Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Diretório Nacional do Psol convoca militância para intensificar a luta contra o golpe e construir o Ocupa Brasília

Segunda, 8 de maio de 2017
“Ao chegar à Presidência da República, Temer aprofunda a política econômica recessiva de Dilma, buscando utilizar a crise como pretexto para fazer a reforma conservadora do Estado."
 
Do site do Psol Nacional
Diretório  Nacional convoca militância para intensificar a luta contra o golpe e construir o Ocupa Brasília
Crédito da foto: Mídia Ninja
Ampliar a ofensiva contra o golpe e construir uma alternativa em 2018. Esse é o chamado do Diretório Nacional do PSOL, conforme resolução política aprovada em reunião realizada no último final de semana (06 e 07/05), em São Paulo.
A avaliação da conjuntura foi o mote central para chegar à convocação de sua militância, frente aos ataques em andamento aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da população, desferidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Na avaliação dos dirigentes nacionais do partido, o momento exige forte unidade da esquerda, movimentos sociais e organizações de trabalhadores para conseguir derrotar a política de ajuste fiscal, que vem sendo implementada desde o governo de Dilma Rousseff, mas amplamente aprofundada pelo atual governo, após o golpe institucional de abril e maio do ano passado.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

"Grande parte da esquerda comete o erro de concentrar forças em defender a permanência de um governo corrupto, lacaio de empreiteiras e banqueiros"

Quarta, 13 de abril de 2016
Babá, ex-deputado federal pelo PT —expulso do partido quando votou contra a reforma neoliberal da previdência do governo Lula. Atual vereador pelo Psol do Rio de Janeiro:
 
Era esse o papel que a esquerda brasileira de conjunto deveria estar cumprindo. Enquanto na França milhões estão nas ruas em defesa de direitos, no Brasil grande parte da esquerda comete o erro de concentrar forças em defender a permanência de um governo corrupto, lacaio de empreiteiras e banqueiros. E a troco de nada. Enquanto a esquerda está distraída lutando por uma "democracia" de fachada, o governo aplica golpe todo dia, sem resistência dos movimentos sociais.

Já teve golpe. Todos eles defendem e aplicam, em âmbito nacional, nos estados e municípios:
- Ajuste Fiscal

- Cortes de bilhões da saúde e educação

- Corrupção

- Ataques aos servidores públicos

- Entrega do pré-sal

- Lei Antiterror

- Criminalização dos movimentos sociais

- Isenções fiscais para grandes empresários

- Tarifaço das passagens, luz, água e serviços

- Retirada de direitos trabalhistas

- Privatizações

- Desmonte da gestão pública dos hospitais

- Bolsa-empresário

- Bolsa-banqueiro

- Veto à auditoria da dívida pública

A briga deles é pela chave do cofre para seguir massacrando e roubando o povo. Na prática são todos iguais. Fora Todos.


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De Ângelo Balbino, dirigente do Psol DF:

O Governo do PT, a Dilma e o próprio PT são INDEFENSÁVEIS, o próprio PT sabe disso e sabendo disso viram que se chamassem "em defesa do governo, do PT e da Dilma" ninguém iria, por isso o PT inventou a fábula do "golpe" e a fábula do  "em defesa da democracia" para que seja defendido na prática o governo, o PT e a Dilma.  E com isso alguns setores do PSOL caíram nessa fábula inventada  e estão defendendo de forma  inconsciente  o governo, o PT e a Dilma, achando que estão defendendo a democracia,  puro engano,  esses setores me preocupam, mas preocupam mais os setores que estão defendendo de forma consciente.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Contra PLP 257/16, servidores públicos organizam atos e paralisações dias 13 e 14; Entidades sindicais cobram derrubada do PLP 257/2016 em audiência no Senado

Terça, 12 de abril de 2016

Mobilização nacional permanente visa barrar a aprovação do projeto que ataca direitos dos servidores federais, estaduais e municipais

Em duas reuniões realizadas nesta terça-feira (5), representantes de diversas categorias do serviço público decidiram unir forças na luta contra o Projeto de Lei Complementar 257/2016, que ataca frontalmente os direitos dos servidores federais, estaduais e municipais. Além das ações de cada entidade junto aos parlamentares para pressionar pela rejeição ao PL, para a próxima semana estão programadas paralisações e atos nos estados e em Brasília (DF).

Durante a manhã de terça, centrais e entidades sindicais se reuniram na sede do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal para discutir os riscos contidos no PLP 257/16, de autoria do Executivo, e definir ações conjuntas contra a proposta que prevê, entre outros, a suspensão dos concursos públicos, o congelamento de salários, o não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações), a destruição da previdência social e a revisão dos Regimes Jurídicos dos Servidores. Na parte da tarde, na sede do ANDES-SN, houve também a reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), com ampla representação de várias entidades e centrais sindicais.

Em debate no Senado, Auditoria Cidadã denuncia ilegalidades do PLP 257/16

Terça, 12 de abril de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
plp 257 maria lucia no senado
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal debateu nesta segunda-feira (11) o PLP 257/16, com vários representantes de entidades de classe, sindicatos, organizações ligadas aos trabalhadores. O projeto, que trata do alongamento da dívida dos estados, prevê também vários itens prejudiciais aos trabalhadores e às próprias entidades federativas.

