Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Saques bancários reforçam denúncia contra Agnelo

Segunda, 2 de abril de 2012 
Dados confirmam movimentação financeira relatada por testemunha. Atual governador teria recebido 256 mil reais em 2007. Ele nega a acusação

A comprovação de dois saques bancários reforça a denúncia de que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, recebeu um pagamento de 256 mil reais de propina em agosto de 2007. Os recursos seriam oriundos de desvios no Ministério do Esporte, que foi comandado pelo petista entre 2003 e 2006. Leia mais.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Delegado da Operação Shaolin é absolvido pela Justiça

Quarta, 14 de março de 2012
Do Blog do Sombra

A Juíza da 11ª Vara Civil de Brasília julgou improcedente ação impetrada pelo Governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz contra o Delegado GIANCARLOS ZULIANI JUNIOR que investigou os desvios de dinheiro público praticados pelas associações Federação Brasiliense de Kung-Fu - Febrak e Associação João Dias de Kung-Fu e Fitness - no Programa 2º Tempo do Ministério dos Esportes.

Na ação Agnelo Queiroz buscava indenização por danos morais, acusando o Delegado de ter utilizado politicamente o relatório do inquérito e  vazado para imprensa conteúdos da investigação.

Na Decisão Agnelo é condenado a pagar as custas e honorários dos advogados. ...
 

Fonte: TJDFT / Blog do Sombra - 14/03/2012

sábado, 12 de novembro de 2011

Mais pus

Sábado, 12 de novembro de 2011
Da Época / Blog do Sombra

Chantagens, propinas e contradições

O patrimônio do governador Agnelo Queiroz aumentou 413% entre 2006 e 2010. Personagens do submundo de Brasília o acusam de se beneficiar de desvios de dinheiro público nesse período


SOB SUSPEITA O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele é mais um integrante do time  que enriqueceu na política  (Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
O passado recente do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), bate a sua porta a todo momento. Nas últimas semanas, Agnelo foi atingido por uma sequência de denúncias sobre suas passagens pelo Ministério do Esporte e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos dois casos, Agnelo se atrapalhou nas explicações. Falta esclarecer suas verdadeiras relações com o policial militar João Dias, responsável por desvios de dinheiro público de convênios do Esporte. Nesse caso, o governador terá oportunidade de apresentar suas justificativas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agnelo não convenceu ao tentar justificar um depósito de R$ 5 mil em sua conta bancária feito por Daniel Almeida Tavares, um lobista do setor farmacêutico. Disse que o dinheiro era o pagamento de um empréstimo pessoal. A Polícia Federal investiga as acusações de que, na Anvisa, Agnelo beneficiou grandes laboratórios em troca de doações para sua campanha eleitoral de 2010. No rol de suspeitas, há casos mais graves. Agnelo é acusado de receber propina nos dois cargos ocupados no governo Lula.

Agnelo também tem dificuldades para explicar o crescimento de seu patrimônio no período em que pertenceu ao governo federal. ÉPOCA teve acesso a um processo que tramita na Justiça Federal no Rio de Janeiro. Nele estão anexadas suas declarações de Imposto de Renda entre 2003 e 2007. Não há bens declarados, apenas rendimentos auferidos com salários. Agnelo afirma que seus bens estão registrados no Imposto de Renda de sua mulher, Ilza Maria Santos Queiroz. À Justiça Eleitoral, no entanto, a cada eleição que disputa, Agnelo apresenta declaração sobre seus bens. Chama a atenção nessas declarações o salto do patrimônio próximo de 413% entre 2006 e 2010. Em 2006, quando se candidatou ao Senado, Agnelo relacionou bens – contas bancárias, três automóveis e um apartamento – com valor declarado de R$ 224 mil. Naquele ano, Agnelo declarou ter recebido R$ 187.899 de remuneração. Desse valor, Agnelo doou a seu partido de então, o PCdoB, R$ 42.368 – o equivalente a 22,7% de sua renda bruta.

No ano seguinte, a renda declarada por Agnelo caiu para R$ 57.642. Durante oito meses, até ser nomeado para uma diretoria da Anvisa em novembro de 2007, Agnelo recebeu apenas o salário de menos de R$ 3 mil mensais como médico da rede pública. Apesar disso, quatro anos depois, Agnelo entregou à Justiça Eleitoral uma relação de bens com valor cinco vezes maior: R$ 1,1 milhão. Entre as duas declarações, Agnelo comprou uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, e dois apartamentos. No ano passado, ÉPOCA mostrou que Agnelo construiu uma quadra de tênis e um campo de futebol em uma área pública ilegalmente incorporada ao terreno da casa.
Ouça trechos da entrevista com Daniel Tavares

Agnelo na mira

E ainda tem mais
Em nota, Agnelo afirmou que seu patrimônio cresceu porque a declaração passou a reunir os bens dele e da mulher. “A declaração de Imposto de Renda de Agnelo Queiroz, referente a 2006, é uma declaração individual de patrimônio”, diz o texto. “Em 2010, foi apresentada declaração de Imposto de Renda em conjunto com a esposa, Ilza Queiroz, do patrimônio agregado do casal.” Na declaração de Imposto de Renda apresentada por Agnelo referente ao ano de 2006, não há, porém, nenhum bem em nome do governador. Essa prática se repetiu, segundo os documentos em poder da Justiça Federal a que ÉPOCA teve acesso, nas declarações referentes a 2003, 2004, 2005 e 2007.


Pistas importantes para explicar o aumento do patrimônio de Agnelo surgem em conversas com João Dias e Daniel Tavares. Personagens do submundo político de Brasília, eles são ex-integrantes do PCdoB e, em alguns períodos, estiveram muito próximos a Agnelo. Nos últimos meses, ÉPOCA entrevistou os dois. Com Daniel Tavares, as conversas foram realizadas entre junho e a semana passada. Com João Dias, a entrevista foi feita há cerca de um mês, após a divulgação de suas acusações, que derrubaram o então ministro do Esporte, Orlando Silva.

Na semana passada, deputados de oposição no Distrito Federal divulgaram um vídeo em que Daniel afirma ter depositado R$ 5 mil na conta bancária de Agnelo em 25 de janeiro de 2008. Na ocasião, Daniel era lobista do laboratório União Química. Agnelo era diretor da Anvisa – órgão responsável por fiscalizar a União Química. Segundo Daniel, o dinheiro era um complemento a uma propina de R$ 50 mil paga a Agnelo. No mesmo dia do depósito, o então diretor Agnelo emitiu um certificado da Anvisa favorável à União Química. O PT saiu em defesa de Agnelo e apresentou outro vídeo. Nesse, Daniel muda radicalmente. Ele desmente sua declaração anterior e endossa a versão de Agnelo: o governador afirma que a remessa bancária era apenas o pagamento de uma dívida pessoal. Daniel diz que, no primeiro vídeo, gravado em outubro, apenas repetiu denúncias que constavam de um roteiro elaborado pela oposição.

Em junho, Daniel contou uma história diferente a ÉPOCA. Ele e seu irmão Cláudio procuraram a revista. Daniel se disse ameaçado por aliados do governador e afirmou ter provas de que Agnelo recebeu propina: a transferência bancária e um vídeo em que ele aparecia entregando dinheiro a Agnelo. Segundo Daniel, as ordens para pagar Agnelo vinham de Fernando Marques, em troca de favores na Anvisa. Daniel disse que, na campanha eleitoral, promoveu um leilão para vender o vídeo e o comprovante de depósito. Afirmou que, por uma questão de preço, não fechou negócio com aliados do ex-governador Joaquim Roriz, adversário de Agnelo. Daniel afirmou que, por ter preservado Agnelo, ganhou um emprego no governo.

