Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Eletronuclear: delatores têm penas como prisão domiciliar e regime semiaberto

Terça, 20 de setembro de 2016
Vitor Abdala – da Agência Brasil
Seis beneficiados por acordos de delação premiada no caso de corrupção na Eletronuclear tiveram suas penas definidas pelo juiz Marcelo Bretãs, da 7ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro. Entre as penas definidas estão regime domiciliar com monitoramento eletrônico, regime semiaberto e regime aberto diferenciado.

Condenado a 18 anos de reclusão, o ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, cumprirá os três regimes: um ano de regime fechado domiciliar, dez meses em semiaberto e dois anos em regime aberto. Flávio David Barra terá a mesma pena.

Executivo relata propina à campanha de Dilma e Temer em 2014

Terça, 20 de setembro de 2016
Do Congresso em Foco
Ex-presidente da Andrade Gutierrez declarou, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, nessa segunda-feira, que o grupo pagou R$ 1 milhão em propina à chapa da ex-presidente Dilma e do atual presidente, Michel Temer
 
O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo declarou, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa segunda-feira (19), que o grupo pagou R$ 1 milhão em propina à chapa da ex-presidente Dilma Rousseff e do atual presidente Michel Temer na campanha presidencial de 2014. Segundo a Folha de S.Paulo, Otávio contou que a construtora doou R$ 30 milhões a candidaturas petistas naquele ano. Parte desse valor, de acordo com o empreiteiro, era propina referente a contratos da empreiteira com o governo federal. Entre eles, o que garantiu a participação da empresa na construção da Usina de Belo Monte, no Pará. Ele não detalhou qual percentual desse montante era fruto de corrupção.

terça-feira, 1 de março de 2016

Andrade Gutierrez: STF mantém condenação do TCU a construtora para ressarcimento ao erário

Terça, 1º de março de 2016
Do STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou Mandado de Segurança (MS 29599) impetrado pela Construtora Andrade Gutierrez S.A. com o objetivo de anular ato do Tribunal de Contas da União, o qual condenou a construtora a devolver valores ao erário em razão de superfaturamento de preços. A prática teria sido constatada em aditamentos contratuais celebrados com o Departamento de Estradas e Rodagem de Mato Grosso (DER/MT) para a realização de obras na Rodovia BR 163/MT, que liga o norte do Estado do Mato Grosso à divisa com o Estado do Pará.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eletronuclear: Ex-presidente da Andrade Gutierrez continua preso na Polícia Federal em SP

Quinta, 11 de fevereiro de 2016
Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
O presidente afastado da construtora Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, continua preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em São Paulo. A expectativa é de que, caso não obtenha um habeas corpus, ele seja transferido para o Rio de Janeiro. Até o início da tarde de hoje (11), a PF não informava quando isso deve ocorrer.

O executivo voltou a ser detido, em caráter preventivo, no final da tarde dessa quarta-feira (10). Azevedo estava em liberdade há apenas cinco noites. Até a última sexta-feira (5), quando o juiz federal Sergio Moro o autorizou a cumprir prisão domiciliar, ele estava preso no Complexo Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

MPF discorda de libertação provisória de três réus da Lava Jato: ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, e Flávio David Barra, presidente da AG Energia

Segunda, 1º de fevereiro de 2016
Do MPF
TRF2 julgará habeas corpus em nome de executivos de construtoras
MPF discorda de libertação provisória de três réus da Lava Jato
TRF-2ª Região (imagem de arquivo)
 
O Ministério Público Federal (MPF) opinou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, e Flávio David Barra, presidente da AG Energia, não devem ser beneficiados com a concessão de liberdade provisória ou medidas alternativas à prisão. Investigados na Operação Lava Jato, eles estão em prisão preventiva domiciliar e respondem por corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes vinculados a obras da usina de Angra 3 (processo 0510926-86.2015.4.02.5101).

sábado, 9 de janeiro de 2016

Véspera da eleição: Dilma garantiu empréstimo camarada do BNDES para Andrade Gutierrez em Moçambique

Sábado, 9 de janeiro de 2016
Documentos revelam que o governo atuou em favor da Andrade Gutierrez na contratação de um financiamento de US$ 320 milhões do banco estatal, com condições especiais, na véspera da eleição de 2014

Por THIAGO BRONZATTO - revista Época / Blog do Sombra
Dilma Rousseff e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em 2013. Segundo a embaixada, a presidente se dispôs a resolver a liberação do empréstimo ao país africano. ...
 
