Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 14 de julho de 2019

Urbanismo: Mudanças no Plano Piloto – nesse angu tem caroço.

Domingo, 14 de julho de 2019
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Por de trás do que seria uma simples alteração de uso, está o faturamento de milhões de reais por parte de proprietários imobiliários, muitos conhecidos do mundo da política e da especulação imobiliária. Num toque de mágica, ganhariam uma massa de novos potenciais consumidores. Assim, não precisariam baixar o preço de seus imóveis.

Por Chico Sant’Anna
Aos poucos, de mansinho, um artigo aqui, uma entrevista ali, um tema vai sendo introduzido na opinião pública, sem que essa se dê conta exatamente o que está em jogo. Em doses homeopáticas, empresários, autoridades governamentais e até urbanistas de renome se apresentam como defensores das mudanças de destinação de uso de setores do Plano Piloto, projetado por Lúcio Costa.

Como muitos sabem, um dos diferenciais do projeto urbanístico de Lúcio Costa, premiado mundialmente e considerado como Patrimônio Cultural da Humanidade, é a segmentação das áreas da cidade, segundo um propósito de uso. Assim nasceram os setores Hospitalar Urbano, o de Rádio e TV, o Bancário, de Autarquias, o Hoteleiro e o Comercial, além dos habitacionais, é claro.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Urbanismo: GDF avança sobre áreas rurais criadas por ele mesmo há 30 anos.

Sábado, 27 de janeiro de 2018
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


Com traçado de Lúcio Costa, os Combinados Agro-Urbanos foram considerados, no final da década de 1980, um modelo revolucionário de reforma agrária.

Para a Urbanista, Tânia Batella, desconstituir chácaras produzindo para implantar áreas urbanas “é um absurdo!”.


Por Chico Sant’Anna
Não são só os grileiros que ameaçam o meio-ambiente no Distrito Federal. A ação do Estado enquanto empreendedor imobiliário vem reduzindo significativamente as áreas originalmente rurais da Capital Federal. Criados, em 1986, pelo governador José Aparecido, como fórmula revolucionária para assentar o homem no campo, assegurar abastecimento ao DF de hortifrutigranjeiros, frear a especulação imobiliária e preservar o meio-ambiente, os Combinados Agro-Urbanos – Caub estão ameaçados de morte. No lugar de plantações, devem brotar prédios de moradias populares. Uma população de 21 mil habitantes deve passar a morar ali. A ameaça maior recai sobre o Caub 1, no Riacho Fundo 2, próximo ao Balão do Periquito, para onde o GDF desejar levar a Etapa 3 do programa Habita Brasília.

Quando criados, os Caubs eram vistos como uma moderna proposta de reforma agrária. Em cada Caub, cem famílias eram escolhidas via seleção pública. Milhares de pretendentes participavam desse processo. O Caub 1, cuja existência está ora ameaçada, foi fundado em outubro de 1986. Iniciativa do então secretário de Agricultura, Leone Teixeira de Vasconcelos, cada Combinado era composto por lotes de 1000 m² e chácaras de 6 hectares. Os produtores rurais morariam na vila urbana, onde teriam os recursos necessários, tais como escola, comércio e serviços de saúde, e produziriam nas chácaras contíguas. O projeto urbanístico foi de Lúcio Costa. Inicialmente, o projeto visava o plantio de laranjas em 2,5 hectares da propriedade e no restante a exploração de lavouras de subsistência. Com o passar do tempo foram agregadas novas culturas, hortaliças, feijão, milho, mandioca e pecuária suína e bovina, além da criação de pequenos animais, sobretudo aves.


