“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 9 de novembro de 2019

Jesus não era manso

Sábado, 9 de novembro de 2019
Por
Vicente Vecci*
Determinadas seitas religiosas tem em seus quadros, titulares que autodenominam-se apóstolos. A nosso ver, intitular-se apóstolo em qualquer circunstância é muita heresia e falta de humildade.
Nós não somos dignos nem de atar as alpercatas de nenhum discípulo ou apóstolo de Jesus, se algum deles materializar-se em nossa frente.

Cristo ou Jesus (Yeshua em aramaico) está muito longe de ser comparado  com algum ser humano, mesmo porque não se provou a sua característica física.

A  Igreja Católica e os artistas da Renascença pintaram um personagem claro, olhos verdes com barbas e cabelos longos.

Alguns estudiosos  chegaram à conclusão que Jesus era de cor morena ou seja  da cor de chocolate, isso porque na região de seus  pais, era habitada por beduínos, bronzeados pelo sol do deserto. 

No filme Ressurreição, Jesus é interpretada por um ator nessa cor. Entretanto o Catolicismo por uma questão de marketing pintou um Jesus com fisionomia clara. Isto posto que,  se pintassem como ele era, moreno, os fiéis não acreditariam num Cristo da cor chocolate.

Mas a Igreja Católica foi mais além, e didática. Pintou um Cristo pacífico e submisso. Ora, pelo Novo Testamento, existem fatos narrados pelos evangelistas que mostram  justamente o contrário.

No versículo 14 do capítulo 23-Mateus está a prova de que Jesus não era manso nem ordeiro:- Aí de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; pois sofrereis o mais rigoroso  juízo.

Essa colocação de Jesus, vale até para os dias atuais, onde   determinadas seitas existem pastores que tem comportamentos idênticos aos antigos escribas e fariseus, e não se limitam somente a explorarem financeiramente e materialmente as viúvas. Roubam os incautos e pobres de espíritos.

Outras frases foram pronunciadas mostrando a sua bravura e estão na Bíblia, como “- Não vim trazer paz à terra. Vim trazer a espada” Lembram-se das Cruzadas ?

O  livro de Gibran Kalil Gibran  intitulado Jesus, o Filho do Homem, onde imagina  o depoimento de 55 personalidades que viveram em  sua  época, e, entre os outros cita um deles: Nataniel que disse no título Jesus não era Manso, descrevendo  a sua bravura e destaca   numa das frases: -Era um covarde quem sacudiu o punho à face das autoridades e chamou-lhes de mentirosas, vis,  corruptas e degeneradas?

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*Vicente Vecci é jornalista profissional, e edita há 35 anos em Brasília-DF O Jornal do Síndico-www.jornaldosíndicobsb.com.br. Com a força de mídia desse veículo ajudou a criar e implantar  os parques ecológicos das Asas Norte e Sul no Plano Piloto e idealizou o parque ecológico da Ponte Alta do Gama. É titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa. Eco.defesa@gmail.com

domingo, 27 de outubro de 2019

Espiritualidade é importante para a saúde do coração

Domingo, 27 de outubro de 2019


Por 

Vicente Vecci*

Cardiologistas renomados chegaram à conclusão que uma rotina espiritualizada é salutar para a saúde do coração, embora por questões éticas evitam receitar esse procedimento..

Se o ser humano viver sempre em harmonia, poder-se-á derrubar barreiras  psicológicas que lhe poderia causar transtornos mentais com sérias consequências para a sua saúde. Aparentemente certas pessoas demonstram de estar de bem com a vida. Mas  intimamente poderá estar remoendo em sua mente problemas sem jogá-los para fora. Isso não é saudável.

Isso tem acontecido com muitas pessoas, onde estatisticamente está provado que a maioria dos sintomas cardiovasculares são causados por fatores psicológicos.

Daí a razão de uma vida espiritualizada sem guardar rancores, ódios, invejas, ambições, entre outros fatores de preocupações de natureza material e pessoal. E se possível fazer o bem sem olhar a quem, respeitando à natureza e os animais.

