“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Banco Central: “Autonomia” ou Privatização?

Quarta, 20 de maio de 2026

Banco Central: “Autonomia” ou Privatização?

Avança, no Senado, proposta “modernizadora” apoiada por bancos, mídia e direita. Efeitos: atar o BC aos rentistas. Isolá-lo, por orçamento nababesco, dos dramas do país. Tirar de funcionários a força necessária para enfrentar a oligarquia financeira

OUTRASPALAVRAS                       Mercado x Democracia
Publicado 20/05/2026

Crédito: Reprodução/The Economist

Título original:
PEC 65 ou: como capturar o Banco Central chamando de modernização

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou, em 20/5, o exame do substitutivo do Senador Plínio Valério à PEC 65/2023. A proposta, contudo, continua a tramitar – e persistem, portanto, as ameaças nela implícitas. O texto pretende conferir ao Banco Central autonomia orçamentária e financeira, permitindo que a autarquia financie suas despesas com “receitas próprias”, fora do orçamento aprovado pelo Congresso. Depois de dezoito meses de tramitação, 21 emendas e oito versões de parecer, a redação atual abandona a expressão “empresa pública” — que constava do texto original assinado por quarenta e dois senadores em novembro de 2023, com Vanderlan Cardoso, Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre, Rogério Marinho, Sergio Moro, Hamilton Mourão e Flávio Bolsonaro entre os primeiros signatários. O texto final passa a definir o BCB como “entidade pública de natureza especial”. Apresentada como concessão substantiva às críticas acumuladas desde 2024, a mudança é cosmética, como demonstra a Nota Técnica 22 do Transforma/Fundação Friedrich Ebert (FES Brasil), publicada esta semana, da qual este artigo retoma os achados centrais.

O primeiro problema é que as “receitas próprias” que financiariam o BCB resultam de apropriação indébita de recursos da União: os ditos lucros de senhoriagem. A senhoriagem resulta do monopólio estatal de emitir moeda que não paga juros. Comecemos pela aritmética. Sob a Lei n.º 13.820/2019, os resultados positivos do BCB são transferidos ao Tesouro para abater dívida pública federal. No período 2017-2025, a senhoriagem — medida pela taxa de juros nominal sobre a base monetária — somou R$ 210,2 bilhões em valores constantes de dezembro de 2025. No mesmo período, a despesa administrativa do BCB no Orçamento Geral da União — folha de pessoal, custeio, investimento — somou R$ 43 bilhões. A diferença, R$ 167,2 bilhões, é o que a PEC pretende usar para financiar o BCB. O valor é equivalente, em valores acumulados, a aproximadamente 1,5% do PIB anual médio do período — ou, em termos de impacto anual médio, cerca de 0,17% do PIB ao ano. É essa magnitude que está em jogo quando se discute “autonomia financeira”.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Lucro acima de tudo —Com guerra no Irã, refinarias privatizadas por Bolsonaro vendem diesel até 76% mais caro que a Petrobras

Quinta, 2 de abril de 2026

Lucro acima de tudo
Com guerra no Irã, refinarias privatizadas por Bolsonaro vendem diesel até 76% mais caro que a Petrobras

No Amazonas, preço praticado é de R$ 6,45; na Bahia, R$ 6,00; Petrobras cobra R$ 3,65 pelo diesel
 
Guerra no Irã e modelo de privatização ampliam impacto da alta do petróleo nos preços dos combustíveis no Brasil | Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
31 de março de 2026
Rodrigo Chagas

Entre 27 de fevereiro e 31 de março, período marcado pela escalada da guerra no Irã e pela disparada do petróleo no mercado internacional, refinarias privatizadas no governo Jair Bolsonaro (PL) elevaram o preço do diesel muito acima da Petrobras. 

A Refinaria da Amazônia (Ream), no Amazonas, elevou o preço do diesel para R$ 6,45, um aumento de 71% em relação ao preço praticado anteriormente, chegando a um valor 76% superior ao ofertado pela Petrobras atualmente. No mesmo intervalo, a estatal passou a vender o diesel por R$ 3,65, um reajuste de 12% em relação a fevereiro.

Já a Refinaria de Mataripe, Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, passou a cobrar R$ 6,00, equivalente a um reajuste de 83% em relação ao preço de fevereiro e 64% acima do praticado pela estatal. Os dados foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), com base em informações das próprias empresas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Em leilão cercado por falta de transparência, governo entrega áreas do pré-sal por metade do preço

Terça, 21 de dezembro de 2021



AEPET, com informações da FUP

Anapetro denunciou ao TCU os prejuízos que a Petrobras terá com as manipulações do governo Bolsonaro.

Para atrair investidores, regras do leilão foram alteradas e o valor que a estatal receberá por barril de petróleo foi reduzido para US$ 40, bem abaixo dos US$ 72 previstos pelo MME.

