Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Segurança: Punitivismo já não une os brasileiros

Quinta, 13 de agosto de 2026

Segurança: Punitivismo já não une os brasileiros

Pesquisa nacional revela: população rechaça o crime, sente-se ameaçada e muda de hábitos. Mas descarta ideias como “bandido bom é bandido morto”, repele o armamento pessoal e defende, por ampla margem, câmeras corporais na polícia


OutrasPalavras                                  Crise Brasileira

Matéria originariamente publicada no OUTRASPALAVRAS de 12/08/2026 às 18:28


O debate sobre a segurança pública no Brasil contemporâneo é frequentemente mediado por um simulacro: a premissa de que o corpo social, sitiado pela violência urbana, clama de forma homogênea pela suspensão das garantias constitucionais e pela institucionalização da letalidade estatal. Esse consenso manufaturado colide frontalmente com a realidade empírica. Sob a ótica da sociologia urbana e da crítica da economia política da violência, investiga-se aqui a clivagem entre o discurso punitivista hegemônico — alavancado nas plataformas digitais e pela extrema-direita — e a racionalidade prática das classes trabalhadoras no espaço urbano. A análise dos dados empíricos da pesquisa nacional inédita do Instituto Sou da Paz em parceria com a Oma Pesquisa (maio de 2026) revela um cenário de alta complexidade sociológica: o medo opera como vetor de expropriação do tempo e confisco do rendimento real, sem, contudo, suprimir a surpreendente racionalidade jurídica que persiste na base da sociedade.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

WikiFavelas: Quem aprova as chacinas em favelas?

Quarta, 10 de junho de 2026

WikiFavelas: Quem aprova as chacinas em favelas?


Levantamento autônomo no Rio mostra ampla consciência do terror imposto às periferias – e lança dúvidas sobre pesquisas que afirmam apoio à violência policial. Produção cidadã de dados e “epistemologias dos becos” são cruciais para derrubar falsos consensos

OUTRASPALAVRAS                          OUTRAS CIDADES
Publicado 10/06/2026

As megaoperações policiais são um ator importante no jogo político no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Na última semana, um grupo de moradores, pesquisadores, ativistas e instituições de favelas publicou um estudo chamado “Por que moradores de favelas aprovam ou reprovam operações policiais com confronto armado?“, no qual apresentam que mais de 70% dos moradores de favelas desaprovam as megaoperações, especialmente pelos seus efeitos na vida de quem mora nesses territórios.

Em 2025, logo depois da operação no Alemão e na Penha, uma pesquisa produzida pela Quaest apontou que mais de 60% da população fluminense aprovaria a chacina e defenderia ações semelhantes em outras favelas. Na ocasião, o Presidente Lula classificou a operação como desastrosa e afirmou que houve matança. O então governador do estado, afirmou que os policiais mortos eram heróis, sem lamentar a morte dos mais de 120 moradores que foram executados pelo Estado. Diante do discurso punitivista quase hegemônico na sociedade, parte dos envolvidos decidiu promover campanhas em torno das mortes, como o então governador do Rio de Janeiro que anunciou mais dez operações semelhantes.

Por que o dado atual é importante? Em 2025, logo após a chacina nos Complexos da Penha e do Alemão, o Dicionário de Favelas Marielle Franco publicou, no Outras Palavras, um texto discutindo o papel eleitoreiro daquela operação. No texto, chamado “A direita convida à política do medo”, discutimos as relações da operação policial, que se tornou a mais letal da história do Brasil, com o cenário político pré-eleitoral que enfrentamos aqui no Rio de Janeiro. Desde então, diferentes pesquisas confirmam a grande preocupação nacional com a segurança pública.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Instituto Fogo Cruzado alerta para violência policial na Bahia

Quinta, 6 de março de 2025

Salvador (BA, 05/03/2025 - Polícia Militar da Bahia. Foto: PMBA/Divulgação
© PMBA/Divulgação

© PMBA/Divulgação

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - Publicado em 05/03/2025 - 17:33 - São Luís

A violência na capital baiana, em decorrência da ação policial, mostra a necessidade de se repensar a política de segurança pública no estado. A avaliação é do Instituto Fogo Cruzado. 