Segundo a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, a iniciativa traz não somente risco aos direitos dos servidores e a qualidade do serviço, mas vai transformar a União em “seguradora internacional para investidores” e garantir “remuneração da sobra de caixa de bancos”.
“Essa dívida é um esquema e ela tem que ser auditada. A política monetária está travando o país. Exigimos a auditoria da dívida”, afirmou Maria Lúcia.

A coordenadora completou ainda que o projeto é um atentado à estrutura do Estado, pois inclui exigência de privatizações, reforma da Previdência nos estados, congelamento de salários e corte de dezena de direitos sociais.

Os vários representantes presentes no debate criticaram fortemente o projeto, alertando que o alongamento das dívidas apenas posterga o problema e reforçando a necessidade de se auditar a dívida dos estados, que para muitos, já foi paga.

O apoio dos participantes ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 561/2015 – Complementar, uma proposta que pode substituir o PLP 257/2016, e segundo eles dar uma saída para as dívidas dos estados sem prejudicar trabalhadores e o país foi unânime.

O PLP 257/2016 faz parte do pacote de ajustes fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. De autoria do executivo, o projeto tramita em caráter de urgência constitucional e deve ser votado até o dia 6 de maio e encaminhado ao Senado, que terá mais 45 dias para apreciar a proposta.

Leia abaixo a matéria da Agência Senado.

Exigências para alongar dívidas dos estados vão ‘arrasar’ serviço público, dizem debatedores

As contrapartidas exigidas para o alongamento das dívidas dos estados com a União, como prevê o Projeto de Lei Complementar PLP 257/2016, do Poder Executivo, penalizará os servidores públicos, advertiram nesta segunda-feira (11) os debatedores convidados pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

segunda-feira, 11 de abril de 2016

PLP 257/2016 transforma a União em seguradora internacional para investidores e garante remuneração da sobra de caixa de bancos

Segunda, 11 de abril de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
Maria Lucia Fattorelli*
Importantes setores da sociedade civil e entidades representantes de trabalhadores têm levantado a voz contra o PLP 257/2016, por seu intenso ataque à estrutura de Estado: referido projeto impõe rigoroso ajuste fiscal que inclui exigência de privatizações, reforma da previdência nos estados, congelamento de salários e corte de dezenas de direitos sociais.

Visando contar com o apoio de entes federados para a rápida aprovação desse indesejável ato, o governo federal incluiu no projeto um alívio para os atuais governadores, por meio se alongamento para o pagamento das questionáveis dívidas públicas dos respectivos estados que, se fossem submetidas a uma auditoria, estariam fadadas a anulação[2].

O que ainda não está sendo devidamente denunciado é mais um par de aberrações incluídas no referido PLP 257/2016:

1) Transformação da União em uma seguradora internacional para investimentos de empresas nacionais ou multinacionais no exterior:

Segundo consta do referido projeto 257, a União poderá dar garantias financeiras, sem a necessidade de detalhar “a relação custo benefício e o interesse econômico-social da operação”, a “entidades privadas nacionais e estrangeiras, Estados estrangeiros, agências oficiais de crédito à exportação e organismos financeiros multilaterais quanto às operações de garantia de crédito à exportação, de seguro de crédito à exportação, e de seguro de investimento, hipóteses nas quais a União está autorizada a efetuar o pagamento de indenizações de acordo com o cronograma de pagamento da operação coberta.”

Essa injustificada benesse está incluída no art. 14 do PLP 257, na parte em que altera o art. 40 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

2) Garantia de remuneração da sobra de caixa de bancos:

Tal benesse está colocada de forma muito sutil no art. 16 do PLP 257.

Mediante simples alteração da Lei 4.595/64, o Banco Central (BC) poderá efetuar “o recebimento de depósitos remunerados”, que, na prática, significa a garantia de remuneração de toda a sobra de caixa que os bancos poderão simplesmente depositar no BC e, sem risco algum, receber a remuneração desejada.

Essa medida vem justamente no momento em que aumentam as denúncias sobre as chamadas “operações compromissadas” realizadas pelo BC sob a justificativa de controlar a inflação. O BC retira do sistema financeiro o que considera excesso de moeda[3], trocando referido excesso por títulos da dívida pública que pagam os juros mais elevados do planeta!

Tal operação não tem sido suficiente para controlar a inflação e, na prática, garante a remuneração de toda a sobra de caixa dos bancos, provocando graves danos à economia nacional, na medida em que:

– gera dívida pública sem contrapartida alguma;

– gera obrigação de pagamento de juros aos bancos;

– acirra a elevação das taxas de juros de mercado, pois enxuga cerca de um trilhão de reais dos bancos, instituindo cenário de profunda escassez de recursos, afetando fortemente a indústria, o comércio e todas as pessoas que recorrem a crédito bancário;

– empurra o País para uma profunda crise socioeconômica, devido à exigência de pagamento de elevados juros sobre cerca de R$ 1 trilhão.

