“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Colonoscopia: MPDFT ajuíza ação civil pública para regularizar acesso na rede pública; Caos na Saúde do DF: Em março, fila de espera tinha mais de 19 mil usuários

Quarta, 15 de abril de 2026


Colonoscopia: MPDFT ajuíza ação civil pública para regularizar acesso na rede

Do MPDFT

 pública Publicado: 15/04/2026 às 16:41 Saúde

Secretaria de Saúde deve adotar medidas imediatas para organizar e reduzir a demanda reprimida. Em março, fila de espera tinha mais de 19 mil usuários

A 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) ajuizou ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para obrigar o Distrito Federal a regularizar o acesso ao exame de colonoscopia na rede pública de saúde. A medida, protocolada em 10 de abril, será analisada pelo Judiciário.

A ação requer que a Secretaria de Saúde (SES) adote medidas imediatas para reduzir a demanda reprimida e garantir atendimento em tempo adequado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os pedidos, está a elaboração, em até 60 dias, de um plano de ação com metas de curto, médio e longo prazo para ampliar e qualificar a oferta do exame nos hospitais da rede.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Descaso —Caos na saúde do DF: pacientes no Hospital de Taguatinga esperam mais de um mês para cirurgias

Quinta, 4 de dezembro de 2025

Internados mostram situação de desespero em vídeos; governo Ibaneis quer cortar R$ 1,1 bilhão da saúde

Brasil de Fato —Brasília (DF)
Postado originalmente no BdF em 2.dez.2025
Luiza Melo

Pacientes internados no HRT sofrem com demora para realizar cirurgias| Crédito: Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

“Estou há quase quatro dias sem comer, sem beber, esperando essa cirurgia, e até agora nada”. Esse é o relato de uma paciente no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), região administrativa do Distrito Federal, internada desde o dia 20 de novembro para realizar uma cirurgia de vesícula.

A espera de Orleide Rodrigues é a realidade de cerca de outras 20 pessoas que também estão internadas no HRT. Em vídeos gravados por pacientes, é possível dimensionar o desespero de quem aguarda há mais de um mês por procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade.

Em outra gravação que o Brasil de Fato DF teve acesso, um paciente mostra a ala de internação lotada. Pessoas com braços e pernas enfaixadas aguardam cirurgias. Uma delas, com lágrimas nos olhos e tala no braço, diz que está internada há 30 dias.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Justiça condena Governo do DF por déficit crônico de profissionais em hospital. Isso não é o caos? Claro que é!!!

Terça, 19 de agosto de 2025

GDF tem 90 dias para adequar quadro de servidores no HRG e pagará R$ 100 mil por dano moral coletivo

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02:44

Brasil de Fato — BRASÍLIA (DF)
19.AGO.2025

Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve decisão favorável em Ação Civil Pública movida contra o Governo do Distrito Federal (GDF) devido ao grave déficit de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem no Hospital Regional do Gama (HRG). A sentença foi publicada no dia 12 de agosto, em que a Justiça do Trabalho reconheceu que a falta de profissionais tem provocado sobrecarga de trabalho, risco de adoecimento e até episódios de violência contra servidores da saúde.

Na ação, o MPT alegou que a situação expõe trabalhadores a um ambiente laboral degradado e pediu a elaboração de um plano emergencial, além de indenização por danos morais coletivos. A denúncia teve apoio do Sindicato dos Enfermeiros do DF (SindEnfermeiros), do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF) e do Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), admitidos como amicus curiae no processo.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

MPDFT cobra esclarecimentos sobre Comitê Gestor de Saúde do DF

Quarta, 12 de fevereiro de 2025

Promotorias de Saúde cobram esclarecimentos sobre funcionamento, composição e poder decisório do grupo, criado em fevereiro de 2025

Do MPDFT

As Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) expediram, nesta terça-feira, 11 de fevereiro, ofício ao presidente do Comitê Gestor de Saúde do Distrito Federal, para requisitar informações detalhadas a respeito do funcionamento e composição do Comitê. O prazo de resposta é de cinco dias.

No documento, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) destaca que a saúde pública do Distrito Federal enfrenta problemas estruturais há anos, como subfinanciamento, superlotação, déficit de profissionais, gestão ineficiente, ingerência política e infraestrutura precária. Segundo as Prosus, essas deficiências combinadas resultam em um cenário caótico em desfavor da própria população do Distrito Federal.

