Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador governo dilma 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo dilma 2016. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Auditoria Cidadã da Dívida lutará ao lado dos servidores para barrar o PLP 257/16, que prejudica os servidores púbicos

Sexta, 1º de abril de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
O Governo Federal trabalha forte junto ao Congresso para votar e aprovar o PL 257/16, que ataca mais uma vez os servidores públicos e de forma direta e indiscriminada.

Sob a justificativa de ser necessário estabelecer o reequilíbrio fiscal para fazer superávit primário, o projeto, inicialmente, acena aos Estados como possibilidade de saída para o endividamento, alongando o pagamento das dívidas com a União em até 20 anos, e com o BNDS em 10 anos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O governo está encurralado e dificilmente sairá do atoleiro em que se meteu desde o começo’

Quarta, 16 de março de 2016
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br
Escrito por Gabriel Brito*, da Redação

O Brasil amanheceu sob o impacto de uma das maiores manifestações políticas nacionais desde a chamada redemocratização, um histórico domingo de domínio conservador em diversas capitais e importantes cidades, cujo impacto foi ainda mais aterrorizante ao mais que enfraquecido governo Dilma. Para fazer uma primeira análise, o Correio da Cidadania conversou com Bernardo Pilotto, funcionário do Hospital das Clínicas de Curitiba e candidato a governador estadual pelo PSOL em 2014.

“Representa o desgaste da população para com o governo. Ainda que quem foi às ruas não represente o todo da população, a maioria apoia os protestos e apoia quem foi para a rua. Quem tende a capitalizar são grupos e partidos de direita que estão fora do establishment atual, tais como MBL e Vem Pra Rua. Ficou bem claro que PSDB, PPS, Solidariedade etc. têm dificuldades de dialogar com tais movimentos também, embora o foco resida no PT”, afirmou.

Blindagem: Dilma está reunida com Lula no Palácio da Alvorada

Quarta, 16 de março de 2016
Ana Cristina Campos e Paulo Victor Chagas - Repórteres da Agência Brasil
Depois de mais de quatro horas de conversa na noite de ontem (15), a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltam a se reunir no Palácio da Alvorada esta manhã. Lula chegou por volta das 9h. Também estão no Alvorada os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Educação, Aloizio Mercadante.

terça-feira, 15 de março de 2016

Oposição entrou hoje com ação popular contra nomeação de Lula para ministério

Terça, 15 de março de 2016
Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Brasília - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino, disse aos jornalistas que os oposicionistas pretendem recorrer à Justiça para impedir uma eventual nomeação de Lula. Eles argumentam que o ato
O  líder  do  DEM  na  Câmara  dos  Deputados, Pauderney Avelino, afirma que, se nomear Lula, a presidenta Dilma Rousseff podetá  responder  por  crime  de  desobediência  e  obstrução da Justiça  Antonio Cruz/ Agência Brasil
Os líderes dos partidos de oposição na Câmara dos Deputados entraram com ação popular, com pedido de medida liminar, na Justiça Federal nas 27 unidades da federação para tentar impedir a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um ministério no governo Dilma Rousseff.

DILMA CAI!!!

Terça, 15 de março de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
Foi um fim de semana decisivo: as centenas de convencionais do PMDB e os milhões de manifestantes contra o governo de Dilma Rousseff conseguiram afastá-la do exercício efetivo da Presidência da República.

Com a exasperante lerdeza de raciocínio que a caracteriza, Dilma finalmente se curvou à evidência dos fatos. Percebeu que o impeachment ou a cassação do seu mandato pelo TSE seriam inevitáveis se tentasse seguir adiante com as ruas esmagadoramente a rejeitando e o PMDB retirando seu apoio.

Optou por uma saída que eu sempre disse ser possibilidade em aberto: tornar-se uma presidente figurativa enquanto outros exercem a Presidência de fato.

Suas recentes simpatias pelo neoliberalismo e por toda a racionália econômica da direita me levaram a supor que Dilma se tornaria rainha da Inglaterra em proveito do PSDB e PMDB. Mas foi Lula quem ganhou a parada.

Como superministro que vai impor até a política econômica, será ele, indiscutivelmente, o presidente de fato. O terceiro mandato de Lula vai começar nos próximos dias.

Os inimigos apresentarão tal jogada como um mero subterfúgio para driblar a possibilidade (muito concreta) de vir a ser preso pela Operação Lava-Jato.

O voo, contudo, é mais alto. Um sujeito ladino como ele não entraria num governo prestes a desabar em troca de uma proteção que logo lhe seria retirada.