A alteração trazida pelo PLP 257 dispensa a emissão de títulos da dívida pública para que o Banco Central continue remunerando a sobra de caixa dos bancos. Dessa forma, mantém todos os mesmos graves danos à economia nacional que as tais “operações compromissadas”.

Essas duas aberrações que beneficiam bancos e grandes empresas nacionais e estrangeiras que investem no exterior, representam um verdadeiro assalto aos cofres públicos, e constituem uma verdadeira infâmia, pois estão colocadas no mesmo projeto que subtrai dezenas de direitos de trabalhadores e leva ao sucateamento diversos serviços públicos essenciais à sociedade.

Diante disso, além do repúdio ao ataque aos servidores e à sociedade perpetrado pelo PLP 257/2016, devem ser também repudiados os dispositivos do referido projeto que alteram o art. 40 da LRF e o art. 10, inciso XII, da Lei 4.595/64, pois tais dispositivos transformam a União em seguradora internacional para investidores e garante remuneração da sobra de caixa de bancos.

[1] Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida.

[2] FATTORELLI, Maria Lucia. Auditoria Cidadã da Dívida dos Estados (2013). Inove Editora, Brasília

[3] O BC estabelece para o Brasil uma base monetária muito reduzida, de apenas 5% do PIB, e considera que todo volume de moeda que supera esse reduzido patamar deve ser “enxugada” e esterilizada no BC, a fim de evitar inflação. Cabe ressaltar que em países onde bancos centrais agiram em favor das finanças nacionais, irrigaram as economias com moeda e estabilizaram as taxas de juros, emprestando a seus respectivos governos a taxas baixas (2% ao ano ou até menos), a crise tem sido controlada. É o caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Japão, onde a base monetária ‒ que corresponde ao volume de moeda em circulação no país ‒ alcança 40%! Mais informações em

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A burguesia decide por Dilma

Quinta, 7 de abril de 2016
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br 
Por Nildo Ouriques*
A burguesia decidiu que Dilma fica. Não é decisão nova. É decisão antiga que se fortaleceu no último período diante da situação política e econômica no país.

A primeira razão da posição burguesa resulta do profundo "ajuste" praticado por Dilma contra os trabalhadores. No essencial, o desemprego é elevadíssimo (superior a 10%) e os salários baixaram violentamente. Dilma vetou a possibilidade de auditoria da dívida e, em consequência, garantiu vida longa ao rentismo. A brutal recessão e a desvalorização do cambio - nesta ordem - turbinaram a balança comercial, tal como pretendiam todas as frações burguesas.

Os cortes no investimento das áreas sociais (o Diário Oficial comunicou dia 30/03 adicionais R$ 4,2 bilhões na Educação e outros R$ 2,28 bilhões na Saúde) alimentaram a fatia dos recursos públicos destinada aos pagamentos da dívida às custas dos trabalhadores. Enfim, as bases para a retomada da acumulação de capital estão sendo criadas. O governo é, basicamente, o que no antigo jargão definiríamos como neoliberal.

terça-feira, 5 de abril de 2016

No DF: Servidores da saúde marcharão contra aprovação de PLP "da maldição", o PLP 257/16 de Dilma

Terça, 5 de abril de 2016
"Rollemberg ligou para o relator e pediu que o projeto fosse aprovado sem emendas. Que tipo de governador é esse, que luta contra o povo?"

Os servidores da Saúde do Distrito Federal devem se aliar à outras categorias e marchar até o Congresso Nacional contra a aprovação do PLP 257/2016, projeto que prevê a extinção de várias conquistas trabalhistas dos servidores públicos

Do SindSaúde e Blog do Sombra

Uma das contrárias ao texto do Executivo Federal é a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. "O servidor público precisa punir o mentor dessa maldita ideia, em 2018. E a presidente da República tem que ter a sensatez e exercer a dignidade de retirar o projeto do legislativo ou entrará para a história como a destruidora da luta histórica dos trabalhadores e com certeza marcará com sangue a trajetória ideológica do movimento sindical, ferindo o presente e destruindo o futuro do servidor público, junto com o mentor do maléfico projeto", disparou. ...
 
As medidas fazem parte da contrapartida dos estados com a União para refinanciar suas dívidas. Em troca do refinanciamento da dívida, o Planalto propõe um pacote de arrocho aos servidores, como congelamento de salários, suspensão de contratações, mudanças no regime jurídico, aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14% paga pelo servidor público, além de mudanças em dezenas de itens da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com o texto, as medidas terão duração primeiramente de 24 meses. 
 
Marli acusa o governador do DF de estar entre os articuladores da proposta no Congresso Nacional. "Rollemberg ligou para o relator e pediu que o projeto fosse aprovado sem emendas. Que tipo de governador é esse, que luta contra o povo?", provocou.
 
O projeto tramita em caráter de urgência e já possui mais de 200 emendas apresentadas e promete fazer barulho na sessão da Câmara dos Deputados desta terça-feira (5).

