“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Encontro internacional debate preservação dos fortes militares

Segunda, 6 de novembro de 2017
A Bahia é o estado que possui mais fortes militares no grupo dos 19 candidatos a conjunto de fortificações brasileiras como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As cinco fortificações militares são todas em Salvador, capital do estado. Vejam que beleza!!!

 Imagem retirada de abaixo-assinado da Avaaz.Org


Forte de São Marcelo, em Salvador. Foto Taciano / Blog Gama Livre / julho de 2017. Dê um clique na imagem para ampliá-la.



Forte de Santa Maria, em Salvador. Foto: Taciano, Blog Gama Livre / janeiro de 2012. Dê um clique na imagem para ampliá-la.

Forte de Monte Serrat, Salvador. Mais ao fundo, a Igreja de Nossa Senhora de Mont Serrat. Imagem de 
http://www.vivasalvador.com.br

Foto: Taciano / Blog Gama Livre / janeiro de 2012
Forte Santo Antônio da Barra com o seu 'Farol da Barra', em Salvador. Dê um clique na imagem para que ela abra ampliada.

Forte de São Diogo, visto do Forte de Santa Maria. Salvador.
Foto:http://www.bahia-turismo.com/salvador/barra/forte-sao-diogo.htm

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Encontro internacional debate preservação dos fortes militares
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil



Forte das Cinco Pontas, no Recife
Forte das Cinco Pontas, no Recife, é uma das 19 fortificações brasileiras que juntas são candidatas a Patrimôn Mundial da Unesco  Museu da Cidade do Recife/Divulgação
A importância da preservação dos fortes militares como patrimônio mundial é o tema do Encontro Internacional de Fortificações e Patrimônio Militar (Icofort, da sigla em inglês), que começou hoje (6) no Forte Duque de Caxias, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Até quarta-feira (8), serão apresentadas e debatidas experiências de gestão, inovação, memória e uso turístico e cultural de fortificações do Japão, Argentina, Uruguai, Peru, México, Jamaica, Espanha e Itália, além de vários estados brasileiros.


Esta é a primeira vez que o encontro científico ocorre no Brasil e decorre do interesse apresentado em 2015 para a candidatura do conjunto de 19 fortificações brasileiras como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


O encontro é organizado pelo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social (LTDS) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), em parceria com o Icofort, Conselho Internacional de Monumentos e Sítio (Icomos, da sigla em inglês), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Exército Brasileiro.


Na mesa de abertura do evento, o coordenador do LTDS, professor Roberto Bartholo, disse que muito já foi feito no sentido de preservar as fortificações militares no Brasil e no mundo, por instituições de diversos tipos, tanto públicas como não governamentais, e explicou a importância de se preservar esses monumentos.


“As fortalezas históricas podem ser vulneráveis porque a memória tem um risco e o risco da memória é o esquecimento. Eventos como esse são muito importante para que não sejamos desmemoriados e para que possamos fazer da nossa memória um compromisso. E que essa rede que hoje está aqui se desdobre rumo ao futuro”, disse Bartholo.


Segundo o Coppe, no Brasil existem cerca de mil fortificações em diferentes estados de preservação, entre edificadas e em uso, mesmo que não militares, ruínas ou resquício arqueológico. Para a presidente do Icofort, Milagros Flores, o encontro no Rio de Janeiro é fundamental para compartilhar o conhecimento acumulado sobre o tema.


“Viemos aqui aprender sobre tantos projetos, tantas fortalezas que não teríamos conhecimento sobre o que estão fazendo e como estão sendo geridas. Estamos aqui em um curso intensivo de três dias para aprender e sobretudo para compartilhar todas essas informações importantes e sairemos daqui com muito mais conhecimentos sobre a situação das fortificações a nível mundial, porque esse não é um assunto apenas do Brasil, mas também para países distantes que também têm esse patrimônio tão importante”, disse Milagros Flores.


Na abertura do evento foi assinado um acordo de cooperação científica entre o Icofort e o LTDS, para a troca de informações, organização de eventos e publicação de artigos em prol da preservação e do uso sustentável dessas edificações.


