Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Remanejamento de servidores da atenção básica abre portas para as OSs

Quarta, 23 de novembro de 2016
Remanejamento de servidores da atenção básica abre portas para as OSs

Do SindSaúde
Desde a publicação da Portaria n°231, em outubro, servidores têm estado apreensivos quanto ao próprio trabalho e o futuro dos postos de saúde do DF. O documento designa que médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares que atuam na porta de entrada do SUS cumpram 30% de sua jornada em emergências e UTIs. Em São Sebastião, usuários temem o fechamento da Unidade Mista de Saúde. Para o SindSaúde-DF a medida é mais uma tática do governo para enfraquecer a atenção básica e assim instalar organizações sociais.

domingo, 20 de novembro de 2016

Atuação de Organizações Sociais na saúde pública é debatida por órgãos de controle e fiscalização

Domingo, 20 de novembro de 2016
Do MP de Contas do DF
Encontro abordou experiências de entidades privadas na gestão da saúde pública e formas de fiscalização dessas entidades pelos órgãos de controle externo
A procuradora-geral de Contas do DF, Cláudia Fernanda; o procurador do MP junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira; e o conselheiro do TCE da Paraíba, Nominando Diniz, integraram o primeiro painel do encontro.

Os Ministérios Públicos de Contas do DF, do DF e Territórios (MPDFT) e do Trabalho (MPT) realizaram conjuntamente, na tarde desta sexta-feira (18), o encontro “Organizações sociais na saúde pública: a visão dos órgãos de controle e fiscalização”. O evento contou com a participação de autoridades, de entidades da área da saúde e da sociedade civil. Além de formas de fiscalização dessas entidades privadas pelos órgãos de controle externo, foram apresentadas experiências no Distrito Federal, Paraíba e Goiás, além de implicações trabalhistas e o resultado de investigações da Polícia Federal nessa área.

Entre os convidados, estavam o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Nominando Diniz; o promotor de Justiça de defesa do patrimônio público do Ministério Público de Goiás, Fernando Aurvalle Krebs; a procuradora do trabalho de Brasília, Marici Coelho Barros Pereira; o delegado da Polícia Federal e professor de repressão a desvios de recursos púbicos da Academia Nacional de Polícia, Eduardo Moreno Izel; a promotora de Justiça de defesa da saúde do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Marisa Isar; e a procuradora-geral do MP de Contas do DF e presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Contas, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira.

Cláudia Fernanda trouxe casos emblemáticos de atuação de OSs no DF e as muitas falhas no processo de fiscalização e controle de serviços prestados por organizações sociais na área da saúde pública. “Neste tipo de contrato de gestão, é fundamental se ter acesso a planilhas detalhadas de custos para a comprovação do uso dos recursos. Sem isso a fiscalização não pode ser feita”, apontou Cláudia Fernanda. Ela destacou casos, por exemplo, como a contratação da Fundação Zerbini e do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) para o Programa Saúde da Família ou Família Saudável, que teve início com contrato de gestão em 1999; a contratação da Cruz Vermelha, em 2000, e a contratação da Real Sociedade Espanhola de Beneficência, em 2009, para gerir o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Em todos eles houve ações civis públicas ou de improbidade administrativas. A Justiça já reconheceu a nulidade de contratos celebrados e, também, a improbidade administrativa, de forma total ou parcial, de agentes públicos e de entidades privadas envolvidos. Porém, essas decisões foram proferidas após o fim da vigência dos contratos, quando milhões de reais já haviam sido repassados.