Daí devemos externar os sentimentos que nos afligem, e, virar fumaça ou  neblina   diante de determinadas agressões e enfrentar obstáculos com serenidade. Daí  a razão da mensagem cristã que diz: conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás.

O filosofo Huberto Rohden, natural de Tubarão-SC, físico, matemático, ex-colega de cátedra de Albert Einstein, na sua obra Filosofia Cósmica, cita um texto importante sobre a Verdadeira convivência espiritual: Basta que a pessoa mude e todos os objetos aparecem mudados. Basta que o ser humano entre nessa maravilhosa e etérea “leveza” que sempre acompanha a espiritualidade e o mundo inteiro lhe é leve, luminoso, sorridente.

Pois o ser humano não enxerga as coisas como elas são, mas assim como ele é.

Se sou pesado, amargo, inquieto, todas as pessoas e coisas que me rodeiam parecem pesadas, amargas, inquietas, mas se eu me tornar leve, suave, tranquilo, todas as pessoas e coisas do meu mundo serão leves, suaves e tranquilas.

O egoísmo é pesado e faz tudo pesado — o amor é leve e faz tudo leve.

É esta a divina alquimia praticada pelos filhos de Deus, pelos verdadeiros iniciados no reino dos céus: transmudar todos os objetos externos pela potência do sujeito interno, espiritualizar o mundo material, iluminar as trevas, estender arco-íris de sorrisos sobre dilúvios de lágrimas, trazer esperança em pleno desespero, suscitar vida nova em velhos cemitérios, transformar negros ataúdes mortuários em alvejantes berços de vida nova.

*Vicente Vecci é jornalista profissional, edita em Brasília-DF há 35 anos o Jornal do Síndico- WWW.jornaldosindicobsb.com.br. Com a força de mídia desse veículo idealizou o Parque Ecológico da Ponte Alta do Gama e ajudou a criar e implantar os parques ecológicos das Asas Sul e Norte no Planto Piloto. É titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa. Eco.defesa@gmail.com

sábado, 12 de outubro de 2019

Parque Ecológico da Ponte Alta: epopéia da sua criação

Sábado, 12 de outubro de 2019
Por
Vicente Vecci*
Em 1995 idealizamos o parque ecológico da Ponte Alta do Gama (DF), vindo a preservar uma biodiversidade rica em nascentes (conforme poligonal sinalizadas  seus cursos em azul) e matas, situados  um pouco distante das margens da avenida Contorno, ao norte paralelo ao Setor Oeste e entrada do cemitério e ao sul às quadras 06 e 12 do Setor Sul e a rodovia DF-290, ao Oeste à Embrapa e imediações.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la

Nesse ano o governo do PT acabara de assumir o GDF e esse partido tinha maioria na Câmara Legislativa. Daí nós, residindo numa dessas quadras e sempre ao alvorecer fazíamos caminhadas  nessa área, familiarizando com a flora e fauna. E por um lampejo divino decidimos levar até essa Casa Legislativa um anteprojeto que transformaria esse bioma numa reserva ambiental, protegida por lei.

Entregamos esse projeto ao ex-deputado Distrital Antonio José, o Cafu, da bancada do PT. Esse parlamentar sempre fora ambientalista e  assimilou esse projeto que tramitou um ano, sempre acompanhado por nós, numa vigília permanente. E quando empacava numa comissão, nós visitávamos o parlamentar titular dessa pasta, solicitando provimento desse projeto, e assim por adiante. O relator fora o ex- distrital Marco Lima-PT, um PM.

Quando o projeto da criação do Ponte Alta  estava prestes a chegar ao plenário, visitamos um  por um desses distritais e solicitamos aprovação, sempre usando a força de mídia de nosso veículo, o Jornal do Síndico.

Votado  e aprovado  projeto lei que cria o  parque ecológico da Ponte Alta do Gama.

Precisava então da sanção governamental, e, o titular do Buriti na  época Cristóvão Buarque, tinha viajado para a Palestina e assumiu na época  o presidente da Câmara Legislativa Geraldo Magela-PT.

