“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

STJ envia pedidos de dados sigilosos de Agnelo e Orlando

Quarta, 23 de novembro de 2011
Do G1 - DF

Quebra de sigilos foi autorizada por ministro relator do inquérito.
Governador e ex-ministro negam envolvimento em desvios no Esporte.

Débora Santos Do G1, em Brasília
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) enviou nesta quarta-feira (23) à Receita Federal, à Polícia Federal, ao Banco Central e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) os pedidos de dados fiscais e bancários sigilosos do governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (PT), de seu sucessor Orlando Silva (PC do B), do policial militar João Dias Ferreira e de mais oito empresas e entidades.

Todos são suspeitos de envolvimento no suposto esquema de desvio de dinheiro público do programa Segundo Tempo, que visa desenvolver atividades esportivas com crianças e adolescentes em comunidades carentes.

domingo, 6 de novembro de 2011

Frases ao vento

Domingo, 6 de novembro de 2011
“Eu sou osso duro de roer”. (Carlos Lupi, ministro do Trabalho, sobre as acusações feitas a ele e a sua pasta).

Orlando Silva, defenestrado do ministério do Esporte, havia declarado que era “indestrutível”. Acabou acabando.

sábado, 5 de novembro de 2011

Ministério do Esporte investe R$ 753 mil em pista sem uso

Sábado, 5 de novembro de 2011
Deu em o "Estado de S. Paulo"

Fundação da BA - que em 8 anos recebeu R$ 60 mi da pasta - sugeriu pista móvel de borracha, mas material está encalhado em balcão

Leandro Colon, enviado especial a Feria de Santana, Bahia
O abandono de 15 mil metros quadrados de borracha destinados a pistas de atletismo simboliza, no interior da Bahia, o descontrole e a falta de critério que tomaram conta do Ministério do Esporte. A pasta abraçou uma ideia mirabolante e “pioneira” de um professor de capoeira e presidente da Fundação de Apoio ao Menor de Feira de Santana (Famfs): transformar pneus velhos em pistas de atletismo.

O resultado está nos galpões da entidade. O material está encalhado e abandonado, conforme verificou a reportagem do Estado na quinta-feira passada.

O professor Antonio Lopes Ribeiro, presidente da Famfs, é parceiro antigo do Ministério do Esporte. Nos últimos oito anos, levou R$ 60 milhões da pasta em convênios dos programas Segundo Tempo e Pintando a Liberdade/Cidadania. Ele é personagem de dois inquéritos no Ministério Público por irregularidades no uso do dinheiro da pasta.

Com o discurso da sustentabilidade, o professor se ofereceu para receber dinheiro do Esporte pela produção, nas dependências de sua entidade, de pistas de atletismo com placas de resíduos de borracha. O ministério topou e, desde 2007, começou a repassar verba para o projeto.

Em 2009, surgiu uma novidade: a fundação recebeu R$ 753 mil para fazer uma pista de atletismo móvel, a “primeira oficial do mundo”, segundo palavras do professor Lopes e do site do ministério, e mais outras quatro fixas, todas com pneus velhos. O contrato foi assinado pelo hoje secretário nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ministério Público investigará exposição patrocinada por Orlando Silva na Copa de 2010

Sexta, 4 de novembro de 2011
Do Estadão

Segundo o MP, ex-ministro autorizou pagamento a uma empresa indicada pela CBF sem licitação

Vannildo Mendes
O Ministério Público Federal decidiu abrir inquérito civil para apurar se houve irregularidade na exposição "Brasil de Todas as Copas", patrocinada sem licitação pelo Ministério do Esporte na África do Sul, durante a Copa de 2010. Caso a suspeita se confirme, será aberta ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro Orlando Silva, que autorizou a assinatura do contrato com a empresa Memories Produções.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Não há inocentes – nem Silva, nem Agnelo e nem o PC do B


Quinta, 3 de novembro de 2011
Da coluna de João Bosco Rabello, no jornal "O Estado de S. Paulo"
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), não acha que uma gravação em que chama o soldado João Dias Ferreira de “mestre” e na qual aceita facilitar uma fraude para livrá-lo do desvio de milhões de reais, seja suficiente como prova de seu envolvimento nas falcatruas do programa Segundo Tempo, do ministério do Esporte.

