Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador despejos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador despejos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Direitos Humanos: Livro traz histórias das vítimas dos grandes eventos no Rio

Quarta, 17 de agosto de 2016
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Rita foi pressionada a trocar sua horta na Colônia Juliano Moreira por uma casa condenada pela Defesa Civil
Rita Barbosa, 59 anos, foi pressionada a trocar sua horta na Colônia Juliano Moreira por uma casa condenada pela Defesa CivilAnette Alencar/Divulgação Instituto Pacs
“Foram retirando as minhas coisas, arrastando pelo meio da rua, passando [com máquina de demolição] em cima da horta, quebrando tudo, arrastando geladeira, fogão e foram avançando, jogaram a máquina no galinheiro, onde 60 galinhas foram embora, salvamos umas, outras não, e eu fiquei no meio daquilo tudo. Ninguém me dava ouvidos. Só falavam: – a senhora tem que sair, acabou o prazo. Foi um choque muito grande. Eu nunca bebi, mas o que eu senti, foi como se eu tivesse misturado todas as bebidas fortes do mundo. Não conseguia ficar em pé”.

sábado, 6 de agosto de 2016

Definindo a Olimpíada em duas imagens

Sábado, 6 de agosto de 2016
Imagens rolando no WhatsApp
Clique nas fotos para ampliá-las


Jogos Olímpicos ou Jogos da Exclusão?

Sábado, 6 de agosto de 2016
Do Esquerda.Net
Na véspera da abertura da Olimpíada, Comité Popular divulga mapa dos despejos da população (77 mil pessoas), dos crimes ambientais e da militarização da cidade que marcam o projeto olímpico do Rio de Janeiro. Por Luis Leiria.
5 de Agosto, 2016 

Em todo o mundo, a Olimpíada do Rio de Janeiro, que abre esta sexta-feira no estádio do Maracanã, será como habitualmente acompanhada como uma festa do desporto e da fraternidade entre os povos. Mas na sua própria cidade-sede, o ideal olímpico está a ser ofuscado por uma onda de contestação à organização, que levou o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas no Rio de Janeiro a apelidar o evento deste ano de “Jogos da Exclusão”.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A Vila Olímpica e a Vila Autódromo

Quarta, 3 de agosto de 2016
Do Esquerda.Net
O legado olímpico, para os mais pobres, são remoções, especulação imobiliária, militarização da cidade. Não adianta tapar os vazamentos da Vila Olímpica. A face real dos Jogos é a Vila Autódromo. Por Guilherme Boulos
 
“Vila Autódromo foi alvo de assédio contínuo: despejos, violência, intimidação. Maioria das 600 famílias foi removida para regiões distantes ou recebeu indemnizações insuficientes para comprar outra casa”
“Vila Autódromo foi alvo de assédio contínuo: despejos, violência, intimidação. Maioria das 600 famílias foi removida para regiões distantes ou recebeu indemnizações insuficientes para comprar outra casa”

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Alunos da UERJ são atacados com bombas durante protestos

Sexta, 29 de maio de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Iluska Lopes
Os alunos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que faziam uma manifestação pacífica contra a remoção de moradores na “Favela do Metrô”, nas proximidades da Universidade foram lamentavelmente atacados pela Polícia Militar do RJ. De acordo com informações, os policiais chegaram a atirar bombas de efeito moral em direção ao estacionamento do campus.
Os estudantes participavam de uma assembleia no campus do Maracanã, para decidir se os professores entrariam em greve, foram avisados que naquele momento, a Polícia Militar fazia a desocupação na “Favela do Metrô”, que foi determinada pela Prefeitura do Rio.
— “Fomos informados que iam retirar os moradores ali na favela e que estavam batendo neles. A gente se reuniu para protestar lá. Estávamos nos manifestando pacificamente. Quando fechamos a rua, já vieram batendo na gente”, contou o estudante de direto William Júnior.
De acordo com uma das estudantes, que teme se identificar, um aluno foi espancado e preso. Em vídeo compartilhado no Facebook, agentes da segurança da própria Uerj usaram jatos d'água para dispersar manifestantes.
Moradores da comunidade e alunos da Uerj teriam revidado com pedras, segundo William. Alguns estudantes correram de volta para o campus. Durante o tumulto, a PM ainda teria atirado bombas de efeito moral em direção ao estacionamento da universidade. Alunos e professores ficaram “presos” dentro do campus, durante o tumulto.

