Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 13 de setembro de 2016

PF desarticula quadrilha que prometia a candidatos fraudar urnas eletrônicas

Terça, 13 de setembro de 2016
Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (13) a operação Clístenes, em três estados e no distrito federal, para desarticular uma organização criminosa que prometia a candidatos fraudar urnas eletrônicas nas eleições deste ano. Os envolvidos pediam R$ 5 milhões para candidatos a prefeito e R$ 600 mil para candidatos a vereador ao oferecer o serviço.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Brizola tinha razão: TSE diz que urna eletrônica é vulnerável

Sexta, 11 de março de 2016
Leia também:

Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição brasileira

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da Tribuna da Internet
Deu no Portal Vox
O teste público encerrado nesta quinta-feira, dia 10, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para detectar vulnerabilidade no sistema de votação eletrônico resultou na descoberta de duas falhas graves nas urnas. Um dos problemas foi encontrado nas urnas com áudio, destinadas a cegos. Segundo especialistas convidados pelo TSE, é possível que outras pessoas identifiquem o voto do deficiente através do som emitido pelo equipamento.
Outra falha grave encontrada foi a possibilidade de haver troca no número de votos atribuídos a determinado candidato após o fechamento das urnas.
O presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli, disse em entrevista que especialistas em informática da Justiça Eleitoral corrigirão as falhas antes das eleições municipais.
“Já conversamos com os nossos técnicos do tribunal, e isso é facilmente corrigível. O que mostra a vantagem desse tipo de teste, porque se verifica uma eventual vulnerabilidade a tempo de corrigi-la. Não chegaremos à eleição com esse tipo de vulnerabilidade”, justificou o ministro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  É da maior importância esta notícia enviada pelo articulista e comentarista José Augusto da Aranha, sempre presente aqui na Tribuna da Internet, como Guilherme Almeida, Carmen Lins, Nélio Jacob, Theo Fernandes, Cesar Cavalcanti, Mário Assis Causanilhas, Christian Cardoso, Ednei Freitas e tantos outros. Como se vê, Leonel Brizola tinha razão ao exigir que o voto eletrônico tivesse possibilidade de impressão, para se verificar se houve fraude. Somente agora, depois de grande número de eleições, a Justiça enfim admite a vulnerabilidade da urna eletrônica tipo jabuticaba, que foi instituída no governo de FHC, é bom sempre lembrar este detalhe. Portanto, não foi à toa que os países desenvolvidos jamais aceitaram usar essas irresponsáveis urnas à brasileira. Ainda bem que na próxima eleição presidencial de 2018 as urnas terão possibilidade de impressão, exatamente como Brizola preconizava.

Já ia esquecendo: a matéria da Folha a respeito não fala na possibilidade de haver troca no número de votos atribuídos a determinado candidato após o fechamento das urnas. Mas o jornal Extra, da Organização Globo, confirmou a vulnerabilidade. O resto da mídia silenciou em relação ao assunto, que merecia ser manchete. (C.N.)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fraude da urna eletrônica: Senador João Capiberibe (PSB/Amapá) comemora decisão sobre impressão do voto

Terça, 24 de novembro de 2015
Da Redação da Agência Senado e Da Rádio Senado
O senador João Capiberibe (PSB-AP) elogiou a decisão do Congresso Nacional de manter a obrigatoriedade de impressão do voto nas eleições brasileiras, relatando um fato que, a seu ver, revela a importância dessa medida.

Ele se referiu ao episódio contado por Victor Hugo Soares no artigo [leia aqui] em homenagem à jornalista Sandra Moreira, divulgado no dia 14 pelo jornal Tribuna da Bahia, de Salvador. Victor Hugo conta que durante a apuração das eleições para o governo do Rio de Janeiro em 1982 recebeu um telefone de alguém que estava com Sandra Moreira alertando-o que Leonel Brizola poderia perder a eleição por fraude na apuração. Brizola falou à imprensa internacional; a fraude foi evitada e ele se sagrou governador do Rio.

Para João Capiberibe, isso é um exemplo de que a votação eletrônica pode ser fraudada, já que os hackers invadem até mesmo os computadores do Pentágono e da Presidência da República. Com a impressão do voto, fraudes eleitorais podem ser evitadas, comentou.

