Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Suspeito —PT, PV, Rede, PCdoB e PDT protocolam pedido de afastamento do governador Ibaneis Rocha no STJ

Quarta, 28 de janeiro de 2026

Suspeito
PT, PV, Rede, PCdoB e PDT protocolam pedido de afastamento do governador Ibaneis Rocha no STJ

Partidos pedem apuração de possíveis crimes e improbidade administrativa do governador do DF na gestão do BRB

Brasil de Fato — Brasília
Redação

Representação foi protocolada na tarde desta segunda-feira (26) em Brasília | Crédito: Foto: Jorge Monicci

Mais cinco partidos de oposição ao Governo do Distrito Federal protocolaram nesta segunda-feira (26) o pedido de afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação conjunta do Partido dos Trabalhadores (PT-DF), Rede Sustentabilidade (Rede-DF), Partido Democrático Trabalhista (PDT-DF), Partido Verde (PV-DF) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB-DF) requer a apuração de possíveis crimes e atos de improbidade administrativa cometidos pelo chefe do Executivo em relação à gestão do Banco de Brasília (BRB), que tem o GDF como acionista majoritário e controlador da instituição bancária.

“Nós apresentamos ao STJ para que possam apurar as irregularidades que aconteceram e estão acontecendo no Distrito Federal com relação à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, que ocasionou um prejuízo fenomenal ao DF”, ressaltou a presidenta de honra do PT-DF, Arlete Sampaio.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Candidato do PV quer rompimento do acordo nuclear com Alemanha


Quinta, 21 de agosto de 2014
Fernanda Cruz — Repórter da Agência Brasil
O candidato à Presidência pelo PV, Eduardo Jorge, participou hoje (21), na capital paulista, de um debate promovido pelo Greenpeace sobre a ampliação do uso da energia solar no Brasil. O candidato reafirmou seu compromisso em ampliar o uso desse tipo de energia, considerada mais limpa, no país. Outra proposta defendida foi a ruptura do acordo nuclear que o Brasil tem com a Alemanha.
“Tem a chance, de cinco em cinco anos, de se romper o contrato com a Alemanha. O contrato vence em novembro de 2015. Para propor a ruptura, tem que fazer com um ano de antecedência”, disse. Eduardo Jorge quer reunir um grupo de entidades para propor à presidenta Dilma Rousseff que não renove o contrato. “Queremos uma energia mais segura e limpa”, declarou.

domingo, 27 de março de 2011

A crise do PV

Domingo, 27 de março de 2011
“Enquanto isso, Penna [José Luiz Pena, eterno presidente nacional do PV] e o secretário financeiro Eduardo Brandão [hoje secretário do Meio Ambiente do governo Agnelo] colocavam a culpa num misterioso contador, sem citar o nome dele. Procediam como se o contador pudesse ser responsável pelas múltiplas irregularidades, entre as quais a liberação de 128 diárias para o próprio Brandão, de uma só vez, dia 31 de dezembro, em plena festa de Ano Novo de 2006, com champanhes estourando. Que maravilha viver.” (Helio Fernandes, em artigo de hoje na Tribuna da Imprensa, sobre a crise do PV que, como demonstra o jornalista, é uma crise que vem de longe)

sexta-feira, 25 de março de 2011

PV e PMA

Sexta, 25 de março de 2011 
Por Ivan de Carvalho
Está sendo organizado no Brasil um novo partido cujo nome afirma que está voltado para as questões ambientais. Não poderia ser mais direto: Partido do Meio Ambiente – PMA.
Pelo menos na denominação, vê o meio ambiente de uma maneira mais ampla e abrangente do que o já existente Partido Verde – PV.

   Este, nas últimas eleições presidenciais teve um desempenho espetacular e surpreendente, graças à candidatura da senadora e ex-ministra Marina Silva e aos sentimentos de parcelas do eleitorado em relação às campanhas e propostas de Dilma Roussef e José Serra.

   Mas o Partido Verde está dando mostras de despreparo para manter e até ampliar o espaço político conquistado nas urnas. Isso, por si só, já seria difícil, pois uma grande parte do bom desempenho eleitoral do PV nas eleições presidências decorreu de uma conjuntura específica, que deixou de estar presente.
Mas se poderia esperar que o Partido Verde fizesse os esforços necessários para, pelo menos, manter o máximo possível do espaço conquistado. No entanto, o que se está vendo é o PV estraçalhar-se em disputas e vaidades internas.
   
   Os que controlam burocraticamente o partido põem para escanteio os verdes que têm expressão política, influência na opinião pública e votos, a exemplo de Marina Silva, Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis (deputado, fundador e ex-presidente do PV).

   O atual presidente do PV manobrou para prorrogar por um ano o seu mandato no cargo de direção, o que adia também por um ano a inclusão de Marina e do grupo que a acompanha no comando partidário. Este grupo não é majoritário na estrutura burocrática do partido, até porque o grupinho que controla essa estrutura trava a organização, em nível de estrutura partidária, do grupo de Marina, Gabeira, Sirkis e outros.