Solicitamos seu empenho nessa sanção e de  pronto ele sancionou, originando a lei 1202 de 20 de setembro de 1996. Publicada no Diário Oficial do GDF. A partir daí tivemos segurança de proteger e preservar essa biodiversidade que hoje abrange uma área 298 hectares, rica em nascentes.

*Vicente Vecci, é jornalista profissional e edita em Brasília-DF há 35 anos o Jornal do Síndico- www.jornaldosindicobsb.com.br. Além do Ponte Alta com a   força de mídia desse veículo ajudou a criar e implantar os parques ecológicos das Asas Norte e Sul. É titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa  eco.defesa@gmail.com

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Do Gama Livre: Observe o mapa acima, com a poligonal do Parque Ecológico da Ponte Alta (linha em vermelho), e compare com o mapa abaixo, para melhor visão da localização do Parque no Gama.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizá-la

domingo, 15 de setembro de 2019

A serpente da revolta

Domingo, 15 de setembro de 2019

Por
Vicente Vecci*
Feliz é aquele que não se locupleta com o dinheiro público, pois não terá que acertar contas com o Altíssimo. É com  Ele mesmo, uma vez que se depender   da  nossa Justiça, às vezes permanecem as impunidades. Veja  o que aconteceu com o José Genoíno e  os outros  mensaleiros  e está havendo a mesma situação  para alguns envolvidos no petrolão.
Está ficando  claro que no Congresso Nacional   pode estar localizado um arquipélago de manipuladores de atos que levam à corrupção. Vejam o que está acontecendo com o Fundo Partidário PL 5.029/2019 que altera  regras eleitorais cuja votação no Senado dia 11 passado que foi cancelada e voltará à pauta depois de análise da CCJ, de acordo com as lideranças partidárias.
Entre outros itens, autoriza o retorno da propaganda partidária  semestral e deixa brecha para que seja aumentado montante do chamado Fundo Eleitoral, que financia campanhas políticas. É aí que poderão estar  possíveis evidências de rombos do dinheiro público, como ocorreu nas eleições do final de 2017, onde foi notório a utilização de recursos desse Fundo para beneficiar candidatos sem expressividade, entre outros do próprio partido do atual presidente da República, que se utilizaram de cabos eleitorais como laranjas e também aumento de patrimônio de titulares de partidos nanicos , entre outros o do Pros.
Roubar dinheiro público  é pior que  nos assaltar em nossos próprios lares. Quando se furta dinheiro público o dano é muito maior e atinge nós todos que carecemos de assistência à saúde, educação, segurança, empregos, etc. Quem faz uso do dinheiro público em proveito próprio está abaixo dos marginais das esquinas e dos traficantes de drogas.
E vendo permanecer  essas manobras legislativas e também  a impunidade, está sendo  despertada a Serpente da Revolta em nossa sociedade. 
Locupletar-se com dinheiro  público não é somente fazer uso da corrupção. É também aumentar o próprio salário e amealhar outras vantagens como tem feito o Legislativo e o Judiciário. Vem a ser um acinte e um desrespeito  com o cidadão brasileiro, principalmente com aqueles que recebem mensalmente um salário mínimo. É um acinte também com a nossa classe empresarial que trabalha  e gera  empregos, distribuição de rendas, pagando elevadíssimos impostos para sustentação desses supersalários. Apesar de algumas empresas serem obrigadas a pagar propina  a agentes públicos para conseguir serviços como tem demonstrado a operação Lava Jato, eficientemente levada a efeitos pela Polícia Federal.
Esse acinte é extensivo também para determinados órgãos de imprensa que não sobrevivem sem recursos do erário, numa venalidade a favor de quem está no poder, e ainda se rotulam de paladinos da liberdade.
Existe remuneração no Judiciário e até mesmo no Ministério Público que passam com os acumulados mais de 40 mil reais mensalmente. Valor muito superior ao lucro mensal de uma empresa que gera  até 30 ou mais empregos.
É aonde motiva a denominação pejorativa de nossos país  de Belíndia. Padrão de vida para poucos igual ao da Bélgica e  de miséria para  muitos,  igual  ao da  Índia. Os recursos públicos  que remuneram esses supersalários, fazem falta  para atender à nossa população de baixa renda com melhores hospitais, escolas, saneamento básico, moradias, transportes, segurança, etc. Daí a necessidade de rever  essa exagerada concentração de renda às custa do erário e diminuir essa vantagem pecuniária.
Seria mais ético se partisse dos próprios beneficiados, numa autocrítica em favor do bem comum e  aproveitem, façam valer o rigor da lei contra a corrupção.  Na china e em alguns países, a corrupção é punida com a pena de morte, independente do status quo  do corrupto.
Mas se a situação continuar como está, com certeza o distanciamento dessa classe  com a população tende aumentar e a repercussão está atiçando a Serpente da Revolta, trazendo insegurança pública para eles e para nós.
N.A. – O termo Serpente da Revolta é título de um épico artigo de autoria   do jornalista Fábio Nasser- in memoriam-, um dos fundadores do Diário da Manhã (www.dmdigital.com.br)

