“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Segurança: Punitivismo já não une os brasileiros
quarta-feira, 10 de junho de 2026
WikiFavelas: Quem aprova as chacinas em favelas?
OUTRASPALAVRAS OUTRAS CIDADES
Publicado 10/06/2026
quinta-feira, 6 de março de 2025
Instituto Fogo Cruzado alerta para violência policial na Bahia

© PMBA/Divulgação
Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - Publicado em 05/03/2025 - 17:33 - São Luís
A violência na capital baiana, em decorrência da ação policial, mostra a necessidade de se repensar a política de segurança pública no estado. A avaliação é do Instituto Fogo Cruzado. 

Na madrugada de terça-feira (4), uma operação policial deixou 12 mortos, após relatos de uma invasão promovida por um grupo armado de uma organização criminosa na região de Fazenda Coutos, em Salvador.
Dados compilados pelo Fogo Cruzado mostram que é a 100ª chacina em Salvador e região metropolitana desde o início das pesquisas na Bahia, em julho de 2022. Desse total, 67% das chacinas envolvem policiais, resultando em 261 mortos.
Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, os números mostram que a política de segurança precisa ser pensada para proteger os cidadãos e os moradores de toda a cidade.
“Quando 12 pessoas morrem numa ação policial, fica claro que a prioridade é o confronto e não a proteção. Os moradores da região enfrentaram mais de 7 horas de um intenso tiroteio, o transporte público foi suspenso, e a pergunta que fica é quais os resultados disso? O que vai mudar depois de tantos tiroteios e tantas mortes? Os dados de chacina ajudam a entender que mesmo com tanta morte ainda carecemos de uma política eficiente e que dê os resultados esperados pela população”, disse Tailane à Agência Brasil.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Para ex-comandante-geral da PM do Rio, “a vida humana não é uma prioridade no Brasil”
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Plano Nacional de Segurança Pública - "Um suposto plano que é um arremedo de um planejamento efetivo de políticas na área de segurança". Entrevista especial com Rodrigo de Azevedo
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Aumento de homicídios e rebeliões agrava crise da segurança pública no Brasil
domingo, 28 de dezembro de 2014
Por Escrito: Segurança pública não chega para o pobre
Uma rápida observação de números oficiais mostra que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu de 9,4 para 41,1 na Bahia de 2000 a 2010, registrando avanço de 339,5%, enquanto em São Paulo e no Rio de Janeiro tiveram queda, respectivamente, de 66,6% e 35,4%.
Números concretos e mais recentes, estes levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, demonstram que, no ano passado, a Bahia foi líder absoluta dos assassinatos no país, com 5.440 ocorrências, contra 4.761 do Rio e 4.739 de São Paulo, Estados com populações maiores.
Estamos, portanto, em palavras claras, diante de “um plano bom que não deu resultado”, o que permite uma reflexão: ou o prestígio do secretário está além da compreensão comum ou o governo jogou discretamente a toalha, admitindo conviver com índices desastrosos que, afinal, não lhe tiraram a vitória nas urnas em outubro.
Não seria de todo espantoso. Segurança, hoje em dia, neste Estado, não é pública. É privada, um bem exclusivo dos mais bem situados socialmente. As pessoas se isolam em prédios e casas com recursos eletrônicos e vigilância e, a trabalho ou lazer, deslocam-se para pontos igualmente protegidos.
Correm risco, é verdade, mas, estatisticamente, estão longe do braço da violência. As listas de mortos são preenchidas por anônimos, dos quais raramente se identificam os matadores. Quando a vítima é uma pessoa da classe média para cima, é um deus-nos-acuda, e aí todos conhecemos seu nome, endereço e o sofrimento da família.
O perigo está amplamente disponível é para a grande massa, que transita a pé ou de ônibus, à noite e de madrugada, nos becos e vielas de nossas encostas, ou mesmo nas ruas centrais e de bairros considerados “seguros”. Fora desse padrão, determinado pela extrema necessidade diária da sobrevivência, ninguém se expõe
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Segurança Pública ou Arbítrio
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Segurança pública, política criminal e garantia do direito à vida
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Segurança Pública — Especialistas lançam propostas para candidatos à Presidência
2.Reforma do modelo policial
3.Revisão da Política Criminal e Penitenciária
4.Revisão da política de drogas
5.Aperfeiçoar a difusão e gestão de dados
6.Novo pacto federativo
domingo, 27 de julho de 2014
Seis policiais militares são presos por homicídio em favela do Rio
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Sobre a pacificação nos morros do Rio de Janeiro: a briga Época X Garotinho
Anthony Garotinho e a tentativa de sabotar a pacificação nos morros
Em verdadeiras operações de guerra, com tanques da Marinha e militares do Exército, o poder público retomou o controle de favelas cariocas dominadas por criminosos. De 2008 até hoje, foram reconquistadas 252 comunidades, onde vive 1,5 milhão de pessoas. Antes dessas ações, as áreas eram territórios de traficantes e milicianos, que desfilavam com fuzis e metralhadoras na mão. Para evitar que a bandidagem voltasse ao poder, o governo do Rio de Janeiro instalou Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos principais morros retomados. Já há 36 UPPs com 9 mil policiais militares. Nestes seis anos, os homicídios diminuíram 65% nas comunidades ocupadas. Apesar das batalhas vitoriosas, a guerra não está ganha. Há muitas favelas para ocupar e, mesmo nas comunidades já retomadas, os bandidos ainda sonham em reconquistar os territórios perdidos. Mais recentemente, os criminosos passaram a adotar a tática de guerrilha. Em ataques-relâmpago contra as UPPs, disparam tiros de fuzil, granadas e coquetéis molotov.