Na madrugada de terça-feira (4), uma operação policial deixou 12 mortos, após relatos de uma invasão promovida por um grupo armado de uma organização criminosa na região de Fazenda Coutos, em Salvador.

Dados compilados pelo Fogo Cruzado mostram que é a 100ª chacina em Salvador e região metropolitana desde o início das pesquisas na Bahia, em julho de 2022. Desse total, 67% das chacinas envolvem policiais, resultando em 261 mortos.

Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, os números mostram que a política de segurança precisa ser pensada para proteger os cidadãos e os moradores de toda a cidade.

“Quando 12 pessoas morrem numa ação policial, fica claro que a prioridade é o confronto e não a proteção. Os moradores da região enfrentaram mais de 7 horas de um intenso tiroteio, o transporte público foi suspenso, e a pergunta que fica é quais os resultados disso? O que vai mudar depois de tantos tiroteios e tantas mortes? Os dados de chacina ajudam a entender que mesmo com tanta morte ainda carecemos de uma política eficiente e que dê os resultados esperados pela população”, disse Tailane à Agência Brasil.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Para ex-comandante-geral da PM do Rio, “a vida humana não é uma prioridade no Brasil”

Quarta, 23 de agosto de 2017
Quem está morrendo é negro, pobre e morador de favela. É uma violência ancestral que o nosso presente replica.

Para ex-comandante-geral da PM do Rio, “a vida humana não é uma prioridade no Brasil”

Da Agência Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

por José Cícero da Silva | 23 de agosto de 2017

Ibis Pereira fala sobre os vários aspectos da crise de segurança pública do Rio de Janeiro e como os direitos humanos são fundamentais para o “fim da barbárie”

Nesta entrevista à Pública, o agora coronel da reserva Ibis Pereira, 54 anos, é assertivo sobre a atual crise de segurança pública do Rio: “É preciso reduzir homicídios para o clima de civilidade voltar e a barbárie acabar”. Sua experiência de 33 anos na Polícia Militar lhe deu outras convicções. Entre elas, a de que a melhor maneira de proteger o policial é fazendo a polícia matar menos. “A vida dos seres humanos não pode ser tratada como um efeito colateral”, diz o militar, formado em direito e filosofia e com mestrado em história.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Plano Nacional de Segurança Pública - "Um suposto plano que é um arremedo de um planejamento efetivo de políticas na área de segurança". Entrevista especial com Rodrigo de Azevedo

Segunda, 16 de janeiro de 2016
Do Instituto Humanitas Unisinos
Por: Patricia Fachin

Dois são os fatores que ajudam a compreender a situação dos presídios brasileiros e os massacres entre facções rivais, como aconteceu no início do mês de janeiro, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim – Compaj. Um deles “é a dinâmica interna” do sistema carcerário, dominado pelas facções, e outro, “a incapacidade do Estado em resolver a gravíssima situação da superlotação carcerária e de falta de condições no sistema”, diz Rodrigo de Azevedo à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone.
Segundo ele, a resolução dos problemas de segurança pública no país depende do equilíbrio do binômio prevenção e repressão. “Sempre que esse binômio não é trabalhado e se priorizam simplesmente políticas de repressão, não há uma resposta adequada e entramos na lógica de ‘enxugar gelo’. Ou seja, se investe em polícia, em armamento, em viaturas e prisões, numa estrutura pesada que não se reverte nem na redução da violência, nem no aumento da sensação de segurança da população. Esse binômio está desequilibrado e a prevenção tem ficado de lado”, critica.
Na avaliação de Azevedo, o atual Plano de Segurança Pública anunciado pelo governo é “superficial” porque está ancorado na abertura de novas vagas no sistema prisional. “O problema não será solucionado, porque na medida em que se abre uma vaga hoje, amanhã ela já é ocupada e o sistema continua em uma situação de superlotação”, adverte. Para ele, é preciso encontrar um modo de “evitar o encarceramento de grandes contingentes populacionais ligados a mercados ilegais”. “A solução seria este duplo processo: de um lado qualificar o sistema, os profissionais que atuam dentro do sistema, combatendo inclusive a corrupção, e alterar os vetores da política criminal que levam ao encarceramento em massa”, defende.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aumento de homicídios e rebeliões agrava crise da segurança pública no Brasil