Ocorreu na manhã desta sexta-feira, 17/12, a segunda rodada de licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa, dos campos de Atapu e Sépia, na área do pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobrás exerceu o direito de preferência por operar as duas áreas e ficou com 30% na área de Sépia e 52,5% na área de Atapu, bem acima do que o governo tinha estipulado.

A rodada foi cercada por manobras para minimizar riscos de fracasso, como o ocorrido em 2019, na primeira rodada, quando não foram apresentadas propostas para os dois campos. Na tentativa de ampliar a competitividade do leilão, a modelagem foi alterada pela União e ratificada pela Petrobrás, reduzindo para US$ 40,00 o preço do barril de petróleo pago à companhia. Entretanto, de acordo com a Portaria do MME 213/2019, o barril deveria ser negociado a US$ 72,00.

domingo, 5 de dezembro de 2021

Manifesto mundial pelos serviços públicos

Domingo, 5 de dezembro de 2021

Manifesto mundial pelos serviços públicos

CADTM —Comitê para abolição das dívidas ilegítimas

29 de Outubro por Coletivo

Se preferir beba direto da fonte

Um grupo de mais de 80 organizações de todo o mundo, incluindo membros do CADTM, está a lançar um manifesto apelando ao reforço dos serviços públicos, tais como educação, energia, água e saneamento, alimentação, serviços de saúde e cuidados, habitação, segurança social, telecomunicações, transportes, recolha e eliminação de resíduos. Isto exigirá a redefinição de regras globais, a reorientação das instituições públicas e a reorientação dos governos para a satisfação das necessidades das pessoas e o respeito pelo planeta.

A pandemia Covid-19 mostrou as consequências catastróficas de décadas de privatização neoliberal, mercantilização e financeirização dos serviços públicos. O colapso ecológico e a crise climática são iminentes. Estas crises ameaçam vidas e meios de subsistência, mergulhando milhões na pobreza, causando migrações em massa e criando agitação social e instabilidade política.

O manifesto apela a um novo pacto social que apoie as famílias e comunidades face às crises sistémicas que o mundo enfrenta actualmente. Apela também a governos mais fortes que respondam às necessidades das pessoas e do planeta. Posiciona a governação democrática e o acesso universal a serviços públicos de qualidade como a base de uma sociedade justa e equitativa que implementa os valores fundamentais da solidariedade, igualdade e dignidade humana. Propõe dez princípios para a construção de serviços públicos de qualidade.


Fonte: 

sábado, 24 de junho de 2017

Estatizar é preciso, seguindo o exemplo de Paris, Berlim e outras 265 cidades

Sábado, 24 de junho de 2017
Da Tribuna da Internet
Deu na BBC
Resultado de imagem para cedae
No Rio, a lucrativa Cedae vai ser privatizada
Júlia Dias Carneiro

Enquanto iniciativas para privatizar sistemas de saneamento avançam no Brasil, um estudo indica que esforços para fazer exatamente o inverso —devolver a gestão do tratamento e fornecimento de água às mãos públicas— continua a ser uma tendência global crescente. De acordo com um mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias, da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização, de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, de acordo com o estudo, só se conheciam três casos.
Satoko Kishimoto, uma das autoras da pesquisa recém-publicada, afirma que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes. Ela é coordenadora para políticas públicas alternativas no TNI (Instituto Transnacional), centro de pesquisas com sede na Holanda.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vão e privatizem a puta que os pariu

Segunda, 23 de janeiro de 2017
Um recado que também deveria ser dado aos governantes e parlamentares do Brasil

Foto

Vocês, que querem privatizar e estão com esse ânimo todo, privatizem.

Mas se querem mesmo que haja uma privatização a fundo...

Vão e privatizem a puta que os pariu!

Acesse o link abaixo e veja o recado completo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Nota oficial: CUT e FUP repudiam privatização do pré-sal

Quinta, 24 de fevereiro de 2016
Da CUT
Paulo Pinto/Fotos Públicas 

O Senado Federal deu na noite desta quarta-feira (24), um dos golpes mais brutais na classe trabalhadora e no povo que mais necessita de investimentos públicos em Educação e Saúde.

Os senadores aprovaram um projeto de José Serra (PSDB-SP) que privatiza o Pré-Sal. Isso significa que o Senado abriu mão da soberania nacional e de todos os investimentos gastos com a pesquisa na área de petróleo e gás nos últimos anos. A luta feita em todo o Brasil para que os recursos oriundos do Pré-Sal sejam investidos na melhoria da educação e da saúde dos brasileiros foi ignorada pelo Senado.

Para garantir a aprovação do Substitutivo ao PLS 131 apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR), o governo fez um acordo com a bancada do PSDB e parte da bancada do PMDB.

