“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PF apura desvios de R$ 32 milhões em obra do Minha Casa Minha Vida em Roraim; filhos e enteados de Romero Jucá são alvos da operação da PF (diz G1))

Quinta, 28 de setembro de 2017
Aécio Amado - Repórter da Agência Brasil

Com o objetivo de investigar organização criminosa acusada de peculato, lavagem de dinheiro e desvios de verbas públicas, a Polícia Federal (PF) em Roraima, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou a Operação Anel de Giges, na manhã de hoje (28). Estão sendo cumpridos 17 mandados judiciais, sendo nove de busca e apreensão e oito de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar depoimento e, em seguida, liberada).

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Senadores do PMDB, Requião e Jucá batem boca nas redes sociais

Segunda, 31 de julho de 2017
Do Jornal do Brasil
Em lados opostos dentro do PMDB, os senadores Roberto Requião (PR) e Romero Jucá (RR) trocaram acusações neste fim de semana, diante das especulações de que Jucá, que é líder do governo no Senado e presidente do partido, estaria tramando a expulsão de Requião, que faz oposição pública ao governo e a Michel Temer.
Requião gravou um vídeo afirmando que Jucá estaria buscando um laranja para assinar uma ação no PMDB para promover sua expulsão e emendou: "Romero Jucá, se eu solto meus cachorros atrás de você, vai ser bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato”, disse o parlamentar, fazendo referência a denúncias da Lava Jato contra Jucá.
Governista e oposicionista, senadores do PMDB trocaram acusações após especulação sobre expulsão
O líder do governo gravou, então, uma resposta, garantindo que não deve nada à Polícia Federal nem à operação que apura crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro na relação entre a Petrobras, empresários de empreiteiras e políticos. "Pelo visto o senador Requião deve estar andando com muitos vira-latas e deve ser igual a eles. Não tenho medo de cara feia, nem de bravata (...) O senhor disse que pode soltar seus cachorros em cima de mim, solte, não tenho medo. Não devo nada nem a Policia Federal, nem a Lava Jato".
Em crítica aos líderes do partido, Requião arrematou: "Não roubar, não deixar roubar, denunciar e punir quem rouba. É isso Romero Jucá, é isso a nossa posição. Por isso cogitam a minha expulsão? Vão manter só o pessoal com a tornozeleira no pé?”, declarou.
Jucá afirmou, então, que, como presidente do PMDB, levará "essa história e a situação do Paraná para a reunião da executiva (do partido) e acrescentou que as colocações do senador Requião "são lamentáveis e atrasadas, visando uma política antiga, bolivariana e petista”.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Lava Jato: Teori Zavascki homologa delação de Sérgio Machado

Quarta, 25 de maio de 2016
Do Jornal do Brasil
Ex-presidente da Transpetro cita Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na noite desta terça-feira (24) a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, responsável pela queda do senador Romero Jucá do Ministério do Planejamento nesta segunda-feira (23), após divulgação de conversa na qual Jucá planeja interromper as investigações da operação Lava Jato.

A partir de agora, a delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
A delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
A delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
Na cúpula do PMDB, o receio é que se confirmem as informações que vêm circulando no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional: a de que Machado gravou José Sarney e o presidente do Senado, Renan Calheiros, em tentativas de se estancar a Lava Jato. Quem teve acesso aos áudios, gravados pelo ex-presidente da Transpetro em conversas separadas com os peemedebistas, afirma que o caso Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado fechou com a Procuradoria, negociada desde março, quando a conversa com Jucá foi gravada. O acordo com a PGR foi selado na semana passada. Nas gravações, Machado compromete, ainda, os senadores Jader Barbalho e Edison Lobão.

domingo, 22 de maio de 2016

Empresário diz que foi laranja de Romero Jucá, ministro do Planejamento de Temer, em emissora de TV

Domingo, 22 de maio de 2016
Do Congresso em Foco
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Geraldo Magela Fernandes da Rocha, 65, afirmou que aceitou ser laranja do ministro do Planejamento, Romero Jucá, em uma empresa que geria a TV Caburaí, de Boa Vista, Roraima. O depoimento faz parte de um inquérito contra o ministro, que tramita no Supremo Tribunal Federal. Segundo a petição de agosto de 2014, de autoria do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o uso de laranja para gerir uma empresa, se confirmado, pode configurar “crime de falsidade ideológica, por ser Romero Jucá o verdadeiro proprietário gestor da TV Caburaí”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. Continue lendo

sexta-feira, 20 de maio de 2016

PGR pede inclusão de Renan, Jucá, Raupp e Barbalho em inquérito sobre Belo Monte

Sexta, 20 de maio de 2016
Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ministro do Planejamento, Romero Jucá, e dos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Jader Barbalho (PMDB-PA) em um inquérito já aberto na Corte que investiga o suposto pagamento de propina na construção da usina Belo Monte. O ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA) já é investigado.