Em entrevista a ÉPOCA, gravada, Daniel disse que a primeira vez em que entregou dinheiro a Agnelo foi depois da campanha eleitoral de 2006. Segundo Daniel, Fernando Marques presenteou Agnelo com um Fiat Palio branco, registrado em nome da União Química. “Era para o filho dele (Agnelo), para o filho dele”, afirmou Daniel. De acordo com ele, Agnelo preferiu receber o dinheiro da venda do carro, efetuada por Daniel numa loja de veículos. A mesma história do Palio branco, sem citar o nome do governador, foi divulgada pelo policial militar João Dias no início do mês passado. Pouco antes de denunciar o então ministro, Orlando Silva, João Dias criou o blog Em Rota de Colisão. Dias começou a distribuir ameaças. Entre elas, mencionou a história do carro.

Em outra nota, publicada no blog em outubro, João Dias faz uma ameaça velada a Agnelo. Ele afirmava que Daniel reclamava que ainda não recebera os R$ 250 mil prometidos para não denunciar Agnelo. Ainda não se sabem os argumentos que fizeram Daniel passar, na semana passada, de acusador a defensor de Agnelo. Como Daniel, João Dias também mudou de postura. Ele afirmou a ÉPOCA que criou o blog para reagir à demissão de seu amigo Manoel Tavares da presidência da corretora do Banco de Brasília (BRB). Dias disse que o motivo de sua revolta com o governo de Agnelo era o presidente do BRB, Edmilson Gama, a quem acusou de derrubar seu protegido. Em meados de outubro, João Dias deixou de atacar Agnelo. Na semana passada, Edmilson Gama deixou a presidência do BRB.

Em todas as ocasiões em que foi acusado, Agnelo caiu em contradição na hora de se explicar. Agnelo afirma uma coisa no início para, em seguida, confrontado com provas inequívocas do contrário, mudar sua versão. Assim que surgiram sinais de sua ligação com João Dias, responsável por uma fraude no Esporte, Agnelo afirmou que só o conhecia de contatos políticos. Depois que ÉPOCA divulgou gravações que mostravam intimidade entre os dois, Agnelo admitiu ser amigo de João Dias. O mesmo procedimento se repetiu com Daniel. Agnelo disse que só tivera com ele “reuniões de trabalho”. Depois, diante do comprovante de depósito de R$ 5 mil em sua conta, Agnelo disse que teria emprestado dinheiro a Daniel. Daniel estaria, portanto, apenas pagando uma dívida.

As ligações de Agnelo com os ex-patrões de Daniel exigirão mais explicações. No ano passado, a União Química doou R$ 200 mil para a campanha eleitoral de Agnelo. Ele também recebeu uma doação de R$ 300 mil da M Brasil. Trata-se de uma empresa de fachada, que pertence ao grupo controlador da distribuidora de medicamentos Barenboim S.A. Em dezembro de 2009, Agnelo contrariou as normas da Anvisa para favorecer a Barenboim. Agnelo ignorou uma proibição expressa e autorizou a Barenboim a atuar ao mesmo tempo como atacadista e varejista no mercado de medicamentos. No ano passado, a Anvisa não renovou a autorização por considerá-la ilegal. A Barenboim recorreu à Justiça e perdeu.

Depois de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, Agnelo é mais um governador do Distrito Federal em apuros por suspeitas de corrupção. Seu destino depende das investigações da Polícia Federal e de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça. Em nível local, as chances de as autoridades do Distrito Federal fazerem algo é remota. Na sexta-feira, o presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), arquivou cinco pedidos de impeachment de Agnelo, apresentados pela oposição. Agnelo também tem apoio do PT nacional. Na semana passada, o ex-deputado José Dirceu foi abraçar Agnelo em sua festa de aniversário. Os ingressos para a festa foram vendidos a R$ 50. Não consta que o pagamento pudesse ser feito por meio de depósito em conta.
Por Andrei Meireles, Hudson Corrêa e Murilo Ramos
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Observação do Gama Livre: No vídeo divulgado pelo deputado distrital Chico Vigilante, Daniel Almeida desmente o que declarara à deputada Celina Leão e afirma que nunca falou a blogueiros ou à revistas. 

A gravação feita pela revista Época desmente, anula, possivelmente, tudo o que Daniel declarou no segundo vídeo, o mostrado por Vigilante.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Continua a sair pus da política de Brasília

Sexta, 11 de novembro de 2011
Da IstoÉ, edição 2192, desta sexta (11/11).

Uma ONG da saúde no esquema de Agnelo

Ex-colega do governador do DF, dona de entidade condenada pelo TCU, o acusa de jogá-la para dentro das fraudes do programa Segundo Tempo no Esporte

Claudio Dantas Sequeira

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Pela primeira vez desde que foi revelado o esquema montado pelo atual governador do DF, Agnelo Queiroz, no Ministério do Esporte, surge uma testemunha que não tem envolvimento político no caso. Hematologista com mais de 30 anos de serviço público, a médica Jussara Oliveira Santa Cruz de Almeida não é ligada a nenhum partido político, é bem-sucedida e reconhecida internacionalmente por seu trabalho com hemofílicos. Há dois anos, recebeu um certificado da Federação Internacional de Hemofílicos atestando proficiência na área. Este ano, porém, na condição de dirigente da Associação dos Voluntários, Pesquisadores e Portadores de Coagulopatias (Ajude-C), Jussara se viu arrolada pelo TCU, teve suas contas reprovadas e foi condenada a devolver à União mais de R$ 300 mil. Na semana passada, em entrevista à ISTOÉ, a hematologista abriu o jogo e explicou como tudo aconteceu. Disse que foi usada pelo esquema de Agnelo de desvio de recursos do Esporte por meio de ONGs e acabou virando sua cúmplice. “Tínhamos que cumprir uma série de requisitos, fazer licitações, prestar contas de pagamentos a fornecedores. Eles, então, me apresentaram ao João Dias, dizendo que ele poderia me ajudar”, afirma a médica.

Ela e Agnelo, que também é médico, se conheceram nos tempos de residência no Hospital de Base, de Brasília. A amizade foi o que levou a médica a procurar o então ministro em busca de apoio para projetos envolvendo a prática esportiva no tratamento da hemofilia por meio da Ajude-C. A parceria começou em 2004, quando o Ministério apoiou a realização da I Olimpíada Latino-americana de Portadores de Coagolupatia. O programa deu certo. Quando lançou o Segundo Tempo, Jussara não teve dúvidas e recorreu novamente ao amigo ministro. A partir daí, começaram os problemas. Foi através de Agnelo que Jussara caiu na teia do esquema pilotado por João Dias. “O Agnelo pediu que eu procurasse o Rafael Barbosa (então secretário Nacional de Esporte Educacional e, até hoje, braço direito de Agnelo no governo do DF), que, por sua vez, me conduziu aos outros personagens do esquema.”
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VELHOS CONHECIDOS
Jussara e Agnelo se conhecem desde os tempos de residência no Hospital de Base, de Brasília
A médica foi apresentada ao policial militar João Dias, durante um congresso de capacitação de gestores, por meio de outra funcionária do ministério, chamada Racilene Santiago, a Lene, esta indicada a Jussara por Rafael Barbosa. Logo depois, o policial militar a levou ao comerciante Miguel Santos Souza, responsável por criar empresas laranjas e recrutar ONGs fantasmas, conforme revelou ISTOÉ em sua última edição. Jussara Almeida conta que Miguel ficou responsável por toda a parte legal, organizando pregões de fachada e emitindo notas frias. “Ele chegou a levar o pregoeiro à sede do Hospital de Apoio. Eu falei que não tinha como pagar por aquilo tudo, mas ele disse para não me preocupar”, diz. As empresas que participaram da concorrência funcionavam no mesmo endereço, na 711 Norte. Quem venceu a licitação fraudulenta da Ajude-C foi a JG Comércio, a mesma que conseguiu contratos em cinco ministérios, no STF e nas Forças Armadas. “Quando o ministério liberava a verba, eu sacava para pagar o Miguel. Sempre paguei em cash. Quando ele não estava, eu entregava ao Júnior”, como era conhecido Geraldo Nascimento de Andrade, o motorista de Miguel.
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A TESTEMUNHA
Jussara diz que os problemas começaram quando Agnelo pediu para que
ela procurasse Rafael Barbosa, então secretário de Esporte Educacional
O esquema para prestação de contas era todo forjado, desde as notas fiscais até os contratos com entidades parceiras. Segundo Jussara, que conseguiu dois convênios num total de R$ 280 mil, João Dias arrumava tudo. Quando havia alguma pendência que o policial não conseguia resolver, a médica ligava diretamente para o ministro que, por sua vez, indicava Rafael. “Quando começou a dar problema na prestação de contas, eu os procurei novamente. O Rafael disse que não me preocupasse, pois tudo seria resolvido. Só que isso não aconteceu”, diz. O TCU acabou reprovando as contas da ONG de Jussara. A médica não fala mais com Agnelo e lamenta que o programa Segundo Tempo tenha sido desvirtuado. Irritada com o fato de ter seu nome envolvido num esquema de fraudes, Jussara está disposta a confrontar o governador para confirmar suas declarações. A situação de Agnelo Queiroz é delicada. Ele é alvo de processo no STJ, de cinco pedidos de impeachment na Câmara Distrital e uma tentativa de abertura de CPI na Câmara dos Deputados. Agora, o novo testemunho pode levá-lo de vez ao cadafalso. 
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O salvamento de Agnelo. Nenhuma novidade

