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(Millôr Fernandes)
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domingo, 18 de março de 2012

Brasilienses mobilizam-se contra projeto de Magela que reduz o Parque Nacional de Brasília

Domingo, 18 de março de 2012
Do Blog do Chico Sant'Anna

“A redução irá afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água” -
ressalta carta enviada à Câmara dos Deputados.

Por Chico Sant’Anna
Um projeto-de-lei, de autoria do deputado federal Geraldo Magela, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, é o motivo para a mais nova mobilização de brasilienses contra a redução de áreas verdes no Distrito Federal. Desta vez, a área ameaçada é o Parque Nacional de Brasília, que abriga a Água Mineral.

O projeto, de nº 7999/2010, a título de regularizar uma invasão de terras públicas, propõe a exclusão de uma vasta área do Parque Nacional de Brasília em prol de invasões irregulares. O projeto está na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na comissão de Meio Ambiente, que é presidida pelo deputado Sarney Filho, do Partido Verde.

Trata-se da área do Núcleo Rural Boa Esperança II. Com 42,3 mil hectares, o Parque Nacional de Brasília tem um trecho com 24 chácaras irregulares. Mais do que rural, o Núcleo já começa assumir características de condomínio urbano, como os existentes para o lado de São Sebastião.

Segundo dirigentes do Parque Nacional de Brasília, a invasão começou em 2006 e alguns moradores já contam energia elétrica, salão de festa, lugar para lazer e até haras para a criação de cavalos. A ambientalista Christiane Horowitz afirma que a tendência é que, face à pressão da especulação imobiliária, a área tenha sua destinação rural desvirtuada para urbana. Vários chacareiros já teriam inclusive parcelado as terras por eles invadidas.

Criado em 1961, o parque foi redesenhado em 2006, passando de pouco mais de 30 mil hectares para 42,3 mil hectares. A proposta de Magela altera justamente a Lei 11.285/06, que redefiniu limites do parque. Ele quer diminuir em52,57 hectares, o equivalente a 52 campos de futebol, a área de preservação. Magela alega que a lei de 2006 incluiu equivocadamente este território que fica às margens da BR-20, que liga o Plano Piloto à Formosa, em Goiás, e ao Nordeste do Brasil. Diz ainda que se houvesse invasão no passado, as autoridades deveriam ter impedido à época. Ela afirma ainda que os processos de urbanização em torno do parque podem sufocar suas riquezas naturais.

Segundo os participantes do movimento em defesa do Parque Nacional de Brasília – alguns dos quais recentemente se mobilizaram pela ampliação do Parque Olhos d’Água, na Asa Norte – o PL 7.999/2010 propõe a exclusão de área situada a nordeste do Parque Nacional de Brasília. “Esta região já teve sua área reduzida pela Lei 11.285/2006, favorecendo na época o interesse da especulação imobiliária” – informa uma nota postada na Internet.

O movimento, que se agita nas redes sociais, entende que a redução da área do Parque Nacional de Brasília – que já é ameaçado de um lado pelo lixão da estrutural, da própria Vila Estrutural, alçada recentemente ao status de cidade satélite; e, de outro, pelo Lago Oeste – implicará em prejuízos na manutenção de ambientes contíguos, como corredor ecológico, no controle dos impactos ambientais provenientes de ocupações habitacionais.

Há medo ainda que ele prejudique o manancial de água, já escasso no Distrito Federal.

“Também haverá prejuízos em um dos maiores benefícios prestados a sociedade pelo Parque Nacional de Brasília que é o fornecimento de aproximadamente 28% da água consumida no DF. A redução irá afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água” – ressalta uma carta enviada ao deputado federal Ricardo Berzoini – PT/SP, até 2011, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por onde o projeto também tem que passar.

O projeto de lei fora apresentado na legislatura passada, e chegou a receber parecer favorável pelo relator na comissão de Meio Ambiente, deputado Jorge Pinheiro (PRB-GO). Como a legislatura vence e o projeto não tinha chegado a ser votado, ele foi arquivado, mas em 2011, Geraldo Magela pediu o seu desarquivamento, o que evidencia o empenho dele em aprovar a propositura.

Um elemento curioso na tramitação do projeto, é que o relator na Comissão de Meio Ambiente, seria o deputado Augusto Carvalho – PPS/DF, suplente do próprio Magela. Há temores de que Carvalho não elaboraria um parecer contrário aos interesses do titular da vaga de deputado, com medo de perde o posto.

No portal da Câmara dos Deputados, que noticia a tramitação do projeto, existe uma pesquisa junto aos internautas. Até domingo, 18/3, 41,18% dos internautas eram contra a proposta. 17,65% votaram favoravelmente e 41,18% não souberam se posicionar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nota da Sedhab a respeito do Parque Nacional de Brasília

Sexta, 12 de agosto de 2011
Recebemos de Michelle Moreira, da Assessoria de Comunicação da Sedhab, a seguinte nota sobre o problema do Parque Nacional de Brasília e o Projeto de Lei nº 7.999/2010, de autoria do deputado federal Geraldo Magela (PT). 