O projeto retira a obrigatoriedade de a Petrobrás de ser a operadora única do Pré-Sal e a participação mínima de 30% nos campos licitados, como garante o regime de partilha - Lei 12.351/2010. Se for aprovado pela Câmara e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, a Petrobrás deixará de ser a operadora única do Pré-Sal e terá que provar ao Conselho Nacional de Política Energética se tem condições ou não de manter a exploração mínima de 30% em cada campo que for licitado.

Essa aprovação é um golpe no projeto democrático-popular, voltado para a distribuição de renda, geração de emprego e investimentos em políticas públicas que melhorem a vida dos brasileiros, que vem sendo eleito desde 2002.

Para a CUT-FUP, o governo renunciou a política de Estado no setor petróleo e permitiu um dos maiores ataques que a Petrobrás – única empresa que tem condição de desenvolver essa riqueza em benefício do povo brasileiro - já sofreu em sua história. Fazer acordo para aprovar o projeto de Serra é o sinal mais claro de que o governo se rendeu as chantagens e imposições do Parlamento e do mercado, rompendo a frágil relação que tinha com os movimentos sociais e sindical, criando um constrangimento para os senadores que mantiveram a posição em defesa do Brasil.

O governo precisa aprender que é preferível perder com dignidade do que ganhar fazendo concessões de princípios.

A CUT, a FUP e os movimentos sociais estarão nas ruas para lutar contra este projeto que entrega a maior riqueza do povo brasileiro as multinacionais estrangeiras.

Vagner Freitas 
Presidente Nacional da CUT
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Leia também: 

Crime de lesa pátria e traição ao povo brasileiro! Com o aval do governo, senado aprova substitutivo ao PLS 131 que tira a petrobrás do PRÉ-SAL

Crime de lesa pátria e traição ao povo brasileiro! Com o aval do governo, senado aprova substitutivo ao PLS 131 que tira a petrobrás do PRÉ-SAL

Quinta, 25 de fevereiro de 2016
Da FUP
Federação Única dos Petroleiros
Crime de lesa pátria e traição ao povo brasileiro!

O povo brasileiro sofreu na noite desta quarta-feira, 24, um golpe contra a soberania nacional, que coloca em risco uma das principais riquezas da nação.

Com o aval do governo federal, o Senado aprovou Substitutivo ao PLS 131 apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR) que retira a obrigatoriedade da Petrobrás de ser a operadora única do Pré-Sal e a participação mínima de 30% nos campos licitados, como garante a Lei 12.351/2010, que instituiu o regime de partilha.

Com 40 votos a favor, 26 contrários e duas abstenções, o projeto foi aprovado após ministros do governo Dilma fecharem um acordo com o PSDB e parte da bancada do PMDB a favor do substitutivo apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR). 

A ação acovardada do governo diante de um tema tão estratégico para o país poderá custar caro à nação e ao povo brasileiro.

Se o projeto de Serra passar pela Câmara e for sancionado pela presidente Dilma, a Petrobrás deixará de ser a operadora única do Pré-Sal e terá que se posicionar perante o Conselho Nacional de Política Energética se tem condições ou não de manter a exploração mínima de 30% em cada campo que for licitado.

Ou seja, o governo Dilma renunciou a política de Estado no setor petróleo e sucumbiu de vez às imposições do mercado.

Para a FUP,  é uma traição aos trabalhadores, aos movimentos sociais e a todos os setores da sociedade organizada que cerram fileiras em defesa da Petrobrás e da soberania nacional, desde a campanha "O petróleo é nosso". 

O povo brasileiro não assistirá de braços cruzados as multinacionais se apossarem da maior riqueza do país, que é o Pré-Sal.

Mais do que um crime de lesa pátria, o que aconteceu nesta quarta-feira no Senado, com o consentimento do governo, foi um ataque brutal à Petrobrás, que, além de ter descoberto o Pré-Sal, já provou que é a única empresa que tem condições de desenvolver essa riqueza em benefício do povo brasileiro, gerando emprego e renda no país.

A FUP e seus sindicatos continuarão mobilizando a sociedade, junto com os parlamentares comprometidos com a soberania nacional, em defesa da Petrobrás, do Pré-Sal e contra os entreguistas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A indiscutível ditadura dos banqueiros

Quinta, 7 de janeiro de 2016
por João Carlos Lopes Pereira [*]
Diz-se que o direito de propriedade é o direito real que dá a uma pessoa ou entidade (dito «proprietário») a posse de uma coisa, em todas as suas relações e consequências. É, por isso, o direito, ou a faculdade de usar, gozar e dispor dessa coisa, além do direito de reavê-la de quem injustamente a possua ou detenha. É um direito absoluto, perpétuo e exclusivo.

Por outro lado, segundo a filosofia política e económica, as regras, as disposições e as directivas da União Europeia, que são do mais neoliberal que podia haver, o Estado deve ser a entidade que menos património pode ter. Aliás, nenhum património na posse do Estado seria, para ela, UE, o ideal. Pelo contrário, os privados – pessoas e entidades – podem possuir tudo aquilo a que conseguirem deitar a mão, não havendo outro limite para a possessão a não ser o céu. Tudo deve ser privado, a começar na banca e a terminar no ar (logo que haja tecnologia que torne o desiderato possível), passando pela água.