É claro que o governador sabe do peso dessa fita no processo que responde junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), agora na companhia do ex-ministro do Esporte e também seu ex-Secretário Executivo na Pasta ao tempo em que se concebeu o programa, Orlando Silva.

Leia "Não há inocentes – nem Silva, nem Agnelo e nem o PC do B"

domingo, 30 de outubro de 2011

Inquérito contra Orlando Silva e Agnelo Queiroz é remetido ao STJ

Domingo, 30 de outubro de 2011
Do STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) remeteu, nesta sexta-feira (28), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), os autos do Inquérito (INQ) 3333, que investiga o ex-ministro do Esporte Orlando Silva e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, pela suposta prática de crimes contra a administração pública, envolvendo desvio de recursos do programa Segundo Tempo.

Com a saída do cargo, na última quarta-feira (26), Orlando Silva perdeu a prerrogativa de foro prevista no artigo 102 da Constituição Federal, segundo o qual cabe ao STF julgar ministros de Estado. A competência do STJ para julgar governadores está descrita no artigo 105 da Carta Magna.

sábado, 29 de outubro de 2011

Destaque revista Veja: Escândalo latente

O PCdoB ameaçou revelar os malfeitos do PT no Ministério do Esporte, mas no fim entregou Orlando Silva para continuar com a chave do cofre milionário
Leia mais no Blog do Sombra

As ONGs do Pc do B

Sábado, 29 de outubro de 2011
Nos tempos dos bravos João Amazonas, Mauricio Grabois, Arruda Camara, o PC do B se dizia representante no Brasil de Mao Tse Tung e do Partido Comunista Chinês. Deve ter sido de lá que trouxe a ideia de montar aqui uma fabrica de ONGs para arrancar dinheiro publico dos governos.
         
 Logo aparecem tres baianos comandando a empreitada : Renato Rabelo presidente do PC do B, Orlando Silva ministro do Esporte, Agnelo Queiroz governador de Brasília. A Bahia não merecia essa suja baianada. O Procurador Geral da Republica, Roberto Gurgel, que já os denunciou, diz que o escandalo não é só no governo e em Brasilia:-“Tem caráter nacional” 

(Jornalista Sebastião Nery, em artigo)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Segundo Tempo

Quinta, 27 de outubro de 2011 

Muito se tem falado no processo que tramitava na 12ª Vara Federal que já foi para o STJ, de lá para o Supremo Tribunal Federal tendo como relatora a Ministra Carmem Lúcia, e que vai voltar para o STJ após a queda do Ministro Orlando Silva.
  
O que todos estão esquecendo ou desconhecem, é que tramita na 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, um processo que pode condenar alguns e inocentar outros já apenados pelos últimos acontecimentos.
  
O processo de nº 0026459-10.2010.4.01.3400 – Ação Penal -  que se encontra em segredo de justiça, tem como réus o PM João Dias, a esposa e outras pessoas ligadas a ONGs e ao 2º tempo. Os autos que já contam com nove volumes, 04 apensos e 03 caixas, foram  inclusive retirados da Vara pela Advocacia Geral da União em 09/09/2011 por 24 horas,  embora não seja parte e não tenha protocolado qualquer petição. Veja aqui o andamento .
  
O conteúdo esclarecedor faz parte das quebras de sigilos telefônicos autorizados pela Justiça (veja aqui) que poderão decidir o futuro do Governador do DF Agnelo dos Santos Queiroz Filho.
  
Quem conhece o teor do processo, afirma que os diálogos travados entre o PM João Dias e os inúmeros interessados no desvio de verbas do Programa 2º Tempo, confirmam de forma inexorável  o que disse ontem o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), em nota já publicada neste Blog, “O capo não é o Orlando Silva, o capo é o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. É esse o homem”.
  
A pergunta que até agora não tem resposta é:  por que o processo da 12ª Vara teve seu sigilo quebrado tão logo chegou ao STJ e este da 10ª Vara permanece sem acesso público?

Fonte: Blog do Sombra

"Talvez a maior morte que tenha ocorrido neste episódio é a morte dos sonhos dos mais jovens..."

Quinta, 27 de outubro de 2011
Orlando e o PC do B: arrogância ou oligofrenia?

Por tonY pacheco, em Os Inimigos do Rei

E lá se vai mais um ministro da Dilma herdado de Lula. Coincidentemente, todo mundo que o mentor deixou pra ela foi pego com a boca na botija. Mas o que fico a pensar é o por quê de estes senhores resolverem se prestar ao papel de inocentes, que, realmente, não lhes cabe.

