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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 21 de março de 2013

Quadrilha de Cachoeira perde mais de R$ 100 milhões em bens adquiridos com o crime

Quinta, 21 de março de 2013
Do MPF
Justiça esclarece sentença, estipula multa e decreta perdimento de bens dos sentenciados e em nome de “laranjas”

O cálculo dos prejuízos causados pela organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira e dos bens adquiridos com o produto dos crimes cometidos é, objetivamente, complexo. Até que seja possível estipular um valor do ônus, os membros da quadrilha vão pagar, por enquanto, uma parcela dessa dívida com a sociedade. Em esclarecimento à sentença proferida em dezembro de 2012, após acolher parcialmente os embargos de declaração do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO), a Justiça Federal decretou, em março deste ano, a perda dos bens dos condenados e de terceiros, além de fixar multa de R$ 156 mil, em favor da União, como valor mínimo dos danos acarretados pelas conduta de alguns membros do grupo criminoso.

Os bens estavam em nome dos sentenciados, de “laranjas” e de empresas. No nome de Carlinhos Cachoeira, por exemplo, tinha apenas um terreno em condomínio de luxo em Goiânia, com 904 m², no valor de R$ 1,5 milhão. Já José Olímpio teve decretado o perdimento de cinco apartamentos – dois em Águas Claras (DF), no valor de R$ 800 mil, dois também em Águas Claras (DF), estimados em R$ 1,5 milhão, e um em Taguatinga (DF) –, e duas fazendas (uma em Mimoso de Goiás e outra em Valparaíso de Goiás, no valor de R$ 450 mil), além de um prédio comercial no valor de R$ 8 milhões, no Riacho Mall Fundo I (DF) e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 m² de área construída.

As perdas no nome de Lenine Araújo são de dois carros e três terrenos (dois de 360 m² e um de 200 m²) em Valparaíso (GO), além de dois imóveis em Caldas Novas, estimados no valor de R$ 300 mil. Enquanto para Idalberto Matias a perda, em seu nome, consiste em dois carros e um apartamento em Brasília (Asa Norte) no valor de R$ 600 mil. Por último, Raimundo Queiroga, com uma fazenda de 10 mil m² em Luziânia, cujo valor é estimado em R$ 1 milhão.

Em nome de “laranjas” e de empresas, está uma lista de bens que ultrapassa a casa dos R$ 100 milhões: apartamentos de luxo (no Rio de Janeiro, nos bairros nobres de Goiânia), fazendas e até uma aeronave (no valor de R$ 750 mil), além de carros importados. 

Embargos - Ao receber a sentença da primeira ação penal (outra acusação foi protocolada contra a quadrilha em novembro do ano passado), o MPF/GO apresentou embargos de declaração solicitando o esclarecimento de pontos obscuros e contraditórios em três sentidos. Na visão dos procuradores da República, os condenados deveriam pagar a “conta” dos gastos que o Estado teve para coibir a criminalidade. Essa sempre foi uma das principais linhas de trabalho dos procuradores da República Léa Batista de Oliveira e Daniel de Resende Salgado.

Além do perdimento de bens adquiridos com proveito do crime, outro ponto questionado pelo MPF/GO foi quanto a reparação do dano causado. Para os procuradores da República, a sentença da Justiça Federal deveria contemplar a condenação de Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira com a reparação proporcional ao dano causado na Operação Apate. Os custos da investida policial foram estimados em R$ 156.985,50 (valor semelhante da multa aplicada agora com a sentença integrativa), calculados com base no reforço policial e no aumento de custos com diárias de servidores.

Por último, o MPF/GO trabalhou no sentido de mudar o regime para cumprimento da pena para os sentenciados Wladmir Garcez Henrique e Gleyb Ferreira. Eles foram condenados a cumprir a pena privativa de liberdade em regime, inicialmente, semiaberto, apesar de o juiz sentenciante reconhecer a quadrilha com contornos de organização criminosa, o que, no entender do MPF/GO, ensejaria o início do cumprimento de pena em regime fechado. Nesse ponto, porém, o juiz federal substituto Daniel Guerra Alves não acolheu o pedido do Ministério Público Federal. 