Mas serão as coisas exactamente assim? Será assim que elas se passam, na prática, para todos nós e para toda a propriedade? Logo veremos que não.

Comecemos pelo caso de um banco e de uma companhia aérea. Nacionalizar um banco que esteja de boa saúde não é possível. Diz a UE que é roubar o banqueiro. Mas nacionalizar um banco falido é coisa perfeitamente aceitável. Os lucros para os banqueiros; os prejuízos para os contribuintes do costume. Porém, assim que nós, os contribuintes, resgatarmos o banco, nele investindo milhares de milhões de euros, ele deverá ser entregue, a qualquer preço, a um novo banqueiro. Aqui, os proprietários de facto – os tributados que salvaram o banco com o dinheiro dos seus impostos – não têm o direito de ser os seus legítimos donos, pois esse direito é consignado a um outro banqueiro privado, ainda que não tenha coberto, sequer, o valor que os contribuintes pagaram (vide BPN
[Banco Português de Negócios], por exemplo). Significa que todos os cidadãos foram obrigados a oferecer a outra pessoa o banco que compraram. A isto chama-se um acto de pura espoliação, e por isso, totalmente desconforme com as mais elementares bases e pressupostos não só do direito, mas de um regime democrático. É saque desenfreado. Puro e duro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Fábula Neoliberal

Segunda, 4 de janeiro de 2015
Em matéria publicada no portal da Revista Exame em 17/08/15 [1], o autor destaca que o problema das contas públicas brasileiras é o "peso" de um estado "ineficiente". De acordo com a Ong Contas Abertas, todas as estatais do Governo Federal (inclusive as de economia mista), que empregam meio milhão de funcionários, movimentam com compras, salários e investimentos um total de R$ 1,4 Trilhão.

Segundo o conto de fadas neoliberal, isso significa desperdício de dinheiro. Mas como pode ser dinheiro mal gasto se mobiliza tamanha força de trabalho e promove diversos investimentos, sobretudo em áreas estratégicas?

Oras, desperdício de dinheiro é gastar cerca de 7% do PIB com Juros da Dívida Pública em 12 meses, conforme afirma a própria matéria. Dívida esta que jamais foi auditada.

De acordo com Cid Heráclito de Queiroz, ex Procurador-Geral da Fazenda, a venda de ativos é "uma alternativa para o governo fazer caixa, dada a dificuldade atual em arrecadar”.

Nos anos 90, o conto de fadas neoliberal foi seguido à risca, e grande parte do patrimônio público da União e de diversos estados foi privatizado, sob denúncias graves de fraudes, ilegalidades e ilegitimidades [2, 3]. Não houve melhora na situação das contas públicas. Pelo contrário: o Estado brasileiro, ao se desfazer de empresas estratégicas e lucrativas (ou potencialmente lucrativas), reduziu suas receitas ao longo dos anos, e diminuiu sua capacidade de intervenção na economia, aspecto que pode ser prejudicial quando se tratam de assuntos estratégicos.

A revista cita um estudo da consultoria Bain & Company, onde afirma-se que "o governo poderia levantar 290 bilhões de reais com a venda de oito grandes empresas, entre elas a Caixa e as participações que detém na Eletrobras e no Banco do Brasil", como se o controle dessas empresas pelo Estado fosse irrelevante.

Desses R$ 290 bilhões, cerca de R$ 132 bilhões viriam da venda das ações da Petrobras sob controle do governo (que detém 46% das ações, incluindo a BR Distribuidora). Desfazer-se de uma empresa estratégica para pagar o equivalente a aproximadamente 3 meses de juros da dívida pública ilegal e ilegítima? Somente no conto de fadas neoliberal há lógica nisso.

Nesse mesmo conto de fadas, as empresas Estatais que são ditas ineficientes se transformam, num passe de mágica, em empresas eficientes. Basta serem assumidas pelo setor privado.

Na vida real, algumas empresas que foram privatizadas nos anos 90 são líderes de reclamações no Ranking do Procon de São Paulo [4], no Procon do Espírito Santo [5], do Maranhão [6]...

Entretanto, vale observar que no conto de fadas neoliberal, o índice de sucesso/eficiência está integralmente ligado ao lucro, e não à qualidade dos serviços.

Isso faz sentido para quem detém tais empresas (ou ações das mesmas). Entretanto, para um cidadão comum, o que importa é que a qualidade dos serviços seja satisfatória, a preços acessíveis.