Em março de 2013, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Durban, na África do Sul, durante um encontro de países subdesenvolvidos. O assunto era urgente: um empréstimo de US$ 320 milhões do BNDES. Guebuza, segundo relato que fez a seus ministros, disse que as exigências impostas para a liberação do crédito estavam travando as obras de infraestrutura em seu país. Depois de ouvir atentamente, Dilma se colocou à disposição para “resolver o assunto”. O teor da conversa foi transmitido por uma das diretoras da Andrade Gutierrez na África Adriana Ribeiro à então embaixadora do Brasil em Maputo, Lígia Maria Scherer. As negociações, porém, não avançaram. Para receber o dinheiro do banco estatal brasileiro destinado à construção da barragem de Moamba Major, em Moçambique, o país africano deveria topar abrir uma conta bancária numa economia com baixo risco de calote. Esse é um procedimento comum nos financiamentos à exportação do BNDES.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Obras da Copa do Mundo: Andrade confessa suborno na Copa, acerta acordo e pagará multa de R$ 1 bi

Sexta, 27 de novembro de 2015
Operação Lava Jato —A maior indenização já paga na Lava Jato até agora foi da Camargo Corrêa: R$ 800 milhões

Por MARIO CESAR CARVALHO e BELA MEGALE - O Globo - 27/11/2015
Após aceitar pagar a maior multa da Operação Lava Jato, de cerca de R$ 1 bilhão, a empreiteira Andrade Gutierrez acertou um acordo de delação e leniência com a Procuradoria-Geral da República e com a força-tarefa que atua em Curitiba (PR) no qual ira relatar que pagou propina em obras da Copa do Mundo, na Petrobras, na usina nuclear Angra 3 e em Belo Monte e na ferrovia Norte-Sul, um projeto cuja história de corrupção começa em 1987, com o acerto das empresas que ganhariam a licitação, como revelou à época o colunista Jânio de Freitas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Lava Jato: Justiça recebe denúncia contra presidente da Andrade Gutierrez

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Quarta, 29 de julho de 2015
Andre Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro recebeu hoje (29) denúncia contra o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e mais 12 investigados na Operação Lava Jato, entre eles executivos da empresa. Com a decisão, os investigados passam à condição de réus.
Na decisão na qual abriu ação penal contra os acusados, Sérgio Moro disse que há indícios de que a empresa fazia parte do cartel de licitações na Petrobras. “Em especial, além do depoimento dos colaboradores, a documentação que indica a existência do cartel e dos ajustes de licitação, a prova documental do fluxo financeiro entre a Andrade Gutierrez e os operadores Fernando Soares [Fernando Baiano] e Mário Goes, e de outros elementos documentais circunstanciais, conferem sustentação à denúncia, isso sem prejuízo da discussão pelas partes e apreciação final pelo juízo”, justificou Sérgio Moro.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Telegrama indica favorecimento de empreiteiras no Haiti

Terça, 21 de julho de 2015
Do Congresso em Foco
Odebrecht e Andrade Gutierrez receberam documento de diplomata brasileiro sobre possível licitação de rodovias no Haiti antecipadamente
 
Telegramas enviados pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe ao Ministério de Relações Exteriores indicam suposto favorecimento das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez em licitações internacionais do Haiti em 2006, quando Lula era presidente. Um dos telegramas mostra que um diplomata enviou documentos relativos a obras do país para representantes das empreiteiras antes mesmo de serem distribuídos a outras empresas brasileiras do setor. As empreiteiras e o governo brasileiro negam o favorecimento. Leia a íntegra

domingo, 19 de julho de 2015

Lava-Jato: PF indicia presidente da Andrade Gutierrez por corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro

Domingo, 19 de julho de 2015
Documento encaminhado ao MP neste domingo também aponta crimes contra a ordem econômica e inclui Otávio Marques de Azevedo, quatro executivos ligados à construtora e quatro operadores do esquema de corrupção na Petrobras investigados pela Lava-Jato 

Eles são acusados de corrupção ativa, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica; empresa afirma que acusações não têm fundamento

Leia mais em: 
http://oglobo.globo.com/brasil/pf-indicia-presidente-da-andrade-gutierrez-mais-oito-por-crimes-investigados-na-lava-jato-16840060

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Odebrecht e Gutierrez: Polícia Federal começa a ouvir presos na 14ª fase da Lava Jato

Segunda, 22 de junho de 2015
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
Os presos na 14ª fase da Operação Lava Jato começarão a prestar depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal na tarde de hoje (22). As oitivas ocorrem em Curitiba, onde se concentram os processos da Lava Jato na primeira instância. Os executivos das construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, detidos na última sexta-feira (19), estão na carceragem da PF na capital paranaense.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Chega a nove número de pessoas presas na 14ª fase da Operação Lava Jato

Sexta, 19 de junho de 2015
Ana Cristina Campos e Ivan Richard - Repórteres da Agência Brasil
O delegado da Polícia Federal, Igor Romário de Paula, disse hoje (19) que, até o momento, nove pessoas foram presas na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (19).

