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(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 18 de junho de 2026

MPDFT recomenda reestruturação das Farmácias de Alto Custo do DF

Quinta, 18 de junho de 2026

Do MPDFT

Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde aponta déficit de profissionais, longas filas, insuficiência de senhas e problemas estruturais nas unidades da Asa Sul e Ceilândia

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou à Secretaria de Saúde (SES) a adoção de medidas para melhorar o atendimento nas Farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conhecidas como Farmácias de Alto Custo. A recomendação foi expedida nesta segunda-feira, 15 de junho, após a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) identificar falhas estruturais e operacionais que têm comprometido o acesso da população a medicamentos de alto custo.

Para a Prosus, o tempo excessivo de espera e as condições inadequadas de atendimento podem representar violação à dignidade dos usuários, sobretudo daqueles com mobilidade reduzida ou em tratamento de doenças graves. "O fornecimento de medicamentos de alto custo é parte essencial do tratamento de milhares de pacientes. É dever da Administração Pública assegurar que esse serviço seja prestado com eficiência, dignidade e respeito aos usuários", destacou o promotor de justiça Marcelo Barenco.

Entre as providências recomendadas à SES estão a implementação integral do sistema Sismedex para modernizar a gestão da assistência farmacêutica, a recomposição urgente do quadro de pessoal das unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama e a reestruturação dos fluxos de atendimento para reduzir o tempo de espera dos usuários.

O MPDFT também pede a implantação de sistemas mais eficientes de agendamento e gestão de senhas, a criação de centros de infusão para determinados medicamentos, melhorias no conforto das áreas de espera e a regularização do programa de entrega domiciliar de medicamentos. Além disso, recomenda a avaliação da criação de novas unidades ou da transferência das atuais para instalações mais adequadas, com o objetivo de descentralizar o atendimento e reduzir a sobrecarga das farmácias existentes.

A Secretaria de Saúde deverá apresentar ainda um plano de ação com medidas de curto, médio e longo prazo para enfrentar os problemas identificados, incluindo metas e indicadores de desempenho. O prazo para o cumprimento da recomendação é de 60 dias.

De acordo com o documento, a SES reconhece a existência de problemas estruturais no serviço, atribuídos ao aumento da demanda, à concentração de atendimentos em determinados períodos, ao déficit de servidores e ao elevado índice de absenteísmo entre os profissionais. A pasta também apontou sobrecarga de trabalho e falta de incentivos aos servidores que atuam nas unidades.

Veja aqui a recomendação na íntegra.

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Matéria originalmente postada no site do MPDFT 17/06/202

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