Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 6 de maio de 2022

HOSPITAL REGIONAL DO GAMA (HRG) NA UTI

Sexta, 6 de maio de 2022

Governo Ibaneis e seu descaso com a saúde pública é responsável por um dos cenários mais caóticos da história do HRG

Por Juan Ricthelly

Uma das formas mais interessantes de verificar se um governante está entregando o que prometeu à população, é voltar lá atrás, e ler o que está escrito em seu Plano de Governo. Embora a palavra do Governador Ibaneis Rocha não seja digna de credibilidade (os servidores da CEB que o digam), ainda assim é interessante resgatar o que foi dito, para compararmos com o que está sendo feito agora.

O Plano de Governo[1] que levou o advogado Ibaneis Rocha ao comando do Governo do Distrito Federal, é um catatau de 69 páginas, onde 7 são dedicadas à saúde pública, com a seguinte introdução:

“Em pleno século XXI não é possível aceitar filas para marcar uma consulta ou um simples exame, nem aguardar sem perspectiva a marcação de uma cirurgia, por exemplo. Diante do exposto, é premente a implantação de um sistema informatizado de qualidade visando melhorar a gestão da saúde pública no gerenciamento das ações. Para tanto, é preciso também melhorar a gestão orçamentária, evitando desperdícios provocados por processos logísticos inadequados, descontroles de estoques e excessiva judicialização no Sistema de Saúde.”

Ao longo do texto, vários problemas da saúde pública, que são reais, são mencionados com as respectivas soluções, propondo uma ‘Revolução Necessária’ na saúde, onde a gestão seria modernizada, os servidores seriam valorizados, gestão digital integrada e moderna e uma séria de outras medidas, que transformariam Brasília na capital da saúde.

Acreditando naquele emaranhado de mentiras, a população do Distrito Federal elegeu Ibaneis Rocha com 41,97% dos votos no segundo turno, esperando viver naquela cidade que foi prometida durante a campanha, com serviços públicos excelentes e uma qualidade de vida digna dos países escandinavos.

Quatro anos depois... A realidade é outra, em alguns aspectos até pior.

A saúde no Distrito Federal virou destaque de manchetes e noticiários, hora pela suspeitas de corrupção, que levaram a cúpula da saúde para a Papuda, fraudes e superfaturamento nos contratos do IGES-DF, ameaças de CPI’s (Pandemia e IGES-DF) que foram abafadas por parlamentares da base do governo como o Deputado Daniel Donizet, que ganhou o apelido de ‘Coveiro de CPI’, hora pelo desespero da população sofrendo nas filas dos hospitais, UPA’s e UBS’s, sem atendimento médico, remédios, profissionais e insumos básicos, tendo até mesmo que buscar socorro nos municípios do Entorno.

O Hospital Regional do Gama, inaugurado no dia 12 de março de 1967, completou 55 anos em 2022, e o presente recebido do GDF foi o caos e o abandono, que levaram o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a indicar a Interdição Ética do HRG.

Segundo o site do CRM-DF[2], o indicativo de interdição ocorrerá quando “há prova inequívoca de que a continuidade de funcionamento da instituição, em condições precárias, traga fundado receio da iminente ocorrência de dano irreparável ou de difícil reparação aos pacientes que dela necessitem”.

Foi dado um prazo de 30 dias para que os problemas existentes sejam sanados pela Secretaria de Saúde, prazo que termina na próxima segunda feira (9 de maio de 2022).


ABRAÇO SOLIDÁRIO NO HRG

Na manhã de hoje (6 de maio de 2022), após convocação da Rede Intersetorial do Gama, a comunidade compareceu em peso ao HRG para um ato de Abraço Solidário no hospital.

Estiveram presentes lideranças comunitárias, conselheiros de saúde, usuários do hospital e representantes do SINDENFERMEIRO.

Por meio de um alto falante, várias pessoas se manifestaram, expressando o seu descontentamento e indignação com aquele cenário caótico, convertendo o ato em uma Assembleia Popular em frente ao Pronto Socorro.