Com a substituição de José Aparecido por Joaquim Roriz no GDF, o projeto ficou no esquecimento e decaiu com a falta de investimentos. Mas, segundo informa a pesquisadora acadêmica Ana Clara Gonçalves Dourado, no artigo As transformações na ocupação e utilização do solo no Combinado Agro-Urbano de Brasília I, desde o início dos anos 2000, vários produtores rurais retomaram as atividades de agricultura, “hoje o Caub ressurgiu, aumentou a produção e consegue entrar em harmonia com o ambiente a sua volta”.

domingo, 1 de outubro de 2017

Urbanismo: A briga agora é na Justiça

Domingo, 1º de outubro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Entidades comunitárias acusam o GDF de querer aprovar, a toque de caixa, uma nova lei que autoriza a ocupação de áreas públicas urbanas contíguas às unidades imobiliárias não residenciais no Distrito Federal.


Por Chico Sant’Anna
O descontentamento comunitário com a postura do GDF em suas propostas de alterações das leis que tratam do urbanismo no Distrito Federal, em especial a LUOS, PPCUB e, mais recentemente, o PLANAP, vai parar na Justiça. Como temos relatado sistematicamente aqui nesse espaço, entidades de moradores discordam das propostas oficiais e de que suas posições não são consideradas pelo Poder Público. Por isso, decidiram levar suas queixas ao Ministério Público.

A Frente Comunitária do Sítio Histórico de Brasília e Distrito Federal, que congrega diversas entidades comunitárias, decidiu representar junto a 4a. Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística – PROURB contra o GDF. Doze outras entidades são signatárias da representação, dentre as quais os Conselhos Comunitários da Asa Sul, da Asa e do Lago Sul, a Prefeitura do Lago Norte, o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal – IHG/DF e o Fórum das Ong Ambientalistas do DF. Elas querem que o MP adote as medidas necessárias para que o GDF suspenda a tramitação do Planap.

domingo, 24 de setembro de 2017

Urbanismo: GDF elabora plano para privatizar áreas públicas

Sábado, 23 de setembro de 2017
“É uma aberração [o plano] que só visa arrecadar mais”

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


Legislação que GDF elabora deveria ser chamada Programa Distrital de Fomento aos Puxadinhos e Puxadões.

 
Por Chico Sant’Anna

O governo Rollemberg, em especial seus técnicos na área de urbanismo, deve ter uma predileção especial por transgredir o planejamento urbano do Distrito Federal, em especial acabando com o verde e ocupando área pública, que deveria ser do uso comum. Depois de propor uma LUOS, que tem por característica maior abandonar os zoneamentos urbanos propostos por Lucio Costa, agora o GDF elabora uma lei que deveria ser chamada Programa Distrital de Fomento aos Puxadinhos e Puxadões. Trata-se do Plano Local de Ocupação e Requalificação de Áreas Públicas – PLANAP, um regulamento que na prática facilita a ocupação de áreas públicas contíguas ás unidades imobiliárias não residenciais. Por alguns trocados pagos à administração pública áreas públicas de até 150 metros quadrados poderão ser concedidas por prazo máximo de 15 anos. O regramento, se aprovado pela Câmara Legislativa será válido para todo o Distrito Federal.

sábado, 16 de setembro de 2017

Eleições: Manual pra candidato não fazer besteira com Brasília

Sábado, 16 de setembro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


Brasília vista do espaço, a 400 km da terra. Foto de Sergey Ryazanskiy

Brasília: Retomar o Futuro, de autoria da arquiteta e especialista em Planejamento do Desenvolvimento, Maria Celeste Macedo Dominici, já é um grande começo para se entender a Capital Federal, e não fazer, nem falar besteira.

Por Chico Sant’Anna
LUOS, PPCUB, ZEE, PDOT…, Brasília é uma sopa de letrinha que não se limita aos endereços locais, bem peculiares. Elas definem modelos de urbanização, economia, por que não dizer, de nossas vidas.