Condenações - Os crimes cometidos pelos oito condenados na primeira denúncia foram formação de quadrilha armada, corrupção ativa, peculato e violação de sigilo perpetrado por servidores públicos federais, estaduais e municipais. As maiores penas aplicadas foram contra Carlinhos Cachoeira (39 anos e 8 meses), Lenine Araújo (24 anos e 4 meses), José Olímpio Queiroga (23 anos e 4 meses) e Idalberto Araújo, o Dadá (19 anos e 3 meses). Os sete condenados fazem parte da lista de 80 pessoas denunciadas pelo MPF/GO no começo do ano passado.

Esses sete também estão entre os 16 processados na segunda denúncia do MPF/GO, também resultado da Operação Monte Carlo. Na segunda acusação, eles responderão pelo crime de depósito e exploração comercial de caça-níqueis compostos por equipamentos eletrônicos sabidamente contrabandeados (artigo 334, § 1º, alínea “c”, do Código Penal). 

Confira os bens da quadrilha perdidos em favor da União:
 
Idalberto Matias
  • Dois carros
  • Apartamento em Brasília (Asa Norte) no valor de R$ 600 mil.
Lenine Araújo de Souza
  • Dois carros e três terrenos (dois de 360 m² e um de 200 m²) em Valparaíso (GO).
  • Dois imóveis em Caldas Novas (GO), estimados no valor de R$ 300 mil.

Raimundo Washington Souza Queiroga
  • Uma fazenda de 10 mil m², em Luziânia (GO), no valor de R$ 1 milhão.

José Olímpio de Queiroga
  • Cinco apartamentos: dois no Real Celebration Life Club, em Águas Claras (DF), no valor de R$ 800 mil, dois no Edíficio Ângela Maria Janusi, em Águas Claras (DF), estimados em R$ 1,5 milhão e um em Taguatinga (DF).
  • Duas fazendas: uma em Mimoso Goiás e outra em Valparaíso de Goiás, no valor de R$ 450 mil.
  • Prédio comercial no valor de R$ 8 milhões, no Centro Comercial Riacho Mall Fundo I (DF) e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 m² de área construída.

Carlos Augusto Ramos Cachoeira
  • Terreno em condomínio de luxo em Goiânia no valor de R$ 1,5 milhão.

Bens em nomes de terceiros e empresas “laranjas”
  • Vários apartamentos, lotes, casas, fazendas, empresas, carros, aeronave (valores devem ultrapassar os R$ 100 milhões).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dadá depois de um ano de silêncio agora fala? Porque?

Sexta, 22 de fevereiro de 2013
Hoje pela manhã recebi logo cedo um telefonema de um amigo. Antes mesmo de me dar bom dia, perguntou: já leu a folha?

Por Edson Sombra
Ao ler o jornal, não me surpreendi, era Dadá, o conhecido e até temido por alguns, em entrevista que deu ao jornal Folha de São Paulo, confessando as ações criminosas praticadas por ele e seus comparsas que por todo o ano de 2012, fez com que eu e minha família experimentássemos grandes dissabores.
 

No decorrer de todo o ano 2012, nós fomos vítimas deste indivíduo que teve várias outras oportunidades para falar a verdade, mas não falou, calou. ...
 

Pergunto por que após um ano de silêncio o araponga confesso, agora como uma fênix sai das trevas e expõe publicamente a um jornal de grande circulação nacional a autoria dos crimes cometidos?
 

É estranho, muito estranho, Dadá que teve a chance de contar tudo o que sabe na  CPI do Cachoeira, calou, e agora afirma que “vi que ali não tinha o interesse de descobrir a verdade.”
 

Pra mim está muito claro o objetivo de Dadá, depois de todo esse tempo quieto,  reaparecer agora. Não tenho dúvidas em afirmar que ele tem um único propósito, prestar serviço a alguém, e esse alguém é o seu chefe.
 

