Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 18 de outubro de 2025

Morte digna: seis histórias latino-americanas

Sábado, 18 de outubro de 2025

Diante do sofrimento extremo, há obrigação de viver? A eutanásia, recurso da saúde, perturba os moralistas. A difícil decisão final, em casos complexos. As mortes clandestinas. Relatos sobre um combate necessário ao conservadorismo

O escritor e poeta Antonio Cícero, cuja morte completa um ano em 23 de outubro
1ª história: O poeta brasileiro

Ele sorria enquanto contemplava a cidade.

Foi o que contou o figurinista Marcelo Pies, marido do poeta Antonio Cícero, 79. Era outubro do ano passado. O casal flanava por Paris. Foram à Sainte-Chapelle, uma jóia gótica do século XIII que sempre deslumbrava o escritor. Aos restaurantes favoritos. A uma exposição em homenagem ao centenário do Surrealismo, no Centro Georges Pompidou.

Era uma despedida. Não de uma cidade, de um amor, de uma etapa profissional, as quais nos são mais palpáveis. Mas de algo que pouquíssimos têm a chance de fazer conscientemente: era a despedida da vida de Cícero.

O poeta — também compositor de sucessos da MPB como Fullgás, para a sua irmã Marina Lima, e Último Romântico, para Lulu Santos — foi diagnosticado com Alzheimer, um ano antes. Temia uma “virada de chave” que o faria perder a lucidez.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no Brasil

Quinta, 21 de setembro de 2017
Andreia Verdélio – da Agência Brasil


arte suicídio

Cerca de 11 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado hoje (21) pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no país, 79% delas são homens e 21% são mulheres. A divulgação faz parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio. 


A taxa de mortalidade por suicídio entre os homens foi quatro vezes maior que a das mulheres, entre 2011 e 2015. São 8,7 suicídios de homens e 2,4 de mulheres por 100 mil habitantes.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Crise econômica, desemprego e preconceito aumentam o risco de suicídio, diz Ipea

Segunda, 11 de setembro de 2017
Helena Martins – Repórter da Agência Brasil
A cada 40 segundos, um suicídio ocorre no mundo. Ao todo, são 800 mil registros anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora tenha forte componente individual, determinantes sociais - como questões econômicas - também têm influência em diversos casos investigados. Episódios de suicídio são registrados em todos os países, mas segundo dados da OMS, 75% dos episódios ocorreram em nações de baixa e média renda em 2012.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre austeridade e saúdediagnosticou, a partir da análise de diferentes estudos, que as crises econômicas e o consequente aumento do desemprego aumentam o risco de suicídio e de mortes decorrentes do abuso de álcool.
Falta de esperança, dificuldades de se enquadrar no ambiente social e econômico são problemas apontados pela autora da análise e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Fabiola Sulpino Vieira.