O Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – informou que pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques dos Estados Unidos e Israel, neste sábado (28).
As ofensivas atingiram 24 províncias iranianas, e mais de 220 equipes de resgate foram mobilizadas para atuar nas áreas atingidas, onde as operações continuam.
As Forças de Defesa de Israel, por sua vez, afirmaram que cerca de 200 caças participaram da operação e atacaram aproximadamente 500 alvos em todo o Irã, incluindo sistemas de defesa e lançadores de mísseis. Segundo os militares, os bombardeios tiveram como objetivo estruturas consideradas estratégicas. Não se pronunciaram, porém, sobre o ataque à escola primária que vitimou ao menos 85 meninas.
Em entrevista à Al Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que o país tem o direito de se defender. “Temos todo o direito, de acordo com o direito internacional, de nos defendermos com todas as nossas forças. É isso que as nossas forças armadas estão fazendo neste momento. Elas estão defendendo a soberania nacional e a integridade territorial do Irã contra este ato bárbaro de agressão”, disse Baghaei.
“Estamos enfrentando mais um ato de agressão não provocado, um ato de agressão flagrante imposto aos iranianos.”
Paralelamente, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz à navegação após os ataques, segundo entrevista do major general Ebrahim Jabari à emissora Al Mayadeen. A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (Maritime Trade Operations) informou ter recebido diversos relatos de embarcações que operam no Golfo Pérsico confirmando que foram notificadas sobre o fechamento da rota, considerada “principal” para o transporte global de petróleo.
Resposta do Irã
Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma ofensiva contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares estadunidenses no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas. A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atacado um navio de apoio de combate da Marinha dos EUA, identificado como US MST.
Em Israel, as Forças de Defesa de Israel informaram que sirenes de alerta aéreo foram acionadas em diversas regiões após a detecção de mísseis lançados do Irã. Os militares disseram que a força aérea atua para interceptar os projéteis e que realizou uma “ampla onda de ataques” contra sistemas estratégicos de defesa iranianos, incluindo um sistema avançado SA-65 na região de Kermanshah, no oeste do país.
Serviços de emergência israelenses relataram que um prédio no centro do país foi atingido por um míssil, além de outro ponto de impacto. Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas nesses locais.
A escalada também atingiu outros países do Golfo. Em Dubai, um incêndio foi registrado nas proximidades do Fairmont The Palm, após o que a emissora estatal IRIB classificou como impacto de mísseis. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram fogo ativo próximo ao edifício, sem indicação de danos à estrutura principal.
Na capital Abu Dhabi, explosões foram registradas nas proximidades da base aérea americana Al Dhafra. Já no Kuwait, um drone atingiu o Aeroporto Internacional do Kuwait, causando ferimentos leves em funcionários e danos materiais limitados ao terminal de passageiros, segundo a autoridade de aviação civil do país. O local foi isolado e os protocolos de emergência, acionados.