O Comitê Gestor de Saúde foi criado por meio de decreto para coordenar e executar as ações distritais correlatas à organização e à elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde. Porém, o decreto é omisso quanto ao poder decisório do grupo, colocando em status de paridade algumas instituições privadas contratadas pela Secretaria de Saúde. O MPDFT reconhece a importância do debate com essas instituições, mas afirma que a definição das políticas públicas de saúde deve ser de responsabilidade privativa de representantes do próprio Distrito Federal, e não de terceiros contratados.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

CAOS NA SAÚDE —PT e PSB respondem Ibaneis sobre acusação de 'politização' na crise da Saúde

Quinta, 6 de junho de 2024

Declarações são uma tentativa desesperada de desviar a atenção dos graves problemas na saúde, avalia partido

Brasil de Fato | Brasília (DF)
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"Nós não podemos pegar problemas pontuais e transformar em problemas políticos", disse o governador do DF. - Carlos Gandra e Renan Lisboa/CLDF

O Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal (PT-DF) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB-DF) responderam a acusação do governador Ibaneis Rocha (MDB), de que há uma tentativa de "politização" da questão da saúde pública por parte da oposição ao Governo do Distrito Federal (GDF). 

"As declarações de Ibaneis são uma tentativa desesperada de desviar a atenção dos graves problemas e da incompetência que marcam sua própria administração", mostra nota do PT-DF.

Já o PSB apontou, em nota, que, com Ibaneis a saúde se transformou em um "caso de polícia". "Começou a sua escalada de imoralidades ainda no seu primeiro ano de sua gestão, quando transformou o Instituto Hospital de Base (IHB) no Instituto de Gestão Hospitalar (IGESDF), resultando em corrupção e desmantelamento da saúde pública, que resultaram inclusive na prisão de toda a cúpula da Secretaria de Saúde do seu governo no exercício do cargo durante a pandemia da COVID-19", aponta o partido.

A declaração do governador do DF foi dada, nesta terça-feira (4), em meio à votação do requerimento que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLF), para investigar a saúde pública. Segundo Ibaneis, “nós não podemos esquecer a desgraça que foi o governo do PT e a desgraça que foi o governo do Rollemberg. Tem hora que parece que eles esquecem o tamanho da incompetência dessas duas administrações”, como mostrou a coluna Grande Angular, do Metrópoles.

À imprensa, o governador do DF ainda afirmou que "problemas acontecem" e que oposição, agora, tenta "politizar" crise na Saúde. "Nós não podemos pegar problemas pontuais e transformar em problemas políticos, que é o que a gente vê que é a tentativa de politização de uma questão tão importante quanto a questão de Saúde no Distrito Federal", disse Ibaneis durante agendas em Taguatinga.

Para o presidente do PSB no DF, Rodrigo Dias, o governador Ibaneis deveria demonstrar compaixão pelas famílias que perderam seus entes queridos, em vez de “agir de forma leviana e irresponsável, culpando governos anteriores pelo caos na saúde”.

:: Artigo | Saúde no DF: a crise e o projeto ::

“Ele precisa lembrar que já está em seu segundo mandato, governando há seis anos, e foi durante sua gestão que o Secretário da Saúde e toda a cúpula foram presos por corrupção e desvio de dinheiro durante a pandemia de COVID-19”, destacou o presidente do partido do ex-governador Rodrigo Rollemberg.

Atual secretário de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Rollemberg, afirmou, em sua rede social, que Ibaneis transformou o Instituto Hospital de Base em um "tal de IGES que virou um antro de corrupção e cabide de emprego". 

A Saúde do DF é marcada pelo agravamento da dengue, com 365 mortes, e com uma série de falhas de atendimento, dentre elas as que resultaram na morte de quatro crianças em um mês.

:: Em sessão com familiares de vítimas, base de Ibaneis adia instalação da CPI da Saúde ::

Em nota, o PT-DF ainda destacou que os últimos seis anos da gestão de Ibaneis Rocha e Celina Leão no Governo do Distrito Federal (GDF) têm sido marcados por uma "verdadeira tragédia na saúde".

"Os hospitais lotados, a falta de médicos, a escassez de medicamentos, as enormes filas para transplantes, média de casos de dengue no DF chegando a ser 10 vezes maior que a nacional, a dor das famílias ao verem seus entes queridos em filas da oncologia que duram, em média, mais de 600 dias para o início do tratamento. As diversas mortes evitáveis mostram o tamanho do problema no desmonte do SUS e a irresponsabilidade na terceirização da saúde, que foi criada pelo IGES."

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Contra o caos no HRG e risco de fechamento, população dará um abraço de solidariedade no Hospital Regional do Gama. Será SEXTA (6/5). Você é convidado para o ato.