Recentemente, muitos se emocionaram com a foto de Brasília tirada a 400 km de distância da terra, pelo astronauta russo Sergey Ryazanskiy. Embora ainda emocionante, quem olhar com mais atenção, perceberá que o Plano Piloto de Lúcio Costa ganhou umas gordurinhas, que vem deformando paulatinamente a concepção da cidade. Não se trata apenas de uma questão de estética urbana. É mais profundo. Trata-se de manutenção da qualidade de vida dos que aqui moram.

sábado, 15 de abril de 2017

Matança I no Gama. É o governo mãos de tesoura eliminando o verde

Sábado, 15 de abril de 2017

Era uma árvore. Agora, um coração partido! Matado pela motosserra assassina do governo do DF. Governo que quase nada faz pela cidade do Gama. E quando faz, faz malfeito.

A natureza sangra e morre!

Os moradores lamentam!

As crianças choram a perda das sombras das árvores!

Os velhos se emocionam e protestam!

E as autoridades? Parece que riem de todos.



Vinte árvores das espécies ipê, pata de vaca, jamelão, mangueira , pau ferro, angico, foram por terra. Motosserras impiedosas. Gestores insensíveis!

Projetada pelo arquiteto Paulo Hungria, a cidade do Gama, no DF, tem um dos projetos mais adequados aos moradores. Em forma de colmeia, as distâncias são encurtadas. Nas suas quadras residenciais foram projetadas áreas verdes e de circulação.

É, por exemplo, o caso do Setor Central, nas quadras que ficam em frente ao Setor Sul da cidade.

Ia tudo bem, até que apareceram os gestores sem compromissos com o meio ambiente, com a qualidade de vida dos moradores. Compromissos, se existem, talvez só com especuladores imobiliários e com alguns empresários de toda a parte, alguns ainda soltos em razão da morosidade da Justiça e das chicanas de advogados remunerados a preços astronômicos. E mais, de quando em vez o mal feito por gestores e políticos aliados com segmentos que teriam a capacidade de despejar votos nos políticos que traíam o projeto original, que traíam a cidade.

Mas não é disso que quero tratar agora. Aqui, apenas um dos muitos casos de motosserras exterminando o verde, entristecendo os moradores. É o caso das árvores de uma área em frente à Quadra 46 do Setor Central do Gama. Verde que fica também em frente da Quadra 2 do Setor Sul.
E veio a motosserra assassina, o governo mãos de tesoura, cortando tudo. Não cortou mais pela reação de moradores que protestaram, denunciaram o massacre para a mídia. Foi um esforço de salvar o que escapou da matança inicial.
Adiante, dois vídeos e três fotos, essas últimas tiradas pelo Gama Livre em 13/4/2017, e que mostram como foi a matança e o que sobrou dessa ação insana do governo do DF que, sequer, dialogou como deveria, com os moradores do Setor Central e Setor Sul. Na duas postagens abaixo, outras imagens da destruição do verde que, por sinal, a Novacap informou por ocasião de reunião  do Conselho do Meio Ambiente na semana passada, que nada tinha a ver com as derrubadas, especialmente das árvores da Praça do Cine Itapuã.

Vídeo feito por moradores da Quadra 46 do Setor Leste do Gama, no dia da derrubada de árvores.





Na foto a seguir, quatro tocos, restos mortais que sobraram da sanha assassina das motosserras enviadas pelo governo do DF. Clique nas imagens para ampliá-las.




Árvores sadias eliminadas. Doentes, se existem, quem são?


Vídeo feito por cidadãos indignados (o 'cinegrafista' e o Seu Francisco, morador há 50 anos da Quadra 2 do Setor Sul do Gama)



Três vítimas da motosserra a serviço do governo do DF.


Veja mais fotos da destruição nas duas postagens anteriores. Ou clicando aqui e aqui

Matança II no Gama. É o governo mãos de tesoura eliminando o verde e a qualidade de vida

Sábado, 15 de abril de 2017
Veja mais imagens da matança de árvores na área verde da Quadra 46 do Setor Central do Gama, espaço que fica em frente da Quadra 2 do Setor Sul.

Absurdo!!!! Quanta insensibilidade!!




Clique nas imagens para ampliá-las.








Veja mais sobre a destruição em outras duas postagens. Ou clicando aqui e aqui.