Ele está apostando que, com sua reconhecida aptidão para os toma-lá-da-cá da politicalha imunda, consiga evitar a deserção do PMDB. E que, sacrificando parte das reservas cambiais, consiga injetar ânimo nos mercados, fazendo os agentes econômicos voltarem a investir.

Os economistas de direita torcem seus narizes, lançando augúrios apocalípticos. Mas, a mágica pode mesmo resultar --pelo menos durante algum tempo. A recessão já durou demais e a prioridade dos empresários, como dizia o guru deles, Eugênio Gudin,  é o L-U-C-R-O, não a derrubada de presidentes.
"Eu sou você amanhã"

Mas, com o governo continuando a gastar mais do que arrecada, seria uma retomada econômica de fôlego curto, talvez não durasse sequer até a eleição de 2018.

A menos que o Lula tenha mesmo a sorte que lhe atribuem e alguma grande novidade injete recursos maciços na economia brasileira. Talvez, p. ex., ele entregue o melhor anel para não perder outro dedo, escancarando o pré-sal para os investidores estrangeiros. Quem sabe?

O certo é que, com Lula como superministro e Dilma impossibilitada de fazer mais lambanças, o quadro político mudará por completo. Convém observá-lo atentamente antes de tirarmos conclusões apressadas.
PS: embora considerasse a alternância no poder com Marina Silva uma hipótese melhor, várias vezes, durante a última campanha presidencial, defendi a substituição de cabeça-de-chapa do PT. Alertei que Dilma Rousseff não tinha, nem de longe, competência para governar o Brasil nas circunstâncias dramáticas que se anteviam para o período 2015/18, enquanto o pragmático Lula, pelo menos, não ficaria perplexo e aparvalhado durante as crises. Os acontecimentos confirmaram minha avaliação.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Dilma flexibiliza o pré-sal: É um tiro no pé ou uma saída pela direita?

Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Celso Lungaretti
Publico abaixo o artigo Atravessou o samba, do Bernardo Mello Franco, não exatamente por concordar com ele, mas sim para informar bem o meu público, colocando-o a par do que rola nos bastidores da Corte.

Detesto o José Serra por ter, pateticamente, tentado repetir a trajetória do Carlos Lacerda, que começou na esquerda e acabou direitista selvagem; e não compactuo com a infinidade de erros que o governo da Dilma tem cometido, principalmente os que sacrificam terrivelmente o povo indefeso, como o ajuste fiscal e a reforma da Previdência.

Mas, passei a vida inteira sendo contra a xenofobia patrioteira e defendendo ardentemente o internacionalismo revolucionário, então não serão os maus bofes do Serra e da Dilma que me farão mudar de ideia.

Monopólio estatal, no caso de uma empresa que não está nem jamais esteve sob o controle dos trabalhadores, nada tem de revolucionário. É mero capitalismo de estado. 

Como sou inimigo figadal do capitalismo em todas as suas manifestações, não tenho motivo nenhum para prezar e preservar a Petrobrás. Para mim, não passa de uma empresa capitalista como todas as outras.
Então, lanço um olhar pragmático para tal questão: depois de haver quebrado a Petrobrás e a tornado incapaz de bancar investimentos de monta sabe-se lá até quando (pouco tempo não será!), faz sentido que a Dilma flexibilize as regras para a participação estrangeira na exploração do pré-sal. É isto ou nada. Até porque a energia suja tem os dias contados e poderá tornar-se obsoleta antes de a Petrobrás conseguir se reerguer.

A posição assumida pela Dilma parece, contudo, ter colocado o PT em pé de guerra contra ela. Pode não passar de outro tiro pela culatra (especialidade da casa), mas também há chance de ser uma saída pela direita (ou seja, a presidente estaria criando um atrito que justificasse seu desligamento do partido, deixando-a com as mãos livres para formar um ministério de centro-direita e, com isto, talvez conseguir terminar o mandato).

O certo é que a posição da Dilma, como presidente eleita pelo PT e que deveria governar segundo os princípios e valores do partido, torna-se cada dia mais insustentável. Os acontecimentos se precipitam e março tende a ser um mês decisivo na política brasileira.

Por Bernardo Mello Franco
ATRAVESSOU O SAMBA
Até o início da semana, Dilma Rousseff enfrentava a crise econômica, a Lava Jato, a oposição oficial e a ala pró-impeachment do PMDB. Agora ela está prestes a conquistar um quinto inimigo: o Partido dos Trabalhadores.