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Obs.: Por ser um texto também opinativo, não necessariamente coincide com a opinião deste blog.

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

É o CAOS no HRG! Médicos do Hospital do Gama pedem socorro; mortes😰😰 'evitáveis estão ocorrendo na unidade'; PS adulto de clínica médica tem apenas 30% de médicos necessários; até AS (medicamento) falta


Quinta, 5 de agosto de 2021

Médicos do Hospital do Gama pedem socorro

Do Sindicato dos Médicos do DF
O pronto socorro adulto de clínica médica do Hospital Regional do Gama tem apenas 30% da quantidade de médicos necessária para fazer funcionar o setor. Isso significa que onde devia haver seis médicos, trabalham dois ou um, atendendo tanto na área de internação, porta de atendimento e sala vermelha (box de emergência) da covid, quanto nas áreas correlatas não covid. Os médicos pediram socorro ao Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF). Óbitos evitáveis estão ocorrendo na unidade e pedidos de demissão por falta de condições de trabalho.

O presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg Fialho, esteve no hospital na manhã desta quarta-feira, 04. “Não há o menor exagero no que foi descrito. É ainda mais preocupante quando se vê a situação in loco”, afirma. Antes mesmo de chegar ao hospital ele recebeu, por WhatsApp, a seguinte mensagem: “Começando a manhã com dois corpos trazidos da enfermaria do PS para o box já parados provavelmente há algum tempo… Pacientes param (têm parada cardiorrespiratória) no PS e nem temos o que fazer… última evolução do dia 1/8.”

segunda-feira, 9 de março de 2020

Caos no Ambulatório e Raios X do HRG. Imagens desta segunda (9/3)

Segunda, 9 de março de 2020

Caos no Ambulatório e Raios X do HRG. Imagens de 9 de março de 2020.

Pacientes sofrem e classificam a situação do ambulatório e do Raios X do HRG, Hospital Regional do Gama, DF, como vergonhoso e desumano. Se queixam da situação ali observada e do governo do DF, que pouco —ou nada— faz para resolver os problemas recorrentes nesses setores do Velho e Querido HRG. É ao ambulatório e ao setor de Raios X que pessoas com câncer, pessoas com deficiências, gestantes de alto risco, idosos, recorrem.


Muitos dos banheiros estão interditados. Há apenas funcionando (???) sanitário para uso comum de homens, mulheres, crianças, não tendo adaptações para pessoas com deficiência. Além desses problemas, os pacientes se queixam do estado de higienização das instalações sanitárias. Sabonete ou álcool para higienização das mãos, esquece. Nem papel higiênico o paciente encontra. As descargas dos vasos com defeitos.
Água para beber? Nem morta! Não há bebedouros. Quem quiser que leve sua garrafinha ou sofra para comprar nos quiosques em frente ao hospital.
Vergonhoso! Um desrespeito ao paciente-cidadão-contribuinte.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

No HRG, 'tendas da dengue' inundadas pela chuva um dia após a instalação. Aconteceu hoje (20/2) à tarde

Quinta, 20 de fevereiro de 2020

Começou muito mal!!!! Muito mal, não. Péssimo!
Muito auê do governo sobre as tais tendas instaladas em áreas de hospitais para atender pacientes com possível diagnóstico de dengue. Quando comprovada a contaminação, o paciente deve ser encaminhado para o tratamento adequado ao seu quadro de saúde.

Pois bem! No Gama, DF, as três tendas foram instalada no estacionamento do HRG, Hospital Regional do Gama, o estacionamento que fica junto ao Pronto Socorro de adultos (governo do DF, o Pronto atendimento Infantil, PAI, continua fechado. Tome tendo GDF). Montadas ontem (19/2/2020), mas hoje (20/2/2020) pacientes e servidores sofriam com o calor insuportável dentro das tendas. Mas eis que à tarde cai uma chuva na cidade. Resultado? A água da chuva invadiu as tendas criando uma situação caótica para pacientes e servidores da saúde. É o caos próprio de coisas não pensadas. Ou mal pensadas.