Quarta, 25 de fevereiro de 2015
Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil
A crise na segurança pública do Brasil foi agravada em 2014 com o aumento do número de homicídios no país, alta letalidade nas operações policiais, uso excessivo de força para reprimir protestos, rebeliões com mortes violentas em presídios superlotados e casos de tortura.
As informações são parte do capítulo brasileiro do Relatório 2014/15 – O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, que será lançado mundialmente amanhã (25) pela Anistia Internacional. Por conta das diferenças de fuso horário, o relatório foi liberado na noite de hoje (24) para o Brasil.
O diretor executivo da organização no Brasil, Atila Roque, informou que o país está entre as localidades onde mais se mata no mundo, superando territórios com conflitos armados e guerras.
“Um país que perde todo ano quase 60 mil pessoas claramente não está conseguindo dar uma resposta adequada ao princípio fundamental do estado, que é proteger a vida. Garantir a vida com qualidade, mas, antes de tudo, garantir a vida. A avaliação é mais dramática se pensarmos que cerca de 30 mil [assassinados] são jovens, entre 15 e 29 anos. Desses, 77% são negros”, explicou.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Por Escrito: Segurança pública não chega para o pobre

Domingo, 28 de dezembro de 2014
Do Blog PorEscrito
Ao anunciar a permanência no cargo do secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o governador eleito Rui Costa [Bahia] explicou sua decisão com o argumento de que “o sistema é bem organizado”, sendo necessário apenas “avançar em alguns indicadores”.

Uma rápida observação de números oficiais mostra que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu de 9,4 para 41,1 na Bahia de 2000 a 2010, registrando avanço de 339,5%, enquanto em São Paulo e no Rio de Janeiro tiveram queda, respectivamente, de 66,6% e 35,4%.

Números concretos e mais recentes, estes levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, demonstram que, no ano passado, a Bahia foi líder absoluta dos assassinatos no país, com 5.440 ocorrências, contra 4.761 do Rio e 4.739 de São Paulo, Estados com populações maiores.

Estamos, portanto, em palavras claras, diante de “um plano bom que não deu resultado”, o que permite uma reflexão: ou o prestígio do secretário está além da compreensão comum ou o governo jogou discretamente a toalha, admitindo conviver com índices desastrosos que, afinal, não lhe tiraram a vitória nas urnas em outubro.

Não seria de todo espantoso. Segurança, hoje em dia, neste Estado, não é pública. É privada, um bem exclusivo dos mais bem situados socialmente. As pessoas se isolam em prédios e casas com recursos eletrônicos e vigilância e, a trabalho ou lazer, deslocam-se para pontos igualmente protegidos.

Correm risco, é verdade, mas, estatisticamente, estão longe do braço da violência. As listas de mortos são preenchidas por anônimos, dos quais raramente se identificam os matadores. Quando a vítima é uma pessoa da classe média para cima, é um deus-nos-acuda, e aí todos conhecemos seu nome, endereço e o sofrimento da família.

O perigo está amplamente disponível é para a grande massa, que transita a pé ou de ônibus, à noite e de madrugada, nos becos e vielas de nossas encostas, ou mesmo nas ruas centrais e de bairros considerados “seguros”. Fora desse padrão, determinado pela extrema necessidade diária da sobrevivência, ninguém se expõe

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Segurança Pública ou Arbítrio

Sexta, 24 de outubro de 2014

SIRO DARLAN, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Coordenador Rio da Associação Juízes para a Democracia.

O Comando Geral da Policia Militar do Rio de Janeiro, preocupado com as infrações que tem aumentado em nosso estado convidou-nos para uma reunião visando anunciar as medidas necessárias para conter a violência. Atribuiu grande parte da violência aos jovens da periferia que costuma no verão se deslocar para a zona sul e praticar delitos que enumera como roubos, furtos, bandos, baderna em forma de arrastão, comportamentos indesejáveis, condutas inconvenientes como simulação de brigas para criar tumultos e subtrair bens, pessoas sem documentos e sem os responsáveis e badernas em ônibus.
Ora, se a preocupação dos agentes de segurança é pertinente, suas razões são inteiramente fruto do preconceito que marcam as ações policiais. Muitos atos narrados sequer constituem fatos típicos. Ora, desde quando um adolescente andar sem documentos ou desacompanhado dos pais pode ser motivo de preocupação policial? Pior são as medidas preventivas sugeridas: mapeamento dos bairros de origem dos adolescentes como se destinassem as medidas apenas àqueles oriundos da periferia da cidade; emprego de helicóptero, condução dos jovens para a delegacia não especializada, bombas de efeito moral. Enfim para assegurar o lazer de uns poucos toda repressão aos indesejáveis.