PLP 257/2016: Projeto de lei sobre reequilíbrio fiscal viola pacto federativo

Terça, 5 de abril de 2016
Por Fabrizio de Lima Pieroni - Revista Consultor Jurídico //// Blog do Sombra
No dia 22 de março foi apresentado pela Presidência da República, com solicitação de urgência na tramitação, Projeto de Lei Complementar 257/2016 (PLP 257/2016) que “estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; altera a Lei 9.496, de 11 de setembro de 1997, a Medida Provisória 2.192-70, de 24 de agosto de 2001, a Lei Complementar 148, de 25 de novembro de 2014, e a Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000; e dá outras providências”. ...
 
Em meio à crise econômica e política que assola o país, o projeto, concebido nos ministérios da Fazenda e do Planejamento, conta com apoio de diversos governadores, pois estabelece condições para o refinanciamento das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União, com alongamento do prazo para pagamento em até 240 meses, mediante celebração de aditivo contratual, com redução de até 40% no valor das prestações nos 24 meses posteriores à celebração do acordo.

PETIÇÃO CONTRA O PL 257/16

Terça, 5 de abril de 2016

PETIÇÃO CONTRA O PL 257/16

 Apoie este Abaixo-Assinado. Assine e divulgue. O seu apoio é muito importante.

Para: CONGRESSO NACIONAL

As medidas propostas no PLC 257/16, de iniciativa do Poder Executivo Federal. Como se pode ver, o projeto adota uma política de ajuste fiscal e controle de gasto, de redução do papel do Estado e estímulo à privatização e, principalmente, de corte de direitos dos servidores públicos. Lembra, em grande medida, o conjunto de propostas encaminhado por FHC em 1997, e que tiveram, como resultado, um sucateamento sem precedentes da máquina pública, e a supressão de mais de 50 direitos dos trabalhadores e servidores públicos.

Pedimos um amplo debate com os servidores públicos de todas as esferas que tem cumprido seus papeis no funcionamento da Máquina Estatal. As medidas devem começar de cima para baixo e não sacrificando o servidor como as medidas pretendem.

sábado, 2 de abril de 2016

Atenção! CSPB convoca filiadas para mobilização nacional contra PLP 257/16

Sábado, 2 de abril de 2016


por Grace Maciel
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB, orienta suas entidades filiadas a terem um “grande empenho"  contra o Projeto de lei Complementar- PLP 257/16, que prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal para aprofundar as restrições em relação aos servidores da União, dos estados, do DF e municípios, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos estados e ao Distrito Federal.
 

A CSPB conclama aos presidentes das federações e lideranças sindicais a buscarem apoio aos parlamentares de suas bases contra este PLP 257/16 e para que realizem várias ações nos estados,  atos e mobilizações nos aeroportos, com o fim de sensibilizar os congressistas e a população a se posicionarem contrários ao PLP 257/16.

A confederação entende que o PLP 257/16 é abusivo e contém “inúmeras” disposições inconstitucionais e violadoras do Pacto Federativo.

A CSPB realizará várias e “intensas “ reuniões (internas e com as Centrais Sindicais), na próxima semana, com o objetivo de barrar o projeto através da mobilização e, ainda, juridicamente.
O presidente da entidade, João Domingos Gomes dos Santos,  entende que este é o momento de realizar greve geral no país: “ É fundamental a unidade de ação  entre todos os seguimentos  que organizam os servidores públicos no Brasil”, destacou Domingos.


Leia atentamente o texto do jornalista e analista político, Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do Diap * ):
 

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, enviado ao Congresso na última terça-feira (22) para autorizar o refinanciamento da dívida dos estados e do Distrito Federal, terá um efeito devastador sobre os servidores públicos das três esferas de governo. O projeto prevê alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal que aprofundam as restrições em relação aos servidores da União, dos estados, do DF e municípios, e impõe uma série de exigências fiscais como condição para adesão ao plano de auxílio aos estados e ao Distrito Federal.


Para ter direito ao refinanciamento da dívida com o acréscimo de até 240 meses ao prazo total, que poderá chegar a 360 meses, e redução de 40% no valor das prestações por 24 meses, o projeto exige, como contrapartida, que os entes federativos, no prazo de 180 dias da assinatura dos termos aditivos contratuais, sancionem e publiquem leis determinando a adoção, durante os 24 meses subsequentes, das seguintes medidas: 1) o  corte de  10% das despesas mensais com cargos de livre provimento, 2) a não concessão de aumento de remuneração dos servidores a qualquer título, 3) a suspensão de  contratação de pessoal, exceto reposição de pessoal nas áreas de educação, saúde e segurança e reposições de cargos de chefia e direção que não acarretem aumento de despesa, e 4) a vedação de edição de novas leis ou a criação de programas que concedam ou ampliem incentivos ou benefícios de natureza tributária ou financeira.