Quinta, 4 de maio de 2022
Foto: arquivo Blog Gama Livre

“A crise do HRG não é uma crise; é um projeto” (Parafraseando o grande Darcy Ribeiro) 


O nosso querido HRG vive hoje uma fase pior do que as muitas que já viveu nos seus 55 anos de existência. Falta de quase tudo. Falta médico, falta enfermeiro, falta técnico de enfermagem, falta auxiliar de enfermagem, falta equipamentos, falta medicamentos, ‘falta', até, Administração.


Atentem para o fato de que um dos setores que corre um risco grande e imediato de ser fechado, interditado, é o Pronto-Socorro. Imaginem por quanto será multiplicado o desastre, o caos, se houver o fechamento do Pronto-Socorro? No ano passado, 2021, foram mais de 116 mil atendimentos neste setor. E olha que ali o atendimento, pelo caos que impera na saúde pública do DF, foi deficiente, apesar dos esforços do pessoal da saúde que trabalha no local.


Imaginou a sobrecarga que outros hospitais do DF receberão se o fechamento, ocorrer no Pronto-Socorro do HRG? O aumento do caos, uma verdadeira tragédia, nos prontos-socorros dos nosso outros hospitais do DF? E a tragédia que já vivem os pacientes é que será multiplicada. 


O sistema de saúde pública, como o nome já diz, é também um sistema. E como sistema, quando um subsistema, seja um hospital regional, uma UPA, uma UBS (unidade básica de saúde), a Superintendência de uma Regional de Saúde, a Direção da Secretaria da Saúde etc. funciona mal, isso influencia o sistema como um todo.

Então, estejamos todos na sexta-feira (6/5) na frente do Hospital Regional do Gama, o querido HRG. Vamos salvá-lo do caos, impedir fechamento, e garantir dignidade aos pacientes que recorrem ao HRG.


Abraço Solidário no HRG contra o caos e fechamento.

Data: Sexta-feira (6/5) 

Hora: 9 horas

Local: Frente do HRG




quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Distrital Leandro Grass (Rede) entra com representação no TCDF por suspensão de exames no Hospital Regional do Gama

Quinta, 23 de setembro de 2021


Da Assessoria de imprensa do Deputado Leandro Grass
22/09/2021

O deputado distrital Leandro Grass (Rede) entrou nesta quarta-feira (22) com uma representação no Tribunal de Contas do DF (TCDF) para que o órgão apure a interrupção de exames bioquímicos no Hospital Regional do Gama por causa do encerramento de contrato para a realização deste serviço. O parlamentar quer que a situação seja regularizada e que a população não tenha prejuízos no atendimento.

Grass tomou conhecimento de um despacho do diretor do Hospital, Dr. Guilherme Avelar, para a Superintendência da Região de Saúde Sul, que informava que o contrato para fornecimento de reagentes para exames de bioquímica estava encerrado. “Isso acarreta uma série de prejuízos para tratamentos, o que é particularmente grave em razão da pandemia”, argumenta o deputado. “Não parece nada razoável que um hospital do Distrito Federal, gerido pela Secretaria de Estado de Saúde, deixe encerrar um contrato de reagentes para exames de bioquímica”, completa.

Exames de bioquímica são aqueles realizados em pacientes para investigar os funcionamentos do processo metabólico do organismo. Podem ser exames de sangue para ver os níveis de glicose, colesterol, exames de função hepática ou função renal, entre outros. “São exames de rotina e de atenção primária que serão interrompidos até que se normalize a situação”, explicou Grass.

O parlamentar também lembra que serviços essenciais como este não podem simplesmente ser interrompidos por encerramento de contrato. “Isso não pode ser a justificativa do gestor. O contrato público tem vigência. E a vigência é conhecida a partir de sua assinatura. Sendo assim, não é justificável que um contrato escoa o seu prazo de validade sem que a Administração Pública nada faça para que o fornecimento de materiais não seja paralisado”, argumenta.

A representação entregue ao TCDF pede que o órgão tome providências para regularizar a situação no HRG e que outros contratos para a realização de exames do hospital sejam inspecionados para que não ocorra algo semelhante novamente.

Confira o documento na íntegra

Fonte: Assessoria de imprensa Deputado Leandro Grass

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Comentário do Blog Gama Livre: Inacreditável, para não dizer repugnante, uma situação dessa. Como pode o governo ser tão ineficiente, principalmente numa área sensível e tão importante e crucial para o funcionamento normal de um hospital. Melhor dizer, para o atendimento necessário e eficaz à pacientes internados e também para pacientes que procuram a unidade de saúde. São exames necessários ao diagnóstico dos pacientes e, assim, fundamental na prescrição do melhor tratamento.

Mas sabemos que, infelizmente, a saúde pública no Distrito Federal está indo de mal a pior.

Que o TCDF seja ágil na avaliação da representação feita pelo deputado e nas recomendações e responsabilização necessárias.