Sexta, 11 de novembro de 2011
Vemos os movimentos do governo federal, e de sua base parlamentar de sustentação no Congresso, num esforço enorme para blindar o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, hoje no olho de um furacão da corrupção que abate os cofres públicos federais. Seria ingenuidade achar que essa movimentação toda para proteger, para segurar, para estabilizar o governador, é tão somente pela confiança que depositam em Agnelo. Não, não é por isso.

Depois de cinco ministros que caíram por suspeita de corrupção, diga-se de passagem, por méritos exclusivos da imprensa, a queda do governador de Brasília desnudaria de vez o que aconteceu no governo federal no período Lula, que também foi um período de Dilma. Afinal, ela ganhou a eleição por ter sido a gerenta (já que hoje é presidenta), a super-ministra, a coordenadora dos ministérios e programas do governo Lula.

Alguns achavam que a corrupção no governo Lula se cingiu ao famoso e degradante Mensalão. Depois do mensalão as coisas teriam, achavam alguns ingênuos, entrado nos eixos. Mas a realidade foi outra. Na Agricultura, a roubalheira geral. Nos transportes a coisa foi feia; no Turismo as ONGs e “servidores” públicos fizeram a festa com o dinheiro do povo. Palocci foi outro que saiu acusado de falcatruas, de enriquecimento relâmpago. Recentemente o constrangedor episódio do ministro Orlando Silva, do Esporte, que foi dileto auxiliar do na época ministro Agnelo.

As acusações e investigações sobre o governador Agnelo têm muita coisa de quando ele era do governo Lula/Dilma, tanto no Esporte como na Anvisa, que de vigilância deixou a desejar.

Então, as acusações que recaem sobre Agnelo são acusações também sobre a corrupção no governo Lula, que botou Dilma para tomar conta dos ministros. A gerentona eficaz, se todas essas acusações forem comprovadas, perderia assim sua imagem de durona e de eficiente.

Daí o esforço do governo federal em salvar Agnelo. Claro que nenhum partido quer perder um governador. Mas que a principal motivação é outra, é.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quinta, 10 de novembro de 2011
Do Blog da Leili

ONDE ESTÃO OS DEFENSORES DA ÉTICA E DA MORALIDADE NO DF?

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons” (Martin Luther King)





Filipeli, o Marco Maciel do DF

Quem me conhece há muito tempo sabe que eu sou anti-Rorizista até o último fio de cabelo! E tenho motivos para isso: pesam o fato de que muitos Rorizistas da Vila Planalto me perseguiram a ponto de colocar a minha vida em risco e eu ter que passar um período fora de Brasília para garantir a minha segurança física (depois conto esse triste episódio). Além de ter plena convicção de que o fato da população da Vila Planalto não ter hoje um documento definitivo que garanta a posse dos terrenos; além do Estado NUNCA ter investido num projeto para a preservação da Vila como patrimônio histórico do DF e não fiscalizar as irregularidades, deve-se a política do Sr Joaquim Roriz e do seu ex fiel escudeiro, hoje vice-governador de Brasília , Tadeu Filipelli. E acho que a política do Roriz foi tacanha e representou um verdadeiro atraso para a cidade porque ele não é antenado com o futuro, e pensa a cidade como uma extensão da sua fazenda. Que fique claro que a inimizade é política, pois, não os conheço o bastante para dar qualquer veredicto sobre as pessoas que eles são.

Por isso, o que vou falar aqui sobre o suposto envolvimento com corrupção por parte de Agnelo não deve ser vista de maneira nenhuma como a defesa de interesses rorizistas, mas, como uma análise fria do que algumas pessoas insistem em não ver, ou insistem em não querer que a gente perceba. 

Quem denuncia o Agnelo não tem a menor isenção  isso é fato. Eliana Pedrosa tem seus interesses, fez parte do governo arruda e como Celina Leão já foi aliada da família Roriz. Está bem, mas, uma pergunta não quer calar: Celina Leão e Eliana Pedrosa não teriam um passado tão rorizista e arrudista como os atuais aliados do governador Agnelo? Pra mim, Celina Leão , que foi chefe de Gabinete de Jaqueline Roriz está no mesmo naipe que Tadeu Filipelli, ex fiel escudeiro e parente do Roriz, ex secretário de Arruda e  hoje vice governador de Agnelo. E analisando bem a vida pregressa de Filipelli, no quesito tempo no poder,  diremos que ele está para Brasília o que o Marco Maciel estava para o Brasil! O atual vice- governador esteve em todos os governos desde a primeira gestão biônica de Roriz em 1989, exceto no governo Cristovam. O cara  está no poder há mais de 20 anos!

E agora analisemos a base aliada de Agnelo, ex aliados de Roriz e Arruda que hoje ou são secretários, ou administradores regionais, deputados da base ou influenciam diretamente na indicação política... Fazem parte da ampla base de agnelo na CLDF: Agaciel Maia ( dispensa apresentações), os citados na caixa de pandora (e outros escândalos escabrosos): Benedito Domingos, Benício Tavares, Roney Nemer. No governo estão também os ex aliados de Arruda e Roriz: Alírio Neto, Newton Lins (ex assessor jurídico de Arruda no Senado), Cristiano Araújo ( afilhado político do Senador Gim Argelo do PTB, que assumiu cargo no lugar de Roriz); sem falar que todos em Brasília sabem que na EMATER quem dá as cartas é o grileiro de terras Pedro Passos... Enfim, perderia uma manhã inteira aqui se fosse colocar na tela todos os aliados de Roriz e Arruda ou pessoas que já tiveram seus nomes envolvidos em escândalos que fazem parte do governo Agnelo.

Portanto, quando Agnelo apresenta em sua defesa, um novo vídeo em que Daniel Tavares ( que não passa de um mercenário que deve ter levado dinheiro de ambos os lados)  faz uma nova versão sobre as supostas propinas recebidas, e desqualifica os acusadores por serem aliados do Roriz , não prova a sua inocência e não convence. No caso das denúncias do Ministério do Esporte teria sido Orlando Silva apenas uma "vítima do PIG" ? Por que ele perdeu o cargo de ministro? As apuração das denúncias no STJ não teriam nenhum peso? A ampla base de Agnelo na CLDF impedindo as investigações e uma CPI lembram apenas o que ocorreu na época do escândalo da Caixa de Pandora, em que a ampla base de Arruda ( na qual constam alguns membros hoje na base de Agnelo) também o salvou da CPI. 