Fortes selecionados

Segundo o representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no encontro, Sérgio Magalhães, que apresentou modelos de gestão do patrimônio tombado, a escolha das 19 fortificações selecionadas para esta candidatura considerou a relevância na história da constituição do território nacional e das fronteiras do país:


“É um conjunto de fortificações no Brasil, é um bem de localização espalhada no território nacional, é um bem cultural seriado, tipologia de monumentos e arquitetura militar, cronologia do século XVI ao XIX. De mais de uma centena de fortificações que nós temos no nosso país, foram selecionadas essas 19 que são emblemáticas no processo de constituição do território nacional”.


Segundo ele, foram escolhidos os marcos da fronteira a Oeste, Norte, Sul e Leste dos país, das lutas contra a Companhia das Índias, de defesa das duas capitais do Brasil colônia (Salvador e Rio de Janeiro) e de defesa de portos para escoação das riquezas do país. Em abril, um seminário internacional ocorreu no Recife para debater os modelos de gestão para esse tipo de patrimônio.


“A Carta de Recife trouxe alguns elementos que devem ser considerados como elementos comuns no sistema de gestão pra essas fortificações. É a compreensão de bem compartilhado por todos os interessados, então não se trata de 19 unidades que vão procurar a candidatura de um modo diferenciado, mas sim haverá uma coordenação para isso. Deve haver pelo menos um ciclo de planejamento, monitoramento, avaliação e controle para todo o conjunto de fortificações”, disse o representante do Iphan Sérgio Magalhães.


Os fortes incluídos no conjunto candidato a ser tombado como patrimônio mundial são: Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói (RJ); Fortaleza de São João, no Rio de Janeiro (RJ); Fortaleza de São José, em Macapá (AP); Forte dos Reis Magos, em Natal (RN); Forte Coimbra, em Corumbá (MS); Forte de Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO); Forte de Santa Catarina, em Cabedelo (PB); Forte de Santa Cruz (Fort Orange), em Itamaracá (PE); Forte São João Batista do Brum, no Recife (PE); Forte São Tiago das Cinco Pontas, no Recife (PE); Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador (BA); Forte São Diogo, em Salvador (BA); Forte São Marcelo, em Salvador (BA); Forte de Santa Maria, em Salvador (BA); Forte de Nossa Senhora de Mont Serrat, em Salvador (BA); Forte de Santo Amaro da Barra Grande, no Guarujá (SP); Forte São João, em Bertioga (SP); Fortaleza de Santa Cruz de Anhantomirim, em Governador Celso Ramos (SC); e Forte de Santo Antônio de Ratones, em Florianópolis (SC).


O mais antigo deles, o de Bertioga, foi construído em 1532 para impedir que os povos indígenas utilizassem o canal Bertioga para atacar a cidade de Santos e onde serviu o artilheiro alemão Hans Staden, autor de um dos primeiros relatos da conquista da América.

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Umbigo da Bahia, Jóia valiosa da Terra dos Orixás

Burocratas querem enterrar o “Umbigo da Bahia”

Umbigo da Bahia

Foto: Taciano / Gama Livre janeiro de 2010
Clique na foto que ela abrirá em tamanho normal, permitindo uma melhor visão.
O Forte de São Marcelo, encravado como uma pérola no mar, está a cerca de 300 metros do Mercado Modelo, é o "Umbigo da Bahia", segundo o escritor Jorge Amado.

domingo, 24 de março de 2013

Avaaz: Reabertura do Museu Vivo do Forte São Marcelo (Salvador-Bahia)

Domingo, 24 de março de 2013
De Avaaz.org
Esta petição está esperando pela aprovação da Comunidade da Avaaz.
REABERTURA DO MUSEU VIVO DO FORTE SÃO MARCELO

Por que isto é importante

O Museu Forte São Marcelo foi fechado pelo IPHAN-BA [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] (23.03.2011) sob a alegação de que iria providenciar a restauração da sua estrutura submersa. Nada foi feito e dois anos já se passaram. Salvador perdeu um dos seus mais importantes pontos turísticos e com certeza o maior diferencial da cidade. A ação impensada do IPHAN-BA desativou o Museu Vivo do Forte São Marcelo, que trabalhava o resgate do patrimônio imaterial da nação brasileira, não respeitando o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), seu co-irmão, inclusive de subordinação, que registrou e autorizou o funcionamento do referido museu. Ambos subordinados ao Ministério da Cultura. Memórias do Mar.