O pedido de extensão da investigação foi baseado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. O inquérito tramita em segredo de Justiça no STF e tem como relator o ministro Edson Fachin.

Segundo Janot, Delcídio do Amaral disse na delação que houve pagamento de “ao menos R$ 30 milhões, a título de propina pela construção de Belo Monte, pagos ao PT e ao PMDB” e que o dinheiro pago ao PT foi destinado à campanha da presidenta afastada Dilma Roussef. Já o valor pago ao PMDB foi destinado ao “grupo de José Sarney”, do qual fazem parte Lobão, Renan, Jucá, Raupp e Barbalho. Ainda segundo Delcídio, o pagamento da propina era feito pelas empresas participantes do consórcio da usina.

Para o procurador, os políticos tinham consciência de que os valores vinham de vantagens indevidas.

STF autoriza quebra de dados bancários e fiscais de Romero Jucá, ministro do Planejamento de Temer

Sexta, 20 de maio de 2016
Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos dados bancários e fiscais do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB), em um inquérito que investiga fraude no repasse de emendas parlamentares. Ao todo, Jucá é alvo de seis inquéritos no STF. Em nota, a assessoria do ministro do Planejamento informou que Jucá já colocou à disposição todas as informações relativas ao processo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Época: Por que Romero Jucá defende a exploração de ouro em áreas indígenas

Sexta, 31 de agosto de 2012
O novo eldorado da família do senador
MARCELO ROCHA
Na tarde do dia 17 de maio, uma quinta-feira de trabalho no Congresso, o senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, subiu à tribuna para, como de hábito, defender os mais caros interesses do país. Desta vez, exortaria os parlamentares a legalizar a mineração em terras indígenas, prevista num projeto de lei patrocinado por ele. Jucá se ajeitou na tribuna, empertigando-se diante do microfone, e se pôs a falar: “Quero aqui registrar a importância deste debate. Para o Brasil, é muito importante (a aprovação da lei)”. Passou, então, a explicar os benefícios da proposta: “Haverá pagamento de royalties ao Poder Público e também à população indígena. Ganhará o direito à mineração aquele que pagar mais à comunidade indígena. Haverá uma licitação. Haverá todo o cuidado ambiental, todo o cuidado antropológico da Funai”. Jucá – talvez convencido de que comovera os colegas por ter, pela primeira vez na carreira, empregado no mesmo discurso os termos “licitação”, “cuidado ambiental” e “cuidado antropológico” – encerrou com um apelo para que o projeto seja aprovado logo, ainda neste ano. Por que Jucá tem pressa?

Em 2 de abril – portanto, um mês antes do discurso de Jucá –, a empresa Boa Vista Mineração pedira autorização ao governo para explorar ouro em nove terras que contêm áreas indígenas. O pedido fora feito ao Departamento Nacional de Produção Mineral, o DNPM, instância burocrática que cuida do assunto. A quem pertence a Boa Vista Mineração, uma empresa com capital de R$ 2 milhões? A sócia majoritária chama-se Marina Jucá, de 29 anos, filha do senador Romero Jucá. Outros dois sócios dela no negócio também são ligados ao senador. O tino empresarial de Marina Jucá é recente. Não faz muito tempo, era empregada no gabinete do pai e fazia faculdade em Brasília.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Romero Jucá, líder do governo Dilma no Senado, acusado de desvio de verba, continuará a ser processado no Supremo

Quinta, 15 de setembro de 2011
Da Agência Brasil

Supremo manda prosseguir inquérito que envolve Romero Jucá

Débora Zampier - Repórter
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (15) que irá dar prosseguimento ao inquérito que tramita na Corte contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele e o prefeito de Cantá (RR), Paulo Peixoto, são acusados de participar de um esquema de desvio de verbas federais em obras municipais.

O julgamento do inquérito começou em agosto de 2005 e foi interrompido por vários pedidos de vista. A primeira questão de ordem foi se o STF era ou não competente para analisar o caso. Para os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli e Celso de Mello, o STF não deveria ser responsável pelo inquérito porque não há indícios de que Jucá esteja envolvido. Neste caso, o processo iria para a primeira instância, porque o segundo acusado não tem foro privilegiado. No entanto, a maioria dos ministros entendeu que o STF deve continuar apurando os fatos.

A segunda preliminar questionava se o processo deveria ser trancado devido à natureza duvidosa das provas colhidas. De acordo com o relator, Marco Aurélio Mello, não ficou provado se as provas obtidas no processo são lícitas. O argumento também foi defendido por Gilmar Mendes. Mais uma vez, a maioria entendeu que a ação não deveria continuar.

sábado, 30 de julho de 2011

"Ali só tem bandido"

Sábado, 30 de julho de 2011
Deu na Veja
Irmão de Romero Jucá denuncia esquema de corrupção no Ministério da Agricultura

Em VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto diz a pasta de Wagner Rossi foi loteada por PMDB e PTB com o objetivo de arrecadar dinheiro ilegal

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado levanta indícios de que mais um esquema de desvio de recursos e dilapidação do patrimônio público corroi o Planalto. Desta vez, os escândalos envolvem o Ministério da Agricultura, tendo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, como posto avançado, e o ministro Wagner Rossi, do PMDB, como virtual comandante do esquema.