Onde estão os defensores da ética e da moral que não se posicionaram ainda pedindo ao menos uma investigação para esclarecer os fatos? Onde está Reguffe? Onde está Cristovam? onde está Rollemberg? Onde estão os petistas que se arvoram defensores da moralidade? Estão em cima do Muro, aguardando um momento propício para angariar votos em 2014 !  para aparecerem como os "primeiros a deixarem a base aliada" em nome da ética caso as denúncias se agravem; ou para continuarem na base governistas e colherem possíveis louros do governo para 2014, em caso de esfriamento das denúncias. Em pesquisa recente, 65% do povo de Brasília pensa que Agnelo deve ser afastado do cargo para ser investigado. Fica a dica.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Câmara do DF recebe cinco pedidos de impeachment de Agnelo

Quarta, 9 de novembro de 2011
Do G1 DF

DEM, PSDB, presidentes das duas legendas e advogado foram os autores.  

Por meio de sua assessoria, governador disse que não se pronunciaria.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu na tarde desta quarta-feira (9) cinco pedidos de impeachment do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Os pedidos foram feitos pelo DEM, pelo PSDB, pelo presidente do DEM no DF, Alberto Fraga, pelo presidente em exercício do PSDB no DF, Raimundo Ribeiro, e pelo advogado Rogério Dias Pereira, que já havia entrado com outro pedido, no último dia 27, que acabou arquivado.
A assessoria do governador Agnelo Queiroz informou que ele não vai se promunciar sobre os pedidos protocolados nesta quarta.

A entrega dos pedidos foi acompanhada pelos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Agripino Maia (DEM-RN), que é presidente nacional do DEM, e Alvaro Dias (PSDB-PR).

De acordo com o presidente regional do PSDB, Raimundo Ribeiro, o governador nao tem condições de permanecer no cargo por ter seu nome envolvido em denúncias de irregularidades na liberação de verbas do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, quando ocupou o cargo, entre 2003 e 2006.
Leia mais no G1

PF pede à Justiça para investigar Agnelo Queiro

Quarta, 9 de novembro de 2011
Da "Folha de S. Paulo"
A Polícia Federal vai pedir hoje autorização para investigar as acusações de um lobista que afirmou ter pago propina ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), quando ele era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2008, informa reportagem de Filipe Coutinho e Fernando Melo, publicada na Folha desta quarta-feira.

Ontem, a PF recebeu uma queixa-crime da deputada distrital Celina Leão (PSD), que faz oposição a Agnelo.

Ela entregou à PF uma gravação com declarações de Daniel Almeida Tavares, que depositou R$ 5.000 na conta pessoal de Agnelo na época em que trabalhava para a farmacêutica União Química.

A PF levará a queixa ao Superior Tribunal de Justiça. Só se receberem a autorização os policiais vão pereciar o vídeo e investigar o caso. Por ser governador, Agnelo tem direito a foro privilegiado. 
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Assinante Folha ou Uol pode ler a íntegra.

Ou, se quiser, clique aqui e leia a reportagem completa que foi publicada no Blog do Sombra.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Deixar que a verdade se torne realidade e que o conto de ficção tenha seu epílogo

Segunda, 7 de novembro de 2011
Deu no Blog do Sombra
foto: google imagens
Governador Agnelo Queiroz
   
Depois de vivermos o alijamento de Roriz no Senado da República e Arruda fora do governo, fatos esses que abriram o caminho para Agnelo Queiroz chegar ao topo da política no DF, os brasilienses se deparam com divulgações pela imprensa (diga-se: veículos de comunicação de fora do DF, os daqui fazem cara de paisagem, são raros os que divulgam algo contra o grupo que se intitulou de novo caminho) de fatos do passado que expõem a verdadeira história do Governador da nossa cidade.

Agnelo, ao invés de se defender, parte para o ataque acusando os que não se renderem à suas trapicolagens, de serem viúvas do passado, meliantes, desqualificados e de servirem ao submundo do crime.

Quando digo que o que se passa na Capital da República parece conto de ficção não o faço simplesmente por achismo. Contra fatos não há argumentos.

O Governador do DF viveu nos últimos três finais de semana um verdadeiro bombardeio midiático, foi unanimidade nas três revistas de maior circulação no país. Veja, Isto é e Época, acompanhadas dos jornais Folha de São Paulo, O Globo, Estadão e da mídia eletrônica. Alcançou o indesejado recorde nunca experimentado por quaisquer de nossos governantes.

Sem ter como se livrar das acusações que lhe são imputadas, partiu para dar continuidade às suas acusações contra a Polícia Civil do DF após o vazamento dos diálogos entre "O mestre e seu pupilo".

Quando digo continuidade, é que alguns podem ter esquecido que no final do mês de maio de 2010, quando estas mesmas denúncias vieram à tona, Agnelo emitiu uma "nota de esclarecimento" onde já atacava os "intestinos da Polícia Civil".

O que Agnelo esquece é que a polícia que ele enxovalha há meses é a mesma que lhe deu toda a atenção, e com profissionalismo, concluiu que ele não teve a intenção quando matou atropelado o trabalhador no eixinho sul.

Ao dizer que o Inquérito que agora tramita no STJ é peça política produzida por policiais que usurparam a função delegada pela sociedade é querer colocar no mesmo cocho outros pseudo cúmplices da fantasiosa versão engendrada por Agnelo para mais uma vez iludir a população.

Partindo do raciocínio do acusador, teremos as seguintes autoridades conluiadas com a Polícia Civil:

-  O  juiz que autorizou as escutas telefônicas que flagraram João Dias em conversas com ele próprio quando as investigações ainda estavam a cargo da Polícia Civil do DF;

- Os desembargadores do TJDFT que não aceitaram a tese de João Dias quando pretendeu anular estas mesmas investigações e as enviaram para a 10ª Vara Federal;

- O Ministério Público Federal que, de posse das investigações, denunciou João Dias e outros no processo em curso na 10ª Vara Federal;

- O Juiz da 10ª Vara Federal que recebeu a denúncia em desfavor de João Dias e outros e determinou o prosseguimento da ação penal;

- Mais uma vez o Ministério Público Federal, ciente de outros crimes, pediu o processo que já estava tramitando na 10ª Vara para apresentar nova denúncia contra João Dias e outros na 12ª Vara Federal;

- O Juiz da 12ª Vara que recebeu a denúncia contra João Dias e enviou o processo ao Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de incompetência, tendo em vista o envolvimento de governador de estado.

- O Superior Tribunal de Justiça que ao receber o processo da 12ª Vara o remeteu para o Supremo Tribunal Federal ao verificar o envolvimento de ministro dos esportes;

- O Supremo Tribunal Federal representado pela ministra Cármen Lúcia que determinou ao Procurador Geral da República a investigação de Agnelo e de Orlando Silva;

- O Procurador Geral da República que determinou a abertura de investigações tendo em vista fortes indícios de crimes praticados por  Agnelo e Orlando Silva;

- A CGU ao denunciar as demais ONGs e os seus integrantes de terem usado o dinheiro público também está fazendo parte desse complô?

Será que todos estes estão juntos na armação elucubrada para manchar a honra de Agnelo? Ou Agnelo é que se nega a assumir o que todos já sabem?
Na tentativa de continuar passando para a população uma imagem de Santo do Pau oco, Agnelo acusa seus adversários de irem buscar testemunhos de gente desqualificada e que as ofensas e as falsas acusações tentam destruir sua imagem pública.


Esquece Agnelo que uma das pessoas que ele classifica como desqualificada é, nada mais nada menos, que a mesma pessoa a quem ele recorreu para assinar uma declaração inocentando-o em 2008 das acusações que lhe são feitas, carta esta que foi arrancada do hoje desqualificado, por um de seus camaradas, sob tortura e pagamento em dinheiro, e que ao descobrir que havia um plano para matá-lo passou a delatar todo o esquema criminoso. Será tudo isso parte da armação que ele alega já em 2008?

