrente da aprovação desse PLP 459/2017 será irreparável!
Maria Lucia Fattorelli

Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Amanhã (14/8) terá debate na Câmara dos Deputados para discutir: “Securitização de Créditos” e seus impactos na geração de dívida pública e na destinação de arrecadação tributária”

Segunda, 13 de agosto de 2018
Da
Auditoria Cidadã da Dívida
Na próxima terça-feira (14/08) está marcado debate na Câmara dos Deputados para discutir: “Securitização de Créditos” e seus impactos na geração de dívida pública e na destinação de arrecadação tributária”.
A Audiência Pública foi uma conquista da Auditoria Cidadã da Dívida e entidades apoiadoras, que há algum tempo lutam para que a Casa escute especialistas e estudiosos acerca dos das reais consequências da aprovação Projeto de Lei 459/2017, que trata da falsa ideia de securitização de créditos de difícil arrecadação. O requerimento ( nº 421/18 e 434/18) é de autoria do deputado Félix Mendonça Jr.

Expositores:

– Maria Lucia Fattorelli – Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida
– Achilles Linhares de Campos Frias – Presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ);
– Luiz Cláudio de Araújo Martins – Vice-Presidente de Política de Classe- Presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP);
– Carmen Bressane – Advogada e Coordenadora do Núcleo de SP da Auditoria Cidadã da Dívida;
– Antônio Gomes de Vasconcelos – Professor da Faculdade de Direito da UFMG;
– Renato Lopes Becho – Juiz Federal (AJUFE);
– Juracy Soares – Presidente da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE.

Sobre o Projeto: 

Essa falsa propaganda, feita pelo governo, tem causado um entendimento errado sobre o que o projeto realmente se propõe.
Quando analisado verifica-se que o projeto desvia arrecadação tributária e viabiliza a realização de operação de crédito ilegal e não devidamente autorizada. Utiliza empresa estatal criada para operar engenharia financeira que possibilita o ingresso de algum dinheiro rápido por meio de empréstimo ilegal, porém, a um custo altíssimo e inconstitucional que afeta negativamente as
finanças públicas atuais e futuras.

Precisamos combater esse esquema que poderá comprometer por anos as finanças públicas.
Este esquema financeiro é semelhante ao que atuou na Europa, quebrou a Grécia e comprometeu toda a economia do Continente. No Brasil, já está funcionando em alguns estados e municípios (embora não exista lei federal autorizativa)! Em Belo Horizonte uma CPI investigou a PBH Ativos S/A, empresa criada para operar o esquema, tendo comprovado desvio de R$ 260 milhões de arrecadação tributária em favor do BTG Pactual S/A e perda efetiva para o Município na ordem de R$ 70 milhões, em apenas 3 anos de funcionamento.
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Leia também:

Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida alerta para os riscos do projeto que legaliza esquema de securitização

segunda-feira, 2 de abril de 2018

PLP 459/2017 desvia arrecadação tributária e gera dívida pública ilegal

Segunda, 2 de abril de 2018
Se preferir beber direto na fonte, clique aqui

Por
Maria Lucia Fattorelli
22/03/2018
Grande propaganda vem sendo feita por governadores e prefeitos pela aprovação do projeto de SECURITIZAÇÃO DE CRÉDITOS (PLP 459/2017 na Câmara dos Deputados, tramitou no Senado como PLS 204/2016), sob alegação de que tal projeto iria “acelerar a cobrança de créditos e traria benefícios para os entes federados”.

Na verdade, tal projeto desvia arrecadação tributária e viabiliza a realização de operação de crédito ilegal e não devidamente autorizada. Utiliza empresa estatal criada para operar engenharia financeira que possibilita o ingresso de algum dinheiro rápido por meio de empréstimo ilegal, porém, a um custo altíssimo e inconstitucional que afeta negativamente as finanças públicas atuais e futuras.