Veja o vídeo gravado por paciente que estava esperando atendimento. É ou não é o caos? Claro que é.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Para apurar reclamações, Ministério Público visita área obstétrica do Hospital Regional do Gama

Quarta, 18 de dezembro de 2019
A Pró-vida irá propor melhorias na estrutura do centro obstétrico para que a unidade ofereça o mínimo de conforto para os usuários e profissionais. Outro ponto é a reativação da UTI Neonatal, que foi desativada e passou para o Hospital Regional de Santa Maria. No HRG, o atendimento ficou restrito a cinco leitos improvisados de cuidados semi-intensivos.


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Unidade recebe muitos pacientes de cidades do entorno como Luziânia, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Cristalina.
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Para conhecer melhor o atendimento prestado às gestantes que buscam o Hospital Regional do Gama (HRG), a Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-vida) visitou o local na última terça-feira, 17 de dezembro. Após observar as condições de infraestrutura, materiais e atendimentos das áreas de obstetrícia, o Ministério Público enviará relatório com propostas de melhorias para a Secretaria de Saúde.
A Pró-vida irá propor melhorias na estrutura do centro obstétrico para que a unidade ofereça o mínimo de conforto para os usuários e profissionais. Outro ponto é a reativação da UTI Neonatal, que foi desativada e passou para o Hospital Regional de Santa Maria. No HRG, o atendimento ficou restrito a cinco leitos improvisados de cuidados semi-intensivos. “As opções seriam a reativação da UTI neonatal do Gama ou equipar plenamente a unidade de Santa Maria para acolher toda a demanda da região”, explica o médico e assessor da Pró-vida Márcio de Souza, que coordenou a visita.
Reclamações
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Para apurar reclamações recebidas de mau atendimento no serviço de obstetrícia, a equipe do Ministério Público visitou o pronto-socorro obstétrico, o centro obstétrico e a enfermaria de obstetrícia, também chamada de alojamento conjunto. Verificou-se que o hospital possui infraestrutura inadequada para os profissionais de saúde e gestantes, a começar pela triagem das pacientes, que fica antes da área da segurança do hospital. 
Segundo o representante da Pró-vida, o ponto fraco é a infraestrutura e a falta de privacidade no momento do parto. “Parturientes dividem os espaços onde deveria ter apenas uma gestante e não há biombos entre elas. Além disso, faltam berços para os bebês e espaço adequado para administração de medicamentos injetáveis. Por outro lado, algumas gestantes elogiaram a atuação dos profissionais de saúde”, destacou Márcio de Souza.

domingo, 31 de março de 2019

HRSM: Antes era o caos. Hoje, continua

Domingo, 31 de março de 2019
Parafraseando um dos maiores educadores do Brasil, Darcy Ribeiro, "A crise da saúde em Brasília não é uma crise; é um projeto"



O vídeo acima é integrado por vídeos que estão rolando no WhatsApp desde a noite de ontem. Todos eles registrados por pacientes e parentes de pacientes no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a mais nova invenção de 'Instituto'. Imagens de 30 de março de 2019.

No vídeo, o confusão no HRSM, mais especificamente no Pronto Socorro Infantil, confusão pela demora no atendimento das crianças. Fruto, principalmente, da incompetência ou má fé dos governantes. Responsabilidade em grande parte do ato escandaloso do fechamento e, mais tarde, a desmontagem (em maio de 2018) do Pronto Atendimento Infantil (PAI) e da Pediatria do HRG, Hospital Regional do Gama, sobrecarregando o HRSM. E responsabilidade também, sim, do atual governo que sabendo do caos que impera no PS e Pediatria do HRSM, até o momento nada ou quase nada fez para eliminá-lo.

Ah! Mas o atual governo só tem três meses de exercício.