Já que tudo isso que o Sr. Governador Agnelo Queiroz tenta vender é a verdade, por que então Agnelo, ao mudar bruscamente os rumos  da Polícia Civil, trouxe para ocupar um cargo tão importante o delegado Mauro Cezar que foi seu árduo adversário durante todo o ano de 2010, que foi candidato a deputado distrital com o apoio de Roriz?

No período em que Agnelo acusou a Polícia Civil de estar a serviço das forças ocultas, em defesa da instituição, partiram com unhas e dentes o ex-deputado Laerte Bessa e o então presidente do Sindicato dos Delegados do DF. Leia aqui o que disseram os defensores da Polícia Civil em maio de 2010.

Agnelo perdeu a noção dos males que vem causando à população do DF e, já que não assume seus erros, é chegada a hora das autoridades competentes começarem a se manifestar para que mais uma vez Brasília não seja alvo das conhecidas chacotas Brasil afora.

Deputada diz ter ouvido testemunha que acusa Agnelo de receber propina

Segunda, 7 de novembro de 2011
A deputada Celina Leão (PSD), da Câmara Legislativa do Distrito Federal, afirmou ter gravado o depoimento de uma testemunha, Daniel Almeida Tavares, que teria pago propina a Agnelo Queiroz (PT), na época que o atual governador do Distrito Federal era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Agnelo é também acusado de desviar recursos do programa Segundo Tempo, quando foi ministro do Esporte, entre 2003 e 2006. A situação de Agnelo ficou ainda mais complicada depois que conversas gravadas com autorização judicial em 2010 mostraram ele prometendo ajuda ao policial militar João Dias, dono de ONGs suspeitas de desviar recursos do programa.

Daniel seria apresentado na manhã desta segunda-feira pela deputada, mas ele não compareceu. A testemunha teria ligado às 9h e combinado com Celina que concederia uma entrevista coletiva. Depois, afirmou que passou mal.

À deputada, Daniel teria contado que fez vários pagamentos para Agnelo na condição de representante da União Química, uma empresa da indústria farmacêutica. Na Anvisa, Agnelo era responsável por esse setor, para liberar licença de funcionamento de laboratórios. Celina apresentou o que seria um depósito de R$ 5 mil de Daniel para Agnelo, ocorrido em janeiro de 2008.

Agnelo teria recebido ainda R$ 45 mil de Daniel no subsolo da residência do petista, no local onde está a biblioteca. A parlamentar afirmou que o dinheiro seria para que Agnelo liberasse documentos para permitir o funcionamento da União Química e também a possibilitasse participar de uma licitação. Celina afirmou também ter ouvido de Daniel que não tinha certeza do montante supostamente repassado a Agnelo ao longo desses anos.

- O Daniel não tinha certeza. Era em entre R$ 200 mil a R$ 300 mil - disse Celina.Advogados de Agnelo teriam recebido outros R$ 500 mil da empresa.

Daniel deixou a União Química e até recentemente trabalhava na Administração de Brasília. Mas deixou esse emprego. Segundo Celina, Daniel afirmou que vinha sofrendo ameaças. A parlamentar se prontificou a obter junto à polícia segurança para o delator.

PSOL pede que denúncias sejam investigadas
Dirigentes do PSOL se reuniram na manhã desta segunda-feira com o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o deputado distrital Cabo Patrício (PT), para pedir que sejam investigadas as denúncias de corrupção contra o governador do DF, Agnelo Queiroz. Segundo Toninho do PSOL, presidente local do partido, Cabo Patrício se comprometeu a incluir o pedido na pauta da reunião de terça-feira da mesa diretora da Casa. Ele, no entanto, reconhece que a maioria folgada de que Agnelo dispõe na CLDF dificultará a apuração.

Toninho defende que Agnelo deve ser investigado, independentemente de as possíveis irregularidades cometidas por ele terem ocorrido antes de tomar posse como governador, este ano.

Agnelo não tem condições de continuar como governador do Distrito Federal

- Obviamente, o conteúdo da audiência foi pedir à Câmara Legislativa que tomasse as iniciativas para apurar todas as denúncias, independentemente da questão temporal. Agnelo deve responder pelo que fez no Ministério do Esporte. Que a Câmara leve a termo, se possível, a CPI, com amplos poderes para investigação. Mas a gente sabe como está a correlação de forças naquela Casa - afirmou Toninho do PSOL, completando:

- Agnelo não tem condições de continuar como governador do Distrito Federal.

Toninho lembrou que até agora apenas quatro deputados distritais assinaram o pedido de impeachment de Agnelo, menos que as oito assinaturas necessárias. Outra dificuldade para o PSOL é a falta de representação na CLDF, onde não há nenhum deputado do partido. Toninho afirmou ainda que o partido fará uma campanha de rua para conseguir apoio à causa.

Além de Toninho, se reuniram com Cabo Patrício outros quatro dirigentes do PSOL-DF: Enrique Morales, Jorge Antunes, Alexandre Varela e Chico Sant'Anna.


Fonte: O Globo.com  / Blog do Sombra

PSOL -DF pede apuração rigorosa das denúncias contra Agnelo Queiroz

Segunda, 7 de novembro de 2011
Do site do Psol-DF
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Patrício, se comprometeu a levar à Mesa Diretora o documento entregue pela executiva do PSOL - DF sobre as denúncias relativas ao programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes, e que envolvem o governador Agnelo Queiroz. A próxima reunião da Mesa está marcada para esta terça-feira 8.

O encontro com o Presidente Patrício aconteceu na manhã desta segunda-feira (7/11) na CLDF. Para o presidente do PSOL, Toninho, a Câmara deve se manifestar sobre o assunto e ouvir os envolvidos.

Segundo Toninho do PSOL, há questões políticas que devem ser analisadas e fiscalizadas pelo Poder Legislativo, principalmente sobre as gravíssimas denúncias veiculadas pelas revistas semanais dando conta do envolvimento do ex-Ministro Orlando Silva, do governador Agnelo Queiroz, do João Dias, do atual Secretário de saúde, Rafael Barbosa, dentre outros.

No DF existem 75 convênios com organizações não governamentais no programa Segundo Tempo, que beneficiariam mais de 230 mil pessoas.

Estiveram presentes na reunião com o Presidente da CLDF , além do presidente do PSOL-DF, os dirigentes, Enrique Morales, Jorge Antunes, Alexandre Varela e Chico Sant’Anna.

Leia o documento entregue ao Presidente da CLDF


PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

DISTRITO FEDERAL

Brasília, 07 de novembro de 2011.

EXMO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, DEPUTADO PATRÍCIO:

O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE DO DISTRITO FEDERAL, partido político legalmente constituído e devidamente registrado no TSE, por seu representante legal, Sr. Antônio Carlos de Andrade, vem diante de Vossa Excelência expor e requerer o que se segue:

    É com grande preocupação que vemos, mais uma vez, o Governo do Distrito Federal envolvido com corrupção nas manchetes dos jornais. Após o verdadeiro trauma vivenciado pela sociedade brasiliense no mandato anterior, as denúncias nesse Governo trazem de volta o sentimento de vergonha que queremos superar. A população do Distrito Federal merece uma resposta dos seus representantes.
 
    A Câmara Legislativa pode e deve se manifestar. A competência de fiscalizar os atos do Poder Executivo, esculpida na Constituição Federal e reproduzida por simetria na Lei Orgânica do Distrito Federal não é mera faculdade, mas sim dever.
 
    Necessário que seja frisado que a corrupção envolvendo o Programa Segundo Tempo não se restringe à esfera federal. Da mesma forma, a apuração não se restringe à atuação do Poder Judiciário. Há questões políticas que devem ser analisadas e fiscalizadas pelo Poder Legislativo. O esquema de corrupção deve ser apurado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal com vistas a garantir que os recursos públicos sejam aplicados no Distrito Federal com base nos princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e eficiência, uma vez que desvio de recursos públicos, ainda que federais, prejudicarão diretamente a população do DF.
 