Lamentável que mais uma vez o tema da falta de garantia do respeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes seja tratado por profissionais de segurança pública. A reflexão que se deve fazer é porque razão todo mundo procuras as praias da zona sul na estação mais quente do ano? Claro se o governo tivesse tratado com seriedade a despoluição da Baia da Guanabara muitas outras opções de lazer teria a população. Se houvessem sido criados nos bairros da zona oeste e da baixada fluminense as opções de lazer que são direitos daquela população, não seriam obrigados a procurar o lazer tão longe de suas residências.
Tivessem sendo garantidos os direitos fundamentais tais como os espaços para cultura, esporte, lazer, recreação e educação para o povo fluminense indiscriminadamente, não estaria a Policia Militar programando estratégias de guerra contra a população para impedir que alguns tidos como indesejáveis fossem, impedidos de acessar os poucos espaços públicos de lazer dessa Cidade Maravilhosamente dividida entre os que têm e os que não têm direitos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Segurança pública, política criminal e garantia do direito à vida

Quinta, 7 de agosto de 2014
Apesar dos avanços das últimas décadas, ainda há muito a fazer no setor, como a desmilitarização das polícias, a ampliação do esclarecimento dos crimes contra a vida, mudanças substanciais na lei de drogas, entre outras medidas prioritárias
Pesquisas recentes dão conta de que a questão da segurança pública é apontada como a principal preocupação para um em cada quatro brasileiros. A percepção social é de que a criminalidade aumenta e as instituições responsáveis pela garantia da segurança pública não estão em condições de enfrentar o desafio – colocando em questão governos, as polícias e o poder judiciário.
A dimensão subjetiva nem sempre corresponde ao que de fato acontece no âmbito das relações sociais. Não é o caso, no entanto, da questão da violência e da criminalidade no Brasil. Dados recentes apontam que, no ano de 2012, mais de 56.000 pessoas foram mortas de forma intencional, aumentando as já elevadas taxas de homicídio que atingem, sobretudo, os mais jovens e negros.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Segurança Pública — Especialistas lançam propostas para candidatos à Presidência

Sexta, 1º de agosto de 2014
Para subsidiar os candidatos ao governo federal e melhorar a qualidade do debate público sobre segurança pública nas eleições de 2014, especialistas e organizações, como o Instituto Sou da Paz, lançam a “Agenda Prioritária de Segurança Pública”, documento que reúne propostas concretas e urgentes para o Brasil.
A Agenda reforça a necessidade de que o tema seja prioridade no governo federal, com propostas para subsidiar os programas de governo dos candidatos à presidência e servindo de base para a atuação do próximo governo na segurança pública.
O documento traz seis áreas importantes para a melhoria da segurança pública e para cada uma delas foram formuladas recomendações mais detalhadas. Os temas são:
1.Redução de Homicídios
2.Reforma do modelo policial
3.Revisão da Política Criminal e Penitenciária
4.Revisão da política de drogas
5.Aperfeiçoar a difusão e gestão de dados
6.Novo pacto federativo
“Diante do crescimento da violência e criminalidade é fundamental proporcionar um debate público com maior qualidade, que fuja das soluções simplistas, além de pressionar para que as propostas sejam incorporadas pelos programas de governo dos candidatos à Presidência”, comenta Carolina Ricardo, analista sênior do Sou da Paz.
Clique aqui para ler o resumo executivo da "Agenda Prioritária".
Organizações e especialistas que elaboraram e apoiam o documento: Instituto Sou da Paz, Instituto Igarapé, Bruno Paes Manso – NEV/SP, Claudio Beato – CRISP/MG, Eduardo Pazinato - Instituto Fidedigna/RS, Haydée Caruso – UNB/DF, Ignácio Cano – LAV/UERJ, José Luis Ratton – UFPE, Luis Flávio Sapori – PUC/MG, Renato Sérgio Lima – CPJA/GV/SP e FBSP e Rodrigo Ghiringuelli – PUC/RS.    
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domingo, 27 de julho de 2014