De acordo com a matéria, a melhora qualitativa dos gastos públicos ajudaria a conter o avanço da dívida: "um país com gestão fiscal ruim sofre a descrença dos investidores. Eles passam a exigir juros mais altos para financiar a dívida pública";

Entretanto, por que o mercado desconfiaria de um país que paga, há mais de duas décadas, sua dívida (ilegal e ilegítima) religiosamente em dia? Como muitos especialistas já afirmaram em outras oportunidades, não há justificativas para os juros estratosféricos praticados no Brasil. A Colômbia, em guerra civil há décadas, pratica taxas de 5,75% ao ano; o Egito, com sua política interna conturbada dos últimos anos, pratica taxas de 9,25% a.a... O Iraque, em guerra civil há mais de 10 anos, pratica taxas de 6% ao ano [7]...

Será que o problema do Brasil é a falta de credibilidade de um Estado "pesado" demais, como nos faz crer o conto de fadas neoliberal?

O Estado Brasileiro possui diversos problemas, de fato. Entretanto, a privatização em massa dos ativos estatais não é parte da solução, assim como não foi ao longo dos anos 90.

Acreditamos que a Auditoria Cidadã da Dívida, ao lado de outras pautas (como reforma tributária e Imposto sobre Grandes Fortunas, por exemplo), é uma medida muito mais eficaz no sentido de promover a redução da desigualdade, aumentar a capacidade de investimentos do Estado e promover o desenvolvimento social.

Entretanto, as fábulas neoliberais jamais mencionaram a Auditoria da Dívida Pública...
Por que será?

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Ainda não sabe sobre o grave problema da dívida pública brasileira?

Visite nosso site, entenda e lute pela auditoria:

Foto de Auditoria Cidadã da Dívida. ============

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Odebrecht: O preço da água

Quinta, 19 de novembro de 2015
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
No sudeste do Pará, a concessão do abastecimento para a Odebrecht Ambiental veio acompanhada de tarifas altas; moradores de baixa renda têm de decidir entre pagar a conta ou garantir a alimentação das crianças
por Sarah Fernandes | 13 de novembro de 2015
A água, tão central na cultura amazônica, tem se transformado em um bem caro e até mesmo perigoso em São João do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e Xinguara, no sudeste do Pará. O líquido que chega às torneiras das casas está sob a responsabilidade da Odebrecht Ambiental, que detém as concessões do serviço de abastecimento nas três cidades e em outros sete municípios paraenses. Moradores de baixa renda, que precisam do Bolsa Família para sobreviver, têm sentido dificuldade para pagar as contas todo mês. Também existem reclamações de que a empresa usa cloro em excesso no tratamento, o que traz mal-estar às crianças.
Alguns pais enfrentam o dilema entre deixar as contas em dia ou manter a família, o que pode resultar em cortes até na alimentação. Há moradores que viram a fatura alcançar metade do orçamento, chegando a valores próximos de R$ 200. Nos três municípios, 4.107 pessoas vivem com até um quarto do salário mínimo por mês (o equivalente a R$ 197), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A saída é gerenciar a economia doméstica, em uma eterna corda bamba, que onera sobretudo as crianças.
Muitos recorrem a fontes alternativas de água, como poços artesianos e rios da região, que podem estar contaminados. Isso expõe as crianças ao risco de ter diarreia e doenças como febre tifoide, hepatite A e parasitoses. “A tarifa da água aperta demais o orçamento. Muitas vezes tive que deixar de comprar coisas para as meninas, como comida ou material de escola. Houve meses em que tive que pedir dinheiro para a minha sogra para colocar comida na mesa”, afirma a dona de casa Ana Carolina Dias Palone, de Xinguara, que tem duas filhas, de 5 e 7 anos. “Muitas vezes tenho que deixar uma conta pendente para o próximo mês, para dar tempo de sobrar um dinheirinho e conseguir comprar o que elas precisam comer.”
Veja a nota da Odebrecht Ambiental sobre o fornecimento de água no Pará

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Perguntas que não querem calar


Sexta, 13 de novembro de 2015
Do PSTU
Editorial do Opinião Socialista nº 508
Quando fechávamos esta edição, os petroleiros já entravam no 14º dia da greve mais forte que já fizeram desde 1995. Eles, efetivos e terceirizados, necessitam de solidariedade, porque enfrentam a corrupção, a privatização, a desnacionalização da Petrobrás e a exploração. É hora de dizer “somos todos petroleiros”, porque se os petroleiros ganham, ganhamos todos nós trabalhadores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Privatizações no DF terão que passar por referendo popular

Quarta, 26 de agosto de 2015
Da CLDF
Qualquer governo do Distrito Federal que queira privatizar alguma de suas empresas públicas terá que consultar a população por meio de referendo, de acordo com o Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PELO 52/2013) aprovado nesta terça-feira (25) pelos deputados distritais. A matéria é de autoria do deputado Chico Vigilante (PT).
A PELO, que será submetida ainda à sanção do governador, abrange também a criação, transformação, fusão, cisão, incorporação e extinção tanto de empresas como de sociedades de economia mista, autarquias e fundações. Com a aprovação, foram acrescentados dois novos parágrafos ao inciso XVIII do artigo 19 da Lei Orgânica.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Da senzala à privatização dos presídios

Segunda, 17 de agosto de 2015
Foto: TJRJ
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Por Siro Darlan, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de janeiro e Membro da Associação Juízes para a democracia.