Criamos uma campanha ABRACE O FORTE! Assine essa petição.

www.facebook.com/museuvivonacidade
www.museuvivonacidade.com.br
E-mail: projetomuseuvivo@gmail.com
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Assine a petição da Avaaz e leia também duas antigas postagens do Gama Livre sobre o absurdo de se fechar o belo Forte São Marcelo, ação besta de burocratas, coisa de politicagem mais rasteira. Clique nos dois links a seguir:

Umbigo da Bahia, Jóia valiosa da Terra dos Orixás

Burocratas querem enterrar o “Umbigo da Bahia”

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Umbigo da Bahia, Jóia valiosa da Terra dos Orixás

Sexta, 6 de agosto de 2010
Jóia encravada no lindo mar da Baia de Todos os Santos, para uns. Umbigo da Bahia, para Jorge Amado, o escritor que revelou ao mundo as belezas da sua terra, os costumes, a gente, os mistérios dos Orixás, os pecados e virtudes da mulher e do homem da Terra Bahia, a beleza de um pedaço do Brasil.

Assim é o Forte de São Marcelo, que tanto cativa o turista como o próprio baiano. Qual o baiano, qual o turista, qual a pessoa que ao descer as ladeiras que levam da cidade alta à cidade baixa nas proximidades do Mercado Modelo que deixa de se extasiar com a beleza do Forte São Marcelo? Niguém, absolutamente ninguém deixa de admirar o velho forte.

Mas o forte, como tantas coisas belas e que devem ser preservadas, já sofreu o abandono por décadas e décadas. Construído no século XVII, tornou-se, há alguns anos, apenas em uma coisa bela de se ver das ladeiras da Bahia ou da Praça Municipal —o mais privilegiado mirante da Baia de Todos os Santos.

Por dentro, a ação do tempo, e não só do tempo, deteriorava o forte. A mobilização de baianos e brasileiros, liderada especialmente por aqueles que compõem a Abraf (Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos) conseguiu, a duras penas, que a Jóia construída no século XVII fosse recuperada.

Deixou de ser esconderijo de marginais e do tráfico de drogas para transformar-se em atração da bela capital baiana. Entre 2006 e 2010, por exemplo, mais de 300 mil visitantes. Destes, cerca de 100 mil estudantes, principalmente de escolas pública de Salvador. Esses estudantes veem a beleza do forte por dentro. E aprendem a história da Bahia.

Agora o forte corre o risco de voltar ao que era antes da recuperação. O Termo de Cessão de Uso do forte pela Abraf expirou no dia 12 de julho. Há uma indefinição se a Abraf continuará cuidando do Umbigo da Bahia. Até hoje não houve manifestação quanto à renovação do Termo.

O IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) até agora não deu resposta ao pedido de reconsideração da negativa de renovação do termo de cessão feita pela Abraf. Autarquia do Governo Federal, vinculada ao Ministério da Cultura, é o IPHAN responsável pela proteção dos bens culturais do país, pelos tombamentos, restaurações e revitalizações que assegurem o acervo arquitetônico, urbanístico, documental, etnográfico e artístico do Brasil.

A Abraf já percorreu os gabinetes do presidente nacional do IPHAN e do superintendente da autarquia na Bahia. Conversou com o prefeito João Henrique, de Salvador, com o governador Jaques Wagner, com Juca Ferreira, o ministro da Cultura. Mas sequer o IPHAN respondeu ao pedido de renovação do Termo de Cessão de Uso do forte.

É a insensibilidade das nossas autoridades quando se trata de cultura ou da história do Brasil.

Tenho ainda hoje as imagens em minha mente. Eu, meus irmãos e meus pais, saboreando o sorvete gostoso da Sorveteria A Cubana, localizada no Elevador Lacerda. Da Praça Municipal a visão dos belos palácios Rio Branco e especialmente do Tomé de Souza. Mas nada se igualava às imagens daquela jóia lá embaixo, compondo com o mar da Bahia uma visão que enchia os olhos de uma criança. E continua a encher os olhos de um adulto. Na realidade, de todos os adultos ou crianças da Bahia.

“Você já foi à Bahia, nega? Não, então vá!” Vá e não deixe de visitar o Forte São Marcelo. Aproveite as atividades culturais desenvolvidas pela Abraf no forte e faça uma rápida viagem pelo mar numa pequena caravela réplica das que tantas vezes cruzaram aquele mar.