1) Precisava Orlando Silva se desmoralizar nacionalmente ao resistir às denúncias? Não seria mais prático renunciar imediatamente e dizer que voltaria quando inocentado fosse se inocente fosse?

2) Precisava o Partido Comunista do Brasil desmoralizar-se nacional e internacionalmente por causa de um ministro de caráter duvidoso? Não seria mais prático exigir sua renúncia à primeira denúncia e preservar o Ministério para o PCdoB? Agora, talvez não dê mais, pois o partido já mostrou que é igual ao ministro e vice-versa...

3) Precisava matar o sonho de tantas pessoas, principalmente jovens militantes, que acreditavam na honestidade de princípios socialistas? Talvez a maior morte que tenha ocorrido neste episódio é a morte dos sonhos dos mais jovens...

4) Precisava o Sr. Lula continuar a sua insana tarefa de manchar sua biografia defendendo mais uma pessoa suspeita das piores falcatruas? Não seria mais inteligente tomar distância dizendo que não é mais presidente e, por isso, não podia deitar falação sobre o caso?

5) Precisava o Sr. Lula se meter no caso como se eminência parda fosse, pessoa que está atrás do poder, desmoralizando a Presidenta da República, colocando-a na posição de fantoche, de boneco mamulengo?

6) E a Presidenta? Precisava demorar tanto tempo diante de denúncias tão graves?

E, aí, voltamos à pergunta inicial: é arrogância ou oligofrenia?
Se for arrogância, é quase que normal em se tratando dos altíssimos cargos que as pessoas ocupam. PODE SER CORRIGIDA.

Se for oligofrenia, que é o que desconfio, NÃO TEM JEITO. Vão errar, errar e errar até serem todos escorraçados do poder, ou por renúncia, ou por impeachment ou nas urnas, que é o que seria mais legal para a gente poder continuar neste clima democrático que tanto lutamos para implantar, derrotando a ditadura dos generais, almirantes e brigadeiros.

Diário Oficial da União Publicou hoje a exoneração do ministro Orlando Silva

Quinta, 27 de outubro de 2011
Foi publicada hoje (27/10) no DOU a exoneração do ministro Orlando Silva, do Esporte.

Como tudo no Brasil vira piada (até o mensalão), a exoneração foi “a pedido”.

Fracassa estratégia do casco duro

Quinta, 27 de outubro de 2011
Por Ivan de Carvalho

     O ex-presidente Lula instigou o ministro do Esporte, Orlando Silva e seu partido, o PC do B, a resistirem às denúncias feitas por algumas pessoas, por intermédio de veículos de comunicação social e consolidadas por estes, mediante algumas investigações e checagens. Claro que muito resta a esclarecer e espera-se que provas materiais sejam apresentadas ou produzidas.
 
Mas os “fatos” – para usar vocábulo empregado pelo procurador geral da República, Roberto Gurgel – acumularam-se a ponto de justificarem a abertura de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal. E foi por isto que Gurgel pediu a abertura de inquérito e o STF o atendeu. Isso complicou gravemente o caso sob o aspecto político e prejudicou não só as imagens do ministério e do ministro, que já estavam bem ruins, como desfavoreceu as do governo e da própria presidente da República.
 
Ao aconselhar com veemência o então ministro Orlando Silva a lutar para ficar no cargo e o PC do B a sustentá-lo com o máximo vigor, o ex-presidente Lula deu a impressão, como já o fizera em recentes episódios anteriores, que não gosta de faxina e que o remédio para encerrá-la é resistir a ela e não remover a poeira, para usar um substantivo leve, sob os aspectos físico e semântico.
 
O ex-presidente sustentou publicamente que ministro (quando é atacado, denunciado) precisa ter “casco duro”, isto é, ser capaz de tomar pancada sem ceder, sem desistir. Resistir para ficar no cargo. É uma opinião dele e ele tem direito a ela.
 
Essa “estratégia do casco duro” – as aspas são minhas – faz sentido, de certa forma, pois se ficar evidente que denúncias, mesmo fundadas, não derrubam ministros e outras altas autoridades, a conseqüência lógica é um poderoso desestímulo aos denunciantes. Já que no final tudo ficaria por isso mesmo, a descrença se instalaria, a indignação se apagaria, o mal feito endêmico se consolidaria e tudo ficaria pacificado, sem ter o governo que enfrentar crises políticas tão merecidas como as que o têm atingido. 