— A urna eletrônica, tal qual conhecemos no Brasil, é um voto que chamamos voto a cegas. Votamos, digitamos o número ali, mas não temos certeza para quem vai ser contabilizado esse número. Portanto, acho que a gente corrige uma importante distorção no voto eletrônico. Agora, teremos o voto eletrônico. Continua exatamente igual. E com uma maquininha acoplada à máquina que já conhecemos; ali vai sair o voto impresso. Se caso haja necessidade de auditoria na eleição, através do impresso, isso pode ser comprovado. 

Homenagens
João Capiberibe também lamentou a morte de duas mulheres que, segundo ele, se doaram pela causa da democracia brasileira: Iná Meirelles [veja aqui], que era presidente da comissão de verdade de Niterói; e Zilda Xavier Pereira [veja aqui]. Ambas lutaram contra a ditadura, foram presas e  torturadas. “Faço esse registro para que as gerações do presente entendam o quanto custou a democracia e o quanto a democracia tem feito de bom e de bem para este país”, afirmou.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Leonel Brizola estava certo ao denunciar a urna eletrônica

Sexta, 20 de novembro de 2015
Da Tribuna da Internet
Charge de Mariano (reprodução Charge Online)
Carlos Newton
O PSDB tinha vergonha de se manifestar contra a urna eletrônica à brasileira, porque o sistema foi criado e implantado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Outros países também utilizam esse método de aferição e contagem de votos, mas com uma diferença básica, pois suas urnas eletrônicas possibilitam que os votos, em caso de dúvida, sejam conferidos e recontados, enquanto a urna à brasileira, apelidada de jabuticaba, sempre foi blindada, tornando impossível saber quem havia votado em quem.
Leonel Brizola sempre esteve à frente desta luta cívica, que acabou sendo vitoriosa na quarta-feira, quando o Congresso conseguiu derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff à proposta de retomar o voto impresso nas eleições.

domingo, 9 de novembro de 2014

Pesquisador americano se oferece para auditar segurança da urna eletrônica brasileira

Domingo, 9 de novembro de 2014
Postado originalmente por Fraude Urnas Eletrônicas em 7 de novembro de 2014
Considerado autoridade mundial em segurança da votação eletrônica, o pesquisador J. Alex Halderman esteve no Brasil participando do XIV Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSeg)[1].
Realizado de 03 a 06 de novembro, o simpósio coincidiu com o período em que o país aguardava a resposta do TSE ao pedido de auditoria do processo de votação[2], requerido pelo PSDB.
Organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC)[3], o evento reúne pesquisadores e profissionais da área de segurança computacional. Nesta edição, o simpósio contou, pela primeira vez, com um Workshop em Tecnologia Eleitoral[4], onde foram discutidas as oportunidades e perigos abertos pelo uso de computadores no processo de votação.
Halderman, que é professor da Universidade de Michigan[5], esteve presente para apresentar sua experiência analisando sistemas de votação de diversos países.
Em entrevista exclusiva, o pesquisador fala de como suas pesquisas contribuíram para que governos substituíssem seus sistemas de votação por tecnologias mais seguras e se mostrou interessado em analisar a urna eletrônica brasileira. Confira abaixo.
Como o seu trabalho acadêmico o levou à pesquisas sobre tecnologia eleitoral?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Bem-vindos os novos críticos das urnas eletrônicas

Terça, 4 de novembro de 2014
Desde o início, Brizola denunciou a urna eletrônica

Por Valmor Stédile
Há quase 20 anos, desde que o sistema eletrônico de votação foi implantado, em 1996, o PDT de Leonel Brizola vem denunciando a vulnerabilidade das urnas e até projetos de lei apresentou propondo impressão dos votos para possibilitar auditagens dos resultados eleitorais. Poucos ou quase ninguém, além de técnicos especializados da área ou mesmo acadêmicos e professores da Universidade de Brasília, davam ouvidos à tese de que as urnas eletrônicas são efetivamente inseguras.