A viagem, que percorre um pequeno trecho da costa de Salvador, dá direito à companhia de D. João VI e Carlota Joaquina, além de tripulantes também caracterizados com roupas e armas da época. É uma aula de história, com direito a narração feita por um dos tripulantes, o mais nobre deles: D. João VI.
Salvem o Forte de São Marcelo!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Burocratas querem enterrar o “Umbigo da Bahia”

Quinta, 24 de fevereiro de 2011
Chamado pelo escritor Jorge Amado de “O Umbigo da Bahia”, o Forte de São Marcelo, uma verdadeira pérola encravada nos mares da Baia de Todos os Santos, pode voltar ao estado de abandono que viveu por muitos anos. É que a insensatez de burocratas de Brasília pode expulsar do forte o trabalho da Ong que, com recursos próprios, por dez anos vem revitalizando o papel histórico dessa fortificação.

A Abraf (Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos) mantém atividades sobre a história do forte e da cidade da Bahia. Os turistas que visitam Salvador e especialmente os alunos de escolas da capital baiana contam com um evento onde são recebidos pela corte de D. João VI. Na companhia do rei e de sua esposa (Carlota Joaquina), e de seus guardas reais, o turista e o estudante percorrem na caravela Príncipe Regente as costas da cidade de Salvador. É uma aula de história.

O Museu do Forte de São Marcelo, também administrado pela Abraf, pode acabar. É o que parece que desejam os burocratas de Brasília.

Quem viveu a cidade de Salvador, quem sempre ao passar pelo Mercado Modelo, pelo Elevador Lacerda, quem parava na Sorveteria Cubana no mirante da Praça Municipal, não podia deixar de admirar aquela obra da engenharia militar cravada dentro do mar. Admirava, mas era impedido de visitá-la. O abandono era geral e absoluto.

Depois de recuperado pela Abraf, pode agora o velho forte voltar ao estágio de abandono e deterioração. Querem os burocratas não apenas “homens ao mar”, mas sim ao mar parte da história da Bahia.

Os burocratas, Deus sabe lá o porquê, querem se apoderar novamente do velho forte baiano. Talvez para deixá-lo ao abandono, como ao abandono estão as demais fortificações militares, e o restante dos prédios que integram o patrimônio histórico do Brasil.

Mas a Bahia começou a reagir!

Leia mais.

segunda-feira, 9 de março de 2015

IHU: As manifestações dos dias 13 e 15 de março. Polarizações desérticas. Entrevista especial com Marcelo Castañeda

Segunda, 9 de março de 2015
 
Não acredito em golpe no contexto atual. Há uma histeria governista cada vez que as coisas saem do controle deles. O discurso sobre golpe interessa ao governo, pois reforça a polarização vitoriosa nas eleições presidenciais. Parece que o governismo precisa manter o inimigo comum aceso e derrotado para que ele se mantenha como “menos pior”. Como golpear um governo que cedeu a todos os caprichos do mercado, nos qual os bancos continuam lucrando como nunca, em que o PMDB é cada vez mais forte? O discurso antigolpe e anti-impeachment, junto com a defesa governista da Petrobras, serve para criar uma mobilização que acaba por escamotear as dimensões sórdidas do ajuste econômico em curso e na própria crise da empresa de petróleo.
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Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
  
As manifestações dos dias 13 e 15 de março. Polarizações desérticas. Entrevista especial com Marcelo Castañeda

“O discurso antigolpe e anti-impeachment, junto com a defesa governista da Petrobras, serve para criar uma mobilização que acaba por escamotear as dimensões sórdidas do ajuste econômico em curso e da própria crise da empresa de petróleo”, pontua o sociólogo.
“Não acredito que os principais partidos, que são responsáveis em grande parte por essas crises, consigam vencer seus interesses para compor um projeto que faça frente às diversas crises em pauta. Do jeito que se configura, esse acordo continuará sendo feito por cima e, para mim, isso é mais do mesmo”, diz Marcelo Castañeda em entrevista por e-mail à IHU On-Line. Na avaliação do sociólogo, a atual situação econômica e política, incluindo ajustes econômicos, cortes orçamentários e ameaças aos direitos trabalhistas, já era prevista durante a campanha eleitoral do ano passado, mas a escolha pelo candidato “menos pior” “fez com que muitas pessoas se assustassem com a natureza do ajuste agora em curso na medida em que esperavam uma continuidade”, pontua. E adverte: mas ela foi “rompida, em especial pela presença de Levy no Ministério da Fazenda, dando uma guinada em relação ao desenvolvimentismo”.
 Fonte: http://www.mmnvencedor.com/
Entre as razões para a atual crise política e econômica que tomou o país logo após o início do segundo mandato da presidente Dilma, Castañeda enfatiza a “polarização da representação política entre PT e PSDB sempre mediados pelo oportunismo do PMDB e partidos fisiológicos menores que circundam o poder constituído”. Segundo ele, essa dinâmica “já dura mais de 20 anos no âmbito do governo federal, complementando dinâmicas estaduais e municipais onde o peemedebismo reina de forma hegemônica no sentido de se fazer como padrão de governo para poucos”.