A crise em curso é das brabas, pois era o ministro Orlando Silva que deveria estar à frente dos assuntos da Copa do Mundo de 2014 e não estão fora do raio de ação do mesmo ministério também as Olimpíadas de 2016. E o ministério será ocupado por um interino, Waldemar Manoel de Souza, mas o governo e o PC do B vão decidir quem, do PC do B, sucederá, em caráter de titular do cargo, o ex-ministro Orlando Silva.
 
Mas a crise é braba não só por isto. Também porque o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, era do PC do B e como representante deste partido antecedeu Orlando Silva como ministro do Esporte. Várias denúncias no Ministério do Esporte vêm do tempo de Agnelo Queiroz. O inquérito do STF não irá ignorar o gigantesco detalhe. Já que falamos em detalhe: tanto Orlando quanto Agnelo são baianos.
 
Mas, voltando à “estratégia do casco duro”, seu fracasso neste caso não é atestado apenas pela queda do ministro Orlando Silva, que todos viram na televisão demonstrando uma confiança – que não existia – em sua permanência no cargo. Enquanto ele falava à nação, sentia-se a corda apertar em seu pescoço. Apertar-se tanto que não imagino como conseguia emitir ainda algum som ao microfone.
 
O fracasso da “estratégia do casco duro” acabou atingindo também a presidente Dilma. Ela estivera disposta a dispensar o ministro antes, recebeu o apelo para aplicar a estratégia, decidiu adiar a demissão, para mostrar que não decidia sob pressão. Aí surgiram novas denúncias e, o pior, a abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal. Diante disso, a presidente teve que agir, não só sob pressão, mas às carreiras. Estava ficando mal na foto.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quinta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.
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Casco duro
                     Foto: site o mascote

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PGR diz que processo de Orlando Silva deve ir ao STJ ainda esta semana

Quinta, 26 de outubro de 2011
Da Agência Brasil
Débora Zampier -  Repórter
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (26) que pedirá à minitra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que envie ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o inquérito que investiga o envolvimento de Orlando Silva em um esquema de desvio de dinheiro público do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, conforme denúncias feitas pelo policial militar João Dias Ferreira.

Isso ocorrerá porque com a saída de Silva do ministério, ele, como ex-ministro, deixa de ter foro privilegiado. Cármen Lúcia é a relatora do inquérito aberto no STF para apurar as denúncias.

De acordo com Gurgel, o processo deve ser remetido ao STJ ainda esta semana. O caso continuará a tramitar em corte superior porque o outro investigado no caso – o ex-ministro da pasta e atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz – tem prerrogativa de foro privilegiado.

O procurador-geral declarou que continuará cuidando do caso em um primeiro momento. “A primeira aparência é a de que todo esse Programa Segundo Tempo tem sérios problemas de irregularidades em todo o país”, disse Gurgel, ao defender que as investigações têm que continuar. 

O destrutível das tapiocas

Quarta, 26 de outubro de 2011
Com a abertura do inquérito no STF, o “indestrutível” Orlando Silva, o ministro das tapiocas e ONGs, já deve estar achando que não é tão inatingível assim.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Orlando, o “indestrutível”

Terça, 25 de outubro de 2011
Acusado de corrupção pelo PM João Dias (ex-militante do PC do B, ex-candidato a deputado distrital pelo mesmo partido, e ex-amigo do governador Agnelo Queiroz, de Brasília), o ainda ministro Orlando Dias se diz “indestrutível”.  Foi em carta aos camaradas cariocas do seu partido, o PC do B.

Talvez confiante nas ameaças do seu partido de que se ele for derrubado leva junto o governador de Brasília, hoje no PT.
 
João Dias, o campeão de kung fu, e delator, acha que não. Que Orlando vai ser destruído.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Policial diz que pelo menos 20 ONGs aceitam delatar esquema no Esporte

Segunda, 24 de outubro de 2011
Do Estadão.com
João Dias afirmou que nenhuma gravação dos áudios que entregou à PF contém a voz do ministro, mas que seria impossível ele não conhecer o esquema

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo
Em novo depoimento, que durou mais de quatro horas, o policial militar João Dias informou ontem à Polícia Federal que pelo menos vinte Organizações Não Governamentais (ONGs) estão dispostas a delatar o esquema de arrecadação de propina que o PC do B teria montado no Ministério do Esporte, junto a entidades conveniadas com o programa Segundo Tempo. Os representantes das entidades, segundo ele, vão depor nos próximos dias.