Ora, em três meses esse tipo de problema tem que ser resolvido, pelo menos, em grande parte. Prometeram reabrir o Pronto Atendimento Infantil e a Pediatria do Hospital do Gama, e nada até agora. Nada de providências neste sentido.

Antes era o caos. Hoje, continua

O Caos
No dia das filmagens registradas pelos pacientes e seus parentes, o plantão no Pronto Socorro Infantil do HRSM vivia o contínuo caos de sempre, ou de quase sempre, principalmente em finais de semana, quando os Centros de Saúde se encontram fechados.

Ao final do plantão de 30 de março, 20 pacientes estavam na observação, quando a estrutura do PS Infantil só suporta até 12. Em razão desse caos que, repita-se, decorre em muito do fechamento do Pronto Atendimento Infantil (PAI) do Hospital Regional do Gama —o que força que pais que levavam suas crianças ao HRG sejam desde o início de 2018 forçadas a levá-las ao HRSM —dois dos consultórios médicos serviram de local de internação dos meninos.

Por falta de vagas na UTI havia, no momento, duas crianças em quadro crítico de saúde internadas no box, enquanto que parentes e servidores torciam para que abrissem essas duas vagas na UTI.

O caos acabava aí? Não! Na sala de medicação mais cinco crianças internadas (sala de medicação, doutores governadores, doutores secretários, não é local de internação). E sabem como esses meninos estavam internados na salda de medicação? Dois dividiam a mesma maca improvisada como leito. Os outros três garotos, internados no colo dos pais.

Isso é o caos ou não é? Claro que é o caos. É o caos, ‘doutô’!

Infelizmente o caos nos hospitais na maioria das vezes é jogado como responsabilidade dos servidores da saúde, o que é uma bruta injustiça ou tremenda sacanagem. Não raro os gestores para encobrirem o fracasso de suas gestões, insinuam, e até dizem, que é o servidor que atrapalha o bom funcionamento do hospital. Já houve até governador e deputado que declarou isso por aí. Ora, ao delegar a um apadrinhado, sim, muitos gestores de hospitais são apadrinhados dos governadores que, muitas vezes também apadrinham apadrinhados de parlamentares etc. etc. etc. É aquele troca-troca, sabe como é, né!

Essa postura de governadores e gestores acaba induzindo muitas vezes o usuário da rede pública de saúde achar que o seu não atendimento se deve ao servidor que está ali na sua frente, mas não ao governador e secretários que estão há quilômetros de distância. O contato pessoal se dá entre usuário e servidor e nunca, ou quase nunca, entre usuário e governador ou entre usuário e secretário de saúde. Esses só aparecem em hospitais normalmente em dia de festa ou de anunciar uma novidade. Novidade que quase sempre não passa de mais um fake News. Ou  aparecem em vésperas de eleições.

Resumindo essa história do caos na rede pública de saúde do DF, e mais especificamente do Pronto Socorro Infantil do HRSM, objeto dos vídeos e do martírio de nossas crianças:

  1. Sem reabrir o Pronto Atendimento Infantil (PAI) do HRG, o caos continuará no HRSM; 
  2. Sem reabrir aquela que foi a melhor e maior pediatria da rede, a do HRG, permanecerá o caos no PS Infantil e na Pediatria do HRSM;
  3. Sem investir em equipamentos, estrutura, eficiência na compra e suprimento de medicamentos, no aumento do quadro de pessoal das UBS, Unidades Básicas de Saúde —chamadas anteriormente de Postos de Saúde —e dos hospitais, os hospitais regionais do Gama e de Santa Maria continuarão enfrentando o caos. O caos que maltrata crianças, e que hoje também as mata, e também o caos que mata mulheres e homens jovens e adultos.
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Leia também:

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Centro cirúrgico do Gama é o retrato do descaso do GDF