*Vicente Vecci é jornalista profissional, idealizador do parque ecológico da Ponte Alta do Gama-DF que veio  proteger uma biodiversidade de 298 hectares. Ajudou a criar e implantar os parques das Asas Norte e Sul, no plano piloto de Brasília. É titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa (www.ecodefesa@gmail.com)

sábado, 31 de agosto de 2019

Ben Hur, duas versões diferentes

Sábado, 31 de agosto de 2019


Por
Vicente Vecci*

Os dois longas metragens  clássicos  Ben Hur,  produzidos pelo   arte cinematográfica norte-americana  tem versões diferentes, sendo a última com a melhor mensagem.

Na primeira produzida    em  1959, dirigida   por   William Willer, o foco inicial da aparição  de Jesus (Yeshua em aramaico) é quando  o ator Charton Heston que interpreta Ben Hur, ao ser  conduzido como escravo para as galés, numa   estrada   até Cesaréia  nas margens do mar  Mediterrâneo, nas imediações   de   Nazareth, aonde trabalhava na sua oficina o Carpinteiro. E, ao cair trôpego, atrelado a outros escravos, cansado e com muita sede, surge o  Nazareno  de costas, provavelmente em respeito à  sua santidade, e dá-lhe água para beber  ao lado do soldado romano com o  açoite  na mão que,  ao tentar impedir esse ato  de caridade  praticado  pelo Carpinteiro, o militar olha na  sua face, fica  estupefato e inerte, deixando   Ben Hur saciar sua sede. Certamente porque  os olhos do Cristo irradiou  naquele momento magnífica luz, causando-lhe medo.

Já  na recente versão produzida  em 2016, dirigida por  Timur Belmambetov, o ator Jack Huston neto do famoso Jonh Huston, que interpreta Ben Hur, não  existe   essa cena.

E primeira aparição do personagem Jesus, representado pelo  ator  Rodrigo Santoro,  é visto  numa  feira, num bairro  de Jerusalém, trabalhando numa carpintaria: ora, pelo o que se sabe, Jesus nunca  foi carpinteiro em Jerusalém? Nessa cena Ben Hur e sua irmã estão discutindo sobre  a  atuação dos zelotes (guerilheiros) que lutavam contra a ocupação romana, e, Jesus  ouvindo-os, entra na conversa com  mensagens  de paz e  harmonia.

Voltando na  versão de 1959  Ben Hur é embarcado numa das galés romanas, destinado  ao porão do navio  junto a outros escravos  acorrentados  para serem remadores. E de sorte que, ao iniciar a navegação por um lampejo divino, o capataz manda deixar solta a trela que o atava  aos outros. Nessa  galé é aonde está o comando de toda a frota, cujo comandante é o cônsul  Quintus Arius, interpretado pelo ator Jack  Hawkins.

Durante uma batalha, esse navio é naufragado, Ben Hur sobrevive e salva Quintus Arius que tentou suicídio, sentindo ter sido derrotado. Ben Hur o impede  e quando foram resgatados  por  uma galé, sabe que fora vitorioso com sua frota. Daí adota Ben  Hur como filho.