sábado, 8 de novembro de 2014

Dossiê feito com comitês populares indica violações de direitos em obras da Copa

Sábado, 8 de novembro de 2014
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas (Ancop) lançou [ontem, 7 de novembro], na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, o Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil, que aponta as ações que ocorreram nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e que foi elaborado a partir das avaliações e participações dos comitês populares organizados nestas cidades. O documento, que analisa ainda os efeitos das Olimpíadas de 2016 na sociedade, trata de violações de direitos nas áreas de moradia; trabalho; acesso a serviços e bens públicos e mobilidade; esporte; meio ambiente; acesso à informação, participação e representação populares e segurança pública.
A integrante do Comitê Popular da Copa, Mariana Werneck, que participou da elaboração do dossiê, disse que um levantamento inicial da Ancop indicou que as intervenções nas cidades, em decorrência das obras dos megaeventos, como são classificadas a Copa e as Olimpíadas, iam atingir 250 mil pessoas, número que segundo ela, foi reduzido após o cancelamento de obras que estavam previstas na matriz de responsabilidade da Copa.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Documentário critica remoções e revela lado 'B' das Olimpíadas no Rio

Quinta, 30 de outubro de 2014
A alegria não é o único sentimento que os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, vão trazer para o povo brasileiro. Pelo menos é essa a mensagem que o longa-metragem “Se Essa Vila Não Fosse Minha”, do diretor Felipe Pena, vai passar. O documentário relata a história dos moradores da Vila Autódromo, que foram despejados para a construção do Parque Olímpico.
Através de depoimentos de pessoas que foram desalojadas, o filme vai mostrar o lado “B” das Olimpíadas. A crítica à desumanização e à arbitrariedade do processo de despejo em nome de um evento privado é o objetivo de Felipe ao longo do filme.

As imagens também não escondem o cenário de guerra em que ficou a Vila Autódromo após a destruição das casas daqueles que aceitaram a remoção. Os que ficaram, tiveram de viver em meio a escombros e ruínas, provando a precariedade da relação do Estado com as pessoas mais pobres do Brasil.

Atualmente, metade das 583 famílias da Vila Autódromo permanece morando no local. As remoções, por conta das Olimpíadas, continuam a desabrigar outras milhares de pessoas nas centenas de comunidades espalhadas pela Cidade Maravilhosa.

O documentário terá sua estreia no dia 18 de novembro, às 10 horas (de Brasília), no Espaço Itaú de Cinema, localizado na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. O filme também está sendo negociado para ser transmitido no Canal Brasil.

Fonte: Gazeta Esportiva //// Jornal de Brasília
==============
Leia também:

Vila Autódromo: Não se compram vidas com condomínios chiques


Altair enfrenta a terceira remoção da vida pelas Olimpíadas

Paes se compromete a tombar entorno do Maracanã

“A situação é muito grave”, diz SDH sobre remoções da Copa

Comitês populares denunciam remoções forçadas na ONU

Vídeo sobre remoções da Copa é exibido na ONU

Copa das Confederações? Não, das remoções!

Copa das Confederações? Não, das remoções!