Em nome da responsabilidade da gestão fiscal, determina, ainda, que os entes aprovem normas contendo, no mínimo, os seguintes dispositivos: 1) a instituição do regime de previdência complementar, caso ainda não tenha publicado outra lei com o mesmo efeito; 2) a elevação das contribuições previdenciárias dos servidores e patronal ao regime próprio de previdência social (sendo a elevação para pelo menos 14%, no caso dos servidores); 3) a  reforma do regime jurídico dos servidores ativos, inativos, civis e militares para limitar os benefícios, progressões e vantagens ao que é estabelecido para os servidores da União; 4) a definição de um limite máximo para acréscimo da despesa orçamentária não financeira a 80% do crescimento nominal da receita corrente líquida do exercício anterior; 5) a  instituição de monitoramento fiscal contínuo das contas do ente, de modo a propor medidas necessárias para a manutenção do equilíbrio fiscal; e 6) a  instituição de critérios para avaliação periódica dos programas e projetos do ente.


Ainda em relação às exigências aos estados e ao Distrito Federal como condição para a renegociação, o projeto impõe, como contrapartida à amortização, em caráter provisório, dos contratos de refinanciamento celebrados, que sejam entregues à União bens, direitos e participações acionárias em sociedades empresariais, controladas por estados e pelo Distrito Federal, os quais deverão ser alienados (privatizados/vendidos) pela União em até 24 meses, podendo esse prazo ser prorrogado por mais 12 meses. Ou seja, a União se tornará um novo motor de privatizações de empresas estatais dos Estados nas áreas de saneamento, transportes, gás, tecnologia da informação, portuárias, de energia, de abastecimento, etc.


O projeto também vincula o crescimento das despesas das três esferas de governo a um percentual do PIB e define limite do gasto, com mecanismo automático de ajuste da despesa para fins de cumprimento da meta de superávit, em até três estágios sequenciais, sucessivamente, de acordo com a magnitude do excesso de gastos dos entes envolvidos em verificações trimestrais ou quando da elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. Os estados deverão adotar leis que fixem como limite máximo para o acréscimo da despesa orçamentária não financeira a 80% do crescimento nominal da receita corrente líquida do exercício anterior. O Plano Plurianual deverá passar a prever regras para a despesa com pessoal de todos os Poderes e do Ministério Público, estabelecendo, inclusive, limites em percentual do crescimento da receita corrente líquida para o crescimento da despesa total com pessoal.


No primeiro estágio, as ações consistiriam: 1) na vedação da criação de cargos, empregos e funções ou alteração da estrutura de carreiras, que impliquem aumento de despesa; 2) na suspensão da admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento, aquelas que não impliquem em aumento de gastos e as temporárias para atender ao interesse público; 3) na vedação de concessão de aumentos de remuneração de servidores acima do índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA; 4) na não concessão de aumento real para as despesas de custeio, exceto despesa obrigatória, e discricionárias em geral; e  5) na  redução em pelo menos dez por cento das despesas com cargos de livre provimento.


No segundo estágio, caso as restrições do primeiro estágio não sejam suficientes para manter o gasto público primário abaixo do limite estipulado, seriam necessárias ainda as seguintes medidas: 1) a vedação de aumentos nominais de remuneração dos servidores públicos, ressalvado o disposto no inciso X do art. 37 da Constituição Federal (revisão geral anual); 2) a vedação da ampliação de despesa com subsídio ou subvenção em relação ao valor empenhado no ano anterior, exceto se a ampliação for decorrente de operações já contratadas; 3) a não concessão de aumento nominal para as despesas de custeio, exceto despesas obrigatórias, e discricionárias em geral; e 4)  uma nova redução de pelo menos dez por cento das despesas com cargos de livre provimento.


E, por fim, no terceiro estágio, se os dois estágios anteriores não tiverem sido suficientes para adequar o gasto público, seriam ativadas as seguintes medidas: 1) suspensão da política de aumento real do salário mínimo, cujo reajuste ficaria limitado à reposição da inflação; 2) redução em até 30% dos gastos com servidores públicos decorrentes de parcelas indenizatórias e vantagens de natureza transitória; e 3) implementação de programas de desligamento voluntário e licença incentivada de servidores e empregados, que representem redução de despesa.


Entre as muitas medidas de ajuste e transparência das contas públicas, passam a ser computados como despesa de pessoal os valores de contratação de terceirização de mão-de-obra e também os repassados para organizações da sociedade civil para contratação de pessoal para consecução de finalidades de interesse público e recíproco, ou seja, por meio de convênios, termos de parceria e outras formas. Passam a ser considerados nulos de pleno direito os atos que resultem aumento da despesa de pessoal com parcelas a serem implementada em períodos posteriores ao final ao mandato do titular do Poder. É reduzido de 95% para 90% do limite de despesa com pessoal fixado para o ente estatal ou Poder, o "limite prudencial” a partir do qual é suspensa a concessão de vantagens, aumentos ou reajustes derivados de determinação legal. Até mesmo a política de aumentos reais para o salário será suspensa, caso as medidas para redução de despesas não sejam suficientes para o atingimento dos limites de gasto em proporção do PIB.


