Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dilma não respeita delator mas "respeita" o dinheiro dele.

Quarta, 1º de julho de 2015
Publicado no Facebook de Aldemario Araujo
O financiamento empresarial de campanhas eleitorais gera corrupções e "contradições"
 
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domingo, 6 de julho de 2014

As quatro irmãs

 Domingo, 6 de julho de 2014
Da Pública 
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo



Negócios familiares, proximidade com governos, financiamento de campanhas e diversificação de atividades – da telefonia ao setor armamentício – compõem a história das gigantes Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez

Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.
Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia.
Além do controle familiar, outro traço comum é o fato de serem grandes financiadoras de campanhas. Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não-eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB. Veja mais no infográfico:
Infografia: Bruno Fonseca

Além dos contratos para obras públicas, o governo federal também incentiva o negócio dessas empresas através do BNDES. Por meio da Lei de Acesso à Informação a reportagem apurou que, entre 2004 e 2013, o banco realizou 1665 transferências para as construtoras das “quatro irmãs”, totalizando mais de R$ 1,7 bilhão em empréstimos. Deste total, a Odebrecht e Andrade Gutierrez foram as maiores beneficiadas, levando R$ 1,1 bilhão. As duas também lideram o ranking de desembolsos para operações de exportação entre 2009 e março de 2014. Juntas, levaram mais de U$ 5,8 bilhões em empréstimos neste segmento. “É importante chamar a atenção para o fato de que o BNDES também tem participações, através do BNDESPAR no capital de empresas controladas pelas referidas empreiteiras, como a CPFL, controlada pela Camargo Correa; a Braskem, controlada pela Odebrecht; e da Oi/Telemar, controlada pela Andrade Gutierrez”, destaca João Roberto.
Conheça a história dessas quatro gigantes.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Patrulha Vigilante

Sexta, 3 de junho de 2011
O Jornal de Brasília publica hoje mais uma reportagem sobre o caso da "M Brasil" (nada a ver com Mister M, apesar das mágicas). A empresa, que teria como proprietários dois baianos pobres que moram em subúrbio de Salvador, doou, “por dentro”, nas eleições de 2010 um total de R$600 mil a políticos. Desses, R$100 mil foram para o deputado distrital Chico Vigilante, líder do PT na CLDF. Outros R$300 mil foram doados à campanha de Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal.

A M Brasil não foi encontrada pela reportagem nos endereços oficiais.

Na reportagem é informado que o procurador regional eleitoral do DF, Renato Brill, encaminhará as denúncias do jornal à Procuradoria da República no Rio de Janeiro e à Polícia Federal. Ainda segundo o jornal, Bril declarou que “Esse caso pode ser vinculado à improbidade administrativa ou direito penal comum e não eleitoral”.

O deputado Vigilante, por outro lado, tem declarado que as denúncias do Jornal de Brasília são em razão da posição do petista frente ao cartel dos combustíveis no Distrito Federal.

E, assim, esquenta mais ainda a política na capital do país. 

domingo, 14 de novembro de 2010

Estadão: Empreiteiras com obras irregulares do PAC deram R$ 70,5 milhões ao PT

Domingo, 14 de novembro de 2010
Do Estadão
Partido foi o maior beneficiado por essas empresas, que doaram R$ 240,5 milhões para campanhas no 1º turno das eleições deste ano

Empresas responsáveis por obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) doaram R$ 240,5 milhões para campanhas políticas ao longo do primeiro turno das eleições deste ano. O partido mais beneficiado pelas contribuições dessas empreiteiras foi o PT, cujas campanhas receberam R$ 70,5 milhões. Somente a direção nacional da legenda foi agraciada com R$ 18,7 milhões.

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