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(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Alckmin, governador de São Paulo, bota PM para bater em estudante que ocupa escola

Terça, 1º de novembro de 2015
https://www.facebook.com/269554173082031/videos/958444790859629/

Polícia invade Mazé e agride presidente da UMES

Após decretar "guerra" às ocupações, governo do Estado mandou PM invadir escola no centro de São Paulo de forma ilegal; estudantes foram violentados

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maze_resiste

Polícia invade Mazé e agride presidente da UMES

Após decretar "guerra" às ocupações, governo do Estado mandou PM invadir escola no centro de São Paulo de forma ilegal; estudantes foram violentados

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A Escola Estadual Maria José, assim como muitas outras no Estado, amanheceu nesta terça-feira (1) cercada pela Polícia Militar (PM) e por supostos pais de alunos. O cerco aconteceu dois dias após o governo do Estado anunciar operações de “guerra” contra as ocupações.
A invasão por parte da PM ocorreu por volta das 9h da manhã e segundo os estudantes ocupados quem ajudou a abrir um dos dois portões pelos quais a polícia entrou escola foi o diretor Vladimir Frank, que agrediu a estudante Lilith Cristina (15), que está na delegacia prestando queixa. Assim que entrou, a PM agrediu estudantes, quebrou a caixa de som da escola e chutou cadeiras. Outro estudante, o Alan Ferreira de Almeida, também está na delegacia fazendo um boletim de ocorrência contra a PM.
Segundo Marcos Kauê, presidente da UMES, que estava na escola no momento da invasão, ninguém conhecia nenhum dos país responsáveis por arrombar o portão. “E é muito estranho que, um dia antes dessa ação, a diretoria tenha ligado para os pais para convocá-los para fazer a matrícula de seus filhos. Eles arrombaram com marretadas. Que pais vem fazer matrícula com marretas? Arrombaram o portão com consentimento dos policiais, que entraram junto empurrando e batendo nos alunos, e jogando spray de pimenta em todos que resistiam”, relata. (Assista ao vídeo)
Além de agredir os estudantes, a PM anotou o nome dos alunos que estavam na escola.
“Os policiais nem mesmo estavam com sua identificação [nome na farda], todos os alunos estão muito assustados. É dessa forma que Alckmin quer educar a juventude? Com base no medo e na cacetada contra alunos que estão lutando para impedir que escolas sejam fechadas, alunos que estão lutando para se formar na escola que escolheram?”, afirma Kauê.
Ontem (30) ocorreu uma reunião com a comunidade do Bixiga, no Centro Educacional Dom Orione (CEDO), da Igreja da Achiropita entre representantes da diretoria regional de ensino. Ao saber da reunião, os estudantes mandaram representantes das ocupações para informar os pais sobre o que estava ocorrendo.
Karina Gomes (16), estudante e representante de comunicação da ocupação, explicou sua indignação com a reunião e a com a ação da PM hoje. “Divulgaram na reunião com os pais que estávamos fazendo orgias e que a escola havia virado um ponto de drogas, enquanto estamos limpando a escola e fazendo oficinas e debates”, afirma.
Uma das “mães” que forçou entrada da escola com barras de ferro e não quis ser identificada afirmou que “ele [Alckmin] não vai fechar escolas, isso é mentira, estou aqui para que os estudantes consigam finalizar o ano letivo e não percam chances de emprego”.
A ocupação foi mantida e os estudantes estão chamando uma manifestação contra a reorganização e contra a violência às 18 horas de hoje. Confirme sua presença!

Polícia invade Mazé e agride presidente da UMES

Após decretar "guerra" às ocupações, governo do Estado mandou PM invadir escola no centro de São Paulo de forma ilegal; estudantes foram violentados