A terceira população de encarcerados do planeta tem cor e idade: São jovens entre 18 e 28 anos de cor negra e sem instrução. Logo, é fácil notar que são os filhos da escravidão mais longeva da história. Os escravocratas não se dão por vencidos e aguardam para dar o seu troco.
Tomaram conta do sistema de comunicação do Brasil para manter a grande maioria na ignorância de uma mídia monopolizada que faz a cabeça de grande parte da população para manter as condições de desigualdades sociais e financeiras inalterados. O sistema financeiro, por seu turno cria sua rede de dependências mantendo juros extorsivos e apodera-se das finanças do país a ponto de ser o único segmento que mantém e ainda aumenta seus lucros em tempo de crise econômica.
A educação depredada pelo poder público empurra os poucos que ainda podem para o ensino privado e a saúde falida alimenta os lucros das empresas que exploram a saúde privada com o beneplácito das agências (des) controladoras. Mas nem tudo estava sob controle dos argentários usurários até que, anuncia-se a inauguração da primeira penitenciária privada do Rio de Janeiro.
Embora já existam 30 prisões privadas, é inquestionável que devemos cobrar do Estado o cumprimento da lei de Execuções Penais que prevê o trabalho como uma conquista do interno em seu processo de ressocialização, massa entrega da exploração do trabalho do preso à inciativa privada é o resgate da escravidão com outra roupagem.
O estímulo ao processo educativo que inclui a preparação para o ingresso no mercado de trabalho é uma imposição legal até hoje não cumprida pelo Estado que agora, como fez com a saúde e a educação, repassa para o capital explorar e ter mais lucros com o pagamento de uma mão de obra barata e um custo operacional bancado pelos recursos públicos. E, mais grave, cobrar da população pobre que é encarcerada ao pagamento pela “hotelaria” indesejada e indigna.

O caminho é o respeito a uma legislação em vigor desde 1984, a Lei de Execução Penal que assegura o direito ao trabalho como uma forma de remição da pena e de dignificação da pessoa em processo de ressocialização como forma de preparar para o retorno à família e à sociedade produzindo bons frutos e aptos para suprir honestamente seu sustento e de sua família.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Crescimento do subdesenvolvimento

