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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 29 de março de 2018

Pesquisa com mais de 6 mil moradores de favelas revela medo da Polícia Militar

Quinta, 29 de março de 2018
Léo Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Medo e desconfiança são as duas palavras mais usadas por moradores de favelas do Rio de Janeiro para descrever seu sentimento em relação à Polícia Militar. É o que aponta um levantamento sobre as percepções de segurança pública com mais de 6 mil pessoas, que foram visitadas em suas casas entre setembro de 2015 e fevereiro de 2016. Os resultados foram apresentados hoje (28).

Rio de Janeiro - Policiais militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área.
Pesquisa ouviu 6 mil moradores de
 favelas, como a Rocinha
(Arquivo/Agência Brasil)
A pesquisa é do Laboratório de Pobreza, Violência e Governança (PoVgov) da Universidade de Stanford, instituição sediada dos Estados Unidos, e foi realizada em parceria com o Observatório de Favelas e a Redes da Maré, duas organizações da sociedade civil que atuam em comunidades do Rio de Janeiro. Foram entrevistados moradores da Cidade de Deus, Providência, Rocinha, Batan e Maré.

Entre os entrevistados, 16% relataram que um amigo, um conhecido ou um membro da família foi assassinado por um policial. Além disso, 20% já tiveram as suas casas invadidas por forças de segurança, já sofreram agressões e têm algum familiar que foi agredido por policiais.

Em relação ao crime, 15% relataram ter sofrido um assalto a mão armada, viram alguém assassinado por um criminoso ou tiveram suas casas invadidas por um bandido. "Muitas vezes a polícia está mais propensa a abusar dos direitos dos cidadãos do que os criminosos", aponta o estudo.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Para ex-comandante-geral da PM do Rio, “a vida humana não é uma prioridade no Brasil”

Quarta, 23 de agosto de 2017
Quem está morrendo é negro, pobre e morador de favela. É uma violência ancestral que o nosso presente replica.

Para ex-comandante-geral da PM do Rio, “a vida humana não é uma prioridade no Brasil”

Da Agência Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

por José Cícero da Silva | 23 de agosto de 2017

Ibis Pereira fala sobre os vários aspectos da crise de segurança pública do Rio de Janeiro e como os direitos humanos são fundamentais para o “fim da barbárie”

Nesta entrevista à Pública, o agora coronel da reserva Ibis Pereira, 54 anos, é assertivo sobre a atual crise de segurança pública do Rio: “É preciso reduzir homicídios para o clima de civilidade voltar e a barbárie acabar”. Sua experiência de 33 anos na Polícia Militar lhe deu outras convicções. Entre elas, a de que a melhor maneira de proteger o policial é fazendo a polícia matar menos. “A vida dos seres humanos não pode ser tratada como um efeito colateral”, diz o militar, formado em direito e filosofia e com mestrado em história.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Maioria dos moradores de favelas é indiferente em relação a UPPs, diz pesquisa

Terça, 22 de agosto de 2017
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
Parte da população do Rio não crê nos resultados das Unidades de Polícia Pacificadora, mas 60% não querem o fim do projeto   (Arquivo/Agência Brasil)
Em 2018, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro vão completar dez anos de implantação. Uma pesquisa divulgada hoje (22) pela Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes, aponta que a maioria dos moradores das comunidades está indiferente em relação ao projeto.