Terça, 6 de novembro de 2018
Por SindSaúde DF // Imagens: Éder Oliveira

Faltam equipes médicas, insumos e manutenção de equipamentos
Relatório da Supervisão de Enfermagem da Unidade Centro Cirúrgica (UCC) do Hospital Regional do Gama apresenta um balanço de cirurgias de fevereiro a setembro de 2018. O resultado dos oitos meses é mais uma prova do abandono do Governo do Distrito Federal com a Saúde Pública do DF.
O centro cirúrgico é um conjunto de áreas correlacionadas aos procedimentos anestésicos, cirúrgicos, recuperação e pós-operatório. No Hospital do Gama, a área corresponde a um amplo espaço com banheiros, lavabos, salas de procedimentos e 8 salas cirúrgicas, porém apenas 5 estão em funcionamento. Segundo o documento, foram realizados na unidade 2.804 cirurgias, sendo 769 agendadas e 2.036 emergenciais. Entretanto, mesmo com estes números expressivos, existe um número alarmante de cancelamentos de cirurgias por diversos problemas que poderiam ser evitados com uma gestão comprometida.

sábado, 3 de novembro de 2018

Mais uma vez o Gama é ameaçado de perder seu Hospital Regional. Reaja!

Sábado, 3 de novembro de 2018

Mais uma vez o Gama é ameaçado de perder seu Hospital Regional. Reaja!

O FComGama —Fórum Comunitário do Gama— convida a comunidade para importantíssima reunião nesta segunda (5/11), às 18 horas. Discutiremos a estúpida proposta de matar o HRG como hospital geral, que é aquele que oferece inúmeras especialidades médicas. Querem, assim, transformar nosso hospital  EXCLUSIVAMENTE em um centro de politraumatizados. Isso deixará, caso aconteça, os milhares de moradores sem atendimento nas várias especialidades médicas hoje disponíveis no HRG.

A proposta, estúpida, diga-se, dos gestores da saúde pública do DF foi apresentada em reunião na Regional de Saúde Sul (Gama e Santa Maria) na tarde do dia 20 de setembro de 2018. Sofreu reação do Conselho Regional de Saúde. Sequer, o médico que é chefe da área de Emergência da Secretaria de Saúde soube detalhar essa perversa “proposta”. Prometeu, então, de apresentar projeto sobre tal retrocesso, pois não havia até aquele dia qualquer projeto ainda. Só ideia (vaga, por sinal. Muito vaga, péssima). Afirmou que em duas semanas, a partir daquele dia 20 de setembro, voltaria a se reunir com a Regional de Saúde Sul para “apresentar” o tal “projeto”. Esse prazo terminou em 5 de outubro. E até hoje (2/11), faltando apenas dois dias para completar um mês, nada de projeto, nada de nova reunião. Só há a intenção maldosa contra a população do Gama e do nosso entorno. 

O HRG precisa continuar como hospital geral. Não deve ser castrado, mutilado, diminuído, passando apenas a um simples centro de politraumatizados.

Participe: 
Reunião nesta segunda-feira, dia 5 de novembro.
Horário: 18h
Local: Espaço de Ideias, Quadra 1, Conjunto B, Lote 220, Setor Norte do Gama. Próximo ao Estádio Bezerrão.

🏥VIDA LONGA AO NOSSO HRG, HOSPITAL GERAL!🏥

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Agora (11/6) à noite na frente do HRG. Sociedade Civil organizada se mobiliza e alimenta acompanhantes de pacientes do hospital, que o governo Rollemberg deixa com fome

Segunda, 11 de junho de 2018
Fotos do Gama Livre

Se o governo é cruel e corta a refeição, o alimento não é negado por entidades do Gama. Saciar a fome, e tornar menos duro o trabalho de acompanhar seus parentes internados. Que governinho ordinário.
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"Pois tive fome, e me deste de comer"






Saiba mais sobre a sacanagem que o governo faz com o povo pobre de Brasília acessando:

HRG: Portaria da Fome do governo Rollemberg causou revolta de servidores de plantão nesta noite de domingo; veja o vídeo

terça-feira, 5 de junho de 2018

GDF, que porra é essa? Estamos em guerra?