Já na versão de 2016, Ben Hur,  após   esse naufrágio sobrevive boiando em restos da galé  aonde estava e é depois lançado numa praia, sendo  resgatado por  um   sheik  árabe  de nome Ildarim  que tem como robe a corrida de bigas com seus cavalos de raça.

Ao ser alojado perto  de um desses eqüinos que encontrava  prostado e doente, o  escravo de família nobre judaica que  tinha  também esse afinidade por  eqüinos e os conheciam bem. Cura essa égua que era de estimação do sheik, ganha  sua  simpatia e  sabe da sua destreza com cavalos e suas mobilidades nas corridas de bigas. Daí o apadrinha e leva-o a disputar um embate público  num estádio apropriado, cujo seu maior rival é o seu algoz que antes o havia  condenado injustamente  para ser escravo nas galés.

A origem de tudo isso foi a condenação injusta  imposta ao nobre Judeu Ben Hur, devido a  acidente  interpretado pelos romanos com um atentado ao procurador da república romana Poncio Pilatos quando na sua chegada em Jerusalém em desfile militar.

Na versão antiga, nessa ocasião, uma telha desprende do  telhado ao ser esbarrada por uma irmã do nobre judeu. Cai perto do cavalo que conduzia Poncio Pilatos e sua tropa, o animal assusta e causa tumulto, levando aos soldados à sua residência, aonde são presos e acusados injustamente de atentado  ao procurador 

Ben Hur assume a culpa e é condenado pelo centurião Messala, interpretado  por Stphen Boyd que  fora colega seu de infância e tivera bons relacionamentos com sua família, até  5 anos  antes de ingressar nas  legiões romanas. Regressou nessa comitiva do procurador  já promovido a oficial.

No longa metragem de 2016, esse atentado é consumado por um zelote abrigado na residência  de Ben Hur. 

No final  a mãe, a esposa e irmã desse protagonista  são curadas  de lepra, ao serem banhadas da água da chuva vinda  do monte Gólgota, após a crucificação de  Jesus, aonde estavam encarceradas.

Na produção anterior  essa cura é feita durante  a via sacra, através dos olhos do Cristo que as vê após a libertação  do cárcere. E na corrida de bigas Messala é morto num acidente  na disputa final com Ben Hur.

Já na versão de 2016, Messala tem  uma perna amputada, sobrevive, e,  os dois voltam a serem  amigos, após o perdão de Ben Hur. Daí a melhor mensagem  desse filme.

*Vicente Vecci é jornalista profissional, edita em Brasília DF há 35 anos o Jornal do Síndico –www.jornaldosindicobsb.com.br. É titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa e idealizador  do parque ecológico da Ponte  Alta  do Gama-, que veio proteger uma biodiversidade de 298 hectaresDF. Com a força de mídia do Jornal do Síndico ajudou a criar e implantar os parques das Asas Norte e Sul  no plano piloto.

domingo, 25 de agosto de 2019

A maioria das queimadas é consequência dos desmatamentos

Domingo, 25 de agosto de 2019


Por
Vicente Vecci*

O Gama  Livre e nós tivemos a felicidade de profetizar   a epidemia das queimadas que assolam a Amazônia, Centro Oeste  e outras regiões nesse período. Isto porque dia 17 passado foi publicada a nossa dissertação intitulada Inimigos do Meio Ambiente.

O texto alerta  a omissão oficial em preservar essa importante biodiversidade e aponta ações militares para  operações nessa área.


Área desmatada para plantio de soja.

A bem da verdade esse descuido  ou incompetência nesse dever constitucional vem desde governos anteriores, aumentando o desmatamento na atual gestão, cuja  finalidade é o de limpar as áreas degradadas com as queimadas para lavouras. Esses cortes de árvores em grande escala  enseja também a extração de madeiras nobres.
  