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A Escola Estadual Maria José, assim como muitas outras no Estado, amanheceu nesta terça-feira (1) cercada pela Polícia Militar (PM) e por supostos pais de alunos. O cerco aconteceu dois dias após o governo do Estado anunciar operações de “guerra” contra as ocupações.
A invasão por parte da PM ocorreu por volta das 9h da manhã e segundo os estudantes ocupados quem ajudou a abrir um dos dois portões pelos quais a polícia entrou escola foi o diretor Vladimir Frank, que agrediu a estudante Lilith Cristina (15), que está na delegacia prestando queixa. Assim que entrou, a PM agrediu estudantes, quebrou a caixa de som da escola e chutou cadeiras. Outro estudante, o Alan Ferreira de Almeida, também está na delegacia fazendo um boletim de ocorrência contra a PM.
Segundo Marcos Kauê, presidente da UMES, que estava na escola no momento da invasão, ninguém conhecia nenhum dos país responsáveis por arrombar o portão. “E é muito estranho que, um dia antes dessa ação, a diretoria tenha ligado para os pais para convocá-los para fazer a matrícula de seus filhos. Eles arrombaram com marretadas. Que pais vem fazer matrícula com marretas? Arrombaram o portão com consentimento dos policiais, que entraram junto empurrando e batendo nos alunos, e jogando spray de pimenta em todos que resistiam”, relata. (Assista ao vídeo)
Além de agredir os estudantes, a PM anotou o nome dos alunos que estavam na escola.
“Os policiais nem mesmo estavam com sua identificação [nome na farda], todos os alunos estão muito assustados. É dessa forma que Alckmin quer educar a juventude? Com base no medo e na cacetada contra alunos que estão lutando para impedir que escolas sejam fechadas, alunos que estão lutando para se formar na escola que escolheram?”, afirma Kauê.
Ontem (30) ocorreu uma reunião com a comunidade do Bixiga, no Centro Educacional Dom Orione (CEDO), da Igreja da Achiropita entre representantes da diretoria regional de ensino. Ao saber da reunião, os estudantes mandaram representantes das ocupações para informar os pais sobre o que estava ocorrendo.
Karina Gomes (16), estudante e representante de comunicação da ocupação, explicou sua indignação com a reunião e a com a ação da PM hoje. “Divulgaram na reunião com os pais que estávamos fazendo orgias e que a escola havia virado um ponto de drogas, enquanto estamos limpando a escola e fazendo oficinas e debates”, afirma.
Uma das “mães” que forçou entrada da escola com barras de ferro e não quis ser identificada afirmou que “ele [Alckmin] não vai fechar escolas, isso é mentira, estou aqui para que os estudantes consigam finalizar o ano letivo e não percam chances de emprego”.
A ocupação foi mantida e os estudantes estão chamando uma manifestação contra a reorganização e contra a violência às 18 horas de hoje. Confirme sua presença!
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Prisão de PMs mostra que câmeras escondidas podem ser melhor arma contra violência


Quinta, 1º de outubro de 2015
Do Jornal do Brasil
por Mauro Santayana
A prisão de cinco policiais militares no Rio, após execução de um suspeito de 17 anos no Morro da Providência, e também de cinco PMs em São Paulo, após outra execução, em plena luz do dia, nas ruas do Butantã, ambas com o "plantio" de "velas" - armas apreendidas com numeração raspada -  nas mãos das vítimas, para, com tiros simulados, encenar confrontos, prova: contra a violência policial - e a do tráfico - não existe remédio melhor do que câmeras de segurança escondidas. 
Mais barata do que qualquer campanha ou mobilização, uma simples webcam de 50 reais, ligada a um computador, camuflada em uma casa de pombo ou em uma antena de televisão no telhado, ou um aparelho de celular ligado, nas mãos de um usuário hábil, em uma fresta de janela, pode fazer mais do que dezenas de testemunhas para esclarecer um crime.   
As comunidades - e as organizações não governamentais e outras instituições de combate à violência, do Rio de Janeiro e de todo o país - deveriam se organizar coletivamente para coletar dinheiro e gastar o que fosse possível nesse tipo de aparelho, o que acabaria servindo, ao longo do tempo, também para inibir a execução de novos homicídios. 
Só assim  vai ser possível diminuir, a médio prazo, a impunidade e o genocídio derivado, entre outras coisas, da invasão ostensiva de áreas menos favorecidas das grandes cidades brasileiras, da cultura da aplicação sumária e ilegal da pena de morte contra suspeitos de crimes, e da guerra das drogas em nosso país - enquanto, neste último aspecto, a legislação não avança em outro sentido.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mãe de dançarino rejeita encontro com governador do Rio; "Nenhum político vai se projetar em cima da imagem do meu filho"

Sexta, 25 de abril de 2014
Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
A auxiliar de enfermagem Maria de Fátima Silva, mãe do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, disse hoje (25) que rejeitou um encontro com o governador Luiz Fernando Pezão, marcado por seus assessores, e que queria mandar um recado para o governador. "Nenhum político vai se projetar em cima da imagem do meu filho. Existem outros crimes iguais ao do meu filho que não foram solucionados até agora, como o da auxiliar de serviços gerais, Claudia da Silva Ferreira, que caiu no esquecimento". Claudia foi  morta no dia 16 do mês passado, durante uma operação da Polícia Militar, no Morro da Congonha, em Madureira.

Maria de Fátima voltou a insistir que não vai à sede do governo falar com o governador. "O que eu quero ele não precisa de mim para fazer. Eu quero uma polícia correta e digna na rua e não uma polícia assassina. E não homens armados, tendo a população como inimiga. Eu quero que ela [a polícia] aja com rigor e traga à tona a verdade desse caso".