domingo, 3 de julho de 2016

Primeiro da espécie a florir, ipê roxo encanta brasilienses e visitantes

Domingo, 3 de julho de 2016
Mariana Branco - Agência Brasil
Brasília - Floração dos ipês roxo colorem a cidade (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ipê roxo floresce no período de seca porque o vento mais forte e a ausência de chuvas ajudam na dispersão das sementes  —Marcelo Camargo/Agência Brasil
Primeiro a florir todos os anos, o ipê roxo já enfeita a capital federal e chama a atenção tanto de moradores quanto de visitantes. A árvore floresce no período de seca porque o vento mais forte e a ausência de chuvas ajudam na dispersão das sementes, explica a engenheira agrônoma Carmem Regina Correia, professora da Universidade de Brasília (UnB). Na sequência do ipê roxo está prevista a floração dos tipos amarelo, rosa e, por último o branco, na altura de setembro.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Retrato da Bahia. Grande Riachão! Sambista baiano

Quinta, 21 de julho de 2016 
Riachão e Jardim Baiano - Retrato da Bahia

As fotos a seguir são de agosto de 2015. Clique nas imagens para ampliá-las.
Foto: Taciano


Um pedacinho da Bahia

Postagem publicada originalmente no domingo, 23 de agosto de 2015
Clique sobre as imagens para ampliá-las.


Salvador, bela vista numa perspectiva de baixo para a cidade alta.

E linda numa perspectiva de cima para baixo, para a Baía de Todos os Santos. Na foto, o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo no canto inferior à direita, a Pérola Encravada no Mar da Bahia (o Forte de São Marcelo), o quebra-mar e ao fundo navios esperando vaga no porto. Abraçando Salvador, o mar verde e azul.
Foto: Taciano 


Uma outra visão de quem olha do Elevador Lacerda. Forte de São Marcelo, o quebra-mar, e no canto inferior esquerdo a bela fonte luminosa projetada pelo artista plástico Mário Cravo.
Foto: Taciano

O belo prédio da antiga Escola de Marinheiros. Hoje Comando Naval. Atrás, o quebra-mar.
Foto: Taciano

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O ajuste fiscal reforça a lógica da financeirização. Uma política desenhada para aumentar as desigualdades. Entrevista especial com Marcelo Milan

Quarta, 22 de junho de 2016
Do Instituto Humanitas Unisinos
"Mas o que é a austeridade senão a política de redução de gastos para economizar e remunerar os detentores dos títulos da dívida, mantendo um segmento da economia com rendas (juros) em expansão no momento em que todas as demais rendas (salários, lucros reais e aluguéis) caem?", questiona o bachareal em Economia.
Imagine uma mesa farta de pães e biscoitos com vários nobres apreciando o lanche. Empanturrados de tanta fartura, saem da mesa e deixam muitos restos que servirão para tapear a fome dos criados da casa. Quando os pães e biscoitos ficam mais escassos, os nobres comem tudo. Os criados, famintos, ameaçam avançar sobre a mesa durante o lanche dos patrões. Estabelece-se o conflito. A metáfora soa infantil, mas pode ser associada ao momento que vive o Brasil. Para o bacharel em Economia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS Marcelo Milan, o país vive uma espécie de retorno ao modelo neoliberal. “Ainda que mais agressiva, que foi implementada no Brasil e na América Latina nos anos 1990 e que de certa forma foi contida, em maior ou menor grau, nos anos 2000 após o fracasso das mesmas”, completa.

domingo, 23 de agosto de 2015

Um pedacinho da Bahia

Domingo, 23 de agosto de 2015
Salvador, bela vista numa perspectiva de baixo para a cidade alta.