Matança III no Gama. É o governo mãos de tesoura eliminando o verde e a qualidade de vida

Sábado, 15 de abril de 2017

Mais imagens do extermínio de árvores na área verde da Quadra 46 do Setor Central do Gama. Espaço em frente à Quadra 2 do Setor Sul da cidade.

Estupidez!!!!

Clique nas imagens para ampliá-las.



Que a estupidez do GDF não chegue às árvores que foram salvas pelos protestos dos moradores.


Pois essas três aí, da foto abaixo, não conseguiram escapar, como tantas outras foram eliminadas pela insensatez das autoridades do DF.


Veja mais sobre a destruição das árvores da Quadra 46 do Setor Central do Gama clicando aqui e aqui.

sábado, 8 de abril de 2017

Urbanismo: Como serão o Park Way, Lago Sul, Norte e Taquari?

Sábado, 8 de abril de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Moradores dos quatro bairros defendem a proteção do verde e dos mananciais de água. Foto de Reynaldo Barbosa Lima

Por Chico Sant’Anna.
A definição do futuro urbanístico do Park Way, Lago Sul, Norte e Taquari começa a ganhar contornos mais claros, pelo menos na visão do governo. Dentre os moradores dos quatro bairros, que guardam entre si a semelhança de possuírem grandes áreas verdes e abrigarem importantes córregos e ribeirões que abastecem o Lago Paranoá, a preocupação maior é em preservar ambientalmente os espaços. Além disso, há o questionamento do uso de residências para atividades comerciais ou mesmo de atividades que possam causar externalidades prejudiciais ao meio-ambiente e a vida social.
O adensamento de áreas com baixa concentração demográfica preocupa lideranças comunitárias. Foto de Reynaldo Barbosa Lima
O governo trabalha com a filosofia urbanística de reduzir deslocamentos. Colocar o trabalho mais perto de casa e, em alguns casos, dentro dela mesma. É uma revisão da filosofia de zoneamento ou setorização que sempre influenciou a lógica urbana no DF. A proposta da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS é pensada considerando a necessidade de tornar o brasiliense menos dependente do automóvel, já que o transporte coletivo de qualidade inexiste.
Leia a íntegra no Brasília, por Chico Sant'Anna

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Urbanismo: GDF quer adensar o Park Way

Segunda, 2 de janeiro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
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As manchas em vermelho indicam as áreas verdes que o GDF pretende transformar em lotes comerciais. As marcas em amarelo, são os novos lotes residenciais. Nas setas em vermelho a imagem atual das áreas que passariam a abrigar comércio.
Além de amplos espaços para a instalação de comércio local e de um Polo Multifuncional, a proposta prevê a criação de cerca de sessenta novos terrenos residenciais de 20 mil metros, cada um – passíveis de fracionamento em até oito lotes, totalizando quase 500 novas residências.
Por Chico Sant’Anna
O Park Way, idealizado por Lúcio Costa como um cinturão verde para o Plano Piloto e garantidor das nascentes que alimentam o Ribeirão do Gama e do córrego Cabeça de Veado, bacias que respondem por um terço das águas do Lago Paranoá, corre o risco de ser adensado e perder grandes áreas de vegetação original do Cerrado. O temor de muitos moradores é que o bairro venha ganhar contornos urbanos semelhantes ao de Vicente Pires.
Simultaneamente ao debate sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo – Luos, o GDF deu início à avaliação popular das novas Diretrizes Urbanísticas do Park Way. A proposta prevê a criação de cerca de sessenta novos lotes residenciais de 20 mil metros cada um – passíveis de fracionamento em até oito residências – e largos corredores para comércio.
Leia a íntegra no Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

sábado, 26 de novembro de 2016

Urbanismo: Conam-DF fará pente-fino na Quadra 500 do Sudoeste

Sábado, 26 de novembro de 2016
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

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Localizada às margens do Eixo Monumental, a área para fins institucionais, inicialmente da Marinha do Brasil, foi permutada com a construtora Antares. Lá a empreiteira deseja erguer as quadras 500 e 501 do Sudoeste, abrigando 22 prédios residenciais e seis comerciais. Os oponentes ao projeto imobiliário defendem que ali abrigue o Parque das Sucupiras.