Game – A Copa das Remoções

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Rio: área de risco

Segunda, 23 de junho de 2014
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo 
por Luciano Onça22 junho, 2014
Entre 2009 e 2013, cerca de 20,3 mil famílias foram removidas pela prefeitura do Rio na preparação para os megaeventos; comunidades que resistem provam que um dos principais argumento do poder público para as remoções – o de situação de risco – nem sempre é real
A 400 metros do Maracanã, as 700 famílias da comunidade do Metrô Mangueira foram pressionadas pelo poder público a sair de suas casas sob alegação de que estariam em situação de risco e com a promessa de que seriam reassentadas em lugar próximo. Os que aceitaram deixar suas casas foram transferidos para Cosmos, a 39 quilômetros de distância; os que resistiram conseguiram vagas em conjuntos habitacionais próximos, mas parte deles teve que aguardar as novas vagas entre os escombros das casas demolidas.
“Eles começam a remover, começam a demolir as casas, mesmo sem ter terminado de negociar com todas as famílias, o que é grave pois a gente sabe que nessas comunidades as casas são muito próximas umas das outras, parede com parede. Quando você faz a demolição de uma casa e a outra continua de pé, você acaba abalando essas estruturas e também abala psicologicamente a mobilização dessa comunidade quando aqueles entulhos ficam ali. E no caso do Metrô Mangueira se transformou em um caso de risco real.”
Mais do que isto, a história dos moradores do Morro da Providência, a favela mais antiga do país, mostra que a alegação de risco por parte do poder público nem sempre se sustenta. Ao resistir ao despejo planejado pelo programa de urbanização de favelas Morar Carioca, um dos legados dos megaeventos segundo a prefeitura, os moradores obtiveram revisões de laudos técnicos que mostraram que das 515 remoções justificadas por situação de risco, apenas 44 casos eram reais.

domingo, 8 de junho de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A última Ceia

Segunda, 28 de abril de 2014 
Por Siro Darlan
Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Coordenador-Rio da Associação Juízes para a Democracia.

A via sacra esse ano foi bem diferente. A primeira estação começoo com o povo Cristão sendo desalojado pela policia do Cabral/Pezão/Paes, que autorizado por um mandado judicial, desalojou centenas de famílias vítimas da falta de política habitacional de um prédio abandonado há anos por uma concessionária de serviços públicos. As famílias despossuídas de qualquer forma de políticas públicas foram enfim colocadas na rua com muito “tiro, porrada e bombas”.
Na segunda estação foram para a porta da Prefeitura tentar sensibilizar o Prefeito para lhes receber ou mandar algum emissário fazer respeitar o seu direito constitucional a moradia, princípio da dignidade da pessoa humana. Como era quinta feira santa, o Senhor Eduardo Paes lavou as mãos e mandou que sua Guarda Pretoriana baixasse o sarrafo no povo e retirasse de sua porta. Vários de seus “eleitores” saíram feridos, inclusive muitas crianças e adolescentes.
Na terceira estação, pensaram, já que nem o Prefeito, nem o Governador respeitam nossos direitos fundamentais, vamos nos queixar com o Bispo. Alguns ouviram as palavras do Papa Francisco que “As portas das Igrejas devem estar abertas aos sem teto e famintos”, e partiram para a Catedral do Rio de Janeiro.
Na quarta estação imaginaram, como é sexta feira santa, chegaremos cansados e espancados, chicoteados pela repressão dos poderosos, mas seremos consolados e entraremos triunfantes no templo onde teremos nossos pés lavados e consagrados pelo Pároco da Catedral.
Na quinta estação, caíram novamente decepcionados ao encontrarem as portas da catedral fechadas e as liturgias que tanto procuravam canceladas por medo do povo. Lembraram que talvez o Espírito Santo ainda não tenha chegado para com o seu sopro dar coragem aos discípulos para os receberem. Contudo ficaram em vigília permanente no estacionamento da catedral, até que o Divino Sopro chegou o Cardeal Dom Orani Tempesta convocou o Governador, o Prefeito, a Presidenta do Tribunal de Justiça, o Procurador de Justiça e mais 52 representantes da sociedade civil para compartilhar a busca de soluções para 74 famílias, com 195 pessoas que batiam às portas do Templo Sede da Igreja Católica.
Na sexta estação, caíram o Governador, o Prefeito, a Presidente do Tribunal de Justiça e o Procurador Geral de Justiça, que esquecendo suas responsabilidades sociais não compareceram. Afinal como poderiam perder uma sábado discutindo assuntos tão sem importância. Danem-se os direitos, dane-se o povo.
Na sétima estação, depois de três horas e meia de intensa discussão entre parlamentares federais e estaduais, membros do clero, representantes da sociedade civil, ou seja, mais de 52 pessoas buscando avidamente uma solução, os representantes do Pezão e do Eduardo Paes, membros do terceiro escalão dos respectivos governos, sem qualquer poder para dar soluções resistiram bravamente a qualquer proposta apresentada. Casa para as famílias, nem pensar, aluguel social depende de mudança na lei. Nenhuma proposta emplacava e em nada se avançou.
Na oitava estação, frustrados e transformados em comissão de estudos partimos para conhecer os “perigosos facínoras” que ameaçavam os palácios governamentais, acusados de estarem sendo manipulados pelas hostes do mal para prejudicar a excelente imagem do Governo. Encontramos no estacionamento da Catedral 97 crianças e adolescentes famintas e muitas delas doentes em razão da exposição às chuvas e falta de abrigos que as protejam; 45 jovens entre 18 e 29 anos; 40 adultos entre 30 e 59 anos e quatro idosos.
Na nona estação constatamos que embora em situação muito precária, estão sendo assistidos e alimentados pela Igreja e por instituições como a Toca de Assis, as irmãs de Madre Teresa de Calcutá e outros religiosos evangélicos e espíritas. Muitos, em sua maioria, são analfabetos, alguns estão inscritos no programa habitacional há mais de oito anos, segundo afirmaram. A maioria das famílias chefiada por mulheres e não há uma liderança formal.
A tentação de criminaliza-los em razão da situação de miséria absoluta é permanente, vez ou outra se houve as perguntas: Quem é o líder? Ou quem está por detrás disso? Ou quem os manipula? Perguntas inúteis e cretinas, além de insensíveis uma vez que o povo sofrido também pode e deve se organizar para reagir a tanta opressão.
Finalmente, na décima e última estação, está na hora da crucificação, e os representantes dos senhores Paes e Pezão sentenciam: ou vão para os abrigos ou ficam onde estão. Não há outra solução. Vem a sugestão, liga para o Governador para ver se ele autoriza uma solução emergencial. Sua representante tenta inutilmente, mas Sua Excelência não atende o chamado.
O povo então segue sepultado, excluído de seus direitos, no estacionamento da Catedral Metropolitana, sob os cuidados dos sacerdotes que não abrem as portas do templo para abriga-los, mas não os abandona dando-lhes assistência espiritual e material. Enquanto isso o povo aguarda que o milagre da ressurreição da cidadania ocorra e eles possam ser libertados da morte pela miséria, pela fome e pela insensibilidade dos governantes que os ignora e massacra.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Nota oficial da Comissão de Representantes da Ocupação da Telerj

