“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

TCU suspende reforma agrária por indícios de irregularidades

Quinta, 7 de abril de 2016
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou hoje [ontem] (6) que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) suspenda cautelarmente a seleção e assentamento de novos beneficiários da reforma agrária no país. Segundo o tribunal, há indícios de irregularidades nos processos de 578 mil beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Entre os beneficiários irregulares encontrados pelo TCU estão empresários, servidores públicos, pessoas com renda superior a três salários-mínimos, estrangeiros, ou pessoas com sinais exteriores de riqueza, como veículos de alto valor, além de 37 mil falecidos que ainda constam na lista.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cagaço: Cunha recorre ao STF para evitar depoimentos de investigados da Lava-Jato; Renan determina arquivamento do pedido de impeachment de Marco Aurélio

Quarta, 6 de abril de 2016
André Richter - Repórter da Agência Brasil
A defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou hoje (6) no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para impedir que investigados na Operação Lava Jato prestem depoimento como testemunhas de acusação no processo disciplinar que tramita no Conselho de Ética da Casa. O pedido foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia.

Após bombas da PM de Alckim, estudantes decidem prosseguir com protesto em São Paulo

Quarta, 6 de abril de 2016
Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil
Depois de enfrentarem bombas de efeito moral lançadas pela Polícia Militar nas ruas do centro de São Paulo, estudantes secundaristas decidiram, em assembleia na frente do Shopping Ligth no final da tarde de hoje (6), manter o protesto, desta vez, na Avenida Paulista.

São Paulo - Polícia reprime e dispersa manifestação de estudantes secundaristas contra a máfia da merenda (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Após bombas de efeito moral, os manifestantes vão retomar ato na Avenida Paulista  —Rovena Rosa/Agência Brasil
Os manifestantes saíram do centro da capital em pequenos grupos e tentam se reunir novamente na Avenida Paulista para um novo protesto. Os estudantes protestam contra a decisão do governo de determinar como serão feitas as eleições para os grêmios estudantis das escolas e pedem que seja criada uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os desvios na merenda escolar.

Desespero! Defesa de Lula pede que Moro seja investigado por grampo de advogados

Quarta, 6 de abril de 2016
André Richter – Repórter da Agência Brasil
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram hoje (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o juiz federal Sérgio Moro seja investigado por supostamente autorizar grampos telefônicos no escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente. Segundo a defesa, Moro tinha conhecimento de que a força-tarefa da Operação Lava Jato monitorou conversas do escritório de Roberto Teixeira, que também é investigado na Lava Jato junto com Lula e seus familiares.

PM de Geraldo Alckmin tenta encerrar protesto de estudantes com bombas de gás no centro de São Paulo

Quarta, 6 de abril de 2016
Clique nas imagens para ampliá-las.



Da Mídia Ninja

Dívida Pública Insustentável

Quarta, 6 de abril de 2016
Da Tribuna da Imprensa
Por Hélio Duque*

A dívida pública brasileira caminha com enorme velocidade para uma trajetória de insustentabilidade. Ao final de 2015 a dívida bruta atingiu 66,2% do Produto Interno Bruto. Analistas de diferentes instituições financeiras projetam que, no ritmo atual, ao final de 2018, poderá atingir 85% do PIB, representaria quase toda a riqueza produzida pelo País para a sua liquidação. O economista Armínio Fraga considera que “o crescimento da dívida pública é galopante e põe em risco o trabalho de décadas”, agravada pela maior recessão econômica da história no período republicano.

Anteriormente, no biênio 1930-1931, com a eclosão da Revolução de 30 e a quebra da Bolsa de Nova York, o PIB encolheu por dois anos. Agora a recessão foi de 4% em 2015, projeta 4% para 2016 e 1% pra 2017, significando três anos de contração da economia brasileira. Se os indicadores econômicos são negativos, os sociais são brutalizadores, de acordo com a pesquisa Pnad Contínua do IBGE que aponta o desemprego alcançando 13,5% em 2017, representando perda de emprego e renda para os trabalhadores.