Depois de proclamados os resultados não há previsibilidade de recursos e mesmo os que forem protocolados morrem no âmbito da própria Justiça Eleitoral, isto vale para as eleições presidenciais (dois turnos) ou de quaisquer outras (governadores, senadores e deputados). As cúpulas do PSDB sabem disso e foram coniventes endossando esse sistema contra o qual agora se voltam com pretensão direcionada a tumultuar o campo político depreciando a reeleição de Dilma Rousseff. Por que não falam da reeleição de Geraldo Alckmin e outros?

Se há estudos concluídos por especialistas em informática afirmando que o sistema é falho e uma vez proclamados os resultados, por outro lado, não há previsão legal para recontagem dos votos, que afinal tanto podem ter beneficiado petistas quanto tucanos assim como favorecido ou prejudicado outras legendas na disputa, seria bem mais coerente rever essas regras impostas, denunciando-as ao mundo! Do contrário, da forma como agem, a coisa não passa do terreno das especulações e do oportunismo político e tudo seguirá como antes.
Fonte: Tribuna da Imprensa

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Para diminuir as chances de fraude nas eleições do Brasil

Segunda, 3 de novembro de 2014
change.org
Para diminuir as chances de fraude nas eleições do Brasil, o técnico em computação Morvan Bliasby criou um abaixo-assinado cobrando que a Justiça Eleitoral adote o sistema de “paper track” ou papelzinho de contraprova do voto na urna eletrônica. Esse sistema já é adotado por vários países com urna eletrônica, como México, Peru e Índia. Clique e assine a petição se você concorda com um sistema de baixo custo para aperfeiçoar as eleições.

Tribunal Superior Eleitoral: Adote o papelzinho de prova ("paper track") para votação nas urnas eletrônicas


Morvan Bliasby
Fortaleza, Brasil
O "Paper Track" ou papelzinho de votação eletrônica confere ao processo de votação em urna eletrônica, no Brasil, recurso de comprovação física de votação, de modo a conferir mais segurança na fase de totalização dos votos. O recurso de prova física já é utilizado em todos os países que se valem da votação eletrônica, como México e Índia, exceto, ainda, no Brasil, malgrado os nossos pioneirismo e protagonismo em termos de utilização de recursos eletrônicos. O custo para sua implantação é mínimo, se comparado com outras estratégias de verificação e de seguridade e permite, em última instância, aferir e desobnubilar a fidedignidade e a auditabilidade dos resultados. Acreditamos que o TSE seja, a exemplo de todos nós, profundamente compromissado com a lisura e a transparência do processo eleitoral brasileiro e queira, idem, de maneira ascendente, o aperfeiçoamento de o processo de escrutínio e de proclamação de eleitos da república brasileira. Por isso que vimos requerer desta Excelsa Corte a implantação deste essencial recurso, de modo a já valer nas próximas eleições.

domingo, 2 de novembro de 2014

Muitas irregularidades nas licitações das urnas eletrônicas

Domingo, 2 de novembro de 2014
Patricia Faermann
Jornal GGN
Com um histórico de polêmicas, a segurança nas urnas eletrônicas já foi apontada por inúmeros especialistas como questionável. A última inovação, o recadastramento biométrico, mostrou sua fragilidade em poucos dias de inauguração: o Tribunal Superior Eleitoral descobriu que diversos eleitores têm mais de um registro na justiça eleitoral.

Ao fazer um levantamento no histórico das licitações e contratos com o TSE, a constatação: os serviços de manutenção e segurança das urnas estão, há pelo menos 14 anos, nas mãos de dois únicos consórcios.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Toffoli proibiu que os ministros acompanhassem a apuração . . .

Sexta, 31 de outubro de 2014

Na apuração secreta criada por Dias Toffoli, nem
mesmo os ministros do TSE tiveram acesso aos
números

Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
Em reveladora e estarrecedora entrevista a Beatriz Bulla, do Estadão, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, confirmou que somente um pequeno grupo de técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) assistiu o minuto a minuto da totalização dos votos.
De acordo com o corregedor-geral, foi por ordem direta de Toffoli que o TSE montou um esquema para manter isolados os técnicos responsáveis pela apuração, sem contato inclusive com outros membros da Corte.
E o mais inacreditável é que, ainda segundo o corregedor-geral João Otávio de Noronha, a orientação dada pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, era para que os técnicos não informassem nem a ele o resultado parcial da eleição antes da abertura dos dados para todo o País.
Como todos sabem, essa abertura dos dados somente ocorreu já depois das 20 horas, quando estava assegurada a “eleição” da candidata oficial Dilma Rousseff. Esses são os fatos – verdadeiros, indiscutíveis e irrefutáveis – que marcaram as estranhíssimas inovações desta eleição presidencial, em que não houve transparência nem fiscalização.
NEM OS MINISTROS ACOMPANHARAM…
As declarações do corregedor-geral João Otávio de Noronha são inaceitáveis e assustadoras, porque jamais ocorrera no país uma eleição em que até mesmo as maiores autoridades da Justiça Eleitoral foram proibidas de acompanhar a apuração.
Antigamente, de acordo com o próprio Noronha, os ministros do TSE acompanhavam normalmente a apuração dos votos. Mas desta vez, eles só tiveram acesso aos números quando foi anunciada, de chofre, a vitória de Dilma Rouseff, pois embora se alegasse que “a eleição não estava matematicamente definida”, não havia mais a menor possibilidade de uma virada de Aécio Neves.
Esta é uma página deprimente da História Republicana, escrita primeiro com urnas eletrônicas sabidamente vulneráveis e que não foram submetidas a testes, e depois com uma apuração em sala secreta, à qual nem mesmo os ministros do TSE tiveram acesso. E fica tudo por isso mesmo, no País do Carnaval. E la nave va…
PS – Não deixem de ler a entrevista-bomba da procuradora do PDT na Justiça Eleitoral sobre a fraude das urnas eletrônicas, postada ontem (quinta, dia 30) à noite.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O TSE e a descoberta do programa de fraude nas urnas eletrônicas

Quinta, 30 de outubro de 2014

Jornal GGN - Há menos de três meses, um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”. A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia.
A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. “Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado”, disse em entrevista ao GGN.
Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A – conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares – é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.
As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, conclui.

Leia a entrevista completa:

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A urna eletrônica brasileira é um caso para o Procon

Segunda, 6 de outubro de 2014
Do DCM


por : Jura Passos*
Você faria depósitos num caixa eletrônico que não fornecesse recibos?
Pois é exatamente isso que você faz ao votar no Brasil.
O pior resultado possível numa eleição brasileira é o empate.
Por que não há como desempatar.
As urnas eletrônicas não emitem recibo.
Isso só é possível no Brasil, e por um motivo muito simples. A justiça eleitoral concentra poderes demais.
Além dos poderes judiciários, ela detém poderes legislativos e executivos.
Os legislativos incluem definir normas sobre a produção e instalação de software na urnas eletrônicas.
Os executivos permitem que ela compre, instale e opere as máquinas.
E os judiciários significam que é ela, a própria justiça, quem vai julgar tudo isso.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

URNA ELETRÔNICA: Fiscalização dos programas nas eleições de 2014

Domingo, 21 de setembro de 2014
Por Pedro Antonio Dourado de Rezende
Durante a recente cerimônia de compilação, assinatura e lacração dos programas do sistema eletrônico de votação do TSE para a eleição de outubro próximo, realizada na tarde de 5 de setembro na sede do Tribunal em Brasília, seu presidente declarou à Agência Brasileira de Notícias que “a grande prova da garantia da urna eletrônica se mostra pela quantidade de partidos políticos aqui presentes”.
Apenas o PDT e o PCdoB haviam enviado representantes para participar daquela cerimônia, levando o presidente do Tribunal, ministro Dias Toffoli, a avaliar o motivo dessa pouca representatividade concluindo, na mesma declaração, que “a confiabilidade do sistema é tão grande que não há divergências a esse respeito”.
Data vênia o ministro, é preciso deixar registrado que os representantes do PDT, historicamente o partido político que mais tem se preocupado com os rumos da informatização do processo de votação no Brasil, não avalizam tal conclusão. Se não há divergências aparentes quanto ao sistema que será usado na eleição de 2014, é porque as questões levantadas por esta representação naquela mesma cerimônia, através de petição protocolada na ocasião, ainda não foram satisfatoriamente respondidas pelas autoridades eleitorais.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

TSE admite que urna não é totalmente segura

Quinta, 18 de setembro de 2014
A cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica "nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude", mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria.