    Faz-se necessário, portanto, ouvir os envolvidos, precipuamente o Sr. Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes (que alegou ser de responsabilidade do atual Governador do Distrito Federal a contratação de duas ONG´s inseridas no esquema de desvio de recursos públicos); o Sr. João Dias Ferreira, representante de duas Organizações não governamentais envolvidas no esquema de corrupção do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte; o Sr. Geraldo Nascimento de Andrade, denunciante do esquema de desvio de recursos públicos; o Sr. Rafael Barbosa, atual Secretário de Saúde e ex-secretário nacional de Esporte (apontado como encarregado de autorizar os convênios); e o próprio Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.
 
    Como forma de contribuição, encaminhamos anexa lista de convênios elaborada pelo Ministério do Esporte, na qual constam o número do convênio, a situação, data de início e término, o nome da entidade, seu endereço e a coordenação geral. No Distrito Federal há 75 convênios no Programa Segundo Tempo, com um total de supostos 231.408 beneficiados.
 
    Assim, nos colocamos à disposição da Câmara Legislativas, ao tempo em que requeremos providências para que a nossa sociedade possa ter do Poder Público a garantia de que denúncias sejam investigadas e responsáveis sejam punidos.

Atenciosamente,

Antonio Carlos de Andrade

Presidente do PSOL

Distrito Federal

sábado, 22 de outubro de 2011

Continua saindo pus do Segundo Tempo

Sábado, 22 de outubro de 2011
Da revista Veja que chega às bancas neste sábado:

Assessores de Orlando Silva ajudaram PM a burlar fiscalização

Em gravações obtidas por VEJA, funcionários do ministério ajudam o PM a se livrar de ofício que o acusava de irregularidades

O PM João Dias, que narrou a VEJA os bastidores do esquema de corrupção operado no Ministério do Esporte
O PM João Dias, que narrou a VEJA os bastidores do esquema de corrupção operado no Ministério do Esporte (Lula Marques/Folhapress)


Clique nas imagens para ampliá-las
A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz mais um capítulo do esquema de corrupção que transformou o Ministério do Esporte numa fábrica de dinheiro para o PCdoB - e também para políticos e entidades ligadas a ele.

Depois de relatar, na semana passada, denúncias do policial João Dias Ferreira contra o ministro Orlando Silva e seus comandados, VEJA teve acesso a novas provas da maneira como a máquina do Esporte se corrompeu. São gravações de uma conversa de abril de 2008 entre João Dias e dois assessores próximos de Orlando Silva: Fábio Hansen, então chefe de gabinete da Secretaria de Esporte Educacional, que cuida do programa Segundo tempo, e Charles Rocha, então chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério.


Foi o próprio João Dias quem registrou a conversa. Militante do PCdoB e dirigente de uma ONG, ele havia sido pego de surpresa por um ofício do Ministério do Esporte, enviado à polícia militar, responsabilizando-o por irregularidades e desvios de dinheiro num convênio de sua entidade com o programa esportivo federal Segundo Tempo. Em sua visita aos assessores de Orlando Silva, ele cobrava uma solução para o problema. E a pressão surtiu efeito imediato.

A gravação demonstra que Hansen e Rocha se esmeraram para arquitetar uma fraude que livrasse João Dias da investigação. "A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou", propôs Charles Rocha. E Hansen completou: "Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo." Ele ainda explicou que esses pedido de prorrogação deveria ter data falsa.

Nos dias seguintes, a operação foi realizada exatamente como programado. Os dois ofícios enviados à PM - o original e o que pede que a investigação seja esquecida - foram reproduzidos pelo site de VEJA.

Alvejado pelas denúncias de João Dias, o ministro Orlando Silva passou a semana se explicando. Tentou desqualificar o acusador, qualificando-o de "bandido". A gravação obtida por VEJA mostra que figuras graúdas do ministério não pouparam esforços para beneficiar o "bandido" com uma fraude.

Em depoimento no Congresso, Orlando Silva chegou a mencionar o vai-e-vem de ofícios entre o Esporte e a polícia militar, qualificando-o como procedimento administrativo regular. Também não é isso o que transpira das gravações.

Sim, é verdade que um terceiro documento, informando sobre a abertura de uma auditoria nos convênios do policial, foi enviado à PM pelo ministério. Só que um ano e meio depois da inacreditável - e reveladora - reunião entre João Dias, Hansen e Rocha, que VEJA esmiúça na edição desta semana.

Revista Época traz segundo tempo sobre os casos Orlando e Agnelo

Sábado, 22 de outubro de 2011
Trechos da reportagem da revista Época desta semana, cujo título é "O jogo baixo no Ministério do Esporte", trabalho de autoria dos jornalistas Andrei Meireles, Marcelo Rocha e Murilo Ramos. 


O jogo baixo no Ministério do Esporte

As denúncias de um policial contra o ministro Orlando Silva ressuscitam acusações que envolvem o governador Agnelo Queiroz, investigado no STJ pelas mesmas suspeitas de desvio de dinheiro público do Programa Segundo Tempo”

 “O caso ficou adormecido até a semana passada, quando o policial João Dias acusou o atual ministro do Esporte, Orlando Silva, de irregularidades na pasta, entre elas o recebimento de dinheiro desviado de convênios. No processo do STJ, no entanto, a autoridade mais envolvida nas acusações é Agnelo Queiroz. É a primeira vez que, nesse processo, o nome do atual governador aparece na Justiça Federal. Pesam contra ele as acusações de ter recebido os R$ 256 mil e a proximidade com João Dias. Em viagem à Europa, Agnelo disse na semana passada que só teve relações políticas com João Dias nas eleições de 2006. Segundo o inquérito, porém, era mais que isso. Testemunhas descrevem festas em que Agnelo e João Dias estiveram juntos – como o aniversário de uma filha de Dias. Em nota a ÉPOCA, Agnelo afirma que, como político, sempre compareceu a festas de aniversário – e não se recorda de eventos específicos.

Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça mostram que, nos momentos difíceis, João Dias sempre recorreu a Agnelo. Em uma das conversas, Dias pede sua ajuda para preparar sua defesa em um processo na Justiça. Segundo a polícia, Dias temia uma ação civil pública em que o Ministério Público Federal cobra a devolução aos cofres públicos de R$ 3,2 milhões desviados do Ministério do Esporte. Dias nega ter feito esse pedido. Ele diz que foi gravado quando pedia ajuda a Agnelo contra as “sacanagens” feitas para jogar em suas costas a responsabilidade pelos desvios de dinheiro do Segundo Tempo.

Não adiantou. Em abril de 2010, João Dias foi parar atrás das grades por causa dos desvios de dinheiro do Ministério do Esporte repassado a suas entidades. De acordo com o relatório da polícia, na manhã do dia 5 de abril, após a prisão de Dias, sua mulher, Ana Paula Oliveira, tentou falar por três vezes com Agnelo – ela deixou recado pedindo a indicação de um advogado para seu marido.”

Veja a íntegra da reportagem na edição da revista ou clique aqui e leia no Blog do Sombra.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"Saquei R$ 150 mil para Agnelo"


Da revista IstoÉ, edição 218, deste 21 de outubro

Principal testemunha da Operação Shaolin e ex-funcionário das ONGs que participaram das fraudes no Ministério do Esporte, Michael Vieira acusa o governador do DF e ex-ministro de ser o principal chefe do esquema e de ter recebido propina

Claudio Dantas Sequeira
Nos últimos dias, o escândalo dos desvios de verbas de ONGs ligadas ao Ministério do Esporte, detonado pelo policial militar João Dias Ferreira, atingiu em cheio o ministro Orlando Silva e colocou em xeque a administração de nove anos do PCdoB à frente da pasta. Agora, uma nova e importante testemunha do caso pode dar outros contornos à história, ainda repleta de brechas e pontos obscuros. O que se sabia até o momento era que os comunistas, além de terem aparelhado o Ministério do Esporte, montaram um esquema de escoamento de verbas de organizações não governamentais para abastecer o caixa de campanha do partido e de seus principais integrantes. Em depoimentos ao longo da semana, o PM João Dias acusou Orlando Silva de ser o mentor e principal beneficiário do esquema. A nova testemunha, o auxiliar administrativo Michael Alexandre Vieira da Silva, 35 anos, apresenta uma versão diferente. Em entrevista à ISTOÉ, Michael afirma que o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e ex-ministro do Esporte, hoje no PT, mas que passou a maior parte de sua trajetória política no PCdoB, é quem era o verdadeiro “chefe” do esquema de desvio de recursos do Esporte. Até então, Agnelo vinha sendo poupado por João Dias. 

