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(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Fogo na Amazônia se concentra em locais onde agronegócio avança. Para professor da UFPA, fogo é resultado da apropriação ilegal

Quarta, 18 de setembro de 2024
© Marizilda Cruppe/Greenpeace

Fogo na Amazônia se concentra em locais onde agronegócio avança
Para professor da UFPA, fogo é resultado da apropriação ilegal

Publicado em 18/09/2024  Por Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Os incêndios que consomem o bioma amazônico são uma das etapas da exploração econômica da floresta, que vem sendo convocada pela economia mundial para fornecer alimentos e matérias-primas baratas, permitindo a manutenção do preço dos salários nos países mais desenvolvidos e o aumento do lucro em escala global. Essa é a avaliação do professor de economia Gilberto de Souza Marques, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Autor do livro Amazônia: riqueza, degradação e saque, o especialista destaca que a agropecuária, a mineração e o setor madeireiro são as principais atividades que contribuem para o desmatamento da Amazônia e que a grilagem de terra alimenta essa exploração econômica.

Professor de economia da Universidade Federal do Pará Gilberto de Souza Marques, autor do livro Amazônia: riqueza, degradação e saque - Foto: Gilberto de Souza Marques/Arquivo Pessoal

Marques questiona o modelo econômico imposto ao bioma, argumentando que nem tudo que gera muito lucro é o melhor para o conjunto da sociedade brasileira. Além disso, afirma que a Amazônia já está internacionalizada porque as grandes multinacionais da mineração e do agronegócio são as que controlam a economia dominante na região.

Para o especialista em economia política, natureza e desenvolvimento, as experiências dos povos indígenas e comunidades tradicionais são as sementes de esperança que devem ser regadas para se contrapor à monocultura na região amazônica.

Confira a entrevista completa:

Agência Brasil: Qual a relação da destruição da Amazônia com a exploração econômica do bioma?

Gilberto Marques: A Amazônia tem duas grandes tarefas no mundo que são incompatíveis. A primeira é contribuir para aumentar a rentabilidade do capital nas economias centrais, com o rebaixamento dos custos de produção. Isso significa produzir matérias-primas baratas de exportação para a China e para a Europa, como o ferro, a soja e outros produtos.

Ao produzir alimentos baratos, a Amazônia diminui a pressão para elevação salarial nesses países e contribui para elevar as taxas de lucro em meio a uma economia global que vive sucessivas crises de rentabilidade do capital.

A segunda tarefa da Amazônia é contribuir para reduzir os efeitos do aquecimento global, em particular a emissão de gases de efeito estufa. Na atualidade, essas duas tarefas são incompatíveis porque a primeira tarefa impõe um ritmo de apropriação da natureza como nunca visto nos 13 mil anos de existência humana na Amazônia.

Esse ritmo ditado pela busca do lucro faz com que a natureza tenha dificuldade de se recompor, pois são atividades extremamente degradantes para a natureza.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Muito vento, muita secura, muito fogo no cerrado do Gama

Quarta, 14 de outubro de 2015
Por volta do meio dia desta quarta (14/10) o cerrado pegava fogo entre o Balão do Periquito e o Palácio do Catetinho, no Gama, DF. Clique na imagem para ampliá-la.



sábado, 23 de maio de 2015

Vídeo do Parque Urbano e Vicencial do Gama (DF) pegando fogo na tarde deste sábado (23/5).

Sábado, 23 de maio de 2015
 O incêndio, numa área do parque, teria sido um acidente ou um crime? Há muito tempo que o espaço do Parque Urbano e Vivencial do Gama vem sendo objeto da cobiça de especuladores imobiliários.