Não bastasse essa realidade de recessão, a etapa seguinte seria a depressão econômica dada as vulnerabilidades macroeconômicas sem perspectivas de reversão, e nela a dívida pública bruta brasileira se encaminha para o rumo de insustentabilidade. Nas últimas duas décadas, o Brasil sustentou o titulo de campeão mundial da taxa de juros. O setor financeiro manteve intocável a transferência de renda em detrimento dos investimentos produtivos, refletindo na carência de gastos na infraestrutura e no próprio setor industrial, determinando a redução do dinamismo econômico. O gasto público (sem correspondência na melhora da qualidade das políticas públicas) no governo Dilma Rousseff teve crescimento anual de 5,4% acima da inflação. Isso quando a receita corrente cresceu apenas 1,5%.

O resultado foi o PIB encolhendo, gastos públicos descontrolados, déficit recorrente nas contas primárias, levando ao crescimento da dívida pública. Ao final do ano passado, ao representar 66% do PIB e com tendência acelerada de crescimento, passou a ser um sinal vermelho. Comparativamente, o Japão tem uma dívida pública de 230% do PIB; os EUA de 102%; a Alemanha de 71%, ou a Itália de 132%. Por que esses países tem sinal verde? A diferença do sinal vermelho para o sinal verde é de fácil explicação. No Brasil, a dívida pública é remunerada na taxa selic de 14,25% ao ano. Em 2015, significou o pagamento de juros acima de R$ 502 bilhões. No Japão, a taxa de juros é negativa de 0,05%, com investidores comprando títulos de dez anos do Tesouro japonês. A confiabilidade e a certeza de que o governo não vai mudar a política econômica é fator de segurança. Nos EUA, os títulos da dívida pública são remunerados em 1,7%, ao ano. Na Alemanha, a remuneração é de 1%. Na Itália, por volta de 1,5%. Os títulos da dívida pública desses países tem esse perfil de resgate, decorrente do nível de confiabilidade nos seus governos. No caso do Japão, ao final de dez anos o investidor receberá valor menor do que o total do seu investimento. Resgatará menos do que aplicaram.

Já os governos de baixa credibilidade, em contrapartida, têm de oferecer juros anormais e estratosféricos para financiar as suas dívidas. É o caso do Brasil. Enquanto a taxa de juros está negativa internacionalmente, a exemplo da Zona do Euro, em menos 0,3% e na média com remuneração máxima de 1,5%, pagamos 14,25% anualmente, levando a situação devastadora de rombo nas contas públicas. Expulso da primeira divisão do sistema financeiro internacional, o Brasil frequenta a segunda divisão e com perigo real de ser elevado à terceira divisão, como acontece nos campeonatos futebolísticos. Uma tragédia.

*Helio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

Relator apresenta parecer favorável à abertura de impeachment de Dilma; veja a íntegra do parecer do relator do pedido de impeachment de Dilma. Assista ao vivo

Quarta, 6 de abril de 2016

Ivan Richard, Iolando Lourenço e Pedro Peduzzi - Repórteres da Agência Brasil
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo de impeachment, acatou o pedido para dar prosseguimento ao processo que visa ao impedimento da presidenta Dilma Rousseff por crimes de responsabilidade. O pedido foi apresentado pelos advogados Miguel Reale Junior, Janaina Paschoal e Hélio Bicudo.

Na conclusão do parecer, que está sendo lido neste momento na comissão da Câmara que analisa o pedido, Arantes afirma que o pedido “preenche todas as condições jurídicas e políticas relativas à sua admissibilidade”. No documento, o relator afirma ainda que “não são pertinentes as diligências, a oitiva das testemunhas e a produção de provas ao juízo preliminar desta Casa, sendo relacionadas ao juízo de mérito, vale dizer, à procedência ou improcedência da acusação”.

Mesmo não tendo analisado o mérito da denúncia, o relator concluiu que existem “outras questões de elevada gravidade”. O parecer tem 128 páginas e Arantes analisou todos os pontos da denúncia. “A magnitude e o alcance das violações praticadas pela Presidente da República, em grave desvio dos seus deveres funcionais e em quebra da grande confiança que lhe foi depositada, justifica a abertura do excepcional mecanismo presidencialista do impeachment, na medida em que resultou na usurpação de uma das funções mais importantes do Parlamento relativas à deliberação das leis orçamentárias e ao controle legislativo sobre os limites dos gastos públicos, e que objetiva a proteção do erário público”, diz trecho do parecer que a Agência Brasil teve acesso.