Michael foi a principal testemunha da Operação Shaolin, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil do DF e na qual foram presas cinco pessoas, entre elas o próprio soldado João Dias. Seu papel nesse enredo é inquestionável. Michael trabalhou nas ONGs comandadas por João Dias, conheceu as entranhas das fraudes no Ministério do Esportes e, durante um bom tempo, esteve a serviço dos pontas-de-lança do esquema. Sobre esse período, ele fez uma revelação bombástica à ISTOÉ: “Saquei R$ 150 mil para serem entregues a Agnelo (então, ministro)”, disse ele na entrevista.

Em 2008, Michael já havia denunciado todo o esquema das ONGs no Ministério do Esporte e, desde então, passou a colaborar secretamente com os investigadores. Hoje, se mudou de Brasília e vive escondido. Os depoimentos de Michael serão cruciais para o andamento inquérito 761 sobre o envolvimento de Agnelo, que corre no STJ e deverá ser remetido ao STF pelo procurador-geral da União, Roberto Gurgel. Partícipe do esquema, Michael tem uma série de elementos para afirmar categoricamente que era Agnelo “quem chefiava o esquema”. Durante o tempo em que trabalhou no Instituto Novo Horizonte, o auxiliar administrativo ficou sabendo de entregas de dinheiro e da liberação de convênios, por meio de Luiz Carlos de Medeiros, ongueiro e amigo do governador. “Medeiros falava demais... Sempre comentava que estava cansado de dar dinheiro para Agnelo”, diz. Sobre o ministro Orlando Silva, Michael afirma que ouviu seu nome uma única vez e por meio do delegado Giancarlos Zuliani Júnior, da Deco (Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado). “Contei a Giancarlos sobre a existência de um cofre num depósito de João Dias, em que havia armas e documentos que poderiam incriminar algumas pessoas. Aí ele me perguntou se eu sabia do envolvimento de Orlando Silva e da ONG Cata -Vento”, lembra. 

Na entrevista à ISTOÉ, Michael revela ainda que o esquema de fraudes com ONGs de fachada transcende as fronteiras do PCdoB e do Esporte. Atingiria também, segundo ele, o Ministério da Ciência e Tecnologia, então na cota do PSB.

Leia a íntegra de "Saquei R$150 mil para Agnelo".

O PSOL exige a apuração de todas as denúncias contra o ministro Orlando Silva e Agnelo Queiroz e pede o afastamento dos dois enquanto durarem as investigações

Sexta, 21 de outubro de 2011
Veja a seguir a manifestação do Psol sobre o caso de corrupção com recursos do Ministério dos Esportes, ladroeira que abala, mais uma vez, o Brasil e o DF.
 
A questão do Ministério dos Esportes: A regra não ficou clara!

 A população do Distrito Federal e de todo o país, assiste estarrecida, mais uma vez, uma série de gravíssimas denúncias de corrupção no Ministério dos Esportes, que vem ocorrendo desde a época em que o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, encabeçava aquele órgão durante o governo Lula.
 

Na atualidade, sob o governo da Presidenta Dilma Roussef, os escândalos continuam vindo à tona. Começaram com as graves denúncias contra o ex-Ministro Palocci, atingiu Alfredo Nascimento na pasta dos Transportes, Pedro Novais do Ministério do Turismo, Wagner Rossi do Ministério da Agricultura e agora chega a Orlando Silva, Ministro dos Esportes, ex-Presidente da UNE - União Nacional dos Estudantes e destacado dirigente do PC do B, partido da base de sustentação do governo petista.
 
A pergunta que não quer calar é a seguinte: Será que ninguém disse à Sra. Dilma (ou ela mesma não conhecia) que quem ela estava nomeando para importantes e estratégicos cargos no governo federal eram “fichas sujas” ou estavam envolvidos em escândalos? E os tais órgãos de inteligência da Presidência da República não informaram nada à Chefe da Nação sobre quem eram esses auxiliares?
 
Diante da situação, O PSOL exige a apuração de todas as denúncias veiculadas por revistas e jornais contra o Ministro Orlando Silva e contra o governador Agnelo Queiroz, bem como o imediato afastamento dessas autoridades de seus cargos, enquanto durarem as investigações sobre o escândalo das propinas e roubos do “projeto segundo tempo”, do Ministério dos Esportes, desde o ano de 2003 até o presente momento.
 
Se nada ficar comprovado contra essas autoridades, que sejam reconduzidas a seus cargos. Esse deve ser o procedimento indicado numa situação como essa.
 
Além disso, apoiamos a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Legislativa do Distrito Federal para apuração de todas as denúncias até aqui publicadas, sem prejuízo das iniciativas em curso de iniciativa do Procurador Geral da República, Dr. Roberto Gurgel, que também considera muito grave os fatos denunciados pelos meios de comunicação. Esperamos que todos os deputados e deputadas distritais que não tenham vinculação com os esquemas denunciados, assinem prontamente o pedido de CPI.
 
Dessa forma, estarão dando uma grande contribuição para a apuração isenta das denúncias veiculadas, demonstrando, na prática, que aqueles que não tem “rabo preso”, devem fazer esse gesto em favor da população, que exige a mais completa apuração.
 
Conclamamos todos os setores verdadeiramente democráticos, que querem mudanças profundas na vida política do País, que tem estado nas ruas de diversas capitais lutando e mobilizando contra essas práticas nefastas, principalmente aqui no Distrito Federal, que entrem decididamente nessa mobilização contra a corrupção.
 
O PSOL está fazendo a sua parte, exigindo a mais completa apuração de todas as denúncias, buscando mobilizar amplas parcelas com as quais temos contatos e presença militante, para ganhar os espaços das ruas, junto à classe trabalhadora e aos lutadores sociais para extirpar de nossa sociedade a corrupção e o roubo!

Brasília, 20 de outubro de 2011  

Antônio Carlos de Andrade (Toninho do PSOL)
Presidente do PSOL-DF

Saque reforça testemunho de propina a Agnelo no DF

Sexta, 21 de outubro de 2011
Do Estadão

Investigação policial revela que dinheiro saiu de conta de empresa que emitiria nota fiscal

Felipe Recondo
Investigação da Polícia Civil, incluída no inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), revela que a propina de R$ 256 mil que teria sido entregue a Agnelo Queiroz (PT), governador do Distrito Federal e ex-ministro do Esporte quando era filiado ao PC do B, foi de fato sacada de uma das contas indicadas pelo autor das acusações, Geraldo Nascimento de Andrade.

Os dados e os depoimentos, somados às conversas telefônicas grampeadas com autorização judicial, levaram a polícia a suspeitar do envolvimento direto de Agnelo no desvio de recursos do programa Segundo Tempo.

Ao Ministério Público Federal, o delegado responsável pelas investigações, Giancarlo Zuliani Junior, sugeriu a quebra do sigilo do telefone usado por Agnelo e análise dos dados das antenas da operadora de telefonia celular. Assim, seria possível dizer se Agnelo conversou com integrantes do esquema no dia em que o dinheiro teria sido entregue.
 