Seis policiais militares são presos por homicídio em favela do Rio


Domingo, 27 de julho de 2014
Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

A Polícia Civil prendeu, em flagrante, seis policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Fallet e do Fogueteiro, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de terem matado Vítor Luiz Rodrigues, 38 anos, durante ação da polícia na Comunidade do Fogueteiro ontem (26) à tarde.

Os policiais foram à Delegacia da Lapa (5ª DP) para registrar o caso como um auto de resistência, ou seja, quando a pessoa é morta em confronto com a polícia. Os PMs chegaram a apresentar uma pistola calibre 40 como sendo de Vítor, mas testemunhas ouvidas por policiais civis informaram que Vítor não estava atirando contra os policiais.

O delegado, então, decidiu prender os seis policiais militares em flagrante, enquanto eles ainda registravam a ocorrência na 5ª DP. Os seis foram encaminhados para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sobre a pacificação nos morros do Rio de Janeiro: a briga Época X Garotinho

Domingo, 9 de fevereiro de 2014
Da Revista Época (Organizações Globo)

Anthony Garotinho e a tentativa de sabotar a pacificação nos morros

O assassinato de uma policial na semana passada no Rio de Janeiro foi parte de uma reação do crime, que se junta à atuação de políticos que sabotam a paz

HUDSON CORRÊA E RAPHAEL GOMIDE, COM ANA LUIZA CARDOSO
Atualizado em 07/02/2014 21h28 
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DOSSIÊS O deputado Anthony Garotinho e o ex-chefe de polícia Álvaro Lins em 2003. Entre suas armas, estão a ameaça e a perseguição (Foto: Alexandre Brum /Ag. O Dia  )

Em verdadeiras operações de guerra, com tanques da Marinha e militares do Exército, o poder público retomou o controle de favelas cariocas dominadas por criminosos. De 2008 até hoje, foram reconquistadas 252 comunidades, onde vive 1,5 milhão de pessoas. Antes dessas ações, as áreas eram territórios de traficantes e milicianos, que desfilavam com fuzis e metralhadoras na mão. Para evitar que a bandidagem voltasse ao poder, o governo do Rio de Janeiro instalou Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos principais morros retomados. Já há 36 UPPs com 9 mil policiais militares. Nestes seis anos, os homicídios diminuíram 65% nas comunidades ocupadas. Apesar das batalhas vitoriosas, a guerra não está ganha. Há muitas favelas para ocupar e, mesmo nas comunidades já retomadas, os bandidos ainda sonham em reconquistar os territórios perdidos. Mais recentemente, os criminosos passaram a adotar a tática de guerrilha. Em ataques-relâmpago contra as UPPs, disparam tiros de fuzil, granadas e coquetéis molotov.

As autoridades já esperavam essas dificuldades. A surpresa são os novos inimigos: os sabotadores da pacificação. O objetivo desse grupo também é territorial, mas no campo político. Suas armas são as ameaças, a perseguição, a produção de dossiês e uma série de outros artifícios para instalar o medo na população e desacreditar a segurança pública. Esses agentes do subterrâneo têm endereço conhecido e comando estabelecido. Eles operam num bunker na Rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Na liderança do grupo, estão o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins.


Pré-candidato a governador do Rio de Janeiro, Estado que já administrou de 1999 a 2002, Garotinho chama a ação nas favelas de “farsa da pacificação”. Seu objetivo é minar a administração de Sérgio Cabral, seu principal adversário político, e atacar sua maior conquista, o programa das UPPs, que reduziu os homicídios na capital em 48%. Se a coisa ficasse apenas no plano eleitoral, seria do jogo. Mas Garotinho extrapolou. Por meio de seu blog, ele divulga dossiês contra o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. A torrente de acusações foi tamanha que, no ano passado, Beltrame entrou com uma queixa no Supremo Tribunal Federal. Na ação judicial, Beltrame afirma que os ataques contra ele ameaçam sua credibilidade e reputação diante da polícia. “O blog é um permanente corpo de delito”, diz a queixa ao STF. 

