Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 4 de junho de 2011

O nome dele é trabalho

Sábado, 4 de junho de 2011
Você pensa que Tiririka trabalha só três dias por semana, como é o costume dos deputados federais? Está enganado. Com ele não tem essa de vadiagem e nem mordomias. Trabalha de segunda a sexta em suas atividades principais. Nos sábados, domingos e feriados, invariavelmente, faz um extra. Monta sua banca de frango assado e fatura mais alguma graninha para ajudar a manter a família. Além do frango a R$15, vende também o acompanhamento. A porção de arroz, farofa e mandioca sai por R$2, cada uma, claro. Quem já provou o frango assado vendido por Tiririka garante que é delicioso.

Quem preferir pode usar os serviços do Tele-Frango. E sabe onde está o Frango Assado do Tiririka? Embaixo de uma árvore na quadra 43 do Setor Leste do Gama, no Distrito Federal.

                                                                                                                                                                  Foto: Gama Livre
Este Tiririka com k, sim. Enche a barriga dos outros.
(Dê um clique na imagem e ela abrirá em tamanho maior e em outra janela. Depois disso dê outro clique e ela abrirá maior ainda)


terça-feira, 12 de abril de 2011

Tiririca acaba com a palhaçada

Terça, 12 de abril de 2011
Os R$971 do contribuinte pagos a um resort e restaurante de Fortaleza, Ceará, para hospedar e alimentar o palhaço-deputado Tiririca foram devolvidos aos cofres públicos. Tiririca pode ser palhaço, mas não é bobo. Viu começar o desgaste de sua imagem como deputado, a o igualarem à maioria dos seus pares, correu e devolveu a grana que não era dele, mas sim nossa.
 
Mas foi um assessor do gabinete parlamentar que teve que levar a pecha de “abestado” para livrar, assim, a cara do palhaço-deputado. A desculpa, que mais parece de picadeiro de circo de última categoria, aqueles que perambulam pelos grotões do país, é que o assessor que cuida dos processos para as restituições cometeu um mal entendido “burocrático”.
 
Falta agora ao deputado Tiririca dispensar os dois colegas palhaços que trabalham na “Praça é Nossa”, e que moram em São Paulo, mas que estão empregados na Câmara dos Deputados.
 

A palhaçada não pode ficar pela metade.

sábado, 2 de abril de 2011

Estadão: Tiririca já paga resort com dinheiro público

Sábado, 2 de abril de 2011
Do Estadão
Deputado apresentou à Câmara pedido de reembolso de R$ 660 por hospedagem em Fortaleza (CE), a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral
Leandro Colon e Eduardo Bresciani - O Estado de S.Paulo

Com apenas dois meses de mandato como deputado, o palhaço Tiririca (PR-SP), eleito por São Paulo, já usou o dinheiro da Câmara num resort em Fortaleza (CE), capital de seu Estado natal, que fica a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral. Ele apresentou à Câmara em março o pedido de reembolso de notas fiscais de R$ 660 de hospedagem e R$ 311 de alimentação no Porto d" Aldeia Resort, hotel que fica em meio a dunas, com piscina e vista para o mar na capital cearense.
O ato n.º 43 de 2009 da Câmara dos Deputados é claro sobre a utilização da cota parlamentar que cada deputado tem direito para efetuar despesas relacionadas com o desempenho do mandato. Por ser representante do eleitorado paulista, Tiririca recebe cerca de R$ 27 mil mensais de benefício, além do próprio salário.
Segundo a norma interna, essa verba extra deve ser "destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar".
O gerente do resort, Décio Girão, confirmou ao Estado a presença de Tiririca como hóspede há cerca de duas semanas. A diária do hotel custa, no mínimo, R$ 165 - a despesa com hospedagem ficou em R$ 660.
Noticiário da imprensa local informou que, entre 19 e 21 de março, Tiririca esteve em Fortaleza para visitar parentes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Olha só a palhaçada do abestado

Sexta, 1 de abril de 2011
E não é que Tiririca jogou sobre as nossas costas o pagamento de dois amigos humoristas que trabalharam para sua campanha a deputado federal? Eles foram contratados como secretários parlamentares da Câmara dos Deputados, mas sequer dão expediente por lá, como informa reportagem de "O Estado de S. Paulo".

E o palhaço deputado não possui sequer escritório parlamentar em São Paulo. Para cada um dos humoristas, melhor, secretário parlamentar, nós pagamos mais de R$8 mil. Os dois humoristas trabalham no escritório do "Café com Bobagem", grupo ao qual integram. Imagine se fosse Café com Esperteza!