Quase uma semana depois em que o nosso alerta fora publicado na Internet, eclodiram  e espalharam as queimadas nessas regiões, em sua maioria, provavelmente, oriundas das  derrubadas das árvores e quem sabe outras, provenientes de atos de natureza eco terroristas   da política partidária radical, visando desestabilizar o atual governo.

Essa  suspeita   veio à tona   nas imagens das  TVs, mostrando que esses  incêndios foram rápidos e simultâneos  em diversos locais, onde não se viu sinais de árvores cortadas.

Diante dessa hecatombe ambiental  com repercussão nacional e internacional com pronunciamentos  de chefes de Estado do chamado primeiro mundo. O governo despertou-se  e resolveu agir, apontando metas militares, conforme citamos em nosso artigo, bem antes  do pronunciamento do atual presidente da República em rede nacional de TV, anunciando essa providência, destinada por enquanto ao combate dos incêndios florestais. E depois?

Existe uma velho ditado que diz que é melhor prevenir do que remediar. Se os governos anteriores tivessem utilizados corretamente o Fundo Internacional de Prevenção de Incêndios nesse bioma, e, o atual tivesse atentado para essa falha, evidentemente a tragédia ambiental seria menor.

Entretanto o que se viu foi  um distanciamento da preocupação com o Meio Ambiente, demonstrando simpatias com os ruralistas  e fazendo pouco caso das estatísticas do INPE, comprovadas pela NASA.

E o pior  de tudo é que a  biodiversidade dos locais queimados é irrecuperável em sua totalidade, antes existente.. A Amazônia possui uma das maiores biodiversidades do planeta, existindo no que resta, variadíssimas espécimes de plantas, insetos, animais e aves. Daí a razão da preocupação internacional e do povo brasileiro com essa região.

                                                                             *Vicente Vecci é jornalista profissional e titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa. É idealizador do parque ecológico da Ponte Alta do Gama-DF,vindo proteger uma biodiversidades de 298 hectares e em Brasília-DF, ajudou a criar e implantar os parques das Asas Norte e Sul.  eco.defesa@gmail.com.

sábado, 17 de agosto de 2019

Inimigos do Meio Ambiente

Sábado, 17 de agosto de 2019
Área desmatada para plantio de soja.

Inimigos do Meio Ambiente
                                
Por Vicente Vecci*

Diz um ditado popular que o nosso pior inimigo é aquele que está ao nosso lado ou em nossa residência, não é aquele ou aqueles que conhecemos. Assim está acontecendo com o nosso  Meio Ambiente.

Quem tem  a maior obrigação de defendê-lo, ignora e distorce informações que mostram a   destruição do maior ecossistema do planeta, a nossa Amazônia. Tudo leva a crer que esse atual governo  descumpre declaradamente o artigo 225 da nossa Constituição que no cabeçalho do seu texto diz : Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Poder Público como todos sabem, significa governos e suas instituições com seus funcionários e coletividade somos todos nós, principalmente  a sociedade civil organizada, como as ONGs e OSCIPs que trabalham na preservação ambiental, entre outras.

Já no parágrafo primeiro, reza: Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe o Poder Público:  preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo  ecológico das espécies e ecossistemas. O que vem significar ações governamentais para recuperar áreas degradadas, em sua maioria provocadas pelo desmatamento ilegal e sem controle como está acontecendo na Amazônia, onde segundo dados técnicos do INPE  aumentou 278% de 2018 até então. E o IMAZON aponta um desmatamento de 15% nos últimos 12 meses, uma área equivalente a do Distrito Federal.

Esses dados  foram postos em dúvidas publicamente pelo atual presidente da República  juntamente com o ministro do Meio Ambiente, numa forma obtusa de tampar o sol com uma peneira e quem sabe deixando suspeitas de estar blindando os infratores, integrados por madeireiras ilegais acobertadas por ruralistas e grileiros. Ora,  esses dados são provenientes de uma tecnologia de ponta onde se usa satélites internacionais. É só comprovar in locum por sobrevôo de helicópteros  ou outras aeronaves e até drones.

O parágrafo  quarto diz: A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do Meio Ambiente, inclusive quanto ao uso de recursos naturais.

