“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Saúde: Retrato da captura privada

Quarta, 2 de setembro de 2026

Saúde: Retrato da captura privada

Estudo sugere: mais da metade do fundo público é direcionado ao setor privado e filantrópico. Os desvios também avançam via OSs. Arcabouço fiscal trouxe novas ameaças. Frente defende volta aos princípios da Reforma Sanitária

OutrasPalavras                                           OUTRAS CIDADES

Matéria Publicada no OUTRASPALAVRAS em 31/08/2026

                        Foto: sjc.sp.gov.br

Este texto é fruto de uma parceria entre o Outras Cidades e o BrCidades

O SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, foi fruto de lutas sociais capitaneadas pelo Movimento de Reforma Sanitária, no período da ditadura empresarial militar e, principalmente, da redemocratização do país. Esse Movimento se contrapunha à utilização da saúde como mercadoria e fonte de lucro, característica do modelo médico-assistencial privatista do sistema previdenciário da época. O projeto da Reforma Sanitária não era setorial, pois partia da compreensão da determinação social do processo saúde e doença, que concebe esse processo como historicamente determinado e produto das relações sociais na sociedade capitalista, ou seja, o adoecimento está diretamente relacionado ao processo de trabalho e às condições de vida da população, às raízes da desigualdade social, à acumulação capitalista e à exploração do trabalho.

O projeto da Reforma Sanitária teve na sua origem uma prospecção socialista, inspirada na Reforma Sanitária italiana e com influência dos quadros do Partido Comunista Brasileiro. Como apontava Giovanni Berlinguer (1978), o termo prevenção, citado frequentemente como objetivo da reforma da saúde italiana, expressa um amplo significado político: “modificar as condições de vida, as relações de trabalho, as estruturas civis da cidade e do campo, significa lesar interesses poderosos e olhar com audácia para o futuro” (Berlinguer, 1978, p. 21). Berlinguer (1978) denuncia que, para subtrair o bem saúde às leis do mercado, não é suficiente a mudança dos serviços de saúde, mas é imperioso agir sobre as leis gerais que regem a economia e a sociedade inteiras. A 8ª Conferência Nacional de Saúde (8ª CNS), realizada em 1986, já apontava esse desafio.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

No Senado: Nesta terça (12/7) evento interativo 'O mundo do trabalho: desemprego, aposentadoria e discriminação, com foco na justiça fiscal'; Na quarta (13/7), audiência pública debate o PLP 257, que desmonta o Estado brasileiro para servir aos rentistas

Segunda, 11 de julho de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
O PLP 257 é uma das ferramentas utilizadas para tentar garantir o pagamento de dívidas ilegítimas dos estados com a União, interferindo na gestão pública de cada estado e agredindo diretamente o funcionalismo público do país. Como se não bastasse, o projeto garante a remuneração da sobra de caixa dos bancos e torna a União seguradora internacional.

Na próxima quarta-feira [13/7], Maria Lucia Fattorelli, a militância e os parceiros da ACD [Auditoria Cidadã da Dívida], estaremos na Câmara dos Deputados para dizer que a perpetuação das mesmas medidas econômicas não é o caminho para a saída da crise e sim para o seu aprofundamento. ‪#‎VemVocêTambém‬ ‪#‎AuditoriadaDívidaJá‬

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Panorama da Educação: Jovens no Brasil trabalham mais e estudam menos, mostra relatório da OCDE

Terça, 24 de novembro de 2015
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

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Jovens no Brasil trabalham mais que estudam —Wilson Dias /Arquivo Agência Brasil

O Brasil tem o maior índice de jovens que não estão estudando, em comparação com os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e parceiros, diz o relatório Education at a Glance 2015: Panorama da Educação, lançado mundialmente hoje (24). Os dados mostram que no Brasil 76% dos jovens entre 20 e 24 anos estão longe dos estudos, enquanto a média dos demais países é 54%.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A condição salarial da mulher

Segunda, 3 de fevereiro de 2014
  É no mercado de trabalho que as relações de gênero se reproduzem e adquirem maior visibilidade. Conforme dados estatísticos do Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE), as mulheres estagiárias ganham 11% menos que os homens.
  Segundo Mauro de Oliveira, do NUBE, em entrevista dada ao R7, em 25/8/2012, os homens ganham mais porque “costumam escolher carreiras mais bem pagas”. Para ele, “as mulheres escolhem carreiras em que naturalmente a bolsa-auxílio é mais baixa, (...) como Pedagogia, Nutrição, Fisioterapia, Letras e Fonoaudiologia. Os homens escolhem carreiras mais ligadas às exatas, como Engenharia (...) carreiras que estão sempre no topo das mais bem pagas”.
  Acontece que não é uma questão de escolha o fato de haver predomínio de mulheres nos cursos de Pedagogia, Letras e Enfermagem, enquanto nos de Engenharia ou Geologia os homens constituam maioria. É que as mulheres são vistas como educadoras, maternais, situação ligada a uma hipotética natureza feminina. Por causa dessa ideologia machista predominante, e não devido a aspectos naturais, as mulheres são destinadas a essas carreiras.