RELEMBRE A TRAJETÓRIA DAS OSs NO DF

 - Programa Saúde da Família ou Família Saudável entregue à Fundação Zerbini, entre 1993 e 2005. Sem prestação de contas, reclama-se a devolução de um prejuízo de mais de R$ 20 milhões de reais, até hoje, não cobrados;

- Gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), a cargo da Organização Social Cruz Vermelha, Petrópolis/RJ. Apesar de o GDF e de o MPDFT haverem ajuizado ações, com sentenças favoráveis, até hoje os recursos não foram ressarcidos. O valor é de quase R$ 9 milhões de reais;

- Gestão do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) pela Organização Social Real Sociedade Espanhola de Beneficência. O MPDFT e a Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) pleiteiam o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 30 milhões de reais, sem que até o momento esses valores tenham sido devolvidos;

- Gestão do Hospital da Criança de Brasília (HCB) pela Organização Social Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (ICIPE). O MPDFT ajuizou ação de improbidade administrativa que questiona o repasse de recursos públicos, por ausência de cálculo dos custos do Contrato de Gestão celebrado, dentre outros. Desde 2014 até setembro de 2016, o GDF já repassou ao ICIPE mais de R$ 187 milhões. Se computado o período do contrato de gestão, celebrado em 2011, o valor chega a R$ 280 milhões. O contrato atual vence em fevereiro de 2019. Até lá, ainda está previsto o repasse de mais R$ 383 milhões.

Além do Distrito Federal, operações dos Ministérios Públicos Estaduais e Federais, juntamente com as Polícias Civis e Federais, procuram desbaratar quadrilhas que se instalaram debaixo do rótulo das Organizações Sociais. Seus responsáveis têm sido presos, como, por exemplo, a recente operação “Maus Caminhos”, na qual figura uma Organização Social que pleiteia qualificação aqui no DF.

sábado, 19 de novembro de 2016

OSs: MP aponta irregularidades e secretário de Saúde desconversa

Sábado, 19 de novembro de 2016
Do SindMédico—DF
mp-discute-os
O secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, compareceu ao evento “Organizações sociais na saúde pública: a visão dos órgãos de controle e fiscalização”, mas não ficou para ouvir tudo o que os palestrantes convidados tinham a dizer. Assistiu ao primeiro painel, cumpriu a função de garoto propaganda do projeto de entrega da saúde pública do DF às Organizações Sociais (OS) diante das câmeras de TV, apesar de alegar rouquidão, e foi pego em contradição.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desabafo sobre a incompetência do governo Rollemberg, que fechou a excelente Pediatria do HRG

Segunda, 5 de setembro de 2016
Ontem, domingo (4/9), reproduzimos aqui postagem do site do SindSaúde que tratava do absurdo do fechamento, pelo governo Rollemberg, da pediatria do Hospital Regional do Gama (HRG).

Leia a seguir o desabafo de uma dedicada servidora do HRG. Texto publicado no grupo do WhatsApp do FComGama (Fórum Comunitário do Gama). Observe também as imagens da pediatria e conclua se não é uma irresponsabilidade de qualquer governo acabar (este é o exato termo que define o fechamento. A-ca-bar!!!!) com a Pediatria do velho, bom, e necessário, Hospital Regional do Gama. As reformas no setor de pediatria foram feitas no governo passado.

Veja o desabafo:

"PEDIATRIA  DO  HRG.   Há  anos,  trabalhamos  nesse espaço  buscando   um  atendimento  humanizado  às  crianças  e  famílias.   A pediatria do HRG é  referência  em  atendimento  infantil  ao gama,  Santa  Maria  e Entorno  Sul.  Fechar  a clínica  é   desrespeitar  a previsão  legal  em  seu artigo  7, do  Estatuto da Criança  e  Adolescente."

E tudo, certamente, para 'justificar' (sem de fato justificar) a implantação das chamadas 'Organizações Socias', as OSs, no atendimento médico-hospitalar naquele setor de Pediatria. Começará pela pediatria, vai engolindo setor atrás de setor e, quando acordarmos, todo o serviço estará nas lucrativas mãos dos donos, sim, donos, das OSs. 

Clique nas imagens para ampliá-las e verificar a irresponsabilidade de se fechar a Pediatria do HRG.





É ou não uma irresponsabilidade (ou incompetência), ou as duas coisas juntas, impedir que as crianças do Gama, Santa Maria, Entorno Sul, do DF, usufruam de um atendimento médico-hospitalar de qualidade elevada?