Por Chico Sant’Anna
Preservar a última mancha urbana de cerrado no Plano Piloto ou autorizar a construção de 28 prédios? Decisão sairá no Conam-DF
Os defensores do meio-ambiente e da preservação do Plano Piloto, em especial do Sudoeste, ganharam mais tempo. O Conselho de Meio-ambiente do DF decidiu fazer um pente fino no processo de liberação da obra do que foi denominado Quadra 500 do Sudoeste.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Chuva desta terça (5/1) inunda a Avenida Alagados em Santa Maria (DF)

Terça, 5 de janeiro de 2015
Avenida Alagados, Santa Maria (DF), em 5/01/2016, às 18h30.

Depois de ser assaltado no último sábado (2/1/2016) e levar a tarde toda desta terça (5/1) para colocar o veículo depenado em cima do reboque, o cidadão fez o vídeo acima no caminho para a delegacia de polícia de Santa Maria. A inundação é na principal via da cidade, a Avenida Alagados, no trecho Sul.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

MPDFT consegue suspender construção da Quadra 500 do Sudoeste

Quinta, 3 de dezembro de 2015
Do MPDF

Decisão favorável ao MPDFT determina suspensão até o julgamento definitivo

O MPDFT obteve decisão favorável em ação cautelar em que solicitava a suspensão da construção da Quadra 500 do Sudoeste. A decisão liminar, proferida nesta quarta-feira, dia 2, pelo desembargador Ângelo Passareli, determinou a suspensão de “todo e qualquer atos tendente à regularização e ocupação da Quadra 500 do Setor Sudoeste” até o julgamento final da ação direta de inconstitucionalidade (ADI).

A ADI 2010.00.2.014781-1, ajuizada em setembro de 2010, questiona na Justiça a constitucionalidade do Decreto distrital nº 32.144/2010, que aprova o projeto urbanístico para a construção da nova quadra.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Piratas assumem o transporte coletivo no Park Way

Segunda, 22 de junho de 2015
Com estações fechadas, quem mora ou trabalha no Park Way não pode usar o BRT. Foto nde Chico Sant'Anna.
Com estações fechadas, quem mora ou trabalha no Park
Way não pode usar o BRT.  Foto de Chico Sant’Anna.

Por Chico Sant’Anna
Desde o início do governo Rodrigo Rollemberg, os moradores das quadras 14 a 25 do Park Way deixaram de contar com os serviços de transportes coletivos. Os moradores das quadras 6 a 13 e 26 a 29 que contavam com a promessa do governo Agnelo da criação de uma linha de ônibus para atender as suas quadras, perderam as esperanças. Para piorar, as estações do BRT que liga o Plano Piloto ao Gama, ao longo do trecho da Via EPIA que corta o Park Way estão inoperantes desde a inauguração do sistema (na verdade três inaugurações), ainda no governo Agnelo. A falta de transporte público oficial não passou despercebida dos piratas, que passaram a operar tranquilamente no trecho das quadras 14 a 25 do bairro.
Rodoviária Plano
Quem mora ou trabalha no Park Way já estava desprovido de transporte coletivo que o levasse direto ao Plano Piloto. Agora, nem no interior do bairro há ônibus circulando. Foto de Chico Sant’Anna

A falta de transporte coletivo no bairro agrava ainda mais o já caótico trânsito nas localidades, que nos horários de picos sofrem ainda mais com o volume de veículos provenientes do Gama, Santa Maria e cidades do Entorno, tais como Valparaíso e Novo Gama.

