
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
terça-feira, 2 de julho de 2024
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Terça, 2 de julho de 2024
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segunda-feira, 1 de julho de 2024
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STF irá definir se professor temporário tem direito ao piso salarial do magistério
Segunda, 1º de julho de 2024
Plenário Virtual reconheceu repercussão geral da matéria. A decisão a ser tomada valerá para os demais casos semelhantes em andamento na Justiça.

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir se o piso salarial nacional para os profissionais da educação básica na rede pública também vale para os professores temporários. Por maioria, o Plenário Virtual reconheceu a repercussão geral da matéria, discutida no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1487739 (Tema 1.308).
Caso concreto
A controvérsia teve início com ação proposta na Justiça estadual por uma professora temporária contra o Estado de Pernambuco. Por ter sido remunerada com salário abaixo do piso nacional do magistério, ela requereu o pagamento dos valores complementares e sua repercussão nas demais parcelas salariais.
Após o pedido ter sido negado pela primeira instância, o Tribunal de Justiça estadual (TJ-PE) reconheceu o direito. Para a corte local, o fato de a professora ter sido admitida por tempo determinado não afasta o direito aos vencimentos de acordo com a Lei Federal 11.738/2008, que instituiu o piso do magistério, uma vez que realizava o mesmo trabalho dos professores que ocupam cargo efetivo.
MPDFT questiona Colégio Militar Tiradentes (DF) sobre tratamento a alunos atípicos
Ofício enviado pelo MP pede informações sobre quantidade de alunos, plano de educacional, capacitação dos funcionários e acessibilidade para esses estudantes
Do MPDFT
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou ofício ao Colégio Militar Tiradentes (CMT) solicitando explicações a respeito do tratamento dispensado a alunos atípicos. A pedido do CMT, a Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) do MPDFT deverá se reunir com a direção da instituição nos próximos dias para discutir a questão.
O Colégio Militar Tiradentes deverá informar ao MPDFT o total de alunos matriculados na instituição e o número de estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno; as adaptações e suportes oferecidos conforme cada necessidade; alunos reprovados ou expulsos nos últimos três anos e quantos desses eram atípicos.
A instituição terá ainda que prestar informações sobre a existência de um Plano Educacional Individualizado (PEI), e se os pais dos alunos possuem acesso a esse documento. O Ministério Público também questiona sobre o nível de capacitação dos docentes e profissionais da instituição para o atendimento de alunos com transtornos do neurodesenvolvimento, tanto nos aspectos pedagógicos quanto a eventuais necessidades do cotidiano, como segurança, regulação emocional, locomoção, alimentação e higiene.
A Proeduc já enviou outros ofícios ao CMT, em maio e junho deste ano, solicitando informações a respeito das adequações pedagógicas a alunos com deficiência e do tempo de prova aplicado a esses estudantes. Os questionamentos são provenientes de denúncias recebidas pelo MP das famílias de alunos, que relataram falta de acolhimento e de metodologias específicas nas avaliações, levando em conta as especificidades de cada estudante, como o uso de salas separadas e tempo maior de prova. Segundo os estudantes, os testes ocorriam da mesma forma para alunos com e sem deficiência, o que chegou a gerar crises de ansiedade em estudante com autismo.
No final de junho, veículos de imprensa noticiaram a denúncia de algumas famílias de que, no final de 2023, 58 crianças com algum tipo de transtorno ficaram de recuperação por falta de suporte necessário por parte do Colégio Militar Tiradentes. Dessas, sete foram reprovadas e, pelo regulamento da instituição, a criança é retirada compulsoriamente após duas reprovações. Em resposta, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que “nenhum estudante foi expulso devido a características individuais”, mas não divulgou o número de alunos reprovados, jubilados ou expulsos.
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