As relações entre a presidente e a própria legenda nunca foram tão ruins. Dilma já enfrentava forte bombardeio desde que prometeu mexer na Previdência. Nesta quarta, a tensão chegou ao limite. O estopim foi o acordo para aprovar, no Senado, um projeto que permite reduzir a participação da Petrobras no pré-sal.

O governo se dizia radicalmente contra a proposta, apresentada pelo tucano José Serra. Os senadores petistas passaram meses discursando a favor do modelo atual, que reserva uma cota mínima de 30% para a Petrobras em todos os consórcios.

Na noite da votação, o Planalto costurou um acordo que, na prática, permitirá que empresas estrangeiras participem sozinhas dos próximos leilões. A revolta no PT foi generalizada. Nem o novo líder do governo, Humberto Costa, aceitou apoiar o combinado. "Eu não poderia ficar contra o governo e não poderia ficar contra a minha bancada", disse, ao se abster de votar.

A reação do petismo foi feroz. O presidente do partido, Rui Falcão, classificou o texto avalizado por Dilma como um "ataque à soberania nacional". A CUT acusou o Planalto de traição. "O governo renunciou à política de Estado no setor de petróleo e permitiu um dos maiores ataques que a Petrobras já sofreu em sua história", atacou a central.

Ontem um ex-ministro da presidente definia o acordo como suicídio político. "Se a Dilma quer se matar, problema dela. Mas não pode exigir que a gente se mate junto."

O PT comemora o 36º aniversário amanhã, no Rio. Dilma está sendo aconselhada a não dar as caras na festa. O partido contratou o cantor Diogo Nogueira para tentar reanimar a militância, mas o acordo do pré-sal atravessou o samba.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A hora do ultimato

Quinta, 25 de fevereiro de 2016
De 
Sítio da tendência petista Articulação de Esquerda

Por Geovanni Medeiros*
Foto: Lula Marques / Agência PT
Foto: Lula Marques / Agência PT

Após o período curto de armistício, os últimos dias estão sendo de intensas batalhas, provocando indignação e “perplexidade” em amplos setores da esquerda brasileira. No ano santo de 2016, deparamo-nos com um fato intragável: o governo Dilma aprofunda a genuflexão à agenda da direita.

Nesta quarta-feira (24), o governo apoiou o projeto de lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que retira da Petrobras a exclusividade nas atividades do pré-sal, entregando uma das maiores riquezas do povo brasileiro às multinacionais. No mesmo dia, a Câmara Federal aprovou o projeto de lei enviado pelo governo que tipifica o crime de terrorismo no país, texto que possui termos perigosos para a criminalização dos movimentos sociais. A política externa, que assumiu um caráter de defesa da soberania nacional e fortalecimento da integração latino-americano e caribenha autônoma a partir da vitória do Lula, em 2002, sofre uma inflexão, a exemplo do recebimento, pelo chanceler brasileiro, da delegação da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição de direita e que visa desestabilizar o governo popular de Nicolás Maduro. Ademais, prossegue a política econômica de altos juros e cortes nos investimentos sociais, gerando recessão, desemprego e dilapidando o legado social do governo Lula. Não há meias-palavras: o governo Dilma está sendo coautor de um imenso retrocesso para a classe trabalhadora e as camadas populares.

Curiosa mas não paradoxalmente, a direita avança em sua “fina” operação dedicada ao golpismo contra o mandato presidencial, à interdição do PT e de Lula, à restrição das liberdades democráticas e de ataque aos direitos e conquistas dos trabalhadores brasileiros. A exótica situação nos remete para a lembrança do governo Vargas, que entregou o controle da economia para a direita e seguiu sendo atacado. Deu no que deu. Com o devido cuidado para as imprecisas comparações históricas, a experiência demonstra que a política de recuar, atacar a própria base e aderir à agenda da direita na perspectiva que estes hesitarão no golpismo demonstra-se um grave erro.
 
O que está ocorrendo, contudo, não configura raio em céu azul, pois o governo Dilma responde à mesma fixação estratégica hegemônica no PT desde 1995: aliança com o grande capital, com partidos de centro e de direita e postura passiva frente ao oligopólio da mídia. Merece destaque, entretanto, que, embora não apontem para urgente mudança da estratégia partidária e tampouco façam a necessária crítica ao programa aplicado, as resoluções do PT sugerem outra linha programática, a exemplo da resolução do Diretório Nacional de novembro de 2014 e da mais recente resolução da Comissão Executiva Nacional. Merece destaque, também, a evidente frustração do movimento maior da esquerda brasileira e do PT, as bases sociais militantes, com o programa aplicado, inclusive das bases dos setores historicamente partidários da estratégia aprovada em 1995.