As declarações de Dadá objetivam causar tumulto no cenário político do DF, usando a imprensa para mandar recados e cobrar pelo abandono que seus antigos aliados da ação criminosa  lhe impuseram durante esse um ano.
 

Para mim está muito claro, Dadá continua sem revelar o nome do seu verdadeiro chefe e deveria, já que foi acometido de um lampejo de "coragem", revelar também publicamente os nomes e quem são os seus verdadeiros cúmplices.
 

Essa história da bisbilhotagem, da arapongagem, do uso do aparato do estado contra cidadãos, da fábrica de dossiês, do uso das policias e de seus equipamentos com objetivos criminosos, e o que é pior, da fábrica de depoimentos com métodos indutivos, que ao serem usados publicamente destroem vidas de pessoas inocentes no DF ainda não acabou, mas está perto, muito perto de acabar.
 

Da entrevista concedida ao competente jornalista Rubens Valente do jornal Folha de São Paulo, ainda é prematuro confiar totalmente na palavra de um meliante, que para justificar seu comportamento agora utiliza de supostos aconselhamentos uma líder espiritual.
 

Quanto às acusação feitas por Dadá contra o secretario Claudio Monteiro, entre a palavra acusatória de um criminoso contumaz e confesso, e a palavra  empenhada por Cláudio Monteiro, eu prefiro acreditar na palavra de Cláudio Monteiro, se estou errado por pensar assim só o tempo dirá.
 
Leia aqui a matéria completa
 

Por Edson Sombra

Fonte: Edson Sombra com informações da Folha.com - 22/02/2013

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Previsão de tempo quente por aí

Terça, 18 de dezembro de 2012
Tempos animados virão por aí. Confirmou-se que Idalberto Matias, o Dadá, negociou delação premiada com a Polícia Federal. Só para lembrar, Dadá era o faz-tudo de Carlinhos Cachoeira e o encarregado de se aproximar de autoridades brasilienses para pressioná-las.
Por Eduardo Brito
Fontes: Blog do Sombra / Coluna Do Alto da Torre - Jornal de Brasília

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Do Blog do Sombra: O Golpe dos arapongas

Quarta, 8 de agosto de 2012

Agente aposentado da Polícia Federal, Thomé fabricou e-mails de suposta trama contra Agnelo Queiroz?

Primeiro foi o sargento aposentado da Aeronáutica, Idalberto Matias, o Dadá. Depois foi a vez de Marcello de Oliveira Lopes, o Marcellão, ex-assessor da Casa Militar do Governo do Distrito Federal. Quem também recorreu ao Judiciário para fazer prevalecer o direito constitucional de ficar calado perante a CPMI do Cachoeira foi Joaquim Gomes Thomé Neto, o Thomé, agente aposentado da Polícia Federal, também personagem das gravações da Operação Monte Carlo. ...

No relatório da Polícia Federal que chegou a nossa redação por uma fonte, descobrimos que com a falta de materialidade para perpetrar o objetivo criminoso remunerado, vários diálogos foram fabricados, atribuindo à diversas autoridades a troca de e-mails com o titular deste blog. O objetivo da armação dos indivíduos era com a produção dos supostos diálogos responsabilizar os supostos envolvidos, dentre eles o procurador-geral da República Roberto Gurgel, de uma trama contra o governador do DF, Agnelo Queiroz. Leia a íntegra.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Justiça manda soltar Dadá, acusado de ser um dos espiões de Cachoeira

Segunda, 4 de junho de 2012
A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu hoje (4), por unanimidade, conceder habeas corpus para soltar o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá.

O militar é apontado como um dos integrantes de organização liderada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e participaria das atividades de espionagem do grupo.

Com a decisão, Dadá poderá responder à Justiça Federal em Goiânia em liberdade, desde que compareça a todos os atos do processo e que não haja outra ordem de prisão contra si. Ele também está proibido de manter contato com outros denunciados e de viajar sem autorização judicial.

