Quinta, 24 de fevereiro de 2022
Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 24 de fevereiro de 2022
Depois de cerca de quatro meses de tensões diplomáticas, a Rússia atacou a Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Kiev e a OTAN (aliança militar do Ocidente) classificaram as ações militares russas como “invasão total”. Trata-se, segundo especialistas, da mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As primeiras informações indicam a utilização, pelos russos, de armas de precisão para destruir a infraestrutura militar, bases e aviões ucranianos. Dados oriundos do comando militar das forças rebeldes em Donetsk e Lugansk apontam para um avanço, com apoio russo, em direção às fronteiras até agora sob controle do governo ucraniano.
Os desdobramentos econômicos e militares ainda não são claros. Aumento de sanções ocidentais? Acomodação diplomática de interesses geopolíticos? Aprofundamento dos ataques militares russos com armas convencionais? Ações militares tradicionais da OTAN em território ucraniano? Uso de artefatos nucleares?