Foram cumpridos nove mandados, de um total de oito de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De acordo com o delegado, foram presos preventivamente Marcelo Odebrecht, dono e presidente da construtora Odebrecht, Márcio Faria da Silva; o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo; além de Rogério de Santos Araújo e João Antônio Bernard Filho. O executivo da Odebrecht Cesar Ramos Rocha é um dos que ainda não foram localizados.

Operação Lava Jato: Odebrecht e Andrade Gutierrez lideravam cartel de empreiteiras, dizem PF e MPF

Sexta, 19 de junho de 2015
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil
As investigações que resultaram na 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (19) pela Polícia Federal, revelam que as empreiteiras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez lideravam o cartel de empreiteiras que superfaturavam contratos da Petrobras. De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, as duas empreiteiras, no entanto, diferentemente das demais investigadas, usavam um esquema “mais sofisticado” de pagamento de propina a agentes públicos e políticos por meio de contas no exterior, o que exigiu maior aprofundamento das investigações, antes do pedido de prisão dos diretores das empresas.
De acordo com o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, três colaboradores – entre eles, os ex-diretores da Petrobras, presos em fases anteriores da Lava Jato, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco – disseram que receberam propina da Odebrecht no exterior, por meio de empresas offshore. Esses pagamentos, segundo Lima, foram identificados pela PF e pelo MPF após colaboração com autoridades estrangeiras.
  “Observou-se que, nas empreiteiras que foram denunciadas até aqui, o contato era diretamente com o [doleiro] Alberto Youssef e as empresas dele, em um esquema relativamente simples e fácil de comprovar. Entretanto, o esquema de lavagem que deparamos agora é de depósito no exterior”, explicou Lima.

“Uma série de colaboradores nos indicaram os caminhos dos valores no exterior e isso reforçou, neste momento, a necessidade do pedido da prisão dos executivos dessas empresas”, acrescentou o procurador. “Esses colaboradores indicam que essas empresa fizeram pagamentos no exterior, então identificamos as empresas offshore que intermediaram os pagamentos. Quando temos três colaboradores, o nível de confirmação aumenta consideravelmente”, completou.

Além do esquema de fraudes na Petrobras, as investigações que resultaram na deflagração da operação Erga Omnes identificaram que a Odebrecht também pode ter fraudado contratos para as obras da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ministério Público move ação contra a Petrobras

Terça, 16 de dezembro de 2014
Do Congresso em Foco
Procuradores também denunciam a empreiteira Andrade Gutierrez e pedem a indisponibilidade dos bens do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli e do ex-diretor Renato Duque

O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra a Petrobras e a empreiteira Andrade Gutierrez por suspeita de superfaturamento em quatro contratos. Os procuradores também pedem a indisponibilidade dos bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, do ex-diretor Renato Duque e de outras seis pessoas. Os envolvidos devem responder na Justiça por improbidade administrativa.

domingo, 6 de julho de 2014

As quatro irmãs

 Domingo, 6 de julho de 2014
Da Pública 
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo



Negócios familiares, proximidade com governos, financiamento de campanhas e diversificação de atividades – da telefonia ao setor armamentício – compõem a história das gigantes Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez

Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.
Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia.
Além do controle familiar, outro traço comum é o fato de serem grandes financiadoras de campanhas. Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não-eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB. Veja mais no infográfico:
Infografia: Bruno Fonseca

Além dos contratos para obras públicas, o governo federal também incentiva o negócio dessas empresas através do BNDES. Por meio da Lei de Acesso à Informação a reportagem apurou que, entre 2004 e 2013, o banco realizou 1665 transferências para as construtoras das “quatro irmãs”, totalizando mais de R$ 1,7 bilhão em empréstimos. Deste total, a Odebrecht e Andrade Gutierrez foram as maiores beneficiadas, levando R$ 1,1 bilhão. As duas também lideram o ranking de desembolsos para operações de exportação entre 2009 e março de 2014. Juntas, levaram mais de U$ 5,8 bilhões em empréstimos neste segmento. “É importante chamar a atenção para o fato de que o BNDES também tem participações, através do BNDESPAR no capital de empresas controladas pelas referidas empreiteiras, como a CPFL, controlada pela Camargo Correa; a Braskem, controlada pela Odebrecht; e da Oi/Telemar, controlada pela Andrade Gutierrez”, destaca João Roberto.
Conheça a história dessas quatro gigantes.