Até o início deste ano, no Park Way, existiam tradicionalmente três linhas de ônibus: a de número 0.119, interligando o Núcleo Bandeirante à Vargem Bonita e à quadra 25; a de número 119.1 (interligando a passarela sobre a EPIA, próxima à Floricultura do Núcleo Bandeirante às SMPW quadras 14/25) e a 119.2, interligando a SMPW quadra 14 à Vargem Bonita.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Simpósio amplia debate sobre mobilidade urbana sustentável

Sexta, 12 de junho de 2015
Do MPDF
“O entorno vem ao centro de ônibus e não de carro. Quem mora mais longe tem renda inferior e depende mais do transporte coletivo. Com isso, desmistificamos que é o movimento periférico que impacta no trânsito”

sábado, 23 de maio de 2015

Vídeo do Parque Urbano e Vicencial do Gama (DF) pegando fogo na tarde deste sábado (23/5).

Sábado, 23 de maio de 2015
 O incêndio, numa área do parque, teria sido um acidente ou um crime? Há muito tempo que o espaço do Parque Urbano e Vivencial do Gama vem sendo objeto da cobiça de especuladores imobiliários. 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

MPDF: Justiça proíbe novos parcelamentos de solo e licenças para empreendimentos em Águas Claras

Sexta, 22 de maio de 2015
O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) obteve liminar para suspender novos parcelamentos, alienações de terrenos e licenças ambientais para novos empreendimentos em Águas Claras. Em fevereiro, a Promotoria de Justiça da Ordem Urbanística (Prourb) propôs ação civil pública para exigir o licenciamento ambiental corretivo com o objetivo de reduzir os impactos urbanísticos e ambientais decorrentes do reiterado desvirtuamento do projeto original da cidade. A decisão, da Vara do Meio Ambiente, é do último dia 19/5.
Com a decisão, até que seja realizado o licenciamento ambiental corretivo da região, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) fica proibida de alienar, por qualquer modo, terrenos em Águas Claras e o DF, de aprovar projetos de parcelamento, reparcelamento ou desmembramento do solo para quaisquer fins naquela região. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) também não poderá conceder licenças para novos empreendimentos imobiliários no local e deverá promover os atos necessários à elaboração da licença corretiva.
Leia mais:

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Autonomia Libertária

Quarta, 8 de abril de 2015

Por Ariomar Nogueira*















O nosso viver, no nosso caminhar viver, nos leva a caminhos/estrada.
Qual o símbolo de liberdade supera a liberdade de uma estrada?
O caminhar, o “ir” e o “vir”, a liberdade. O libertário viver com razão.

Na cidade do Gama, já de há muito vejo a necessidade de uma libertária vida sociocultural/política. Por quê? Porque não somos constituídos no contexto urbanístico Brasília, e sim uma cidade na sua periferia sul.

Que se assistida periodicamente por uma equipe de planejamento urbano, e com uma assessoria especial – mobilidade urbana com acessibilidade – seriamos mais autonomamente uma urbe. Centralizar serviços básicos é o mesmo que interferir na sua alma. Arquitetura e urbanismo é um dos segmentos básicos globalizador artístico/cultural envolvendo hábitos e costumes, com as necessidades específicas quanto ao Genius Loci –“espírito do lugar” – um espírito com cinquenta e cinco anos (se é que espírito tem idade). Portanto, ao meu ver, não somos endereços e números estatísticos somente. Me pronuncio externando o sentimento de um arquiteto e urbanista com os direitos periféricos – de decidindo o seu invento criativo sendo analisado no local do ser edificado – sendo culturalmente violados. Violado por um governo que se elege empunhando a bandeira da esperança libertária – eleição para Administrador Regional –. Uma administração com uma autonomia obediente, e não ao meu ver uma somente Administração ouvidoria...! Com seus habitantes desesperançosos com esse modelo – não sabemos cidadanicamente o que somos...!

Porque o Gama é uma cidade nas suas setorizações urbanísticas – mobilidade acessível – inacessível? Ao meu ver, por culpa do Estado/Governo...! Conforme o uso e a ocupação do solo público...!