Finalizada a leitura do parecer, será concedida vistas coletivas de duas sessões legislativas e, de acordo com o cronograma de trabalho da comissão, o colegiado retomará os trabalhos na próxima sexta-feira (8) para discutir o parecer. O início da votação do relatório está marcado para a próxima segunda-feira (11), a partir das 17h.
O Portal EBC transmite ao vivo a sessão. Acompanhe aqui

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Da Agência Brasil
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator do processo de impeachment, leu hoje (6) seu parecer e acatou o pedido para dar prosseguimento ao processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff por crimes de responsabilidade. O pedido foi apresentado pelos advogados Miguel Reale Junior, Janaina Paschoal e Hélio Bicudo.

Leia aqui a íntegra do parecer lido na Comissão Especial do Impeachment, na Câmara dos Deputados.

Acompanhe no Portal EBC a sessão ao vivo

Lula pirou!!!

Quarta, 6 de abril de 2016
Por Celso Lungaretti

Cantada em verso e prosa pela sua claque, a sagacidade política do Lula ou era superdimensionada, ou está se embotando. 

P. ex., eu não engoli até agora ele ter afirmado, durante o famoso interrogatório ao qual foi conduzido coercitivamente, que o triplex cuja propriedade lhe é atribuída não poderia pertencer-lhe, por estar aquém do seu padrão majestático de vida; com apenas 215 metros quadrados, não passa, disse ele, de "um triplex Minha Casa, Minha Vida".

Os moradores em habitações populares devem ter adorado saber disto.

Leio agora, numa coluna bem informada sobre os bastidores do poder, que o Lula anda espalhando aos quatro ventos o que só deveria falar no momento certo.
"Confiante de que o governo pode barrar o impeachment, Lula já faz planos para o 'novo governo' de Dilma Rousseff, no qual pode ser figura central. Um de seus projetos, compartilhado com parlamentares do PT, é retomar a discussão sobre a regulação econômica dos meios de comunicação no Brasil. 
Em momento de maior entusiasmo, Lula chegou a dizer que planejava fazer uma assembleia sobre o tema em frente à TV Globo. 
Outro projeto que o próprio PT defende que Lula encampe é o da taxação da distribuição de lucros em 15%, o que em tese atingiria a parcela mais rica da população. Estimativas mostram que a proposta pode render R$ 43 bilhões aos cofres públicos".
A regulação teria de ser discutida aprofundadamente, pois não podemos trocar a comunicação subserviente ao poder econômico pela comunicação subserviente ao poder político. A mudança só fará sentido se der aos profissionais da imprensa mais liberdade para resgatarem a verdade e disponibilizarem-na para seus públicos-alvos, doa a quem doer. Se for para apenas entronizar uma censura com viés ideológico diferente, não!

Já o aumento da taxação dos privilegiados é tão urgente e necessário que eu estranho ainda estarmos falando nisto. Trata-se de algo que o PT deveria ter feito logo em 2003! Suponho que o empecilho haja sido o pacto firmado com o grande capital, de manter as linhas mestras do governo FHC.

Mas, embora a regulação da mídia possa vir a ser um avanço (dependendo de como for efetuada) e o aumento das alíquotas de IR dos nababos seja simplesmente imperativo, esta lá é a hora propícia para tocar nestes assuntos?! 

Tudo indica que os parlamentares dispostos a aprovarem o impeachment sejam, neste momento, folgada maioria. Se o Lula acha que as perspectivas melhorarão assustando jornalões e burguesões, pirou! 

E se acreditava que algo assim seria mantido em sigilo pelos interlocutores, pirou duas vezes. Há sempre línguas de trapo prontinhas para soprarem tais inconveniências aos colunistas com quem mantêm trocas de favores. 

O Lula já deveria ter aprendido que a incontinência verbal é veneno na política. Ele, mais do que ninguém, ganharia muito se passasse a seguir esta regra de ouro: em boca fechada não entra mosca!

6 meses de calote do governo Rollemberg: ato público nesta quinta (7/4) no Buriti

Quarta, 6 de abril de 2016
O ato será promovido pelo SINDSASC.



O Sindicato dos Servidores de Assistência Social e Cultural do GDF, Sindsasc,  realizará na quinta (7/4), a partir das 9 horas, um ato na Praça do Buriti. Haverá paralisação da categoria.
O ato será contra o Calote do Governo Rollemberg; por melhores condições de trabalho; em defesa dos direitos da população atendida pela categoria. Veja o vídeo a seguir.