Estas, em síntese, são as medidas propostas no PLP 257/16, de iniciativa do Poder Executivo Federal. Como se pode ver, o projeto adota uma política de ajuste fiscal e controle de gasto, de redução do papel do Estado e estímulo à privatização e, principalmente, de corte de direitos dos servidores públicos. Lembra, em grande medida, o conjunto de propostas encaminhado por FHC em 1997, e que tiveram, como resultado, um sucateamento sem precedentes da máquina pública, e a supressão de mais de 50 direitos dos trabalhadores e servidores públicos.


A vinculação dessas propostas com os benefícios para renegociação da dívida dos estados tornará o projeto atraente para os governadores e parlamentares que os apoiam. Mas, certamente, não vai ser com esse tipo de postura que o governo Dilma irá conquistar o apoio dos servidores públicos.


(*) Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap


Fonte: Secom/CSPB

quarta-feira, 2 de março de 2016

A responsabilidade da CUT na atual situação

Quarta, 2 de março de 2016
Da cutindependentedeluta.wordpress.com
Em primeiro lugar, está a defesa dos trabalhadores e da nação

A CUT jogou papel central na luta da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro ao longo de 2015. Ela se constitui no eixo em torno do qual se agruparam entidades sindicais e populares, movimentos, personalidades e setores partidários contra a ofensiva golpista da direita e na cobrança ao governo Dilma de respeito ao conteúdo do mandato popular que recebeu de avançar nas reformas democráticas e populares pendentes em nosso país.

E só pode cumprir esse papel porque preservou, através da discussão democrática em suas instâncias, sua independência diante do governo (que ajudou a reeleger) e sua autonomia diante dos partidos políticos (inclusive o da maioria de seus dirigentes, o PT).
Agora novos desafios estão colocados.

O primeiro deles é o de rechaçar a proposta regressiva de reforma da Previdência que o governo Dilma pretende enviar ao Congresso em 60 dias.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

"Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude". A hora da mudança está chegando

Sábado, 27 de fevereiro de 2016

Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti


Despacho da Agência Reuters informa que "a presidente Dilma Rousseff estendeu sua permanência no Chile até o final da tarde de sábado e aumentou as dúvidas sobre sua participação na comemoração dos 36 anos do PT", marcada para as 18 horas.



Ao encaixar na sua agenda um novo e nada urgente compromisso (ida à Cepal), com todo jeitão de ser apenas uma desculpa para ausentar-se da festa do PT, ela parece ter acatado o conselho de inimigo dado ontem (6ª feira, 26) pelo blogueiro mais reacionário da revista veja

"...se Dilma tem um mínimo de juízo, não tem de ir mesmo. Já está claro que o evento serve para cantar as glórias de Lula, que será tratado como o presidente eterno do Brasil, aquele que inventou o país. E ela entra como a bruxa da hora".


Enfim, depois de ter escolhido Luís Carlos Trabuco (presidente do Bradesco) como seu principal conselheiro econômico, não será de espantar se Dilma fizer do Reinaldo Azevedo seu guru político.



O certo é que ela dá mostras de estar mesmo manobrando para emancipar-se do PT, na esperança de, com uma saída pela direita, escapar do impeachment ou da cassação do seu mandato pelo TSE. "A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente", afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).



O cientista político e jornalista André Singer, que foi secretário de Imprensa no Governo Lula, é outro veio ao encontro da minha avaliação de ontem:

"Na medida que o ex-presidente fica na berlinda, aumenta a tentação da atual mandatária salvar-se por conta própria. Há indícios de que o Planalto cedeu à ilusão de que se cumprir o programa liberal completo receberá salvo conduto para cumprir o resto do mandato, mesmo que Lula e o PT se estrepem".


Com isto, avalia Singer, ela queimará suas pontes com a esquerda, ficando na exclusiva dependência de ser acolhida pelos inimigos:

"Ao separar-se de Lula, Dilma serra o galho no qual está precariamente sentada. A ameaça de conter os aumentos do salário mínimo e de reduzir a participação da Petrobras no pré-sal alienam os últimos redutos de apoio à presidente reeleita. Consultado, o antigo mandatário não a deixaria bater de frente com os movimentos sociais".


Seria, claro, uma jogada desesperada. A esta altura do campeonato, PSDB e PMDB não precisam assumir o poder pelas mãos de Dilma (que ficaria reduzida a uma rainha da Inglaterra), pois estão a um passo de consegui-lo chutando Dilma. A menos que sua permanência, como presidente figurativa, seja útil para os dois partidos não se entredevorarem na disputa pela chefia do governo...



Quanto ao PT, talvez a última rodada de prisões e escândalos já o tenha convencido de que, ao lado de Dilma, não permanecerá no poder: ou ela será afastada ou cooptada. Então, com as reações estridentes demais à flexibilização do pré-sal (pois esta ainda poderá ser revertida adiante), talvez esteja preparando seus efetivos para uma saída pela esquerda.



Ou seja, como não teria futuro nenhum disputando espaço com centristas e direitistas, só lhe resta reassumir as bandeiras de outrora e tentar ser o principal partido de oposição à nova configuração do poder. 



Torcendo para serem rapidamente esquecidos estes 14 meses em que deu sustentação a um governo neoliberal.