Desde a deflagração da Operação Monte Carlo, no dia 29 de fevereiro, Dadá estava detido no 6º Comando Aéreo Regional (Comar), na Base Aérea de Brasília. Ele deixou o cárcere no dia 24 de maio para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, mas se manteve calado no interrogatório e voltou para a prisão em seguida.

Dadá foi preso com mais 34 pessoas como resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que apurou esquema de corrupção e exploração de jogos ilegais no Centro-Oeste. Segundo as investigações policiais, o militar é um dos espiões do grupo chefiado por Cachoeira e teria atuado para corromper policiais e servidores em favor da organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil — Débora Zampier

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CPMI do Cachoeira: sargento e jornalista optam por permanecer calados em CPMI

Quinta, 24 de maio de 2012
Da Agência Brasil
Luciana Lima, repórter
O sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, e o jornalista Jairo Martins de Souza, se recusaram a responder às perguntas dos deputados e senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Diante da recusa, as sessões destinadas a ouvi-los foram suspensas.

O advogado das duas testemunhas, Leonardo Gagno, informou que a opção por invocar o direito constitucional de permanecer calado serve para que seus clientes não produzam provas contra si próprios. Ele destacou que a estratégia a ser adotada pela defesa na Justiça será a de desqualificar as gravações de conversas feitas pela Polícia Federal que, segundo ele, são ilegais.

As interceptações foram autorizadas pela Justiça, no entanto, a defesa alega que a decisão de autorizá-las não apresenta embasamento jurídico. "Todas as perguntas vão ter origem nas interceptações. Então, eles não podem responder sobre aquilo que estamos pedindo a nulidade", disse o advogado.

Dadá e Jairo Martins são acusados pela Polícia Federal de ser espiões do grupo. O sargento também é suspeito de arregimentar policiais federais, civis e militares para as atividades na organização criminosa. O inquérito da Polícia Federal também mostra que ele também atuava na promoção dos sites de aposta eletrônica da organização e nas frentes de fechamento de bingos rivais.

Cachoeira é investigado por comandar uma rede criminosa que cooptava agentes públicos e privados. Ele também é suspeito de liderar uma rede de jogos ilegais. Os inquéritos policiais apontam crimes de contrabando, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato, violação de sigilo e formação de quadrilha que teriam sido praticados pelo grupo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mais três depoentes querem adiar depoimento à CPI do Cachoeira

Terça, 22 de maio de 2012 
Da Agência Senado

Isabela Vilar, Elina Rodrigues Pozzebom
Outros três convocados encaminharam à CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados pedido para adiar seus depoimentos por pelo menos três semanas. O comparecimento de Jairo Martins de Souza, Idalberto Matias de Araújo e José Olimpio de Queiroga Neto à comissão parlamentar de inquérito estava marcado para a quinta-feira (24). Eles são suspeitos de pertencer à organização criminosa que Cachoeira é acusado de comandar.

O tempo pedido pelo advogado dos depoentes, Leonardo Picoli Gagno, é o mesmo requerido pela defesa de Cachoeira, que foi reconvocado para depor nesta terça-feira (22). A argumentação é de que não houve tempo hábil para analisar as mais de 20 mil páginas que compõem os autos. O advogado também solicita mais cópias dos processos para que os defensores possam manusear o conteúdo no escritório.

Outra questão levantada pelo advogado é a condição dos três depoentes frente à CPI: se são investigados ou testemunhas. A definição é necessária porque o acusado tem direito de ficar em silêncio para não se incriminar. No caso das testemunhas, ainda há controvérsia quanto ao direito ao silêncio, motivo pelo qual foram concedidos habeas corpus preventivos em CPIs anteriores.

O advogado requer, caso os três sejam considerados acusados, o direito de que tenham os defensores presentes nas audiências. Se a CPI considerar que são testemunhas, o requerimento é para que não tenham de assinar termo de compromisso para dizer a verdade e que tenham o direito de permanecer calados.