Procurem nos bancos os responsáveis por Bruxelas

Quarta, 6 de abril de 2016
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br
Escrito por José Arbex Jr.*
 As “explicações” mais comuns e genéricas sobre a escalada dos atentados terroristas em solo europeu – incluindo o atentado em Bruxelas, em 23 de março, e o de Paris, em 13 de novembro de 2015 -, sobretudo as “explicações” proferidas por “especialistas”, “orientalistas”, “islamistas”, “arabistas” e vários outros “istas” convocados pela mídia beiram o risível.

Alguns batem na tecla do “fanatismo religioso”, ecoando elucubrações sobre um suposto “choque de civilizações”; outros responsabilizam a “incompetência dos serviços de informação” ocidentais, e aproveitam para defender o uso da tortura em interrogatório de suspeitos; outros, ainda, responsabilizam o fluxo de refugiados que teria permitido a entrada de milhares de terroristas; os mais espertos, finalmente, fazem um “mix” de tudo, sem querer se comprometer com uma perspectiva que em pouco tempo poderá se provar falsa. O risível é o fato de que eles sequer arranham o problema real. E têm razões para isso.

Suíça acompanha Islândia e declara guerra contra os “Banksters”

Quarta, 6 de abril de 2016
“Se você quiser continuar a ser escravo dos bancos e pagar os custos da sua própria escravidão, então deixe os banqueiros continuarem a criar o dinheiro e controlarem o crédito”, Josiah Stamp

A Islândia ganhou a admiração popular nos últimos anos por ter feito o que nenhuma outra nação no mundo parece estar disposta ou é capaz de fazer: processar criminalmente os banqueiros por terem arquitetado o colapso financeiro para o lucro.

A revolta da população contra a classe bancária, que levou a pequena nação a uma crise econômica em 2008, é o exemplo mais brilhante até hoje, de que o mundo não precisa ficar para sempre refém dessa elite abastada, austera e criminosa. Em 2015, 26 banqueiros islandeses foram condenados à prisão e o governo determinou a venda dos bancos em benefício dos cidadãos.

Governo de Brasília realiza I Encontro Sociocultural de Prevenção e Enfrentamento às Drogas

Quarta, 6 de abril de 2016
Da Casa Civil DF - Imprensa
Nesta quinta-feira, dia 7 de abril, professores, artistas, jovens e especialistas em prevenção e enfrentamento ao uso de drogas se reúnem para conversar sobre medidas e ações de conscientização sobre o assunto. O evento, promovido pelo Governo de Brasília em parceria com Instituto Lumiar, acontecerá a partir das 8 da manhã no Cine Brasília, na 106/7 sul. A programação conta com a exibição de um filme sobre os males causados pelo uso de drogas, além de debates e a elaboração da “Carta de Enfrentamento às Drogas” pelos próprios participantes.

Governos furados. No Gama, lixeira passou "arrombada pela ferrugem" do governo Agnelo para o de Rollemberg

Quarta, 6 de abril de 2016
Responda com sinceridade, governos que sequer dão jeito em simples lixeiras furadas, vão lá resolver algum problema mais grave do DF? Não vão. Eu não acredito que possam (ou saibam).

A lixeira aí das duas primeira fotos é velha conhecida no Setor Central Comercial do Gama. As imagens são de ontem, 5 de abril de 2016. O "furo" fica na esquina do prédio da agência do Banco Itaú, juntinho à Décima Quarta Delegacia de Polícia. Pelo que observamos nos buracos das ruas da cidade e nos furos das lixeiras, chegamos a conclusão que o 'buraco é mais embaixo'. Que os governos do DF têm jogado a cidade no buraco.



A seguir, duas fotos da mesma lixeira, mas em imagens de 4 de outubro de 2014 (isso mesmo, eu disse 2014). Olha o furo!!


Há de ter gente achando por aí que uma postagem sobre lixeira furada já seria um exagero, ainda mais com a exibição de 4 fotos e também um link para matéria do ano retrasado (falei ano retrasado). Pode ser uma verdade, quem sabe? Já eu acho que lixo e furadas são outras coisas que vemos pelo DF.

Leia no link a seguir a postagem de 4 de outubro de 2014, sobre a mesma lixeira, e o mesmo buraco, tema desta postagem.

Mantenha a cidade limpa. Mas com lixeira furada no centro do Gama/DF?

