Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador justiça social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador justiça social. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Pochmann: Brasil, trajetória de um desmonte


Sexta, 15 de maio de 2026

Pochmann: Brasil, trajetória de um desmonte


A partir dos anos 1990, a ideia de nação foi abandonada e corre o risco de se tornar rótulo vazio. Sem projeto, território abre-se a interesses empresariais, de fundamentalismo e de mídia. País só voltará a existir plenamente se pensar seu desenvolvimento além das eleições


OutrasPalavras                                    Crise Brasileira
                       Foto: Zuleika de Souza/Divulgação

Título original: Do nacionalismo ao globalismo liberal: o Brasil como território em disputa 

A passagem do Brasil nacional-desenvolvimentista para o globalismo liberal não foi apenas uma mudança de política econômica. Foi uma profunda transformação no próprio sentido de país.

Entre 1930 e o fim dos anos 1980, mesmo com contradições, autoritarismos e desigualdades, havia um projeto nacional. O sentido nacional era o de industrializar, urbanizar, integrar o território, ampliar o emprego formal e criar alguma expectativa de mobilidade social para o conjunto dos brasileiros.

A partir dos anos 1990, contudo, esse horizonte foi sendo desmontado. A abertura comercial desenfreada, a generalização das privatizações, a difusão da financeirização e a constante redução do papel estratégico do Estado substituíram a ideia de nação por uma lógica de mercado, concorrência individual e submissão às cadeias globais do capital.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Que as Transnacionais Paguem o Justo. Reforma Tributária — Tem que ser com justiça fiscal

Terça, 2 de fevereiro de 2016
1
O Instituto Justiça Fiscal (IJF), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), a Rede Brasileira de Integração dos Povos (REBRIP), a Internacional de Servidores Públicos (ISP) e a Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), com o apoio da Red Latinoamericana sobre Deuda, Desarrollo y Derechos (LATINDADD), da Red de Justicia Fiscal de América Latina y el Caribe (RJFALC), da Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP), das Delegacias Sindicais do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (SINDIFISCO NACIONAL) de Salvador, do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, do Ceará e do Espírito Santo, realizaram, nos dias 21 e 22 de janeiro, no Fórum Social Mundial Temático – 2016, oficinas para tratar do tema JUSTIÇA FISCAL PARA UM MUNDO MELHOR, e elaboraram, a partir dos debates realizados, o presente MANIFESTO.

REFORMA TRIBUTÁRIA – TEM QUE SER COM JUSTIÇA FISCAL
O tributo não é um fim em si mesmo, mas um meio para atender as demandas sociais. As grandes transformações sociais em andamento tanto demográficas e culturais quanto de estrutura produtiva têm produzido novas demandas que requerem uma reconfiguração e ampliação do fundo público especialmente aquele destinado à seguridade social, com garantia de suas fontes de financiamento.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Política Fiscal: cadê a justiça social?

Quinta, 3 de abril de 2012
Do "Brasília por Chico Sant'Anna"

Às vésperas das eleições municipais, Dilma estimula as categorias profissionais com maior nível de organização para que peguem com afinco as candidaturas mais simpáticas ao Planalto.
Por Chico Sant’Anna
O governo estuda isentar de Imposto de Renda a participação dos lucros pagas por algumas empresas a seus empregados. São categorias profissionais sindicalmente bem organizadas e que conquistaram esta remuneração extra em suas negociações coletivas. A medida atende diretamente o pleito das Centrais Sindicais e beneficia categorias que historicamente sustentaram a Central Única dos Trabalhadores – CUT e o Partido dos Trabalhadores, o PT.

Bancários, metalúrgicos e petroleiros são os melhores exemplos de segmentos profissionais que ganham esta remuneração extra, uma espécie de 14º salário a cada ano. Segundo noticia a imprensa, a participação paga pela Petrobrás aos petroleiros representa cerca de R$ 19 mil anuais. Bancários, em torno dos R$ 15 mil e metalúrgicos um pouco menos. As centrais pressionam para que estes valores venham limpos, sem tributação. Alegam que o lucro distribuído é lucro líquido – já tributado na fonte – e que os acionistas, quando ganham seus dividendos não pagam imposto sobre eles. Continue lendo a postagem no "Blog Brasília por Chico Sant'Anna"