Investigados

Idalberto Matias de Araújo, sargento da Aeronáutica conhecido como Dadá, é suspeito de arregimentar policiais para as atividades criminosas. Também é suspeito de ser “araponga” do grupo, mesma atividade atribuída a Jairo Martins de Souza. Já José Olímpio de Queiroga Neto é apontado como gerente da organização no Entorno do DF. Os três foram presos na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que também resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira, em fevereiro.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Exclusivo: Dadá e seus recados intrigantes

Terça, 8 de maio de 2012
A pedido do blog, Dadá autorizou publicação de uma breve conversa que manteve com um de seus interlocutores e, entre alguns pontos polêmicos, fez questão de manifestar revolta sobre a postura de ex-aliados: "a ingratidão alimenta a raiva", disse
Dadá:  hora da revelação?

O sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias, o Dadá, acompanha de dentro da prisão todos os acontecimentos inerentes ao caso Cachoeira. Informa-se de tudo. Ele está preso provisoriamente por 90 dias. O prazo termina no próximo dia 29, quando Dadá deve resolver se falará ou se permanecerá calado. Tudo dependerá dos próximos capítulos. Leia mais no Blog do Sombra

sábado, 14 de abril de 2012

Dadá dá samba

Domingo, 14 de abril de 2012
Postagem no site de Cláudio Humberto:

Dadá usa pagode para bajular políticos

Uma das formas que Idalberto Nunes, o "Dadá", araponga comparsa de Carlinhos Cahoeira, para agradar políticos de Brasília era contratando grupos de pagode para animar festas durante a campanha de 2010. Numa delas, em Sobradinho II, reduto do policial e deputado Dr. Michel, oriundo da comunidade de informações, ele levou o grupo Capital Brasil, formado por músicos da Asa Norte, onde morava.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dadá e o submundo dos grampos

Sexta, 13 de abril de 2012
Da IstoÉ, edição 2214

O ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica está por trás dos mais recentes escândalos da República. Saiba quem o contratou, quais são seus operadores na polícia e no Ministério Público e como funciona o esquema do araponga

Claudio Dantas Sequeira
Em meio aos efeitos devastadores da Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira, arrastou para a lama o senador Demóstenes Torres e lança suspeita sobre dois governos estaduais e a empreiteira Delta, líder em contratos públicos, um personagem saiu da sombra: o espião Idalberto Matias de Araújo. Conhecido como Dadá, ele tem 51 anos, é ex-sargento da Aeronáutica e está preso em uma unidade militar do Distrito Federal. Dadá é apontado pela Polícia Federal como o principal articulador de uma ampla rede de gravações clandestinas que vem assombrando Brasília há pelo menos uma década. Documentos e gravações telefônicas já analisados por delegados que estão à frente da Operação Monte Carlo indicam que as ações de Dadá extrapolam em muito os limites do esquema montado por Cachoeira e não têm coloração partidária ou ideológica. ISTOÉ obteve, com exclusividade, documentos sigilosos sobre o araponga e conversou com amigos dele, ex-colegas de farda e do submundo da espionagem. Em seu histórico de serviços oficiais prestados ao Estado durante três décadas, Dadá acumulou prestígio invejável dentro da comunidade de informações e fez amigos, muitos amigos, entre políticos, empresários, policiais, promotores e procuradores. Quando deixou de trabalhar para o Estado, Dadá se valeu dos antigos relacionamentos para fins particulares e se tornou o araponga que mais atemoriza os poderosos de plantão. De acordo com a Polícia Federal, Dadá montou o maior esquema de espionagem da história recente do País. Trabalhando na sombra, ele serviu e ajudou a derrubar políticos influentes, como o ex-ministro José Dirceu, por exemplo. Teve participação ativa na gravação que revelou um esquema de corrupção e loteamento político nos Correios que levou ao escândalo do Mensalão e influiu na celebração de contratos públicos em diversos setores. Leia a íntegra na revista IstoÉ