Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 18 de abril de 2026

30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás



Sábado, 18 de abril de 2026

30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás

Dirigente do MST rememora o assassinato de 70 sem-terras no Pará, que marcou violentamente a história do país. Como, junto com Sebastião Salgado, denunciou a barbárie. E o que episódio significou para a luta pela Reforma Agrária

OUTRASPALAVRAS                          História e Memória

Foto: Sebastião Salgado
Do OUTRASPALAVRAS

Lembro daqueles dias tão trágicos e tristes. Estava numa atividade no Paraná com o fotógrafo Sebastião Salgado quando o massacre aconteceu. Voltamos rápido para São Paulo. Sebastião conseguiu chegar a Marabá, no Pará, e suas fotos foram fundamentais para denunciar o caso em todo o mundo.

Naqueles dias de abril de 1996, três mil pessoas marchavam no sul do Pará em direção a Belém, para exigir o assentamento em uma fazenda grilada de terras públicas e trabalho escravo.

Os Sem Terra caminhavam de forma ordeira. No meio do trajeto, dois pelotões da Polícia Militar do Pará cercaram a marcha dos dois lados. Os soldados não tinham identificação e portavam armas letais.

O massacre aconteceu pretensamente para desobstruir uma estrada que não estava parada. Dezenove trabalhadores foram assassinados, de forma estúpida, na hora. Outros dois morreram depois de hospitalizados. Mais de 70 pessoas ficaram com sequelas, que dificultam o trabalho na agricultura.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Fazendeiros armados atacam acampamento do MST no extremo-sul da Bahia

Sexta, 28 de março de 2025

Famílias foram surpreendidas com ameaças e disparos de arma de fogo; uma pessoa foi agredida e sofreu lesão


Brasil de Fato — Salvador (Ba)
Na manhã desta sexta-feira (28), um grupo de fazendeiros armados, muitos deles encapuzados, invadiu de forma violenta o Acampamento Lindaura Ferreira Lima, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guaratinga, extremo-sul da Bahia. Segundo o movimento, as famílias agricultoras foram surpreendidas por diversas caminhonetes na entrada do acampamento. Os homens fizeram disparos de arma de fogo e ameaçaram os acampados, exigindo que abandonassem o local.

Durante o ataque, um morador foi agredido e teve o braço fraturado. O MST denuncia que o grupo invasor segue intimidando a comunidade, e que a ação caracteriza uma tentativa de despejo ilegal, feita sem mandado judicial.

domingo, 22 de outubro de 2023

LUTA PELA TERRA —Operação da PM despeja 120 famílias do MST de ocupação em Santa Catarina

Domingo, 22 de outubro de 2023

Movimento afirma que ocupou terras devolutas da União, em área que foi epicentro da Guerra do Contestado

Brasil de Fato | Recife (PE) |
 

Cerca de 120 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Santa Catarina, foram despejadas pela Polícia Militar (PM) de uma ocupação na cidade de Canoinhas, no norte do estado, neste sábado (21).

Segundo o movimento, a área é terra devoluta e pertence à União. O MST afirma que a PM agiu com truculência e deteve ilegalmente seis integrantes: três deles foram liberados ao fim da operação. Outros três foram levados até a delegacia e enquadrados, segundo a direção do movimento, em crimes com associação criminosa, danos ao patrimônio e invasão.

Leia também: Orçamento previsto para reforma agrária é o menor de todas gestões petistas; negociações entre governo e MST seguem

"Houve abuso de autoridade. Eles apresentaram um documento de reintegração de posse sem assinatura. Nós vamos preparar um dossiê e processar o governo do estado de Santa Cataria por essa ação", afirmou Lucidio Ravanello, da direção nacional do MST.