O esquema de corrupção foi denunciado por Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, irmão do senador Romero Jucá, líder do governo no Senado. Jucazinho foi exonerado na semana passada do cargo de diretor financeiro da Conab. A demissão aconteceu depois de VEJA revelar que ele havia autorizado um pagamento de 8 milhões de reais a uma empresa-fantasma que já foi ligada à sua família e que hoje tem como “sócios” um pedreiro e um vendedor de carros - laranjas dos verdadeiros donos, evidentemente.

Jucazinho decidiu contar o que sabe porque atribuiu sua saída a uma armação de peemedebistas contra seu irmão - e também porque se sentiu humilhado com a exoneração. O caso azedou as relações entre o senador Jucá e o vice-presidente, Michel Temer, padrinho do ministro Wagner Rossi. Os dois trocaram ameaças e xingamentos por telefone.

Em entrevista a VEJA, Jucazinho contou que existe um consórcio entre o PMDB e o PTB para controlar a estrutura do Ministério da Agricultura com o objetivo de arrecadar dinheiro. Suas informações incluem dois casos concretos de negócios nebulosos envolvendo a Conab. Em um deles, a estatal estaria protelando o repasse de 14,9 milhões de reais à gigante do mercado agrícola Caramuru Alimentos. O pagamento foi determinado pela Justiça e se refere a dívidas contratuais reclamadas há quase vinte anos. O motivo da demora: representantes da Conab negociam um “acerto” para aumentar o montante a ser pago para 20 milhões de reais. Desse total, 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério.

O segundo caso envolve a venda, em janeiro deste ano, de um terreno da Conab numa das regiões mais valorizadas de Brasília, distante menos de 2 quilômetros do Congresso e do Palácio do Planalto. Apesar de ser uma área cobiçada, uma pequena empresa da cidade apareceu no leilão e adquiriu o imóvel pelo preço mínimo: 8 milhões de reais – um quarto do valor estimado de mercado. O comprador, Hanna Massouh, é amigo e vizinho do senador Gim Argello do PTB, mandachuva do partido e influente na Conab.

Nas mais de seis horas de entrevista, que pode ser lida na edição de VEJA desta semana, Oscar Jucá Neto não poupa seus antigos companheiros de ministério. Diz que o ministro Wagner Rossi lhe ofereceu dinheiro quando sua situação ficou insustentável. “Era para eu ficar quieto”, afirma. “Ali só tem bandido.”

sábado, 21 de maio de 2011

O laranja de Romero Jucá, o líder do governo Dilma no Senado

Sábado, 21 de maio de 2011
Da revista Época
O laranja de Romero Jucá
Um lobista conta a ÉPOCA que buscava dinheiro vivo com doleiros para negócios suspeitos, que era usado para ocultar o nome de Jucá em empresas e que uma empreiteira deu um imóvel ao senador

Diego Escosteguy e Murilo Ramos. Com Marcelo Rocha
Romero Jucá é um profissional. Em 30 anos consagrados integralmente ao serviço público, as finanças de Jucá percorreram uma trajetória invejável. De garoto que cresceu à míngua no Recife, Jucá tornou-se um político rico. Amealhou, apenas em valores declarados à Justiça Eleitoral, R$ 4,4 milhões em patrimônio – tudo registrado em nome de familiares, sem computar as empresas que florescem em nome de seus parentes. Enquanto o patrimônio de Jucá e o de sua família cresciam às franjas do poder público, crescia também o número de processos contra ele. Jucá já foi acusado – e com abundantes provas – de quase tudo. No governo Sarney, à frente da Funai, foi acusado de cobrar propina para permitir exploração ilegal de madeira em terras indígenas. No governo Collor, foi acusado de desviar à sua fundação dinheiro federal destinado a “ações sociais”. Nos governos FHC e Lula, já como senador, foi acusado de comprar votos, de dar calote em bancos públicos, de receber propina de empreiteiras, de empregar parentes, de fazer caixa dois...

Com tantas acusações, Jucá começa a competir em feitos que atingem os cofres públicos com nomes bem mais conhecidos no plantel nacional de réus por corrupção, gente como Joaquim Roriz e Paulo Maluf. Nas últimas semanas, na tentativa de iluminar as ações profissionais de Jucá, ÉPOCA entrevistou lobistas, doleiros, ex-funcionários, empresários e laranjas ligados ao senador. A reportagem obteve documentos e depoimentos inéditos sobre as negociatas de Jucá – entre eles contratos de gaveta, procurações para laranjas e acordos comerciais. Um dos principais lobistas associados a Jucá, Geraldo Magela Fernandes, aceitou contar, em entrevista gravada, o que fez e presenciou em 30 anos de relação com Jucá