Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Festival de concessões para negocistas, lobistas e corruptos. Na terça-feira tenebrosa da Câmara, Dona Dilma ficou no Planalto até 5 da manhã, até tudo acabar. Comeu como nunca ou como sempre. Videla e seus ‘amigos’ que o acompanhavam no ‘prazer’ da torturada, rotulados como mereciam. Todos escreveram ou falaram: ‘Morreu como devia, condenado à prisão perpétua, cumprida numa cela imunda, como foi sempre’.

Segunda, 20 de maio de 2013

Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa
Excluindo as privatizações envolvendo Petrobras e Vale, jamais houve nada parecido em exibição de lobismo, do que a tramitação da MP dos Portos. Foi lobismo explícito, aberto, escancarado, e num volume espantoso, movimentando bilhões e bilhões.

E tudo sem constrangimento, sem pudor, sem o mínimo de vergonha. Renan Calheiros violou e violentou tudo que era possível, e além do mais, sabia o que estava fazendo. A quem prejudicava (o País), a quem favorecia (negocistas mais do que notórios), citados nominalmente.

Tripudiou sobre os derrotados, dizia: “Eu não tenho opinião, faço o que o plenário determina”. Estava farto de saber que 63 senadores estavam com o governo, apenas 9 do outro lado. Frase curta dele, depois de receber telefonema de agradecimento de Dona Dilma: “A sociedade queria essa MP, não podíamos negar”.

Renan era vigiado pelos senadores Eunicio de Oliveira e Romero Jucá, o Planalto não tinha tanta confiança nele, apesar do alto custo que sempre cobra. Henrique Eduardo Alves não ganhou telefonema.

NUNCA O INTERESSE PÚBLICO PERDEU TANTO, TÃO INTENSAMENTE

Além do cálculo de 800 bilhões, que serão movimentados pelos negocistas dos portos, essa importância só vale para agora. O setor privado vai montar um supermonopólio, tão escandaloso que não sobrará mais nada para portos estatais. Isso estava evidente a todo momento, os próprios defensores da negociata não escondiam: “O volume de negócios será fantástico, mas isso é do jogo”. E se abraçavam, satisfeitos.