Quarta, 16 de abril de 2014
No dia 31 de março milhares de famílias ocuparam um complexo de prédios e terrenos na região do Engenho Novo, zona norte do Rio de janeiro. Após doze dias essas famílias foram brutalmente despejadas e jogadas à própria sorte pelo poder público sem qualquer alternativa.
As negociações só se iniciaram após as famílias desabrigadas acamparem na frente da prefeitura municipal. A proposta dos representantes da prefeitura era apenas cadastrar as famílias e nada mais. Uma parte das famílias iniciou o cadastramento enquanto a maioria não pôde realizá-lo porque a própria prefeitura interrompeu o processo. Não houve nenhum avanço e as famílias permaneceram acampadas no local, sendo coagidas e humilhadas pela polícia e guarda municipal. Hoje, 15/4 uma nova reunião ocorreu. Apresentamos uma contraproposta que previa, além do cadastramento, uma solução emergencial para as famílias desabrigadas e um cronograma para acompanhamento da construção das moradias. Novamente a prefeitura se negou a nos ouvir, oferecendo apenas o término do cadastro das famílias que portassem uma “senha”. Esse fato confundiu, dividiu e revoltou o povo desabrigado, que tentou manter a mobilização mesmo com atitudes isoladas de algumas pessoas mais exaltadas. A resposta do poder público foi uma grande repressão. Algo inaceitável.
A culpa pela situação de caos gerada no dia de hoje não é da nossa comissão. Também não é do povo que está sendo constantemente mal tratado. Governos municipal e estadual devem uma resposta à essas famílias que não seja bomba ou cacetete. Devem nos receber para negociar algo de concreto e não apenas promessas vazias, das quais estamos cansadas.
Nossa luta não acabou e não será em vão! O povo unido, jamais será vencido!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Justiça Global denuncia atuação de defensor público geral do estado do Rio à ONU