Clique sobre as imagens para ampliá-las.

E linda numa perspectiva de cima para baixo, para a Baía de Todos os Santos. Na foto, o Elevador Lacerda, o Mercado Modelo no canto inferior à direita, a Pérola Encravada no Mar da Bahia (o Forte de São Marcelo), o quebra-mar e ao fundo navios esperando vaga no porto. Abraçando Salvador, o mar verde e azul.


Uma outra visão de quem olha do Elevador Lacerda. Forte de São Marcelo, o quebra-mar, e no canto inferior esquerdo a bela fonte luminosa projetada pelo artista plástico Mário Cravo.

O belo prédio da antiga Escola de Marinheiros. Hoje Comando Naval. Atrás, o quebra-mar.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Carlos Giannazi: “a Assembleia Legislativa de SP não passa de puxadinho do Palácio dos Bandeirantes”

Sexta, 6 de maio de 2016
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br
Escrito por Raphael Sanz, da Redação
ImagemNão é de hoje que a educação no estado de São Paulo vem passando por um processo de sucateamento, que ora culmina com a inédita ocupação dos secundaristas da Assembleia Legislativa de São Paulo. Mas não é só de educação que vivem os escândalos dos governos estaduais paulistas. O mesmo se denuncia no transporte, na segurança pública, no saneamento, na saúde e em tantas outras áreas acusadas de má gestão e corrupção. Pouco antes da ocupação da Alesp, o Correio conversou com Carlos Giannazi, professor e deputado estadual pelo PSOL.

“Em relação à máfia da merenda, um caso gravíssimo, nós queremos implantar aqui uma CPI. Podemos dizer que foi uma quadrilha organizada aqui em São Paulo que se apoderou do dinheiro da merenda escolar. Uma quadrilha formada por empresários, agentes do governo, pessoas ligadas diretamente ao núcleo do governo e da Casa Civil, tanto que Fernando Moita, um dos principais envolvidos, é nada menos que o chefe de gabinete do Edson Aparecido, chefe da Casa Civil. Ou seja, o esquema estava no coração do governo”, disparou.

Para ele, o governo Alckmin é fraco, corrupto e só consegue manter-se no poder devido à enorme força e blindagem que recebe de setores importantes das instituições paulistas, especialmente da Assembleia Legislativa (Alesp) estadual. Apesar de não enxergá-lo na ordem dia, Giannazi defende o impeachment do governador Geraldo Alckmin – em 2014 chegou a protocolar um pedido de abertura de processo, que foi negado.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

PGR reitera pedido para que STF homologue rescisão de colaboração de Joesley Batista e Ricardo Saud

Segunda, 18 de dezembro de 2017
Do MPF
Para Raquel Dodge, ao omitir fatos criminosos dos quais participaram ou tinham conhecimento, colaboradores violaram acordos firmados com o MPF
Em manifestação enviada nesta segunda-feira (18) ao ministro Edson Fachin, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, requereu a homologação da rescisão dos acordos de colaboração premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud. Ao longo das 45 páginas que integram o documento, a PGR rebate as alegações - tanto processuais quanto de mérito - que foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa dos dois colaboradores após a instauração do Procedimento Administrativo (1.00.000.016663.2017-47), e reitera que eles descumpriram as cláusulas 25 e 26 dos acordos firmados com o Ministério Público Federal (MPF) em 3 de maio de 2017.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

'Ou se rompe totalmente com o PT ou seremos engolidos pela onda conservadora’


Segunda, 28 de Setembro de 2015
Do Correio da Cidadania

Escrito por Gabriel Brito e Paulo Silva Junior, da Redação (jornalistas)

O Brasil continua observando a crise política que a cada dia parece imobilizar mais o governo Dilma, que agora promove reforma ministerial para atender às mais recentes chantagens de seu principal “aliado”, como se vê na pasta da Saúde. Ao lado disso, mais de 260 petistas eleitos se desfiliam do partido e começam a configurar um novo cenário. Sobre o complexo quadro político, conversamos com o sociólogo carioca Marcelo Castañeda.

“É uma pena que a justa indignação seja capitaneada por segmentos mais conservadores da direita.  No momento, mantém-se uma polarização, que é sórdida, entre PT e PSDB e sua alternância, ou não, no governo federal. Está faltando à institucionalidade uma via diferente, que rompa com isso. Não é o PMDB e tenho dúvidas também se a Marina e a Rede seriam tal alternativa, ainda mais depois da última campanha eleitoral”, analisou Marcelo.