RESUMO DA OPERETA



Como disse o escritor Giuseppe Lampedusa, "para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude". A situação calamitosa da economia brasileira tornou imperativa a alternância de poder, e ela inevitavelmente ocorrerá, explicita ou implicitamente. 



É provável que, de imediato, haja algum alívio para o povo, mas as contradições insolúveis do capitalismo permanecerão --e, com elas, a certeza de que outras recessões nos esperam adiante. 



Tomara que, pelo menos, tiremos as conclusões corretas da tragédia histórica que foi a ascensão e queda do PT: enquanto nos conformarmos com mudanças cosméticas, apenas estaremos nos iludindo. As conquistas sociais das quais o PT tanto se ufanou podem ser consentidas durante algum pelo poder econômico, mas este acaba anulando-as num momento seguinte, como faz agora. 



Temos de ir à raiz do problema: a exploração do homem pelo homem. Enquanto a ganância e a competição canibalesca regerem nossas vidas, as coisas permanecerão iguais. Para que tudo mude de verdade, temos de construir uma sociedade em que as prioridades supremas sejam o bem comum e a realização plena dos seres humanos.


Lamentavelmente, isto não foi sequer tentado durante os 36 anos de existência do PT. Faz-me lembrar os versos devastadores de uma composição do petista Chico Buarque:

"A vida inteira, diz que se guardou 

do carnaval, da brincadeira 

que ele não brincou. 

Me diga agora 

o que é que eu digo ao povo, 

o que é que tem de novo pra deixar? 

Nada, só a caminhada longa 

pra nenhum lugar"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reformas e reformas, sempre contra o trabalhador

Segunda, 1º de janeiro de 2016
Da Tribuna da Internet
Carlos Chagas
Em 1963, ao recuperar seus poderes de presidente da República, João Goulart desenvolveu intensa campanha pelas reformas de base, interrompida por sua deposição pelos militares. Naqueles idos, estimulado pelas esquerdas, era pelo que a maioria do país clamava: participação dos empregados no lucro das empresas, salário-família, estatização das indústrias ligadas ao desenvolvimento, reforma agrária com a extinção dos latifúndios, voto do analfabeto e dos subalternos das forças armadas, fim do ensino privado, limitação da remessa de lucros e outras iniciativas de caráter socializante. Nos meios de comunicação só se falava das reformas, que as elites engoliam, mesmo já conspirando contra o governo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Contra maldades de Dilma, Anfip questiona no STF mudanças na pensão por morte

Quinta, 19 de novembro de 2015
Do STF
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5411, com pedido de medida cautelar, contra a Lei 13.135/2015, que alterou as regras de benefícios previdenciários. A Anfip pede liminar para suspender os efeitos da lei ou apenas do seu artigo 3º. No mérito, pede que seja declarada a sua inconstitucionalidade. O relator da ação é o ministro Luiz Fux.
Para a entidade, as mudanças nas concessões da pensão por morte, previstas no artigo 3º da lei, violam os artigos 1º, 3º, 5º, 6º; 60, 195 e 226 da Constituição Federal (CF). Entre as novidades questionadas pela Anfip estão o estabelecimento de carência de 18 contribuições mensais para que os dependentes do servidor falecido façam jus à pensão por morte e a limitação do período da duração da pensão por morte de acordo com a idade/expectativa de vida do pensionista, podendo haver alterações posteriores por parte do ministro do Planejamento.

domingo, 25 de outubro de 2015

Amanhã a reeleição de Dilma completa um ano. Veja como a carruagem virou abóbora

Domingo, 25 de outubro de 2015

Do Blogue Náufrago da Utopia

Por Celso Lungaretti

"Recordar o logro é viver", ironizou o comentarista de assuntos políticos e econômicos Vinícius Torres Freire, confrontando o blablablá engana-trouxa de Dilma Rousseff que a Folha de S. Paulo publicou no domingo do 2º turno, 26/10/2014, com o que realmente aconteceu no ano transcorrido desde então.

Vale a pena reproduzir:
Clique aqui e leia a íntegra

terça-feira, 6 de outubro de 2015

"Povo sem medo": PSOL reafirma organização popular para barrar a retirada de direitos e o avanço da direita

Terça, 6 de outubro de 2015
Do site do Psol
Resolução aprovada pela Executiva Nacional enfatiza as críticas aos rumos do atual governo e também às saídas apontadas pela oposição conservadora