É aí que estão as prioridades do governo, infelizmente  pelo que tudo indica longe de serem cumpridas pela atual  gestão.

Não se faz política com o Meio Ambiente  dando guarida à bancada ruralista no Congresso Nacional, mineradoras, madeireiras e outros empreendimentos que ambicionam explorar ilegalmente essa região.

A Amazônia é um pulmão do  planeta. As suas árvores centenárias  produzem o oxigênio para a humanidade. Daí a preocupação dos países do primeiro mundo, principalmente da Europa em ajudar preservar esse bioma, ajuda essa permanente e  que foi suprimida pela Alemanha e Noruega, onde o Brasil deixou de receber mais de 200 milhões na próxima etapa, recursos esses que seriam destinados a sua preservação. Isso devido ao descuido governamental de deixar correr frouxo esse crime ambiental. Se o governo quiser assegurar essa riqueza ambiental, faça uso das forças armadas que se encontram aquarteladas,  consumindo recursos públicos. Tirem os infantes dos quartéis e dê-lhes esse trabalho missionário.

A bem da verdade muitos países  na época da ocupação, destruíram parte de seu Meio Ambiente, principalmente os Estados Unidos da América, mas isso não é argumento que tem sido usado para justificar a interferência nessa questão. Agora esse país é extremamente capitalista e  nunca contribuiu financeiramente para preservação da Amazônia. Ao contrário, está de olho nas suas riquezas, principalmente minérios, fato que poderá ser viabilizado com a nomeação de determinado embaixador simpático ao presidente Trump.
*Vicente Vecci é jornalista profissional e  titular da Defesa Ambiental-Ecodefesa e é idealizador do parque Ecológico da Ponte Alta do Gama, onde veio preservar uma biodiversidade de 298 hectares. Ajudou a criar e implantar  em Brasília os parques Ecológicos das Asas Norte e Sul. Eco.defesa@gmail.com

domingo, 17 de dezembro de 2017

Cinematografia analógica (III), os cinegrafistas

Domingo, 17 de dezembro de 2017
Primo Carbonari


Por  
Vicente Vecci*

Na lida com as  filmagens em 35mm e 16 mm, merecem atenção e destaque os cinegrafistas  que operavam  as câmeras  nas mais diversas situações e fatos do cine jornalismo, desde os noticiários para cinema até às reportagens para as emissoras de TVs, não esquecendo os documentários que  focavam um tema específico e também o curta-metragem de natureza cultural.

A maioria desses profissionais  trabalhavam antes na profissão de fotógrafos e eram hábeis na captação de imagens sejam em filmes preto e branco e posteriormente a cores. Manipulam as câmeras  muitas vezes pela prática, desde à escolha das películas com as específicas sensibilidades de luminosidade, abertura  das lentes para impressão das imagens de acordo com a luz ambiente e a velocidade  do disparo dos dispositivos.

sábado, 25 de novembro de 2017

Cinematografia analógica (II)

Sábado, 25 de novembro de 2017
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Vicente Vecci

Reportamos no artigo anterior uma síntese da produção cinematográfica utilizada no cine jornalismo, abrangendo jornais cinematográficos e documentários de curta metragem, utilizado películas com recursos limitados na sonorização direta nas filmagens em 35mm que, às vezes poderia se utilizar gravadores magnéticas em sincronia momentânea na captura das imagens. Depois em laboratório processa-se a gravação em banda sonora junto com o negativo das imagens, originando uma cópia positiva pronta para projeção, aonde estão devidamente em sintonia as imagens com a sonorização.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Cinematografia analógica

Terça, 14 de novembro de 2017
Clique na imagem para ampliá-la.

Por

Vicente Vecci

A tecnologia do cinema  atualmente é toda digital, tanto na captura das imagens como na  edição, finalizando com a projeção. É uma sequência duma aparelhagem sofisticada   onde  à computação gráfica domina, a começar pelos efeitos especiais  mirabolantes  que vislumbram imagens fantásticas fascinando  os espectadores. Mas para chegar até a essa modernidade o cinema passou  por diversas  fases e foi evoluindo com o tempo.