Para o sociólogo, mais entusiasta da micropolítica, como demonstra sua atuação no grupo de formação Círculos de Cidadania, o país vê fechar-se uma brecha democrática aberta pelas manifestações de junho de 2013. A seu ver, elas sepultaram de vez o PT como esperança de uma sociedade mais justa. Por isso, e por acreditar que o governo Dilma “não tem muito mais a fazer”, defende a ruptura definitiva com o lulopetismo.

sábado, 3 de agosto de 2013

Esporte Clube Bahia: "É contra a ilegalidade e a impunidade, Doutor Kakay"

Sábado, 3 de agosto de 2013

"Pois é, Doutor Kakay: a voz da Nação Tricolor que se rebela e ecoa, agora com mais de 13 mil sócios, é para nos libertar da opressão eterna, da falta de respeito não só com os valores caríssimos da democracia e da justiça, mas com o desrespeito contumaz à história grandiosa do nosso próprio clube."
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Quando leio as palavras do advogado do presidente afastado do Bahia (porque não foi legalmente eleito e nem o Conselho que o elegeu), Antônio Carlos de Almeida Castro, o "Kakay", de que um ex-conselheiro e sócio – o brioso Jorge Maia, que está na luta contra a opressão no Bahia há mais de duas décadas – não pode cassar uma diretoria, entendo que o causídico está cumprindo uma obrigação profissional, ao mesmo tempo em que desconhece totalmente a história do Esporte Clube Bahia e de quanto tudo no clube é ilegal, e imoral, há anos.

A intervenção, Doutor Kakay, não é porque uma pessoa chiou. É por que as eleições no Bahia são ilegais desde a década de 1980, quando duas famílias – Maracajá e Guimarães – se apossaram do clube. Sócios que não são sócios, conselheiros que não são sócios, fraudes, intimidação, falta de transparência, negociatas, transações escusas, desrespeito ao torcedor, à sociedade, à Justiça.

Participamos das eleições de 2005 e 2008, com o engenheiro Fernando Jorge Carneiro como candidato a presidente, sem ter direito a sequer ver a lista de sócios. Em 2008, precisamos recorrer à Justiça para ter acesso a essa relação, não obtendo êxito. Não participamos das eleições de 2011 porque continuavam as mesmas limitações ao nosso direito, básico, de saber quem podia votar ou ser votado.

O ministro dos Transportes e ex-governador da Bahia, César Borges, apesar de ter integrado o Conselho, disse que não era conselheiro porque nunca se candidatou a tal cargo. O jornalista Samuel Celestino, ex-presidente da ABI, recusou publicamente o título através da coluna política que publica em A Tarde.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Carta aberta à militância do PSOL lança postulante a candidato do partido à Presidência da República

Sexta, 25 de agosto de 2017
Temo que a preocupação pelo equilíbrio de forças no interior de nosso Partido, decidido noutras circunstâncias, prejudique e impeça o protagonismo do PSOL e de nossa militância num momento gravíssimo.

A ausência de nosso protagonismo no terreno eleitoral permite a Lula e outros (Ciro, por exemplo) alimentarem ilusões eleitorais afiançando-se como única possibilidade aos olhos de amplos setores sociais. A dinâmica eleitoral reforça, lentamente, a consciência ingênua de milhões de pessoas que são levadas a crer que nossa única alternativa é “evitar o pior”.
Nildo Ouriques*

Carta aberta à militância do PSOL

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O Brasil vive grave crise. É crise semelhante a 1930 ou aquela que pariu a ditadura em 1964. No entanto, a interpretação keynesiana hegemônica ainda impede a justa observação sobre sua natureza especifica e seus efeitos perversos, razão pela qual a maioria da militância de esquerda não consegue perceber as implicações terríveis para nosso povo e para o futuro do país. Há, contudo, grande combatividade em nossas fileiras, enorme resistência e disposição para a luta contra a ofensiva das classes dominantes obstinadas em suprimir a previdência social, as leis trabalhistas e limitar por 20 anos o investimento público enquanto alimenta o rentismo de maneira desmedida. Esta disposição de luta emergiu com características definidas – e avança cada dia mais – com os sucessivos protestos e greves que não cessarão enquanto permanecer o governo liberal e corrupto de Michel Temer.