Sob a batuta de Rollemberg: Escalão auxiliar da Caixa de Pandora trama volta ao GDF. Ou não?

Quarta, 6 de abril de 2016
E aí a pergunta
Na hora em que o Brasil é passado a limpo pela Força Tarefa da Operação Lava Jato, aqui em Brasília parece que tudo acontece ao contrário. De olho nas obras da Novacap e na Secretaria de Obras, velhos conhecidos e com os mesmos padrinhos, tentam reassumir os contratos e a gestão da Novacap, as tratativas já estão bem adiantadas. O blog teve a informação confirmada por dois deputados distritais. O ungido para o cargo já foi escolhido, e é um dos protagonistas de outra operação. Operação Caixa de Pandora. ...

As 10 empresas que controlam 40 mil outras

Quarta, 6 de abril de 2016
Do Esquerda.Net
Um estudo recente sobre as redes formadas pelos acionistas comuns entre as 150 maiores empresas do mundo veio comprovar resultados de um trabalho anterior, que mostrou que 146 acionistas controlam 40% do valor total das empresas.
5 de Abril, 2016

Foto de Nick Ares/Flickr

A professora de Ciências Políticas e Sociologia da Universidade Complutense de Madrid, Reyes Herrero López, estudou as redes formadas pelos acionistas comuns entre as 150 maiores empresas do mundo. A lista dos 10 investidores mais importantes está representada na figura abaixo, feita com base da descrição do artigo de Reyes Herrero López feita por Narciso Pizarro no blog de economia El Salmon Contracorriente. Em primeiro lugar da lista está o fundo norte americano BlackRock, considerado o maior gestor de ativos do mundo.
 
Os 10 investidores mais importantes a
nível mundial, segundo o trabalho de Reyes
Herrero López.

Em cada lugar do ranking descrevemos o número total de empesas participada por cada uma, uma forma de visualização da importância dos maiores investidores. Além disso, vários destes grupos de investidores participam nas mesmas empresas, sendo, no fundo, acionistas uns dos outros.

Reyes Herrero López obteve resultados semelhantes com os de um estudo publicado em 2011 por Stefania Vitali, James B. Glattfelder e Stefano Battiston, apesar de ter usado metodologias e bases de dados originais diferentes. Estes autores publicaram na conceituada revista PLOS ONE um trabalho (disponível aqui) em que pesquisaram extensivamente a relação entre os proprietários das 43.060 maiores empresas multinacionais do mundo.

O primeiro estudo teve como fonte a base de dados OSIRIS e usou dados de 2012, o segundo recorreu à base de dados Orbis em 2007. No trabalho mais antigo, os investigadores, economistas e estatísticos, procuraram as interligações entre as multinacionais mundiais. E, tal como o estudo recente, revelaram que um pequeno grupo de atores económicos – sociedades financeiras ou grupos industriais – domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.

Vitali, Glattfelder e Battiston estudaram as cadeias de participação em capital de uma empresa noutra e encontraram 1.006.987 cadeias de relações de propriedade entre 600.508 atores económicos que incluem mais de 40.000 multinacionais e outros agentes que não estavam incluídos na lista inicial de empresas. Descobriram que 737 acionistas, 0,123% de todos os acionistas, controlam 80% do valor das empresas mundiais de as mais de 43.000 companhias multinacionais.

Além disso, 147 desses acionistas, 0,024% do número total de acionistas, controlam 40% do valor total destas empresas. Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam aquilo a que os autores chamam uma “super entidade”. Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as “stars” de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley...). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d'épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo. Não só existe um alta concentração de controlo, como os acionistas estão extremamente conectados entre si.

Artigos relacionados: 

Força-tarefa: Lava Jato diz que empresa de Lula mudou prova para induzir Justiça a erro

Quarta, 6 de abril de 2016

Em sua manifestação, o Ministério Público Federal criticou a alteração no número do telefone

Por MÁRCIO FALCÃO e AGUIRRE TALENTO - Portal Uol //// Blog do Sombra

Leia a íntegra aqui

Leia-lambança I: Lei que altera regras dos Juizados Especiais da Fazenda Pública do DF é inconstitucional

Quarta, 6 de abril de 2016
A lei foi iniciativa do Deputado Wellington Luiz.
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Do TJDF
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou procedente as ações, e declarou a inconstitucionalidade da Lei Distrital  5.475/2015, de 23/4/2015, com efeitos retroativos à data de publicação da lei. 