Em troca do empréstimo ilegal (que não é contabilizado como dívida pública, mas sim como “venda de ativo”), o ente federado entrega a propriedade do fluxo da arrecadação de créditos, que é desviado, como indicado no diagrama a seguir.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A trapaça dos governos com a securitização da dívida ativa foi tema de seminário na Alerj. Palestrante foi Lúcia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida. Veja vídeo

Quarta, 11 de outubro de 2017


Em reunião na ALERJ, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida desvenda o que está por trás do PLS 204 e outras propostas que prometem recuperar créditos da dívida ativa de difícil recuperação.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Seminário: Esquema Financeiro Fraudulento e Sistema da Dívida; A criação de 'Estatais não Dependentes" para securitizar Dívida Ativa e lesar a sociedade

Sexta, 29 de setembro de 2017
Clique na imagem para ampliá-la

A Auditoria Cidadã da Dívida é uma associação sem fins lucrativos que desde 2001 luta pelo cumprimento da Constituição Federal, no que diz respeito à realização da auditoria da dívida pública. Finalmente o TCU está em processo de realização de auditoria da dívida interna, face a solicitação do Plenário do Senado Federal.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Denúncia seríssima: Grave Esquema Fraudulento. Veja vídeo

Quarta, 27 de setembro de 2017
Entenda o esquema que lesa os cofres públicos ao mesmo tempo em que transfere recursos para bancos privilegiados e ainda cria dívida pública. Com o argumento de securitizar a dívida ativa incobrável, esquema vem se instalando em estados e municípios e poderá quebrar as finanças dos entes federados.

Vídeo publicado em 26 de setembro de 2017, no Youtube, pela Auditoria Cidadã da Dívida.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

PEC 241: teto para investimentos sociais essenciais e garantia de recurso para esquema fraudulento que o PLS 204/2016 o PLP 181/2015 e PL 3337/2015 visam “legalizar”

Terça, 20 de setembro de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
Maria Lucia Fattorelli Carmen Bressane Gisela Collares Rodrigo Ávila
A propaganda é extremamente sedutora: vender algo “podre” para alguém que ainda se dispõe a pagar 40% ou até mais por isso. Excelente negócio!

Essa poderosa propaganda é a que vem sendo usada para apresentar um escandaloso esquema de transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado.

Trata-se do anúncio da “venda”, “cessão”, “securitização” ou “novação” de créditos devidos à União, Estados ou Municípios, inscritos ou não em Dívida Ativa.

Na realidade, tais créditos, dos quais a Dívida Ativa é o mais representativo em volume, não saem do lugar. O que está sendo vendido é um papel novo, emitido por “empresa estatal não dependente”, que é uma pessoa jurídica de direito privado. As debêntures são vendidas a investidores privilegiados com desconto de até 60% e juros de mais de 20% sobre o valor de face. A Dívida Ativa só serve de parâmetro para indicar o tamanho da garantia dada pelo ente federado para essa empresa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Auditoria Cidadã da Dívida convoca coletiva de imprensa sobre o nefasto PLS 2014/2016 (securitização da dívida pública)

Sexta, 2 de setembro de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
A Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) convida a todos os veículos de comunicação e entidades civis organizadas para uma coletiva de imprensa sobre o Projeto de Lei Complementar PLS 204/2016, que será realizada no dia 5 de setembro (segunda feira), às 13h, no Auditório do Edifício OAB (SAS, Quadra 5, Lote 7, Bloco N, subsolo).

O PLS 204/2016, visa legalizar um esquema de geração de grandes somas de dívida pública, ocultado sob a propaganda de antecipação de receitas por meio da securitização de créditos de dívida ativa e outros. O esquema utiliza empresas não dependentes criadas para esse fim. O formato desse método é idêntico ao aplicado na Europa a partir de 2010 e que literalmente quebrou a Grécia e respondeu pelo aprofundamento da financeirização e crise econômica no continente.

O PLS 204/2016 já está na pauta do Plenário do Senado para votação no dia 08 de setembro, quinta-feira próxima, embora não tenha passado por nenhuma das comissões e nem tenha sido objeto de qualquer debate em audiências públicas ou outros meios.

Onde está a ilegalidade?

A ementa do PLS 204/2016 afirma que seu objetivo é dispor sobre a cessão de direitos creditórios originados de créditos tributários e não tributários dos entes da Federação, mas para isso, a lei autoriza a criação de empresas denominadas Sociedades de Propósito Específico (SPE), que são empresas estatais não dependentes (não estão sujeitas aos órgãos de controle do estado, como TCU, CGU) cujos sócios majoritários são os estados e municípios. O principal negócio dessas empresas não dependentes é a emissão de debêntures (papéis financeiros), sobre os quais incidem juros estratosféricos.

