Quinta, 15 de março de 2012
Da "Agência Pulsar"
Os monocultivos de eucalipto e pinus ocupam
6 milhões e 500 mil hectares de terra no Brasil. Agricultores falam
sobre os problemas sociais e ambientais deixados por estes cultivos. E
apontam uma saída verdadeiramente sustentável: a agroecologia.
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Esta
é uma proposta alternativa de agricultura familiar socialmente justa e
economicamente viável. Ela agrega saberes populares e tradicionais das
experiências de agricultores familiares, de comunidades indígenas,
quilombolas e camponesas.
Utilizando um discurso
de sustentabilidade e responsabilidade social, empresários e integrantes
do próprio governo vêm investindo nos monocultivos do eucalipto e do
pinus.
A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo,
por meio de um projeto chamado Vale Florestar estimula e cultiva
extensas áreas de eucalipto. Prática que a empresa chama de
“reflorestamento”.
A agricultora Maria Fátima mora
no município de Otacílio Costa, em Santa Catarina. De acordo com ela os
monocultivos não podem ser considerados como florestas. O problema é
que, depois de um tempo, o uso excessivo de agrotóxicos faz com que não
cresçam outras plantas e a área de cultivo se transforma praticamente em
um imenso “deserto verde” .
Maria de Fátima
lembra que a agroecologia é uma prática de cultivo de alimentos que
dispensa a utilização de venenos e combate a concentração de terras
O
quilombola João Batista também conta como a proposta agroecológica tem
colaborado com a auto-estima dos agricultores de Angelim, uma das 32
comunidade da região do Sapê do Norte, no Espirito Santo.
Conheça mais sobre estas duas histórias nesta reportagem. (pulsar)
15/03/2012 Audios disponíveis: Práticas agroecológicas no combate ao deserto verde 6 min 58 seg. (3,19 MB) arquivo mp3 | ||||||