As autoridades já esperavam essas dificuldades. A surpresa são os novos inimigos: os sabotadores da pacificação. O objetivo desse grupo também é territorial, mas no campo político. Suas armas são as ameaças, a perseguição, a produção de dossiês e uma série de outros artifícios para instalar o medo na população e desacreditar a segurança pública. Esses agentes do subterrâneo têm endereço conhecido e comando estabelecido. Eles operam num bunker na Rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Na liderança do grupo, estão o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins.
Pré-candidato a governador do Rio de Janeiro, Estado que já administrou de 1999 a 2002, Garotinho chama a ação nas favelas de “farsa da pacificação”. Seu objetivo é minar a administração de Sérgio Cabral, seu principal adversário político, e atacar sua maior conquista, o programa das UPPs, que reduziu os homicídios na capital em 48%. Se a coisa ficasse apenas no plano eleitoral, seria do jogo. Mas Garotinho extrapolou. Por meio de seu blog, ele divulga dossiês contra o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. A torrente de acusações foi tamanha que, no ano passado, Beltrame entrou com uma queixa no Supremo Tribunal Federal. Na ação judicial, Beltrame afirma que os ataques contra ele ameaçam sua credibilidade e reputação diante da polícia. “O blog é um permanente corpo de delito”, diz a queixa ao STF.
Clique aqui e leia a íntegra na Revista Época
Leia adiante a defesa que Anthony Garotinho postou em seu blog às 14 horas desse sábado (8/1) sob o título:
'Revista Época, a serviço de Cabral, inventa mentiras contra mim'
O mais grave da matéria é que esconde dos leitores os reais motivos do fracasso das UPPs. O modelo do Rio não tem similar em lugar algum porque ignorou dois princípios básicos. Primeiro os bandidos do Rio não são presos, como aconteceu na Colômbia e em outros países, pelo contrário recebem aviso prévio para se mudarem temporariamente para outros lugares. Segundo: não existe ocupação social, aliás, Cabral extinguiu todos os programas sociais criados por mim e Rosinha. Com os bandidos soltos e sem ocupação para os jovens o tráfico retoma rapidamente o seu papel. Hoje o depoimento de qualquer morador de comunidade com UPP é que a polícia virou segurança de traficantes. As feiras de drogas funcionam livremente desde que não haja armamento à vista.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Em 2012, União deixa de investir R$ 1,5 bilhão em segurança pública
Do Contas Abertas
Dos R$ 3,1 bilhões orçados no ano passado para investimentos das seis unidades orçamentárias do governo federal que possuem relação direta com segurança pública, R$ 1,5 bilhão sequer foi empenhado. Em razão disso, a execução orçamentária, ou seja, os valores efetivamente investidos em 2012, chegaram a apenas R$ 738 milhões - 23,8% do total previsto.
O montante desembolsado pelo governo federal com aquisição de novos veículos e equipamentos e melhoria de infraestrutura, como presídios e departamentos de polícia, foi maior do que em 2011 e 2010, quando foram investidos R$ 709,5 milhões e R$ 660,5 milhões, respectivamente. A quantia de 2012, no entanto, representa bem menos do que o recorde de R$ 1,2 bilhão aplicado em 2007. Os valores comparados são constantes, atualizados com base no IGP-DI, da FGV. (veja tabela)
Para Antônio Flávio Testa, cientista político especializado em violência pública, as dificuldades do governo em aplicar os recursos estão muito ligadas ao excesso de burocracia, à inoperância sistêmica dos diversos órgãos do governo e ao descompromisso com resultados nas chamadas áreas meio do governo.
Leia a íntegra no Contas Abertas
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Secretaria de Segurança para Grandes Eventos só desembolsa 9% do orçamento de 2012
Do Contas Abertas
“A Secretaria pré-empenhou cerca de R$ 350 milhões. A complexidade e a quantidade de equipamentos a serem adquiridos – o que exigiu estudos com cada um dos estados sede e o Distrito Federal – faz com que a maior parte dos recursos seja executada apenas no terceiro quadrimestre. É também o primeiro orçamento da Secretaria, criada em agosto de 2011”, explicou a assessoria. Leia a íntegra no "Contas Abertas"