O PT deve dizer publicamente que a presidenta Dilma está seguindo um caminho incorreto, defender uma agenda global e uma política econômica alternativa, bem como convocar um Encontro Nacional Extraordinário para rever a posição do partido frente ao governo. Em tempos de guerra, o recurso do ultimato é utilizado em situações de esgotamento. Parece chegada a hora.

* Geovanni Medeiros é militante do PT

sábado, 20 de fevereiro de 2016

“Todos os argumentos em favor da reforma da previdência visam sua privatização e financeirização"

Sábado, 20 de fevereiro de 2016
*Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação do Correio da Cidadania
www.correiocidadania.com.br
A pauta política do ano começa a esquentar e um dos principais tópicos em discussão é a Reforma da Previdência, sempre bombardeada pelos setores corporativos como deficitária – sob benção do próprio governo. Para discutir mais esse tema repleto de informações dadas pela metade, entrevistamos Denise Gentil, economista e pesquisadora, que acabou de concluir sua tese de doutorado sobre o que considera o falso déficit da Previdência.

“A reforma é uma completa insensatez. O gasto com a política social foi um dos esteios do crescimento econômico no período 2004-2010. Com a crise mundial e a queda dos preços das commodities a partir de 2011, o gasto social se transformou numa necessidade básica para dar sustentação à economia interna, já que os investimentos privados, o consumo das famílias e as exportações sofreram em quedas consecutivas”, afirmou, em tom introdutório.

A seguir, Denise mostra em números como a seguridade social brasileira tem contas sustentáveis, mas, como em qualquer setor da economia, está colocada a serviço da manutenção das margens de lucro do empresariado, o que obviamente se oculta dos debates midiáticos.

“São todos argumentos de apoio à privatização, mais precisamente, à financeirização de tudo que seja público. Ocorre que essa é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita que não são computadas nesse cálculo, como a COFINS, a CSLL e a receita de loterias. Quando todas as receitas são computadas no cálculo do resultado financeiro da Seguridade Social, obtém-se superávit de R$68 bilhões no ano de 2013, R$ 36 bilhões em 2014 e R$16 bilhões em 2015”, expôs.

Além de desconstruir a argumentação “liberal-privatizante”, como denomina a proposta, Denise Gentil propõe outros pontos de vista em questões como idade mínima de aposentadora e a própria noção de solidariedade da seguridade social, além de defender fórmulas variadas para a aposentadoria dos trabalhadores de diversas regiões e características do país.

A entrevista completa com Denise Gentil pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: Como enxerga a volta da proposta de Reforma da Previdência neste início de ano, em meio a uma grave crise econômica?

Denise Gentil: É uma completa insensatez. O gasto com a política social foi um dos esteios do crescimento econômico no período 2004-2010. Com a crise mundial e a queda dos preços das commodities a partir de 2011, o gasto social se transformou numa necessidade básica para dar sustentação à economia interna, já que os investimentos privados, o consumo das famílias e as exportações sofreram em quedas consecutivas.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

2016: a agonia do modelo e suas consequências

Sábado, 13 de fevereiro de 2016
Do Correio da Cidadania
www.correiocidadania.com.br
Por Fernando Silva*
O ano de 2016 mal começou e as perspectivas são de manutenção e aprofundamento das crises abertas em 2015.

No âmbito da crise política, embora 2015 tenha acabado com um certo esvaziamento da tese do impeachment, este ano começa com a Operação Lava Jato disparando tiros diretamente contra o ex-presidente Lula.

Sejam verdadeiras ou não as acusações, o fato é que o promíscuo caminho do balcão de negócios entre alta cúpula do partido e do governo com as empreiteiras, além de ter destruído moralmente o PT, vão manter em alta a crise política, o desgaste e o “empurra-empurra” entre governo, partido e instituições.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reformas e reformas, sempre contra o trabalhador

Segunda, 1º de janeiro de 2016
Da Tribuna da Internet
Carlos Chagas
Em 1963, ao recuperar seus poderes de presidente da República, João Goulart desenvolveu intensa campanha pelas reformas de base, interrompida por sua deposição pelos militares. Naqueles idos, estimulado pelas esquerdas, era pelo que a maioria do país clamava: participação dos empregados no lucro das empresas, salário-família, estatização das indústrias ligadas ao desenvolvimento, reforma agrária com a extinção dos latifúndios, voto do analfabeto e dos subalternos das forças armadas, fim do ensino privado, limitação da remessa de lucros e outras iniciativas de caráter socializante. Nos meios de comunicação só se falava das reformas, que as elites engoliam, mesmo já conspirando contra o governo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