Clique aqui e leia a íntegra na Revista Época 
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Leia adiante a defesa que Anthony Garotinho postou em seu blog às 14 horas desse sábado (8/1) sob o título:

'Revista Época, a serviço de Cabral, inventa mentiras contra mim'

A Época publica na sua edição deste final de semana uma matéria recheada de mentiras, ofensas e ficções, que certamente terá como resultado mais uma ação judicial contra as Organizações Globo com pesada indenização, como, aliás, há sete anos a revista foi condenada em me indenizar em R$ 300 mil, valores da época.
 
Sob o título “Garotinho sabotador da pacificação” a revista mistura mentiras com ficção como vocês poderão entender agora. O projeto das UPPs vive no momento uma crise e a Época ao invés de apontar os verdadeiros culpados pelo fracasso do programa afirma que eu através do meu blog consegui desestabilizar a política de segurança do governo Sérgio Cabral. Sinceramente eu não sabia que eu tinha tanto poder e que o meu blog tinha tantos leitores.

O mais grave da matéria é que esconde dos leitores os reais motivos do fracasso das UPPs. O modelo do Rio não tem similar em lugar algum porque ignorou dois princípios básicos. Primeiro os bandidos do Rio não são presos, como aconteceu na Colômbia e em outros países, pelo contrário recebem aviso prévio para se mudarem temporariamente para outros lugares. Segundo: não existe ocupação social, aliás, Cabral extinguiu todos os programas sociais criados por mim e Rosinha. Com os bandidos soltos e sem ocupação para os jovens o tráfico retoma rapidamente o seu papel. Hoje o depoimento de qualquer morador de comunidade com UPP é que a polícia virou segurança de traficantes. As feiras de drogas funcionam livremente desde que não haja armamento à vista.  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Em 2012, União deixa de investir R$ 1,5 bilhão em segurança pública

Terça, 15 de janeiro de 2013
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Dos R$ 3,1 bilhões orçados no ano passado para investimentos das seis unidades orçamentárias do governo federal que possuem relação direta com segurança pública, R$ 1,5 bilhão sequer foi empenhado. Em razão disso, a execução orçamentária, ou seja, os valores efetivamente investidos em 2012, chegaram a apenas R$ 738 milhões -  23,8% do total previsto.

O montante desembolsado pelo governo federal com aquisição de novos veículos e equipamentos e melhoria de infraestrutura, como presídios e departamentos de polícia, foi maior do que em 2011 e 2010, quando foram investidos R$ 709,5 milhões e R$ 660,5 milhões, respectivamente. A quantia de 2012, no entanto, representa bem menos do que o recorde de R$ 1,2 bilhão aplicado em 2007. Os valores comparados são constantes, atualizados com base no IGP-DI, da FGV. (veja tabela)

Para Antônio Flávio Testa, cientista político especializado em violência pública, as dificuldades do governo em aplicar os recursos estão muito ligadas ao excesso de burocracia, à inoperância sistêmica dos diversos órgãos do governo e ao descompromisso com resultados nas chamadas áreas meio do governo.

Leia a íntegra no Contas Abertas

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Secretaria de Segurança para Grandes Eventos só desembolsa 9% do orçamento de 2012

Sexta, 31 de agosto de 2012
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas
A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) ainda não utilizou os recursos previstos para 2012. Do total de R$ 643,6 milhões autorizados para este ano, apenas R$ 59,1 milhões, equivalente a 9,2%, foram desembolsados. Apesar disso, segundo a assessoria da Pasta, a execução está dentro do previsto.

“A Secretaria pré-empenhou cerca de R$ 350 milhões. A complexidade e a quantidade de equipamentos a serem adquiridos – o que exigiu estudos com cada um dos estados sede e o Distrito Federal – faz com que a maior parte dos recursos seja executada apenas no terceiro quadrimestre. É também o primeiro orçamento da Secretaria, criada em agosto de 2011”, explicou a assessoria. Leia a íntegra no "Contas Abertas"