João Dias deixa a superintendência da PF após prestar depoimento
Como havia prometido no primeiro depoimento, semana passada, Dias entregou documentos, 13 áudios, um celular e mídias que, a seu ver, comprovam os desvios de recursos públicos da pasta no programa. O material será submetido à perícia da PF. Entre as mídias estão dois áudios, publicados pela revista Veja esta semana, nos quais dirigentes do ministério instruem o policial a fraudar documentos de prestação de contas de convênios firmados entre a pasta e duas ONGs que ele dirige.

João Dias diz que entregará 13 gravações durante depoimento à PF

Segunda, 24 de outubro de 2011
Da Agência Brasil
Roberta Lopes e Pedro Peduzzi - Repórteres
Autor de denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, o policial militar João Dias Ferreira se encontra na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde prestará novo depoimento. Ao chegar à PF hoje (24), Ferreira disse que entregará aos investigadores 13 arquivos de áudio e uma relação de nomes de empresas beneficiadas pelo suposto esquema.

João Dias acrescentou que pessoas ligadas ao ex-ministro e atual governador do DF, Agnelo Queiroz, participam das gravações, mas negou ter qualquer gravação com o atual ministro, Orlando Silva. “Há apenas pessoas próximas a ele”, disse o policial militar, referindo-se a Fábio Hansem – então chefe de gabinete da Secretaria Nacional do Esporte Educacional, mas que atualmente assessora Orlando Silva – e Charles Rocha, então chefe de gabinete da Secretaria Executiva do ministério. A reunião, segundo a revista Veja, ocorreu em abril de 2008.

“Fui convidado para uma reunião na calada da noite, com o objetivo de parar com a produção de documentos falsificados que originaram a Operação Shaolin”, disse. “Acredito que [durante] toda a semana vão aparecer coisas novas porque estamos recuperando as provas”, disse em referência aos arquivos na PF obtidos durante a operação.
Além disso, acrescentou, entregará até a próxima quarta-feira (26) oito vídeos de Michael Vieira, a primeira pessoa a denunciar o esquema, negociando uma delação premiada. “A minha briga é para provar que existem vários pagamentos de diversas empresas e entidades. Como nós rejeitamos esse protocolo, aconteceu a Operação Shaolin”, disse.

Ele voltou a reafirmar que acha difícil o ministro não ter conhecimento do esquema, já que em todas as reuniões o chefe de gabinete e o secretário executivo estavam presentes, além de pessoas que cuidavam da área de prestação de contas e fiscalização do ministério. “A reunião [sobre o Segundo Tempo] é feita no sétimo andar da Secretaria Executiva, com a cúpula do ministério. Então é de interesse do ministério”, completou.

Ex-militante do PCdoB, mesmo partido do ministro, João Dias Ferreira é responsável pela Federação Brasiliense de Kung Fu e pela Associação João Dias de Kung Fu, organizações não governamentais (ONGs) com as quais o ministério firmou dois convênios em 2005 e 2006, para que crianças e jovens em situação de risco fossem atendidos pelo Programa Segundo Tempo, criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas.

Segundo a denúncia do policial militar, Orlando Silva comandaria um esquema de desvio de parte do dinheiro que o ministério repassava a entidades conveniadas ao programa federal. Ferreira e um de seus funcionários, Célio Soares Pereira, haviam garantido que Silva recebeu pessoalmente, na garagem do ministério, parte do dinheiro obtido com o esquema.

Outro programa do Esporte depositou R$ 1,3 milhão em contas de fantasmas

Segunda, 24 de outubro de 2011
Do jornal O Estado de S. Paulo
Dinheiro público. Verba do ministério, em crise por conta de irregularidades na ação Segundo Tempo, também irrigou contas de empresas de fachada ou sem relação com produtos vendidos para o Pintando a Cidadania; Wadson Ribeiro (PC do B) assinou convênios

Leando Colon, o Estado de S. Paulo
Dezenas de cheques de um convênio do Ministério do Esporte mostram que o descontrole no uso do dinheiro público não atinge só o programa Segundo Tempo. Pelo menos R$ 1,3 milhão do ministério foi parar no ano passado na conta de empresas fantasmas ou sem relação com o produto vendido para o programa Pintando a Cidadania.