Segunda, 14 de abril de 2014 
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil 
Edição: Fábio Massalli
A organização não governamental (ONG) de direitos humanos Justiça Global enviou informes às relatorias especiais de independência  do judiciário e de moradia adequada,  ligadas ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), denunciando atos do defensor público geral do estado do Rio de Janeiro, Nilson Bruno Filho.

sábado, 12 de abril de 2014

Mais uma remoção violenta no Rio de Janeiro

Sábado, 12 de abril de 2014
Do DDH*


Favela da Telerj, onde mais de 5 mil pessoas moravam, é brutalmente desocupada pela PM
 
Lúcia Helena Santana, 61 anos, recorreu à ocupação para fugir do aluguel. “Não tinha onde morar, porque não tinha mais dinheiro para pagar aluguel”, conta. Ela é apenas uma das milhares de pessoas que viveram a tensa situação na região do Engenho Novo e Jacaré, zona norte do Rio de Janeiro, onde policiais militares cumpriram hoje (11) a reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um edifício da empresa Telemar – controladora do grupo Oi, ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias. Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal O Globo foi detido e demais jornalistas que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente por policiais.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar, além de policiais no solo, utilizou-se de três helicópteros, além de uma retroescavadeira, utilizada para desobstruir a rua e realizar a remoção da população.
Moradores permaneceram protestando em frente ao prédio invadido pelo batalhão de Choque da PM  foto: Jornal A Nova Democracia
Moradores permaneceram protestando em frente ao prédio invadido pelo batalhão de Choque da PM foto: Jornal A Nova Democracia

Estado autoritário de direito promove despejos na favela da Telerj: "A rua agora é nossa única casa". Não vai ter copa! Faltam 60 dias

Sábado, 12 de abril de 2014
Daniel Mazola
Tribuna da Imprensa Online
Na manhã de ontem, na cidade dos megaeventos, onde será realizada a “Copa das Copas”, o sonho de muitas famílias foi atropelado por um contingente de mil policiais militares.
Os PMs chegaram ao local às 4h da madrugada para cumprir a ordem de reintegração de posse a “mando” da Oi, e do Estado reacionário. Foram registrados momentos de pânico dos moradores da ocupação, que não se intimidaram e enfrentaram a repressão. Em inúmeros momentos, jornalistas e midiativistas flagraram policiais disparando tiros de munição letal contra moradores com pedras e paus.
Policiais do Bope com touca ninja por baixo do capacete, armados com fuzis; agentes do Batalhão de Ação com Cães; bombeiros e guarda municipal. Muitas viaturas estacionadas e outras fazendo o transporte dos agentes. Muitos disparos de bala de borracha, mas também, (irresponsavelmente) foi possível ouvir som de disparo de arma de fogo. 

Moradores da ocupação relataram que mesmo enquanto passavam crianças, a repressão continuava. Os sem teto gritavam: "criança passando, criança passando", mas os agentes continuavam utilizando spray de pimenta muito perto e bombas de efeito moral. Um morador que foi atingido por bala de borracha foi para o hospital Salgado Filho e perdeu o olho. 

Chega da violência!

Sábado, 12 de abril de 2014
Quem promove a barbárie no Rio é o Estado.
Foto: Silvia Izquierdo/AP
Parte da equipe da Comissão de Direitos Humanos esteve durante o dia na desocupação da Favela da Telerj. Uma vistoria geral foi realizada e o comando da PM foi contactado. A UPA não informou o quantitativo exato de feridos, mas confirmou quatro casos graves: Maycon Gonçalves Melo (25 anos, levou um tiro de bala de borracha no olho e tem grandes chances de perder a visão), Regina Teixeira Vieira (55 anos, levou 6 pontos na mão ao tentar se proteger de uma bomba) e dois Policiais Militares (feridos com pedra, seus nomes ainda não foram divulgados).