   Com a manobra do presidente do PV e seu grupo burocrático, as lideranças políticas do partido estão considerando seriamente a hipótese de mudar de legenda, não o tendo feito ainda certamente porque, além de buscarem algo que seja compatível com suas idéias e propostas, deparam-se com uma legislação que, em nome do “fortalecimento dos partidos” – sobre o que cabem muitas dúvidas se isso é bom ou ruim – e da “fidelidade partidária”, escraviza os políticos às legendas em que eventualmente estejam.

   Há no Brasil, hoje, uma ditadura dos partidos, a tornar-se mais pesada se adotadas certas idéias na reforma política, a exemplo da votação em “listas fechadas”.

   Este expediente tem dois efeitos principais: 1) estabelece uma ditadura do partido sobre os seus candidatos às eleições proporcionais (de deputados federais e estaduais e de vereadores); 2) rouba ao eleitor o direito, que até hoje sempre teve no Brasil em eleições diretas, de escolher diretamente seus candidatos a mandatos parlamentares. A seleção passa a ser feita pelas convenções partidárias, controladas por quem controla a estrutura de cada partido nos âmbitos nacional, estadual ou municipal.

   Bem, a ditadura partidária no PV, mesmo sem existir ainda o instrumento descrito acima, ameaça afastar tudo que o PV tem de valioso em termos políticos e eleitorais. Talvez seja por isto que algumas pessoas com senso de oportunidade já estejam ensaiando a criação do Partido do Meio Ambiente.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

sábado, 16 de outubro de 2010

A difícil opção de Marina

Sábado, 16 de outubro de 2010 
Por Ivan de Carvalho
    Políticos e jornalistas políticos consideram quase uma certeza – muitos dispensam o quase – que a senadora e ex-candidata a presidente pelo PV, Marina Silva, vai declarar neutralidade entre as duas candidaturas que passaram ao segundo turno, a da petista Dilma Rousseff e a do tucano José Serra. Quase com certeza essa previsão generalizada será confirmada, acredito eu, sem dispensar o quase.
    O fato evidente é que Marina, depois de surpreender com uma votação superior a 19 por cento dos votos válidos, no primeiro turno, ficou numa sinuca de bico. Das três alternativas à sua disposição, nenhuma parece adequada a ela.
    A primeira seria apoiar a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, partido do qual Marina decidiu sair algum tempo depois de apresentar sua demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente do governo Lula. Marina deixou o governo por entender que havia ficado sozinha na defesa de seus planos de preservação ambiental.
    Veja o leitor como o site Greenpeace Brasil inicia a notícia da demissão da ex-ministra do Meio Ambiente: “Pressionada por setores do agronegócio, governadores de estado e políticos da bancada ruralista, a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, entregou nesta terça-feira sua carta de demissão ao presidente Lula, de caráter irrevogável. Era a última pessoa no governo a defender o meio ambiente e uma política de desenvolvimento sustentável. Com sua saída, a ala do crescimento a qualquer preço, capitaneada pela ministra Dilma Rousseff, venceu o cabo-de-guerra contra aqueles que buscavam conciliar desenvolvimento com sustentabilidade”.
    É claro que o Greenpeace é parte, tem lado neste caso, mas a notícia produzida por seu site deixa claro que a grande queda de braço dentro do governo ocorreu entre Marina e – exatamente – Dilma Rousseff. Isso também aparece claramente no noticiário da época na mídia tradicional. É verdade que a hoje candidata do PT a presidente não foi a única pessoa no governo a desgostar Marina.
   O próprio presidente Lula entregou o Programa Amazônia Sustentável, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente – aos cuidados do então ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, retirando-o da esfera de autoridade de Marina Silva.
   Ora, Marina apoiar a candidatura do PT seria, por estas razões, um paradoxo.
E quanto a apoiar a candidatura José Serra, do PSDB? Bem, Serra nunca foi um ativista da preservação do meio ambiente. Agora, na campanha do segundo turno, em busca dos votos verdes, do apoio do PV e – quem sabe Deus ajuda – de Marina, Serra está mais ligado na questão ambiental e acaba de assumir compromissos objetivos com lideranças do PV, à frente Fernando Gabeira (RJ) e Fábio Feldmann (SP). Prometeu observar os dez pontos programáticos apresentados pelo partido e garantiu a colaboração tucana na votação do Código Florestal pelo Congresso Nacional.
   Os verdes pró-Serra dizem contar com 70 por cento do PV. Apesar de tudo isso, continua sendo prevista declaração pessoal de neutralidade de Marina, que disso deu sinais logo foi proclamado o resultado do primeiro turno, parecendo ter dificuldade também em apoiar a candidatura de oposição. Entre outras razões, porque o PV não estaria unido com Serra, muito menos com Dilma. Amanhã, o PV decidirá se apóia uma ou outra candidatura e tende a liberar seus diretórios estaduais para apoiarem quem quiserem.
   Mas a neutralidade de Marina é outra coisa. A um líder quase nunca a neutralidade é atitude recomendada na política, pois costuma passar a impressão de omissão e a omissão costuma esvaziar e apagar as lideranças. É uma opção que também não favorece a senadora pelo Acre.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sem dano à cultura