Segunda, 15 de junho de 2015
Por Adriano Benayon | Brasília, 15/06/2015


A economia brasileira está seriamente doente. A crise põe-se à mostra: negócios fechando, desemprego crescente, violência e insegurança recrudescendo.
Adriano Benayon2. A atual é uma das muitas provenientes da enfermidade estrutural e crônica que assola o País, há mais de 60 anos. Sem ordem constitucional não há como sair do atoleiro, pois os beneficiários da corrupção sistêmica a institucionalizaram e criaram mecanismos, em todas as esferas do poder, para aprofundá-la.
3. Os desequilíbrios agravam-se, porque o poder, sob todos os regimes e governos que se têm sucedido, é controlado pelos que acumulam poder através do dinheiro e faturam com os desequilíbrios.
4. Aristóteles ensinou que o hábito forma uma segunda natureza. Então, há muito tempo, através da psicologia aplicada – e utilizando formadores de opinião e o crédito de instituições supostamente científicas – o sistema de poder acostuma as pessoas a ignorar as causas da doença política e social.
5. A economia brasileira perde qualidade através da concentração, da desnacionalização, da desindustrialização e do consequente empobrecimento tecnológico.
6. Afora a indústria, prejudicada desde meados dos anos 50, as infraestruturas foram deterioradas e privatizadas, principalmente a partir dos anos 90. A regulação dos serviços favorece a manipulação dos preços de suas tarifas e a falta de qualidade, sob o beneplácito das agências, ao bel prazer dos carteis que os controlam.
7. Nessas fabulosas negociatas – que a grande mídia nunca denunciou – foram entregues a carteis estrangeiros as infraestruturas construídas e pagas pelo Estado. Além disso, privatizaram-se e desnacionalizaram-se bancos, cada vez mais favorecidos pela legislação e pelo BACEN.
8. A entrega dos monopólios das infraestrutura e as normas pró-carteis da precificação de suas tarifas tornaram-se causa maior da alta da inflação.
9. Daí também, e em combinação com a produção industrial dominada por carteis transnacionais, advém a perda de competitividade da economia e os déficits nas transações correntes, formadores da dívida externa.
10. Na lógica perversa do sistema, em vez de se construir uma infraestrutura eficiente e independente, finge-se combater a inflação através da elevação das taxas de juros.
11. Ora, aumentar os juros significa:
1) fazer crescer as insuportáveis despesas financeiras do Tesouro, incapacitando-o de realizar os prementes investimentos de infraestrutura, baixar o “custo Brasil” e melhorar o grau de competitividade;
2) elevar a taxa de inflação, uma vez que os juros são um dos custos de produção, além de dissuadir investimentos produtivos e assim reduzir a oferta de bens e serviços, determinante da alta dos preços;
3) tornar ainda mais concentrada a renda e o poder nas mãos dos oligarcas financeiros: daí ser essa política promovida pelas “autoridades monetárias” e endossada pelos beneficiários das doações de grandes empresas e bancos às campanhas eleitorais.
12. Mais efeitos estruturais negativos são gerados a pretexto de conter os preços através das importações, deixando de desvalorizar a taxa de câmbio em correspondência com a alta dos preços internos: agrava-se a falta de competitividade da indústria local e aumenta a desindustrialização.
13. As empresas estatais foram entregues a preços muito abaixo de seu valor patrimonial, envolvendo a subavaliação dos lances iniciais, o pagamento em “moedas podres” (títulos de dívida desvalorizados) e a participação de fundos de pensão de estatais. Ainda por cima, a União despendeu centenas de bilhões de reais para sanear passivos trabalhistas e financeiros das empresas privatizadas.
14. Assim, o Brasil tornou-se a casa da sogra dos carteis. Nas telecomunicações, até as tarifas promocionais são múltiplos enormes das normais do exterior. O serviço é de baixa qualidade, e áreas imensas ficam sem sinal.
15. Mudanças na Lei Geral das Telecomunicações (nº 9.472/97) permitiram a operação de telefonia e celular por um único conglomerado, e incentivos à concentração favoreceram as mega-empresas, apoiadas por ANATEL e CADE.
16. No sistema elétrico, danos semelhantes ao País: a infraestrutura deteriorou-se, e, desde a privatização, as tarifas elevaram-se em cerca de 150%, acima da alta média dos preços.
17. A Petrobrás, foi privada, desde sua fundação, do monopólio da distribuição, o segmento privilegiado da indústria do petróleo, feudo para obter grandes lucros e que nada produz. A estatal já tivera desgastes, mesmo antes dos pesados golpes decorrentes da Lei 9.497 de 1997, entre os quais sua desnacionalização parcial e a perda dos monopólios da prospecção e exploração.
18. Desde 1955, a preponderância dos combustíveis fósseis, não-renováveis, esteve associada à deletéria expansão subsidiada da indústria automotiva, nas mãos dos carteis transnacionais, com a míngua de investimentos nas ferrovias e demais meios eficientes e econômicos, como a navegação fluvial e a marítima.
19. A mesma linha pró-subdesenvolvimento – característica da política inaugurada em agosto de 1954 – faz que, nas hidrelétricas, a geração de energia seja grandemente diminuída, e os custos elevados.
20. As mesmas normas e intervenções falsamente ambientais e pró-indígenas, impedem ou reduzem as eclusas, para grande dano do aproveitamento de rios e canais que tornariam baratíssimo o transporte interior no Brasil.
21. A política pró-subdesenvolvimento fez, nos anos 90, entrar em cena os negócios corruptos do gás da Bolívia, em favor das angloamericanas Shell, BP e Enron, tendo o Brasil pagado pelos gasodutos e investido em termelétricas antieconômicas, sem falar nas alimentadas por óleo combustível.
22. Ao mesmo tempo, impede-se que a energia de biomassa assuma o lugar principal que deve ter:
1) desvirtuando o Programa do Álcool, criado sob a liderança de Severo Gomes e Bautista Vidal, a partir de 1975; o etanol chegou a suprir integralmente a demanda de veículos novos produzidos no País, antes do final dos anos 80, mas concentrou-se em usinas e plantations gigantescas, que implicam transportar a cana a grandes distâncias e depois o álcool, de volta: a produção descentralizada, e combinada com alimentos, trazia vantagens econômicas, sociais e ecológicas; mas, nos últimos decênios o setor sucroalcooleiro passou a integrar o agronegócio e tem sido desnacionalizado;
2) marginalizando a produção de óleos vegetais, com a escolha de matérias primas e tecnologias erradas, como o biodiesel, além de adotar a lógica concentradora, antieconômica e antissocial, dificultando o acesso ao mercado de cooperativas e pequenos produtores;
3) coerentemente com a opção pela dependência tecnológica, não dando espaço à alcoolquímica e nem à oleoquímica;
4) entre as fontes renováveis de energia, preferindo e subsidiando as de tecnologia proprietária de empresas estrangeiras, como a eólica e a solar.
23. Juntamente com a desorganização econômica, política e social, fortalece-se a ordem colonial sobre o País, enquanto este perde a identidade nacional.
24. O caminho para isso tem sido as respostas subalternas dos governos às crises recorrentes derivadas do modelo dependente. Ao contrário do que alegam, as autoridades monetárias não têm como sanear as finanças, levando à estratosfera a dívida do Tesouro.
25. Com a composição e capitalização da elevadíssima taxa SELIC, o crescimento dessa dívida compromete, em definitivo, a independência do País.
26. No círculo vicioso, a produção e o emprego caem, e os recursos que os viabilizariam, são carreados para o pagamento de impostos, a fim de sustentar rendas exclusivamente financeiras, enquanto definham as suscetíveis de gerar produção.
27. A presente crise é pretexto para cortes profundos, também na área militar, vital para que se recupere algum grau de autonomia. Ela perdera substância, quando da crise da dívida externa do início dos anos 80.
28. Dita crise resultara da estrutura industrial desnacionalizada e concentrada que fizera acumular déficits externos incompatíveis com a capacidade de pagamento do País.
29. Hoje revivemos a daquela época, quando foram desativadas importantes indústrias de defesa, devido à falta de encomendas das Forças Armadas. A partir dos anos 80, não cessaram de ocorrer perdas e desnacionalizações de empresas brasileiras.
30. Nos anos mais recentes, após um esforço de ressurgimento, promove-se, de novo, desmonte nas pastas militares, tendo o governo cortado R$ 500 milhões no projeto (KC-390) da EMBRAER, com mais de 1.000 engenheiros e 10.000 técnicos envolvidos. Podam-se também os projetos da HELIBRAS e os dos submarinos.
31. Em suma, o País fica sem indústria e sem tecnologia, e à mercê das potências imperiais. O Reino Unido, à frente delas, obteve a demarcação de áreas imensas em Roraima e em outras regiões amazônicas, a pretexto de criar reservas indígenas e ecológicas. Pouco falta para essas áreas serem alijadas do território nacional.
32. Todos deveriam saber que o Reino Unido ocupa as Ilhas Malvinas da Argentina há mais de duzentos anos e recusa-se a reconhecer a soberania platina sobre essa área rica em petróleo.
34. A realidade do Brasil é a de um país dominado pelas corporações estrangeiras e desestruturado, que sofre assalto antigo, agora em fase aguda, desferido também sobre Petrobrás e à engenharia nacional, cujos conglomerados têm importante atuação nos segmentos tecnológicos da defesa.
35. Por que o inimigo ataca, confiante? Por que nem a Petrobrás é mais unanimidade. Porque a coesão nacional foi dilacerada. Porque o País está sem liderança política alguma, digna de crédito, e sem que qualquer dos poderes do Estado o defenda.
*- Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A privatização da educação é um crime