No inicio da década de 1970  quando aportamos em Brasília após passar  no final dos anos 60 pela redação do então semanário Cinco de Março e que posteriormente deu origem ao DM, trabalhamos  com  o jornalismo cinematográfico em 35mm que era a bitola de imagens do cinema com redução para  16mm  para  TV. Era tudo analógico e não existia o vídeo. Trabalhava-se com películas  adicionada nas câmeras de filmar, podendo serem inseridas  em carretéis ou chassis. Daí  os filmes virgens  eram então acoplados nessas peças  em  ambiente totalmente sem luminosidade  e depois montados nas câmeras em carretéis metálicos, fechava-se e depois acionava-se uma orelha dando corda e na hora de filmar era só acionar um dispositivo que as lentes capturavam  as imagens em 24 fotos em movimento por segundos.

As mais antigas eram movidas pela sistema de cordas como os  primeiros relógios, uma delas foi a  pioneira  Aymo com três torres de lentes  (foto acima) de fabricação alemã que serviu para registrar imagens da 1ª Guerra Mundial. Geralmente eram mais utilizadas no cine jornalismo e cada carretel tinha capacidade para 100 pés  de filmes (medida métrica inglesa) com capacidade de capturar  um minuto de imagens. Depois trocava-se esse carretel por outros para dar sequências  às reportagens cinematográficas. Utilizamos também essas câmeras.

Posteriormente surgiram as câmeras movidas à bateria elétrica com maior competência de tempo das filmagens e os negativos dos filmes eram montados em chassis   de 400 a 600 pés, respectivamente com  quatro e seis minutos  de imagens, sendo substituídos por outros à medida da necessidade. A mais conhecida era a Arriflex, também bastante utilizada na produção de filmes de longa metragem.

Após às filmagens  os negativos  são enviados aos laboratórios para revelação e em seguida  se fazer o copião contendo as imagens registradas  para montagem com cortes numa mesa editora com um vídeo e dois pratos aonde  ficam colocados o  rolo dessa cópia do negativo de imagem. Depois dos cortes  de cenas no copião, elimina-se do negativo as mesmas imagens tiradas do copião. Geralmente filma-se o dobro da produção pretendida para se ter opções de qualidade das imagens.

A etapa  dessa produção é a sonorização, onde com o copião definitivo fazia-se uma sincronia  para narração pelo locutor   com referência às imagens do fato. Isso para  cine-jornais e documentários. Nas produções de longa metragens  exige-se mais trabalho como dublagem, efeitos especiais, sonorização com trilha sonora, etc.

Feita à sonorização  com a narração e trilha musical  num  negativo em formato 35mm próprio, chamado negativo de som em banda magnética. Depois para fazer  cópia definitiva (positiva)  com imagem e som, sincroniza-se os dois negativos de som e imagens, resultando em uma só copia revelada com as imagens e a banda sono nos fotogramas  do filme.

E, a projeção  é feita pelo sistema ótico, ou seja, no projetor da imagem é feita à leitura na banda sonora através da luz, onde se vê as imagens e os sons.

Em síntese  esse é o sistema de produção do cinema analógico, havendo outros complementos técnicos como trucagens (efeitos especiais), que são mais complexos, entre outros.

O nosso trabalho durante vários anos iniciado na década de 1970 foi através das Produções Cinematográficas Brasil Central, fundada pelo pioneiro na construção de Brasília  Wanderval Calaça que posteriormente foi exibidor e empresário da área jornalística. Essa empresa produzia semanalmente o cinde-jornal O Brasil em Notícias  para distribuição e exibição numa rede nacional de  aproximadamente 2.000 cinemas, além de documentários e filmes publicitários. Trabalhamos com equipe  credenciada no Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Já no início da década de 1980 com a chegada do  vídeo, montamos em Brasília  a  primeira agência de notícias para TVs, a Organização Brasileira de Notícias-OBN.

Vicente Vecci, edita atualmente em Brasília-DF  há 33 anos O Jornal do Síndico. www.jornaldosindicobsb.com.br