 Nota — Parque Nacional de Brasília


O atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF e deputado federal licenciado, Geraldo Magela, esclarece que o Projeto de Lei nº 7.999 de 2010, de sua autoria, visa a corrigir um erro cometido, em 2006, na transcrição das normas taquigráficas relativas ao memorial descritivo do Parque Nacional de Brasília firmadas a partir de deliberação do plenário da Câmara dos Deputados.

“A área do Núcleo Rural Boa Esperança II não estava dentro dos limites do Parque Nacional. Sempre agi em defesa dos parques, o que ocorreu foi um problema técnico na transcrição de acordo firmado em plenário. O que pretendemos é corrigir esta falha”, pontua o secretário Magela.
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Leia a que se refere a nota acima: Ato Público contra a redução do Parque Nacional de Brasília

Acontece neste sábado ato público contra projeto do deputado Geraldo Magela que mutila o Parque Nacional de Brasília

Sexta, 12 de agosto de 2011
Será a partir das 9 horas de amanhã, sábado (13/8) a manifestação contra a estupidez de um projeto do deputado federal Geraldo Magela, atualmente na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do governo Agnelo. O Projeto de Lei nº 7.999, apresentado por Magela no ano passado, está para ser discutido e votado na Câmara dos Deputados.
Caso o projeto se transforme em lei vai beneficiar invasões de ricos em áreas do Parque Nacional de Brasília, que perderá parte de suas terras.

Além de causar sérios prejuízos à fauna e à flora do parque, o projeto de Magela vai prejudicar, certamente, o fornecimento de água potável aos consumidores de Brasília. O parque é responsável pelo fornecimento de 28 por cento da água consumida no DF.

Freqüentadores e servidores do parque e demais brasilienses contrários à mutilação de tão necessária área, marcaram para amanhã, sábado, a partir das 9 horas, uma manifestação de repúdio à ameaça que é o projeto de Geraldo Magela.

O ato público será no Portão de Visitantes do Parque Nacional de Brasília.

Contatos com os organizadores da manifestação podem ser feitos pelos telefones 3233-4553, 3233-3233 e 3234-3680
                                                                      Foto: Agência Brasil
O Parque Nacional de Brasília se recupera sempre dos incêndios. Mas não conseguirá se recuperar da mutilação proposta por Geraldo Magela.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Geraldo Magela quer tomar área do Parque Nacional de Brasília para beneficiar invasões irregulares de classe privilegiada, diz defensores do meio ambiente

Quarta, 10 de agosto de 2011
Ato Público contra a redução do Parque Nacional de Brasília

Sábado, 13 de agosto, a partir das 9 horas, no Portão de Visitantes da Água Mineral

Projeto de Lei Ameaça Integridade do Patrimônio Natural do Parque Nacional de Brasília

Na contramão das comemorações do cinqüentenário de um dos mais importantes Parques Nacionais do Brasil, o Projeto de Lei n° 7999/2010 de autoria do Deputado Federal Geraldo Magela, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF, propõe a exclusão de área do Parque Nacional de Brasília em prol de invasões irregulares por parte de pessoas de classe privilegiada.

Mais uma vez, o Parque Nacional de Brasília é objeto de jogo de interesses econômicos e políticos, atendendo tão somente a um pequeno grupo de invasores de área publica, em prejuízo do interesse publico.

A redução da área do Parque Nacional de Brasília implicará prejuízos na manutenção de ambientes contíguos, como corredor ecológico, no controle dos impactos ambientais provenientes de ocupações habitacionais. Também haverá prejuízos em um dos maiores benefícios prestados a sociedade pelo Parque Nacional de Brasília que é 0 fornecimento de aproximadamente 28% da água consumida no DF. A redução ira afetar as nascentes e as áreas de recarga de água subterrânea, que mantém a quantidade e qualidade da água.

A possibilidade de abrir precedentes na alteração de Unidades de Conservação, com justificativas e interesses imobiliários e uma preocupação a integridade do Parque, que se estende as demais UCs da Federação.

Riscos de uma redução maior, decorrentes de alterações de limites, conforme ocorrido em 2006, quando a proposta técnica de ampliação do Parque Nacional de Brasília foi totalmente descaracterizada pelas emendas aprovadas no Congresso Nacional, precisam ser evitados. 0 PL 7999 /10 propõe a exclusão de área situada a nordeste do Parque Nacional de Brasília. Esta região já teve sua área reduzida pela Lei 11.285/2006, favorecendo na época o interesse da especulação imobiliária. E preocupante a terminologia usada no texto do PL e em convite de divulgação para a audiência publica que se refere a possíveis alterações dos "limites" do Parque de maneira indefinida, abrindo a possibilidade de exclusões de novas áreas.

O PL em tramitação na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal teve audiência publica para discutir o assunto marcada para 0 dia 09 de agosto e adiada.

Os funcionários do Parque convocam a sociedade para uma Campanha de repúdio a esta ameaça, que contará com um ato público no Portão de Visitantes do Parque Nacional de Brasília, no sábado, dia 13/08, a partir das 9:00 horas.

Contato: 3233-4553; 3233-6897 e 3234-3680