Terça, 12 de maio de 
Publicado no Youtube pela UnBTV em 12/5/2015
Diálogos: Os males da privatização da educação

domingo, 26 de abril de 2015

Editor do blog baiano 'Por Escrito' fala da terceirização, do meter a mão duas vezes na mais-valia, do conservadorismo, do golpe de 64, e da moagem de índios, negros e trabalhadores.

Domingo, 26 de abril de 2015
http://www.porescrito.com.br/
Leia a seguir as quatro postagens do Por Escrito.
Metendo a mão duas vezes na mais-valia
Data: 25/04/2015
11:12:18
Os conceitos de atividade-meio e de atividade-fim caracterizam a prática da terceirização como a conhecemos vulgarmente. Uma empresa precisa de “despreocupação” para focar-se no seu objetivo fundamental.
As tarefas secundárias são delegadas a outras unidades jurídicas, que administrem por si sós a execução do trabalho em si e, especialmente, cuidem do contencioso decorrente, permitindo à empresa “principal” concentrar-se no êxito de seu escopo.
Mesmo quando se trata de atividades como limpeza, alimentação e transporte, isso já representa uma distorção do ponto de vista trabalhista, porque as terceirizadas estão vendendo força de trabalho e, claro, lucrando com ela.
Um trabalhador que deixa de ser empregado de uma empresa para atuar através de terceiros, obviamente sofre uma perda que será abocanhada pelo empregador direto – seria uma espécie de mais-valia da mais-valia, que é o valor agregado pelo trabalho a um produto e que é apropriado pelo patrão.
A situação se tornará mais nebulosa quando a lei permitir que a prática funcione também na atividade-fim da empresa e, por exemplo, um fabricante de rotores transmitir a outros também essa função.
O papel da empresa original, nesse contexto, se tornará de certa forma indefinível, comportando a dúvida sobre o motivo pelo qual a “subsidiária” não toma para si própria a responsabilidade de produzir e vender, em vez de dar lucro a sua "matriz".
Segredos contábeis, legais e sociais estão escondidos nesse intrincado esquema de pessoas jurídicas que, não sendo exatamente irmãs, são primas distantes em tenebroso conluio contra quem as sustenta.
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Conservadores batem palmas à terceirização