Tiririca não está contando (como prometeu em campanha), mas depois de eleito está demonstrando o que faz um deputado federal. Parece até que o político está empenhado em demonstrar que pior do que está pode ficar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Palhaços atacam Tiririca

Sexta, 18 de fevereiro de 2011
 Por Ivan de Carvalho
Uma coisa estranha, esquisita. Para ser mais franco, uma pouca vergonha. Ou nenhuma vergonha. Foi isso, exatamente, que alguns deputados, palhaços improvisados, supondo que o plenário da Câmara fosse algum picadeiro, insistiram em fazer na quarta-feira com Tiririca, o palhaço verdadeiro, eleito por São Paulo com 1,2 milhão de votos, o deputado mais votado do Brasil, em números absolutos, embora não percentualmente, de vez que concorreu às eleições no Estado de São Paulo, de longe o maior colégio eleitoral do país.

    A questão é que o deputado Francisco Everardo Oliveira, do PR, artisticamente conhecido como Tiririca, votou a favor do salário mínimo de R$ 600,00. Um escândalo político, principalmente para os que, tendo durante toda sua vida pública defendido salário mínimo em alturas orbitais, conformaram-se, na quarta-feira, a votar, obedientes à voz de comando da presidente Dilma Rousseff, o raquítico reajuste do mínimo para R$ 145,00.

    Para especial vexame, o partido de Tiririca é o PR e o PR está na base de apoio do governo e, como os demais partidos da base (com a única exceção do PDT), orientou seus parlamentares a votarem pelo mínimo mínimo.

   O PDT liberou sua bancada de 27 deputados para que votasse como quisesse, sabendo que ela se dividiria mais ou menos ao meio, de modo que uma parte mostraria o compromisso do partido com os assalariados e a outra parte mostraria ao governo que o ministro Carlos Lupi, principal liderança do partido e seu presidente de fato, tem utilidade suficiente para permanecer no cargo.

   Mas, voltando a Tiririca, o republicano, governista, quando ele marcou seu voto a favor do salário mínimo de R$ 600,00 (nas circunstâncias, o mínimo máximo, proposto pelo PSDB, coerente com o que prometera na campanha eleitoral e com apoio de outras legendas de oposição), houve um corre-corre. De deputados, cercando-o, inclusive para sugerir-lhe falsas explicações e para não deixá-lo à mercê da curiosidade da imprensa. Se necessário, se a imprensa conseguisse acesso, os parlamentares participantes do sítio a Tiririca cuidariam de falar à imprensa em lugar dele.

   Isso foi tentado e teria se consumado se os jornalistas fossem palhaços. Mas não eram, como mostrou que não é, quando não quer, o próprio palhaço Tiririca. Finda a sessão, um grupo de deputados e assessores cercou Tiririca. Um deles disse: “Votar errado é normal. Eu mesmo já votei errado uma dez vezes”. Uma dica esperta para explicações que acabariam se tornando inevitáveis. O grupo, na conversa, deixava clara sua preocupação de evitar que Tiririca falasse com jornalistas.

   Uma repórter conseguiu aproximar-se do palhaço profissional e lhe perguntou se ele havia ficado nervoso na hora da votação (o que poderia até justificar votar errado). Mas Tiririca foi firme: “Cá para nós (além de toda a torcida do Flamengo, do Corinthians, do Bahia e do restinho do povo) eu votei com o povo. Eu vim de onde? Quem me colocou aqui? Eu não estou aqui por acaso”, afirmou. Quando a imprensa lhe perguntou sobre a versão do seu partido, de que teria votado errado, Tiririca não fugiu da raia: “Como eu fui o parlamentar mais votado é natural essa preocupação do partido”.

   Os deputados e assessores que o sitiavam ficaram com cara de palhaço. Não havia como não ficar. Amadores, é verdade, mas palhaços.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Promotor pede cadeia para o “Abestado”

Quinta, 25 de novembro de 2010
Tiririca pode pegar até cinco anos de prisão. Pelo menos é o que pediu à Justiça o promotor eleitoral Maurício Lopes (São Paulo), alegando falsidade ideológica do palhaço. Segundo o promotor, além de entregar declaração afirmando que era alfabetizado, Tiririca teria cometido crime de falsidade ideológica ao fazer a declaração de bens ao TRE paulista.

sábado, 13 de novembro de 2010

Não é só no Enem que os testes vazam. Vazou o de Tiririca

Sábado, 13 de novembro de 2010
Teste de Tiririca vaza (por “furos”) na rede e o governo manda contratar encanador. Veja como foi o vazamento e também o teste de Tiririca.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Promotor diz que teste de alfabetização de Tiririca teve resultado insuficiente

Quinta, 11 de outubro de 2010
Da Agência Brasil
Vinicius Konchinski - repórter

São Paulo - O promotor Eleitoral Maurício Ribeiro Lopes afirmou há pouco que o deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido como Tiririca, teve resultado insuficiente em seu teste de alfabetização.