A equipe ainda está acompanhando as famílias na Prefeitura para tentar estabelecer o diálogo com o poder público e garantir seus direitos.

A desocupação foi marcada por forte aparato policial e muita truculência. Verificou-se a total ausência de órgãos do Estado que pudessem oferecer algum tipo de assistência às famílias. A Comissão continuará acompanhando o caso.

Se tiver fotos ou vídeos de denúncia, nos envie para o e-mail ascommarcelofreixo@gmail.com

Fonte: Gabinete Marcelo Freixo, deputado estadual Psol/RJ
= = = = = = = = = = = = =
Leia também: Remoções como estão sendo feitas parecem 'apartheid', diz especialista

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entidades condenam prisão de jornalista em reintegração de posse no Rio

Sexta, 11 de abril de 2014
Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil 

Edição: Davi Oliveira
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) condenaram a prisão do repórter Bruno Amorim, de O Globo, durante cobertura de reintegração de posse no terreno da Oi, na zona norte do Rio, e pediram apuração do caso pelas autoridades. O jornalista registrava imagens da ação da Polícia Militar (PM) no terreno que ficou conhecido como Favela da Telerj quando foi imobilizado com uma chave de braço e teve os óculos arrancados por um policial sem identificação. Levado a uma delegacia, teve o celular apreendido por mais de uma hora.


Policiais militares entram em confronto com manifestantes e reagem sacando armas durante protesto contra desocupação do prédio da Telemar (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
A PM cerceou o trabalho da imprensa ameaçando jornalistas e prendendo um repórter durante desocupação no Rio — Vladimir Platonow/Agência Brasil
A polícia do Rio de Janeiro já havia ameaçado jornalistas no começo da reintegração de posse, no fim da madrugada de hoje (11). O repórter Leonardo Barros, também de O Globo, foi ameaçado com voz de prisão caso não “corresse” dali. De acordo com a Abraji, ao prender Bruno Amorim e ameaçar com prisão outros repórteres, a PM do Rio presta um desserviço ao direito à informação.

As entidades também condenaram a reação dos manifestantes que resistiam à desocupação e atacaram veículos da TV Globo, do SBT e da Record. Para a Abraji, ao depredar automóveis dos meios de comunicação, "os manifestantes se unem à polícia no ataque ao direito à informação de toda a sociedade". Na mesma linha, a Abert destacou que "é extremamente preocupante" o uso de métodos violentos empregados tanto pela Polícia Militar como por cidadãos civis, com o objetivo de impedir o trabalho jornalístico e privar a sociedade do acesso à informação.
= = = = = = = = = = =
Leia a nota da Abraji

Abraji condena prisão de repórter no Rio de Janeiro

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo condena a prisão do repórter Bruno Amorim, de O Globo, durante cobertura de reintegração de posse no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (11.abr.2014). O jornalista registrava imagens da ação da PM no terreno que ficou conhecido como Favela da Telerj quando foi imobilizado com uma chave de braço e teve os óculos arrancados por um policial sem identificação. Levado a uma delegacia, teve o celular apreendido por mais de uma hora. 

A polícia do Rio de Janeiro já havia ameaçado jornalistas no começo da reintegração de posse, no fim da madrugada de hoje. O repórter Leonardo Barros, também de O Globo, foi ameaçado com voz de prisão caso não “corresse” dali. Ao mesmo tempo, manifestantes que resistiam à desocupação atacaram veículos da TV Globo, do SBT e da Record.

A Abraji condena mais uma vez a ação violenta contra a imprensa. Ao prender Bruno Amorim e ameaçar com prisão outros repórteres, a PM do Rio presta um desserviço. Ao depredar automóveis dos meios de comunicação, manifestantes se unem à polícia no ataque ao direito à informação de toda a sociedade.

Diretoria da Abraji, 11 de abril de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Obras da Copa visam mais à estética do que a benefícios para a população


 

Entrevista especial com Anna Galeb

“Algumas das obras realizadas para a Copa são pouco necessárias e não trazem benefícios diretos para a população”, aponta a integrante do Comitê Popular da Copa de Curitiba.

