Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador sindifisco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sindifisco. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sindifisco: A alarmante crise financeira do GDF

Quinta, 5 de março de 2015

Diante das declarações do Governo do Distrito Federal na imprensa nos últimos dias, viemos propor a discussão e esclarecimentos verazes e de grande relevância e urgência para a população sobre a situação do FISCO no DF

Nessa nossa apresentação é inevitável que o assunto dominante seja mesmo a inquietante crise financeira porque passa o GDF, tendo que se lamentar, já de início, o fato de o diagnóstico do problema e as soluções propostas não tocarem, em nenhum momento, na fragilidade do processo de alavancamento da receita, com uma máquina de arrecadação deteriorada, passados 20 anos da realização do último concurso público para o cargo de auditor-fiscal. Sem negar a forma pouco ortodoxa como se processou a elevação das despesas nos últimos anos, seria irresponsabilidade de todos nós não atacarmos aqui a forma negligente como a cúpula dos últimos governos tratou a questão da receita própria do Distrito Federal... 

Fonte: Por Sindifisco-DF / Blog do Sombra - 05/03/2015

sábado, 23 de março de 2013

Sindifisco informa que contribuinte está pagando mais imposto

Sábado, 23 de março de 2013
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Os contribuintes estão pagando mais Imposto de Renda devido à defasagem na correção do limite de isenção, de acordo com novo estudo feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).

Na avaliação do diretor de Estudos Técnicos do Sindifisco, Luiz Antonio Benedito, a correção do limite de isenção da tabela do imposto de renda deveria ser feita, pelo menos, em níveis compatíveis com a inflação para que não haja “defasagem tão grande”. “É uma opção [do governo] que a gente critica porque tem onerado os trabalhadores assalariados”, disse.

Em janeiro deste ano, o Sindifisco já havia divulgado estudo que mostrava defasagem de 66,4% na correção da tabela, ao se levar em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no período 1996 a 2012. Nesta semana, o sindicato decidiu fazer comparações com vários outros indicadores.

Na comparação com o salário mínimo, a defasagem atinge 256,69%. Em 1996, o valor nominal do salário mínimo era R$ 100, enquanto em janeiro de 2013 é de R$ 678,00 – aumento de 578%. O limite de isenção foi congelado em 90,08%, de acordo com os dados do sindicato.

A pesquisa constata também que, em 1996, somente os contribuintes com renda tributável superior a nove salários mínimos pagavam Imposto de Renda da Pessoa Física. Em 2013, todos aqueles com rendimentos superiores a 2,53 pisos são tributados.

Para o Sindifisco Nacional, a defasagem do limite de isenção também pode ser notada no custo da cesta básica. Em janeiro de 1996, a cesta custava R$ 92,57. Em janeiro de 2013, R$ 318,40. Comparando com a evolução do limite de isenção, a diferença é 80,95%.

Outro dado mostra que se o limite de isenção da tabela do IR tivesse acompanhado a variação de preços da cesta básica, seria quase o dobro (R$ 3.097,47) do valor atual (R$ 1.710,74, por mês).

O estudo aponta também que índices de variação de preços (INPC, IPCA e IGP-M) – tiveram, de janeiro de 1996 a janeiro de 2013, evolução superior à da correção do limite de isenção: 195,90%, 189,54% e 312,00%, respectivamente. Portanto, com defasagem da tabela do Imposto de Renda de 55,67%, 52,32% e 116,75%.

Outra comparação foi feita com a poupança. Entre janeiro de 1996 e o mesmo período de 2013 houve uma variação de 656,62% no saldo nominal no estoque da aplicação. Ante esse percentual, a distância na correção do limite de isenção é de 298,05%.

Em janeiro, a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, disse que a política de correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física depende de uma definição do governo federal e não pode ser mudada livremente pelo Fisco. “A Receita não tem poder de interferir na correção da tabela do Imposto de Renda, até porque essa é uma política definida por lei. O que a gente faz é apresentar estudos que servem de base para o governo e o Congresso Nacional tomarem decisões”, disse a secretária.