Quando provedor de projetos de arquitetura e urbanismo e consultores quanto ao lindeiro, o limite de suas atividades residencial/comercial – o limítrofe –. São apresentados projetos, no meu ponto de vista, de má qualidade projetual, contribuindo no decorrer do fazer construtivo, da ação antrópica, em resultados empíricos. Quanto a consultoria e ou a feitura de projetos, com relação ao lindeiro, o limítrofe, os resultados até o presente contrariam a plena mobilidade acessível. Antevejo melhores resultados urbanísticos em relação a isso na cidade. É a minha esperança...!

Quanto a fiscalização...! Ao meu ver, deve executar o papel fiscalizatório-orientativo quanto às necessidades de gente. Mobilidade acessível é necessidade de gente. Por tanto, licenciar com alvará de funcionamento e ou atividades afins contrariando as normas – NBR9050 – é papel fiscalizatório-orientativo ou é uma ação antrópica irresponsável? Explicitar projetos de mobilidade acessível feitos pelo Estado/Governo – conforme o existencializado: Após o iniciar da calçada – uma ilha – o finalizar sem a chegada. Técnicos competentes são. Portanto, são erros deliberados ou é a capacitação? Vejamos: ciclovia, não ciclovia; praças, não praças; estacionamentos, não estacionamentos; vias de rolamento, não vias de rolamento – Avenida JK –. O que de fato ela está sendo: uma pista de rolamento, uma avenida ou um tortuoso caminho propenso a prováveis e possíveis acidentes?

E o Estado/Governo a quem me direciono. Vai se calar? E a Câmara Legislativa, não é a legítima casa das necessidades do povo? Povo gente, portadores ou não de necessidades especiais.

Gama-DF, 08 de abril de 2015

*Ariomar arquiteto candango

domingo, 21 de setembro de 2014

Do Blog de Chico Sant'anna: Grileiros ameaçam sítio arqueológico de Brasília

Domingo, 21 de setembro de 2014
Grileiros no Ville deMontagne sergio leo2.htm 
O local fica em área nobre, atrás do Lago Sul, próxima à Ponte JK. O cartaz, na estrada ao lado do cerrado que separa os condomínios Ville de Montaigne e o conjunto formado por Quintas da Alvorada e Mansões Itaipu  alerta: a região é um “sítio arqueológico”, patrimônio da União, sob administração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, vinculado ao ministério da Cultura. E avisa: qualquer dano à natureza lá pode ser punido com multa e detenção.

Grileiros no Ville deMontagne sergio leo
GDF e União fazem vistas grossas à ação dos grileiro sna Capital Federal

Mas a certeza da impunidade é tamanha que, no sábado, 20 de setembro, um grupo, autonomeando-se dono da área, montou ali uma enorme tenda, um barraco e reuniu algumas dezenas de pessoas de um suposto condomínio Ville II, onde se discutiu a posse do lugar. Um morador da vizinhança, fingindo-se interessado, ouviu que a ideia é dividir o terreno em 400 lotes, vendidos a R$ 20 mil por unidade.
Leia a íntegra

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Na USP, Luciana Genro diz que pobres são expulsos de regiões com infraestrutura

Quarta, 17 de setembro de 2014
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil
A candidata à Presidência pelo PSOL, Luciana Genro, voltou a criticar o modelo adotado atualmente para a distribuição de unidades habitacionais por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida. A socialista disse que as empreiteiras escolhem os locais mais distantes para construir as casas, sendo necessária a transferência do controle da política a entidades ligadas a movimentos populares.
Segundo Luciana, há muitos anos ocorre no Brasil uma situação em que os pobres vão sendo expulsos das regiões que passam a receber mais infraestrutura. "Quando chega ônibus, metrô, eles acabam indo para mais longe. Isso precisa mudar", defendeu a candidata, repetindo sua proposta de cumprir o Estatuto das Cidades, que prevê a desapropriação de um imóvel que não cumpre sua função social.