Terça, 5 de junho de 2018
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Não, amigo leitor.  Não estamos em guerra. Pelo menos a guerra convencional. A guerra dos grandes insensatos.


Estamos numa guerra diferente. E de muitos insensatos, é verdade, uma guerra que também mata, sequela, humilha, destrói. Estamos sofrendo o efeito da destruição por uma guerra que muitos não sabem porque acontece —mas outros sabem muito bem quais os troféus que os "generais" perseguem.

O que você vê nas fotos abaixo não é nenhuma guerra na Síria, do invadido Iraque ou Líbia. Não é no Afeganistão.

São fotos de uma guerra aqui pertinho, na nossa casa. Aqui no Gama, DF. É a guerra travada por profissionais da saúde contra a insensatez de gestores, a incompetência de administradores, contra o caos instalado na rede pública de saúde do DF.

As fotos são de agorinha, de depois das 13 horas desta terça, dia 5 de junho de 2018. O "campo de batalha" mostrado nas imagens são os corredores do Hospital Regional do Gama (HRG), um dos hospitais que já  foi considerado um dos melhores do país.

Foco de luz para melhor fazer o procedimento? A lanterna do celular do paciente. Que vergonha, governador. Clique na imagem para ampliá-la.

Médico no corredor, com todos os inconvenientes de uma situação dessa, retirando pontos pós cirúrgicos de um paciente. Apesar de tudo, é um herói. Um herói, como tantos outros, que 'fazem das tripas coração' para aliviar o sofrimento do paciente do HRG.

E ainda vemos dia sim e outro também os gestores propagandeando que a saúde entrou nos eixos. Só se forem os eixos tortos. Os eixos empenados. Os eixos quebrados. Os eixos da estupidez.

É no corredor, sim, senhores gestores. No meio de uma multidão de outros pacientes. Observem um garotinho sentado no colo de uma mulher. Que caos, que vergonha, que estupidez tudo isso.  Clique na imagem para ampliá-la.


domingo, 3 de junho de 2018

Amontoados em leitos improvisados, pacientes aguardam cirurgias no HRG

Domingo, 3 de junho de 2018
A reportagem teve acesso ao pronto-socorro ortopédico da unidade e mostra a falta de estrutura e a longa espera por procedimentos cirúrgicos


Do Metrópoles
Por Douglas Carvalho

A crise na saúde pública do Distrito Federal parece não ter fim. O descaso e a falta de estrutura nas unidades hospitalares se refletem no tratamento dos pacientes, como ocorre no Hospital Regional do Gama (HRG). No local, dezenas deles sofrem as consequências da escassez de leitos e profissionais. Há quem padeça há mais de dois meses à espera de cirurgias para correção de fraturas. Outros nem sequer têm previsão de quando serão operados.
A reportagem teve acesso ao pronto-socorro ortopédico do HRG. O cenário causa espanto: 58 pacientes – homens e mulheres – amontoam-se em 37 leitos improvisados, separados por divisórias metálicas e tapados por tecido TNT. Além de mal-acomodados, eles ficam sem a mínima privacidade. Dependem uns dos outros para executar tarefas como tomar banho, trocar de roupa e cuidar de sua higiene pessoal e necessidades fisiológicas.
Nos jogos de baralho, quem aguenta segurar as cartas encontra rara descontração. Apesar das lesões, até riem para disfarçar o sofrimento. Em outros momentos, as risadas cessam e dão lugar ao lamento.
“Parece que a agonia aumenta à noite. Só se ouve gente reclamando de dor”, contou um paciente. Por receio de sofrer retaliação e prolongar ainda mais a demora na fila de cirurgia – sentimento comum entre os ocupantes do pronto-socorro –, ele conversou com a reportagem somente sob condição de anonimato.
Penúria
“Este hospital virou minha casa”, disse a cozinheira Edilma Lopes Brandão, 48 anos. Ela “mora” na unidade de saúde desde o dia 17 de maio. Espera por cirurgias para correção de múltiplas fraturas, sofridas em um acidente de moto na BR-060. Tem lesões nos pés, punho esquerdo, clavícula e escápula direitas, além de rompimento no tendão de um braço e escoriações.