PSOL, em reunião nesta segunda-feira (05), em Brasília, aprovou uma resolução apontando a necessidade e a urgência de fortalecer e apoiar as mobilizações sociais contra os efeitos da crise econômica sobre a classe trabalhadora, as medidas de ajuste fiscal implementadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff e o avanço dos setores conservadores na política e na sociedade. O documento, que expressa as avaliações das lideranças e da militância do PSOL, enfatiza as críticas aos rumos do atual governo, que vem cedendo cada vez mais às pressões do mercado, do PMDB e demais partidos da direita, e também às saídas apontadas pela oposição conservadora. A resolução cobra, ainda, uma resposta incisiva às sucessivas denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspeito de receber propina por vazamento de informação privilegiada na venda, para a Petrobras, de um campo de petróleo no Benin, na África.
Como saída a esse cenário que penaliza a classe trabalhadora e a população mais pobre deste país, o partido defende a articulação de uma ampla agenda de esquerda e a participação na frente “Povo Sem Medo”, articulada por diversas organizações sociais e entidades sindicais. “No plano da mobilização popular, inúmeras greves têm sido deflagradas contra as medidas do ajuste fiscal de Dilma e as tentativas das elites de socializar as perdas oriundas da crise econômica. Há, portanto, melhores condições para o desenvolvimento de uma agenda à esquerda para o enfrentamento às medidas conservadoras de Dilma e dos governos estaduais, especialmente mediante as lutas que serão travadas no segundo semestre por diversas categorias com o apoio do PSOL, como ocorreu na primeira parte deste ano. Nesse contexto, cumpre um papel central a criação da frente ‘Povo sem Medo’, que conta com as mais representativas entidades e movimentos sociais brasileiros. Fortalecer esse espaço é decisivo para o processo de reorganização da esquerda brasileira”.
Confira abaixo o inteiro teor da resolução, aprovada pela Executiva Nacional do PSOL.
Fortalecer a resistência popular contra o ajuste de Dilma, a direita e Eduardo Cunha
1. A crise econômica no Brasil continua se aprofundando. Dados divulgados recentemente atestam a queda da atividade industrial, da renda das famílias e o aumento do desemprego (que já alcança 8,3%, segundo dados do IBGE). As medidas tomadas pelo governo Dilma até aqui, retirando direitos trabalhistas e previdenciários, retomando as privatizações, cortando investimentos e aumentando as medidas que beneficiam a especulação em detrimento dos investimentos produtivos – especialmente com a manutenção de elevadíssimas taxas de juros – aprofundam a crise econômica no Brasil sem tocar nos interesses do grande capital, especialmente na dívida pública.
2. Ao mesmo tempo, a crise econômica aprofunda a crise política. Em meio às ameaças de impeachment – embora frações fundamentais do grande capital ainda não tenham aderido à essa saída – e as dificuldades de dar respostas à crise, Dilma e o PT aprofundam o caráter fisiológico de sua aliança com o PMDB, ampliando seu espaço na Esplanada dos Ministérios. Para isso, além da já conhecida “dança das cadeiras” nos ministérios, Dilma funde secretarias essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas como àquelas voltadas aos negros e negras, mulheres, juventude e população LGBT.
3. A oposição conservadora, por sua vez, segue flertando com saídas golpistas, embora não tenha conseguido força política dentro e fora do parlamento para viabilizar a tática do impeachment. A identidade em torno das medidas tomadas pelo ministro Joaquim Levy, no entanto, demonstram que a oposição conservadora não representa uma alternativa à crise econômica e política que o país atravessa. Por essa razão, embora reafirmemos nossa radical oposição ao governo Dilma Roussef, não compactuaremos com saídas golpistas como àquelas propostas por tucanos e seus aliados.
4. Em meio a essas incertezas, fecha-se o cerco sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Denúncias recentes atestam a veracidade dos depoimentos de operadores do esquema da Petrobrás, segundo os quais Eduardo Cunha foi o beneficiário de recursos desviados da estatal. A confirmação da existência de contas do presidente da Câmara dos Deputados em bancos na Suíça torna insustentável a permanência de Cunha na função de principal mandatário do parlamento brasileiro.
5. No plano da mobilização popular, inúmeras greves têm sido deflagradas contra as medidas do ajuste fiscal de Dilma e as tentativas das elites de socializar as perdas oriundas da crise econômica. Há, portanto, melhores condições para o desenvolvimento de uma agenda à esquerda para o enfrentamento às medidas conservadoras de Dilma e dos governos estaduais, especialmente mediante as lutas que serão travadas no segundo semestre por diversas categorias com o apoio do PSOL, como ocorreu na primeira parte deste ano. Nesse contexto, cumpre um papel central a criação da frente “Povo sem Medo”, que conta com as mais representativas entidades e movimentos sociais brasileiros. Fortalecer esse espaço é decisivo para o processo de reorganização da esquerda brasileira.
6. Diante deste quadro, a Executiva Nacional do PSOL reafirma as seguintes prioridades:
a) Fortalecer e apoiar todas as mobilizações sociais contra os efeitos da crise econômica sobre os trabalhadores e trabalhadoras;
b) Apoiar a construção e o fortalecimento da frente “Povo sem Medo” como espaço prioritário de toda a militância do PSOL para a organização das lutas;
c) Aprofundar, no âmbito do Congresso Nacional, a luta pelo “Fora Cunha” e em favor da punição de todos os corruptos e corruptores, incluindo os empresários vinculados ao escândalo da Petrobrás;
d) Fortalecer as lutas democráticas em favor da livre organização partidária, contra a Lei da Mordaça e em favor do fortalecimento do PSOL.
Executiva Nacional do PSOL Brasília, 5 de outubro de 2015