Foto: Dom Total
A poucos meses de iniciar a Copa do Mundo, o Comitê Popular da Copa de Curitiba elaborou um relatório em que são denunciados oito casos de violações cometidas no financiamento das obras relacionadas ao evento. De acordo com Anna Galeb, advogada e integrante do Comitê, entre as denúncias de irregularidades está o caso de uso de dinheiro público na reforma da Arena da Baixada e a desapropriação de 300 famílias por causa da construção da terceira pista do aeroporto Afonso Pena.

Em entrevista concedida à IHU On-Line, por telefone, a advogada esclarece que, apesar de a obra na pista do aeroporto não estar mais prevista para ser concluída até a Copa, ela foi ocasionada por conta do evento. “Se não fosse o evento, ela não teria saído do papel. Mas por causa dos prazos e do financiamento, esta obra está adiada e ainda tem prazo para recomeçar”, assinala. E critica: “Sabemos que foram prometidas obras de mobilidade urbana para melhorar a qualidade do transporte e do fluxo na cidade, porém muitas delas não deixam benefícios para a cidade; são obras mais estéticas, como foi o caso da Ponte Estaiada, uma obra que deveria ter sido feita com um custo bem menor e com a mesma eficiência, mas que foi modificada para atender algumas construtoras e o próprio interesse da cidade de ter um cartão-postal que, na verdade, não serve para muita coisa”.

Na tarde de anteontem, dia em que uma comissão da Fifa esteve em Curitiba para avaliar a possibilidade de realizar os jogos do mundial na cidade, o Comitê Popular da Copa de Curitiba protocolou, no Ministério Público, o relatório Copa do Mundo e Violações de Direitos Humanos em Curitiba e realizou uma manifestação para denunciar irregularidades e violações cometidas no contexto de preparação para o evento.

Anna Galeb é advogada, formada em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal de Curitiba, e membro do Comitê da Copa de Curitiba.

Foto: Gazeta do Povo
Confira a entrevista.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

The Washington Post: Copa do Mundo pode significar despejos

Terça, 28 de janeiro de 2014
Jornal do Brasil
 
O jornal americano Washington Post, em sua edição de domingo (26) denunciou as remoções que estão sendo feitas em diversas favelas no Brasil por conta da Copa do Mundo nas cidades onde haverá jogos do mega-evento. A matéria, assinada pela jornalista Donna Bowater, tem como exemplo a capital gaúcha, Porto Alegre, que está promovendo várias remoções em comunidades carentes para dar lugar a obras de infraestrutura.

domingo, 27 de outubro de 2013

Pedalada no Rio cobra fim de remoções para obras da Copa e das Olimpíadas

Domingo, 27 de outubro de 2013
Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Uma pedalada contra violações do direito à moradia durante a remoção de casas, coloriu hoje (27) de amarelo um trecho da ciclovia na zona sul da cidade. Um grupo de ativistas pedalou neste domingo entre o Leme o Aterro do Flamengo, com a camiseta cor símbolo da organização não governamental (ONG) Anistia Internacional, que organiza a campanha Basta de Remoções Forçadas!.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

PM paulista indicia 14 policiais por crimes em ação paralela de desocupação do Pinheirinho

Quarta, 24 de julho de 2013
Elaine Patricia Cruz, repórter da Agência Brasil
São Paulo – A Corregedoria da Polícia Militar indiciou 14 policiais militares acusados de agressão, tortura e abuso sexual contra moradores de São José de Campos (SP). Os crimes foram cometidos em janeiro deste ano, quando os policiais foram chamados para reforçar o patrulhamento na cidade durante a desocupação de milhares de famílias que viviam em uma área na cidade conhecida como Pinheirinho. Segundo a Polícia Militar, os crimes ocorreram em ações paralelas à desocupação.

Entre os indiciados está um policial do Comando de Operações da Polícia Militar (Copom) de São José dos Campos, acusado de prevaricação (quando um funcionário público deixa de cumprir a função). Ele atendeu a um chamado, pelo telefone 190, de uma das vítimas e não deu a devida atenção ao caso. Dois policiais, entre eles um tenente e um sargento, foram indiciados por abuso sexual.