As lições ministradas à Dilma na Escolinha do Professor Rotundo

Quinta, 28 de janeiro de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti

Bajulado repulsivamente pela esquerda chapa branca quando dá declarações favoráveis à continuidade de Dilma Rousseff na Presidência, o ex mandachuva da economia na ditadura militar e signatário impune do AI-5 nem sempre se alinha com a retórica governista.



Em entrevista publicada n'O Globo desta 5ª feira (28), Delfim Netto disse inexistir "a menor dúvida" de que houve mesmo estelionato eleitoral na eleição de 2014. Além disto, deu alguns conselhos de amigo urso à presidente, pois, argumentou, com o impeachment "fora do radar", "temos que usar (sic!) a Dilma".



E o que ele sugere? Simplesmente que Dilma confronte o PT para continuar impondo aos brasileiros medidas recessivas e antipopulares, insistindo na opção neoliberal que fez em 2015. Leiam e constatem:


O que ela precisa fazer?
Todo mundo sabe que o sistema de aposentadoria viola as regras da aritmética. É um problema que vai ter que ser enfrentado. Em segundo, as vinculações são absurdas, incompreensíveis. Vinculação é estar num avião, ligar o piloto automático e esperar acabar a gasolina. Também não se pode manter tudo indexado ao salário mínimo. O quarto ponto é: nenhum empresa hoje sabe qual o seu passivo trabalhista. Porque a Justiça do Trabalho parte da hipótese de que todo trabalhador é hipossuficiente e todo empresário é ladrão. 

Mas o PT historicamente é contra essas medidas...
O PT pode ser contra. O PT não sabe regra de três. Se for necessário, [ela deve] dizer: “Nós vamos ensinar regra de três ao PT”. 

Ela teria que se colocar contra o PT?
Ela não vai se colocar contra o PT coisa nenhuma. Ela tem que se colocar a favor do Brasil. Se o PT for contra, ele que está contra o Brasil. Ou [Dilma] faz isso, ou morre.
====================

domingo, 17 de janeiro de 2016

MPD debate a sanção presidencial de Dilma no projeto de repatriação de dinheiro

Domingo, 17 de janeiro de 2016
Do MPD 
Ministério Público Democrático



 Gente do MPD que fala, edição de 14/01/2016


A sanção presidencial de Dilma Rousseff no projeto de repatriação de dinheiro no exterior é um dos temas abordados no Gente do MPD que Fala. Na noite de quarta feira, 13, a presidente sancionou a lei que prevê a repatriação de dinheiro mantido por brasileiros no exterior que não haviam sido declarados à Receita Federal.


A edição desta quinta, 15, a qual você assiste aqui, recebeu o membro do MPD e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), Roberto Livianu, os especialistas em Direito Digital, Ana Paula Lazzareschi de Mesquita e Marcelo Crespo, e a advogada previdenciária, Vanessa Vidutto. Os convidados debateram sobre os inúmeros casos de corrupção no Brasil, que chegam de acordo com o Ministério Público Federal à 26 mil e também discutiram sobre o combate ao Bullying e Cyberbullying nas escolas. 

Sempre ao vivo, o programa é apresentado, todas as quintas, pelo jornalista Zancopé Simões e transmitido, das 12h às 13h, pelas rádios Trianon (São Paulo - AM 740) e Universal (Santos/SP AM 810) e pela All TV. O ouvinte pode enviar suas perguntas e comentários pelo telefone (11) 5052-6622 ou via WhatsApp (11) 97401-2235. 
Assista abaixo a integra desta edição. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Questão de sobrevivência

Sábado, 16 de janeiro de 2016

Da Tribuna da Imprensa

Carlos Chagas
Ao sancionar o Orçamento para o ano em curso, aprovado em dezembro pelo Congresso, a presidente Dilma manteve cortes profundos na saúde e na educação públicas, assim como em serviços essenciais, forças armadas e pesquisas científicas, além de programas como o “Minha Casa, Minha Vida” e o da “Aceleração do Crescimento”.  Admite-se a gravidade do momento, a crise alcança níveis de desemprego e paralisação da atividade econômica como nunca.