sábado, 15 de abril de 2017

Os vídeos das delações da Odebrecht que comprometem Temer

Sábado, 15 de abril de 2017
"Temer está pedindo 10 milhões", diz Marcelo Odebrecht. Assista aos depoimentos

Do El País Brasil

São Paulo
O presidente brasileiro Michel Temer e o atual ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, no passado dezembro
O presidente brasileiro Michel Temer e o atual ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, no passado dezembro AP
A mais recente enxurrada de informações divulgada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a Operação Lava Jato atinge de forma direta ao presidente Michel Temer. O próprio procurador geral da República, Rodrigo Janot, explica, num relatório, que há motivos suficientes para pedir a abertura de uma investigação a Temer, mas que ele teve que recuar pela imunidade temporária que confere a Constituição aos presidentes. Janot aponta que Temer, quando ainda era vice-presidente, "capitaneava" o grupo do PMDB na Câmara que desenvolvia um esquema de cobrança de propinas através de dois estreitos colaboradores, os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Ambos estão incluídos na Lista de Fachin de políticos que vão ser investigados por acusações de corrupção.

As conclusões de Janot sobre Temer estão embasadas nos depoimentos de antigos diretores da Odebrecht. O próprio ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, contou aos fiscais da Procuradoria Geral da República que em 2014 recebeu uma solicitação de Temer para repassar 10 milhões de reais ao PMDB. O recado foi transmitido por Cláudio Melo Filho, diretor de Relações Institucionais da empreiteira em Brasília, o homem que mantinha contato permanente com os políticos do Congresso. Num trecho do seu depoimento, Marcelo fala de uma conversa com o aliado de Temer, Paulo Skaf, presidente da Federação de Indústrias de São Paulo (FIESP), o sindicato patronal que turbinou no ano passado uma forte campanha em favor do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2014, Skaf era candidato pelo PMDB ao Governo de São Paulo e também solicitava uma doação ao presidente da empreiteira. Marcelo explicou ao presidente da FIESP que além disso tinha um pedido anterior de Temer e que então eles dois deveriam dividir o dinheiro. Este é o relato do empresário no depoimento perante a Procuradoria Geral da República: 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mariana, três dias depois: Já tem alguém preso? Que medidas judiciais foram tomadas?

Segunda, 9 de novembro de 2015
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja
E a poluição segue pelo Rio Doce, atingindo outras cidades

Que quase toda a cidade de Mariana e outros distritos desapareceram do mapa, já sabemos. Que um gemido de dor, angústia, desesperança e tristeza bate forte no coração das vítimas e de todos nós, já sentimos. Que os bombeiros, a prefeitura, pessoal da área médica e voluntários estão agindo sem parar, os noticiários das televisões mostram. Que os desabrigados estão perdidos, sem rumo, sem casa e pertences, é notório e óbvio… E a Polícia? E a Justiça? Que medidas tomaram?
A pergunta se justifica, porque até agora, da parte destas referidas instituições, não se tem a menor notícia do que fizeram. E se tivessem feito, é evidente que seria notícia.  A manchete de hoje do O Globo é “Avalanche em Mariana: Lama ameaça captação de água para 500 mil pessoas. Cidades de Minas e Espírito Santo paralisam abastecimentos e escolas são fechadas”. São consequências da tragédia. Nada mais do que isso.
FLAGRANTE E PRISÃO
Por que ninguém ainda foi preso? Crime ambiental dá 5 anos de reclusão (Lei 9.605/98). Envenenamento de água potável, de uso comum ou particular, dá 15 anos também de reclusão (Código Penal, artigo 270). Corromper ou poluir água potável, de uso comum ou particular, tornando-a imprópria para o consumo ou nociva à saúde, dá 5 anos também de reclusão (Código Penal, artigo 271). Quando as penas são de reclusão significa dizer que os crimes não são afiançáveis.
Que houve crime(s), houve. Que persiste o estado de flagrância, persiste. Que a causa da tragédia foi o rompimento da barragem da mineradora, não há dúvida. Que a mineradora tem presidência e diretoria, é claro que tem. Está na lei. Está no seu contrato social ou em seus estatutos. Eles até dão entrevistas… mas em liberdade, quando deveriam estar presos.
A IMPORTÂNCIA DA IMEDIATA PRISÃO