"O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude. Tais barreiras nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque", afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE, em entrevista por e-mail.

domingo, 10 de agosto de 2014

Atenção: Isto é muito importante

Domingo, 10 de agosto de 2014

Entre todos os países que adotaram o voto eletrônico, o Brasil é o único que ainda utiliza urnas que podem ser manipuladas.

As urnas brasileiras estão ultrapassadas.

Texto de Walter Del Picchia, professor aposentado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e participante do Fórum do Voto Eletrônico. ...
 
Publicado originalmente a 15 de julho de 2014.
 
Um estudo publicado no site do voto eletrônico pelo engenheiro Amilcar Brunazo Filho, coordenador do Fórum do voto eletrônico e um dos maiores especialistas em segurança de dados, demonstra cabalmente que nossas urnas eletrônicas, endeusadas como a oitava maravilha do mundo, na realidade estão tecnicamente ultrapassadas pelas utilizadas nos dez países onde se realizam eleições informatizadas (Modelos e Gerações das máquinas de votar – Janeiro/2014).
 
Ele descreve os três modelos conhecidos (DRE, VVPAT e E2E), denominando-os como de Primeira, Segunda e Terceira gerações. Estas denominações traduzem o fato de que os três modelos surgiram como evolução, um após o outro, para resolver algum problema do modelo anterior.

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Acesse também:
 

domingo, 29 de junho de 2014

Eleições: Procuradoria de SP pede verificação de “falha grave” em urnas eletrônicas no Brasil


Domingo, 29 de junho de 2014
Uma falha em urnas eletrônicas usadas nas eleições no Brasil  foi alvo de um procedimento por parte da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) de São Paulo. O documento, encaminhado ao procurador regional eleitoral, André Carvalho Ramos, pede que os problemas já verificados por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), em 2012, sejam verificados para as eleições deste ano.
Em 2012, o grupo de especialistas do Centro de Informática da UnB, coordenado peloprofessor Diego Aranha, do Departamento de Ciência da Computação, conseguiram passar pela segurança da urna eletrônica durante uma série de testes realizados. Os votos são armazenados na urna eletrônica e embaralhados aleatoriamente; porém, durante os testes, realizados atendendo a chamada pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os 950 registros realizados.Com base nos resultados, foi possível detectar a fragilidade da proteção ao sigilo do voto e à integridade dos resultados. “Os partidos recebem o arquivo com a votação embaralhada, o que é feito pelo software instalado nas urnas eletrônicas. Com a reordenação dos votos, é possível, sabendo os horários que os eleitores foram a determinada seção eleitoral, descobrir em quem eles votaram, sendo certo que, para isso, basta que um dos fiscais anote tais horários”, explicou o professor.
O mesmo estudo apontou ainda a possibilidade de alterar a contagem dos votos, apesar de que tais vulnerabilidades não tenham sido testadas por limitações feitas pelo próprio TSE. Deacordo com o Ministério Público Federal (MPF), a área de Tecnologia da Informação do TSE deveria corrigir as falhas apresentadas pela equipe da UnB relativas à proteção ao sigilo do voto, mas isso não aconteceu.
Para as eleições deste ano, a preocupação existe em razão da ausência de novos testes públicos como os realizados há dois anos pela UnB, ficando o processo restrito a servidores do TSE.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Denúncia sobre segurança de urnas eletrônicas é encaminhada à PRE/SP


Terça, 3 de junho de 2014
PRDC [Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão] recebeu denúncia de cidadão. Relatório da UnB revelou riscos ao sigilo do voto e possibilidade de adulteração de resultados

Do MPF
A partir de representação feita por um cidadão, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo encaminhou à Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE/SP) procedimento para verificar a segurança das urnas eletrônicas no país.  Segundo relatório apresentado no decorrer das investigações preliminares ao procurador regional dos Direitos do Cidadão, Pedro Antonio de Oliveira Machado, testes realizados por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) revelaram a fragilidade da proteção ao sigilo do voto e à integridade dos resultados do pleito.

De acordo com testes feitos em 2012 por uma equipe da UnB, o sistema atual para garantir a votação secreta é falho. Os votos são armazenados na urna eletrônica e embaralhados aleatoriamente; porém, durante os testes, realizados atendendo a chamada pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os 950 registros realizados.