O teste foi feito durante audiência no processo em que Tiririca é acusado de falsidade ideológica por ter forjado uma declaração de alfabetização para o registro de sua candidatura. “Quantitativamente qualitativamente não houve satisfação do conceito de alfabetizado. Pelo menos alfabetizado funcional”, disse o promotor.

Lopes falou com a imprensa logo após a audiência. ele disse que Tiririca não conseguiu alcançar um desempenho de pelo menos 30% no teste de escrita, leitura e de interpretação a que se submeteu.

A audiência durou mais de dez horas. Três testemunhas de defesa e uma de acusação também prestaram depoimentos. A sentença sobre o caso, no entanto, ainda não foi dada pelo juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira.

Para o promotor, independentemente do resultado do teste, o crime de falsidade ideológica está claro. Segundo ele, o próprio deputado eleito confessou que o documento apresentado para o registro de sua candidatura foi escrito com a ajuda de sua mulher. Isso, segundo Lopes, já caracterizaria o crime. Lopes disse ainda que mesmo que Tiririca seja absolvido o Ministério Público Eleitoral vai recorrer da decisão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tiririca mentiu

Terça, 5 de outubro de 2010
Ele dizia que "pior do que está não fica". Ficou!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pior pode ficar

Segunda, 27 de setembro de 2010
Observações do blogueiro indicam que Tiririca está errado. Pior do que está parece que vai ficar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eleitor está tiririca

Segunda, 13 de setembro de 2010 
Por Ivan de Carvalho
Nas eleições de outubro de 1958 para a Câmara Municipal de São Paulo foi eleito com cerca de 100 mil votos o rinoceronte fêmea Cacareco, uma votação extraordinária naquele tempo, quando ninguém teve naquelas eleições, em São Paulo, mais de 110 mil votos. Cacareco, filha de Britador e Terezinha, nascida no zoológico do Rio de Janeiro e emprestada para a inauguração do zoológico de São Paulo, foi lançada candidata a vereadora pelo jornalista Itaboraí Martins, crítico da atuação da Câmara Municipal paulistana. A brincadeira pegou. Usavam-se cédulas individuais de papel, de modo que o voto em Cacareco era possível, o que já não seria com as urnas eletrônicas de hoje.

Se fosse candidata às eleições presidenciais deste ano, Cacareco talvez usasse o nome de Cacareca, já que a candidata a presidente Dilma Rousseff escolheu ser proclamada candidata a presidenta, palavra que não existe (ou não existia) no vocabulário português.

Presidente é uma palavra neutra, não varia segundo o gênero, mas Lula, Dilma e o marketing da campanha dela resolveram que chamá-la de candidata a “presidenta” a identificaria melhor com o eleitorado feminino, que andava meio arisco em relação a Dilma quando essa decisão foi tomada.

No entanto, do Palácio do Planalto já foram lançados nos últimos oito anos tantos insultos ao idioma de Camões que essa história de “presidenta”, salvo por uma certa dor de ouvido, vem sendo assimilada com bastante naturalidade. Atentado maior contra o vernáculo cometeu o presidente ao decretar o tal acordo ortográfico, que tem se revelado, em nível internacional, um total desacordo, pois tanto Portugal quanto os demais países que usam o idioma português recusam-se até aqui a aplicá-lo.

Tenho a impressão de que o acordo ortográfico foi adotado aqui no Brasil como uma espécie de facilitário. É que há uma imensa parcela da população que enfrenta dificuldades grandes com o idioma. Então, junto com uma ou outra coisa correta – a exemplo da reinclusão das letras K, W e Y e da queda do trema, que já estava mesmo praticamente em desuso – decidiram por simplificar coisas que a muitos pareciam extremamente complexas, a exemplo do uso da crase.

Mas deixa pra lá. Voltemos à Cacareco. A revista Time abriu-lhe espaço e até citou a opinião de um eleitor: “É melhor eleger um rinoceronte do que um asno”. Aliás, deixa também a Cacareco pra lá, já escrevi a respeito. E devo lembrar ainda o Macaco Tião (nome dado em homenagem ao padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião), que em 1988 teve 400 mil votos para a prefeitura carioca, ficando em terceiro lugar entre 12 candidatos. Está no Guinness World Records como o chimpanzé que recebeu mais votos no mundo.

Agora ninguém pode votar em Cacareco ou no Macaco Tião (ambos já morreram, aliás), mas ainda é possível, para os paulistas, votar em Tiririca para deputado federal. O palhaço está filiado ao PR em coligação com o PT e o PC do B, é considerado “puxador de votos”. Ele aparece em primeiro lugar em São Paulo no conjunto de pesquisas do Ibope para a Câmara dos Deputados. É governista, mas seu slogan é “Pior que tá num fica, vote Tiririca”. Ele pede: “Vote no abestado”. Pode até ser o deputado mais votado do Brasil em 3 de outubro. Candidato “abestado”, eleitor abestado...
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.