Há cheques, por exemplo, de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa destinatária dos cheques disse ao Estado que desconhece o que foi vendido, alegando ter "arranjado" a nota fiscal para um amigo receber dinheiro do ministério.

No dia 31 de dezembro de 2009, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, assinou convênio de R$ 2 milhões com o Instituto Pró-Ação, com sede em Brasília. Ex-presidente da UNE e filiado ao PC do B, Wadson é homem de confiança do ministro Orlando Silva e assinou, nos últimos anos, boa parte dos convênios sob suspeita. Segundo o Portal da Transparência, o convênio com a Pró-Ação foi encerrado em abril deste ano e está em fase de prestação de contas.

O Pintando a Cidadania atua em parceria com outros projetos do ministério. para "fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes".

Leia a íntegra da reportagem.
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Comentário do Gama Livre: Enquanto organizações como a Pintando a Cidadania pintam o sete com o dinheiro do povo,  a "faxineira" do Planalto nem pra dar uma vassourada no ministro.

sábado, 22 de outubro de 2011

Continua saindo pus do Segundo Tempo

Sábado, 22 de outubro de 2011
Da revista Veja que chega às bancas neste sábado:

Assessores de Orlando Silva ajudaram PM a burlar fiscalização

Em gravações obtidas por VEJA, funcionários do ministério ajudam o PM a se livrar de ofício que o acusava de irregularidades

O PM João Dias, que narrou a VEJA os bastidores do esquema de corrupção operado no Ministério do Esporte
O PM João Dias, que narrou a VEJA os bastidores do esquema de corrupção operado no Ministério do Esporte (Lula Marques/Folhapress)


Clique nas imagens para ampliá-las
A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz mais um capítulo do esquema de corrupção que transformou o Ministério do Esporte numa fábrica de dinheiro para o PCdoB - e também para políticos e entidades ligadas a ele.

Depois de relatar, na semana passada, denúncias do policial João Dias Ferreira contra o ministro Orlando Silva e seus comandados, VEJA teve acesso a novas provas da maneira como a máquina do Esporte se corrompeu. São gravações de uma conversa de abril de 2008 entre João Dias e dois assessores próximos de Orlando Silva: Fábio Hansen, então chefe de gabinete da Secretaria de Esporte Educacional, que cuida do programa Segundo tempo, e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério.


Foi o próprio João Dias quem registrou a conversa. Militante do PCdoB e dirigente de uma ONG, ele havia sido pego de surpresa por um ofício do Ministério do Esporte, enviado à polícia militar, responsabilizando-o por irregularidades e desvios de dinheiro num convênio de sua entidade com o programa esportivo federal Segundo Tempo. Em sua visita aos assessores de Orlando Silva, ele cobrava uma solução para o problema. E a pressão surtiu efeito imediato.

A gravação demonstra que Hansen e Rocha se esmeraram para arquitetar uma fraude que livrasse João Dias da investigação. "A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou", propôs Charles Rocha. E Hansen completou: "Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo." Ele ainda explicou que esses pedido de prorrogação deveria ter data falsa.

Nos dias seguintes, a operação foi realizada exatamente como programado. Os dois ofícios enviados à PM - o original e o que pede que a investigação seja esquecida - foram reproduzidos pelo site de VEJA.

Alvejado pelas denúncias de João Dias, o ministro Orlando Silva passou a semana se explicando. Tentou desqualificar o acusador, qualificando-o de "bandido". A gravação obtida por VEJA mostra que figuras graúdas do ministério não pouparam esforços para beneficiar o "bandido" com uma fraude.

Em depoimento no Congresso, Orlando Silva chegou a mencionar o vai-e-vem de ofícios entre o Esporte e a polícia militar, qualificando-o como procedimento administrativo regular. Também não é isso o que transpira das gravações.

Sim, é verdade que um terceiro documento, informando sobre a abertura de uma auditoria nos convênios do policial, foi enviado à PM pelo ministério. Só que um ano e meio depois da inacreditável - e reveladora - reunião entre João Dias, Hansen e Rocha, que VEJA esmiúça na edição desta semana.