Edilma reclama do número insuficiente de enfermeiros. A cozinheira depende totalmente do auxílio de acompanhantes ou outros enfermos para executar tarefas comuns. “Não consigo fazer nada sozinha: comer, beber água, tomar banho. Há poucos profissionais. Ainda bem que tem pacientes de bom coração aqui”, relatou. 
A motociclista acrescentou que outros internados vivem situação mais grave: “Fazem as necessidades dentro dos ‘leitos’. O mau cheiro incomoda”. O contexto é tão crítico que ela minimiza a falta de privacidade. “Como estamos no mesmo barco, eu e alguns outros não nos incomodamos tanto.”
Outra paciente, idosa, está há mais de dois meses à espera de operação no fêmur fraturado. Ela nem sequer consegue se levantar da cama. “Só tomo banho quando tem alguém para me levar”, lamentou.
Um rapaz de 29 anos caminha com dificuldade. Ele fraturou a patela (osso situado na parte anterior do joelho) em acidente de moto e aguarda por operação há 13 dias. “Já fiz vários exames, mas fui informado de que há uma fila de espera e não há previsão para cirurgia. Disseram que devo esperar surgir vaga”, queixou-se. O machucado já nem causa dor. Porém, os movimentos estão limitados por causa do longo tempo de imobilização. “Mal consigo esticar ou dobrar a perna.”
O drama é recorrente na unidade de saúde. Em ou-tubro de 2016, o Metrópoles mostrou que havia gente esperando há 90 dias por cirurgia no HRG. “A situação aqui está crítica. Ele já entrou e saiu do centro cirúrgico por pelo menos três vezes. Isso é um absurdo. Eles só iludem a gente. Viemos do Hospital de Base para cá e não temos nenhuma estimativa”, desabafou, na ocasião, a acompanhante de um paciente idoso que estava internado.
Esse não é o único problema da rede. Na capital do país, pelo menos 36 recém-nascidos aguardam por cirurgia cardíaca. Dois casos foram mostrados pelo Metrópoles recentemente: o de Mateus e o de Alice, ambos nascidos no dia 17 de maio deste ano. Após duas decisões judiciais, mais de duas semanas de espera e em estado gravíssimo, o menino conseguiu transferência para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), mas morreu nessa sexta (1º/6). A bebê ainda espera vaga na unidade de tratamento intensivo da mesma unidade de saúde.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, lembra que o HRG já foi considerado um Hospital Amigo da Criança. “Era um celeiro de pesquisadores. Não tem mais esse título, dado pela Unicef. Hoje, fechou a pediatria e sofre com o abandono, com a morte das crianças por falta de atendimento, uma estrutura desmontada após avaliação equivocada de gestores que desconhecem completamente a realidade de quem vive nas cidades vizinhas ao Plano Piloto”, afirmou.
O que diz o GDF
Sobre o Hospital Regional do Gama, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que as cirurgias são realizadas de acordo com a gravidade de cada paciente. Segundo a pasta, as operações daqueles que têm “traumas de alta complexidade” – ou seja, pessoas cujos casos demandam maior urgência – ocorrem imediatamente após a entrada na unidade.


Para traumas de pequena e média complexidade – de acordo com a secretaria, situação da maioria dos internados no HRG –, “o tempo de espera pelo procedimento varia de 20 a 30 dias”. “Em alguns casos, a demora pode ser um pouco maior também devido às condições clínicas do paciente, pois é preciso estar estável para o procedimento”, acrescentou.
A Secretaria de Saúde disse também que “não há como determinar ala feminina ou masculina, uma vez que se segue o critério de internação para tratamento de fratura ortopédica”. A pasta admite um outro problema: o deficit de anestesiologistas.
Colaborou Caio Barbieri