Devido à confusão de que o que essas empresas estariam vendendo seriam créditos de difícil cobrança, essas debêntures estão sendo vendidas com elevado desconto, o que faz com que os juros fiquem ainda mais elevados, pois incidem sobre o valor original desses papéis.

Essas debêntures possuem a garantia dos entes federados, ou seja, estados e municípios passam a ser os responsáveis pelo pagamento dos juros e todos os custos desses papéis até resgate, sem que tenha recebido benefício algum, pois quem vende as debêntures e recebe o valor são as empresas não dependentes.

Essa engenharia financeira, encoberta sob a propaganda de que estados e municípios poderiam estar fazendo um bom negócio ao buscarem, na emissão de debêntures por essas SPE, uma solução para a crise, leva a um dano financeiro incalculável, como ocorrido na Europa. Na verdade, esse esquema, além das ilegalidades, impõe custos tão elevados que inevitavelmente irão aprofundar os problemas fiscais dos entes federados.

O Ministério Público de Contas e o Tribunal de Contas já emitiram pareceres condenando essa prática por ferir a LRF e a Constituição, na medida em que se trata de operação de crédito, antecipação de receita com claro comprometimento do equilíbrio das contas públicas dos estados e municípios. “Esse mecanismo compromete as gestões futuras e prejudica a sustentabilidade fiscal do Município – as receitas de parceladas em Dívida Ativa ou espontaneamente entrariam também no futuro ( em outras gestões).” (Relatório  TC 016.585/2009-0).

O que está oculto?

Os recursos auferidos por essas empresas estatais não dependentes, com a venda de debêntures, serão rapidamente consumidos, pois os papéis são vendidos com enorme desconto (deságio), os juros são abusivos, além dos elevados custos de consultorias, gastos financeiros e remuneração de administradores. Dessa forma, estados e municípios não terão qualquer benefício, mas atuam como garantidores, o que, na prática faz com que essa operação gere dívida pública sem contrapartida alguma.

O mais grave é que a PEC 241/2016, que congela gastos e investimentos sociais por 20 anos, garante recursos para aumento de capital dessas empresas estatais não dependentes. Assim, recursos públicos que deixarão de ir para saúde, educação etc. irão alimentar esse esquema.

Quem somos

A Auditoria Cidadã da Dívida é uma associação sem fins lucrativos que estuda o endividamento público no Brasil e em outros países. Já participou ativamente da auditoria da dívida realizada no Equador (2007/2008), da CPI da Dívida realizada na Câmara dos Deputados (2009/2010) e da recente auditoria parlamentar feita sobre a dívida grega em 2015. Com mais de 15 anos de existência, a ACD cobra o cumprimento da Constituição de 1988, que prevê a realização da auditoria da dívida pública, nunca realizada. Ao longo dos anos, tem produzido diversos livros, artigos, eventos nacionais e internacionais, e denunciado projetos que desviam recursos públicos para o pagamento de uma dívida nunca auditada, que todo ano consome quase metade do Orçamento Federal.

Coletiva de imprensa
Várias entidades da sociedade civil que compõe e apoiam a Auditoria Cidadã da Dívida estão se mobilizando para barrar o PLP 204/2016 , e popularizar a compreensão desse tema, devido ao enorme dano financeiro e social que irá provocar.

Os veículos de comunicação exercem papel social relevante na amplificação e esclarecimento dos temas que afetam o país e a população e por isso contamos com a presença de todos para esmiuçarmos o assunto e esclarecemos dúvidas sobre esse esquema.

Serviço
Data: 05/09 (segunda-feira)

Horário: 13 horas

Local: Auditório do Edifício OAB (SAS, Quadra 5, Lote 7, Bloco N, subsolo), Brasília – DF

Contatos: Auditoria Cidadã da Dívida (61) 2193-9731
Jornalista: Mariana de Andrade (61) 99976-1398
imprensaacd@gmail.com