Ao requerer à Justiça Federal o encaminhamento das investigações para o STJ, em razão dos indícios contra Agnelo, que tem foro privilegiado, o procurador da República José Diógenes Teixeira já indicava que as quebras de sigilo podem ser requisitadas.

Os R$ 256 mil que a testemunha disse terem sido pagos a Agnelo foram sacados da conta da empresa Infinita Comércio e Serviços de Móveis Ltda. em 7 e 8 de agosto de 2007. A Infinita é uma das empresas que teria fornecido notas fiscais falsas para encobrir o desvio de verba. Conforme depoimento de Nascimento, o dinheiro foi entregue à noite no estacionamento de uma concessionária em Sobradinho.

Nascimento relatou ter seguido de carro com Eduardo Pereira Tomaz, assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo, para o estacionamento. Pouco depois do horário marcado, um Honda Civic preto estacionou ao lado do carro em que estava. Eduardo teria entregue a mochila com o dinheiro. Os R$ 256 mil teriam sido desviados de um dos convênios firmados pelo Ministério do Esporte e assinado pelo então secretário executivo e atual ministro Orlando Silva.

Aviso. Em uma das gravações, Ana Paula Oliveira de Faria, mulher de João Dias, policial dono da Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak), liga para Agnelo para avisar que o marido estava sendo preso. Ana Paula relatava a uma secretária de Agnelo que o marido, assim que foi preso, pediu que ela o avisasse.

“O Agnelo...ele...ele tem que saber disso. Eu só queria que você conversasse com o Agnelo, porque assim, o João pediu”, disse Ana Paula. “Tá bom, Ana Paula, eu vou passar o número dele e peço para o Agnelo ligar, tá?”, respondeu a secretária.

Na quarta-feira, quando divulgada a abertura de inquérito contra Agnelo, a Secretaria de Comunicação do DF divulgou nota afirmando que a existência da investigação não é suficiente para “firmar premissa” de que Agnelo “praticou ato reprovável legal e eticamente”. “Há manifesta impropriedade na tentativa de formar juízo de valor aligeirado sobre a idoneidade pessoal ou legal de Agnelo Queiroz, com base em informações incompletas e descontextualizadas, principalmente porque a Justiça, único Poder constitucional para exercer a dicção de culpar ou inculpar os cidadãos, em momento algum o fez.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ferreira ferra

Quinta, 20 de outubro de 2011
Ferreira anunciou que denunciará irregularidades supostamente cometidas pelo deputado federal Paulo Tadeu (PT-DF), mas não adiantou o teor das acusações. (De João Dias Ferreira em entrevista a Demétrio Weber, de O Globo, apontando sua metralhadora para o secretário de Governo de Agnelo)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Íntegra do processo da Operação Shaolin. Vai sair pus

Quarta, 19 de outubro de 2011
Da revista eletrônica QuidNovi 
Mino Pedrosa
Na íntegra - Processo da Operação Shaolin no STJ


A Revista Quidnovi vem publicando uma série de reportagens trazendo a luz a operação Shaolin que investiga fraudes no Ministério dos Esportes, desvio de verbas para ONGS e até assassinatos. O  processo revela o envolvimento do então Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, o atual Ministro Orlando Silva, o Secretário de saúde do DF Rafael Barbosa, o soldado quatro estrelas, João Dias Ferreira entre outros que desviaram milhões dos cofres públicos. Agora, as 15:17 horas desta quarta-feira, o Quidnovi mostra em primeira mão, com exclusividade, o processo, na íntegra que está no STJ nas mãos do Ministro César Asfor Rocha. CLIQUE AQUI  para acessar o processo. Para mais informações veja o apenso, CLICANDO AQUI.
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Observação do Gama Livre: Salve, e rápido, em seu computador os autos do processo. Você vai ficar de boca aberta com o conteúdo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Esporte ainda tem muitas 'caixas-pretas', afirma João Dias

Terça, 18 de outubro de 2011
Da Veja.com
PM que denunciou esquema fraudulento no ministério diz que há detalhes reveladores ainda não divulgados sobre o caso que envolve Orlando Silva
Luciana Marques
João Dias: "Se eu me acovardar, como muitos fizeram, as coisas não vão mudar”
João Dias: "Se eu me acovardar, como muitos fizeram, as coisas não vão mudar” (Cristiano Mariz)

Após reunir-se com líderes da oposição no Senado e na Câmara, nesta terça-feira, o policial militar e militante do PC do B João Dias afirmou que o esquema de corrupção no Ministério do Esporte, revelado por ele a VEJA, é apenas parte do problema na pasta. "Há muita água para rolar, muitos acontecimentos virão. Quando começarem a abrir as caixas-pretas, que são mais de trezentas, como programas anteriores que nunca foram revistos em nenhum tipo de conta, talvez a gente tenha uma importância maior para se fazer auditorias", destacou.

O policial também mandou um recado a todas as entidades que firmaram convênios com o ministério. "Todos os senhores sabem como é feito o programa Segundo Tempo. Não tenham medo, procurem o Ministério Público ou a Polícia Federal (PF)", disse. "A entidade que eu dirigi é apenas uma peça a mais no dominó. Raramente um projeto terá prestações de contas aprovadas dentro do que foi previsto. Há intereferência de pessoas nos procedimentos de protocolo adotado para os dirigentes que têm a caneta na mão".

Dias afirmou ainda que em breve divulgará o áudio de uma conversa reveladora que teve com um integrante da pasta comandada por Orlando Silva. "Vão surgir diversos outros documentos em breve que vão provar essa situação". 

João Dias justificou sua ausência no depoimento que deveria prestar à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira alegando motivos pessoais. Segundo ele, a declaração foi marcada para esta quinta, mas na segunda ele já esteve na Superintendência da PF e conversou com dois delegados sobre o assunto durante meia hora. “Não tenho absolutamente nada a temer e a PF terá muitas novidades na quinta-feira”, garantiu.

O denunciante afirmou que está sofrendo ameaças há mais de dois anos e que identificou pessoas suspeitas rondando sua casa, além de ter encontrado bilhetes ameaçadores em seu carro . Por isso, pediu proteção ao Ministério da Justiça. "Se eu me acovardar, como muitos fizeram, as coisas não vão mudar”, disse.
Estratégia - A conversa com Dias na liderança do PSDB no Senado no início desta tarde foi uma tentativa da oposição de esvaziar a sessão conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e a de Turismo e Desporto da Câmara, em que Orlando Silva presta depoimento. Segundo os oposicionistas, a presença de ministros envolvidos em escândalos na casa tem servido apenas para que a base do governo eleve a moral do acusado.

O PM que denunciou Orlando Silva também criticou o que chamou de "defesa sumária" do ministro na sessão, quando ele foi aplaudido pelos parlamentares presentes. "Me parece que nenhum deputado da situação quer me atender", comentou. Segundo ele, a intenção não era que o ministro fosse constrangido, mas as denúncias precisam ser consideradas. “É natural que ele corra atrás do direito de se defender, mas a verdade é única, não existem duas verdades”, ressaltou.

João Dias acredita que o chefe do Ministério do Esporte, que nega repetidamente as acusações feitas por ele e o chamou de 'bandido', deveria ser mais moderado com as palavras. “Ministro, sou pai de família, sou policial da ativa. Não sou bandido, não sou criminoso como o senhor alega. Em pouco tempo vamos realmente saber distinguir quem é quem", reforçou. “Só porque ele tem foro privilegiado, não pode sair agredindo as pessoas”.
 
Caso - Na edição de VEJA desta semana, João Dias, responsável por duas entidades que receberam dinheiro da pasta, relatou que o PCdoB usava os convênios para fazer caixa de campanha. Das verbas destinadas às ONGs, até 20% eram desviados. 
O próprio ministro recebeu uma caixa repleta de dinheiro, de acordo com uma das testemunhas do caso. Orlando Silva nega todas as acusações e diz que João Dias é um "bandido" que não tem qualquer credibilidade.