Quinta, 11 de março de 2010 
Por Ivan de Carvalho
Como ministro da Cultura, o baiano Juca Ferreira foi um bom vereador em Salvador.
Porque, como integrante de proa do Partido Verde, não se mostra agora um bom ministro da Cultura.
O que deve fazer um bom ministro da Cultura? Além de exercer correta e diligentemente as funções de seu cargo – não me considero habilitado para julgar se ele faz isso ou não – deve dar o bom exemplo em todas as suas atitudes, principalmente as públicas, assim colaborando com a cultura, no caso, política, do país.
    E o que faz Juca Ferreira? Sendo do PV “desde criancinha”, discorda da candidatura de seu partido a presidente da República, que lançou a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para a sucessão de Lula, e anuncia seu apoio à candidata de Lula e do PT a presidente, Dilma Rousseff.
    Tendo seu berço político na Bahia, tentou quebrar lanças (não conseguiu) para que o PV baiano apoiasse a candidatura do governador Jaques Wagner, do PT, à reeleição, defendendo que o PV não tivesse em nosso estado um candidato próprio a governador. Esta posição de Juca Ferreira contraria a decisão da direção nacional do PV e da Coordenação da campanha de Marina Silva, que fixaram a estratégia político-eleitoral de os verdes terem candidato a governador em todos os estados, menos no Acre, que é o estado representado por Marina Silva no Senado.
    Por convicções pessoais ou por motivações políticas ou até, muito mais provavelmente, por ambas as coisas, rebelou-se contra a maioria do PV da Bahia, a direção nacional e o coordenador-geral da campanha de Marina Silva, Alfredo Sarkis, por tomarem e até formalizarem a decisão de lançar para governador da Bahia a candidatura do deputado federal Luiz Bassuma, expulso do PT (o que o levou a ingressar no PV) por sua oposição à liberação do aborto e sua atividade como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto.
    Juca Ferreira tem afirmado publicamente que alguém assim é “conservador”, donde se poderia concluir que a liberação para a matança de criancinhas, seres humanos inocentes e indefesos ainda no ventre de suas mães, é “progressista”, uma evolução cultural à qual exige o incentivo de um ministro da Cultura. Além de que o PT, partido de Dilma Rousseff, segundo decisão tomada em seu terceiro Congresso, formalizou decisão a favor da descriminalização do aborto, decisão esta com que justificou a expulsão de Bassuma.
    Estando agora na oposição e com candidatura a presidente concorrendo com a candidatura apoiada pelo governo, o PV pediu ao ministro Juca Ferreira e outros eventuais verdes que saiam de seus cargos de confiança no governo federal. O ministro resolveu ficar e comunicou ao PV sua licença ou suspensão deste partido pelo período de um ano. E anunciou o apoio a Dilma.
    Fico extremamente surpreso que o PV não haja, pelo menos até agora, liberado o ministro de vez, cancelando-lhe a filiação, para que possa entrar no PT (ou outro partido do aglomerado governista), onde estará mais à vontade para apoiar Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner sem causar nenhum dano à cultura política nacional, tão necessitada de bons exemplos e coerência.
Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta-feira.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Governador da Bahia perde o apoio do PV

Domingo, 28 de fevereiro de 2010
Veja a seguir e-mail encaminhado aos filiados e dirigentes do PV pelo Coordenador Leste do partido, Fernando Guida.
Querid@s Companheir@s do PV-BA,

Até dois dias atrás ainda faltava termos certeza quanto à posição do Coordenador Geral da Campanha da Marina, Alfredo Sirkis, a quem copio, a respeito da possibilidade de ainda haver nova conversa com o Governador Wagner com vistas ao possível estudo de proposta de alinhamento político do PV, sem lançarmos candidatura própria para governador.

Tive com Sirkis a conversa definitiva: não há mais sequer a possibilidade de analisarmos qualquer proposta vinda do grupo do Governador.

Antecedendo tal reunião, juntamente com o Presidente Penna, trabalhamos o tema em Brasília com diversos deputados federais e dirigentes nacionais e corroboramos a já plenamente conhecida decisão do PV-BA de lançarmos Bassuma a Governador e Edson Duarte a Senador.

Portanto, fora um pequeno grupo, há total sintonia quanto ao posicionamento do PV-BA e, por mais que ainda possa haver alguma insistência de quem quer que seja em tentar divulgar algo diferente, só há um caminho para o Partido: atender à vontade da esmagadora maioria dos Companheiros e às orientações da Direção Nacional, corroboradas pela Coordenação Nacional da Campanha Presidencial, trabalhando, de forma firme e entusiasmada, pela estruturação das campanhas da Marina, Bassuma, Edson, nossos estaduais e federais, ignorando possíveis boatos ou matérias jornalísticas plantadas ou inventadas apenas na intenção de dificultar nossa caminhada.

Saudações Verdes,
Fernando Guida
Coordenador Leste PV