A referida norma altera alguns procedimentos referentes aos Juizados Especiais da Fazenda Pública e permite ao Distrito Federal, quando for réu, conciliar ou transigir no momento das audiências de conciliação, previstas pela lei 12.153/2009; celebrar, através de seus procuradores, acordos nas hipóteses e nos limites disciplinados pelo Procurador Geral do DF; e aumentar para quarenta salários mínimos o valor máximo das obrigações de pequeno valor a serem pagas independentemente de precatório.   
    
O Governador do Distrito Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal– OAB/DF ajuizaram duas ações diretas de inconstitucionalidade onde, em breve resumo, argumentam a inconstitucionalidade formal da lei distrital questionada, pela ocorrência de vício de iniciativa, pois a norma foi elaborada por parlamentar, mas trata de matéria cuja competência é privativa do Governador do Distrito Federal.

Os desembargadores entenderam pela existência do vício formal e declararam a inconstitucionalidade da lei por unanimidade, com efeitos retroativos à data de publicação, mas com efeitos modulados, no que tange ao artigo 2º, que passam a incidir da data do julgamento.

O artigo 2º da lei 5475/2015 aumentou para quarenta salários mínimos o valor limite para pagamento de obrigações de pequeno valor, que não precisam de precatório, portanto os pagamentos realizados entre a publicação da lei e a declaração da inconstitucionalidade não serão afetados.


Lei-lambança II: Conselho declara inconstitucional emenda que prevê manifestação popular para privatizações no DF

Quarta, 6 de abril de 2016
 A iniciativa da lei foi de vários deputados.
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Do TJDF
O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou procedente a ação, e declarou a inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal 92, de 2015.

A referida emenda acrescentou incisos ao art. 19, § 7º, da Lei Orgânica do Distrito Federal e incluiu a exigência de manifestação popular favorável, na forma de referendo,  para os casos de privatização de empresa pública ou sociedade de economia mista.

O Governador do Distrito Federal ajuizou ação direta de inconstitucionalidade, e argumentou, em resumo, que a referida lei seria formalmente inconstitucional, por conter vício de iniciativa, pois teria sido elaborada por parlamentar, mas trata de matéria cuja competência é privativa do Governador do Distrito Federal.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal se manifestou pela constitucionalidade da lei.

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal opinou no mesmo sentido do MPDFT, que  defendeu a inconstitucionalidade da norma.

Os desembargadores entenderam pela existência do vício formal e declararam a inconstitucionalidade da lei por maioria. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pesquisa mostra o que o povo já sabia: que índice de rejeição ao governo Rollemberg cresceu; 68,5% desaprovam

Terça, 5 de abril de 2015
Do Diário do Poder
Saúde pública é apontada como o maior problema dessa gestão
Pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas no Distrito Federal sobre o governo de Rodrigo Rollemberg mostra que os brasilienses não estão satisfeitos com a gestão e a maioria esperava mais do governador.
 
A porção da população que aprova a administração de Rollemberg é de 27,5%, contra 68,5% que desaprova e 4,0% que não quiseram opinar. Se forem comparados os resultados com os obtidos no ano passado, o índice de reprovação subiu em maio de 2015, 46,6% desaprovavam, nos números de abril de 2016, 68,5% desaprovam.

No embate na Comissão do Impeachment: Janaína 7 X 1 Dilma

Terça, 5 de abril de 2016
Da Tribuna da Internet

Janaina Paschoal não deixou pergunta
sem resposta e deu um show

Jorge Béja
Aquele 7 a 1 que a Alemanha impôs ao Brasil na Copa da Mundo de 2014 se tornou símbolo de derrota. Vergonhosa derrota. Uma surra. É um placar estigmatizado que serve para retratar o resultado de qualquer confronto, quando se busca saber quem foi o vencedor em qualquer campo da atividade humana. Ontem, foi a vez da presidente Dilma se defender. Em seu nome e na sua representação apresentou-se o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que entregou defesa escrita à Comissão Especial do Impeachment e fez sustentação oral. Cardozo tem voz firme, fala com desenvoltura, é culto e parece transmitir segurança no que diz.

Mas quando a causa é ingrata, não é boa, nem o saber, a habilidade e a versatilidade dos advogados podem fazer milagres. Cardozo até que tentou, sem conseguir. Isso já não aconteceu semana passada, quando a advogada e professora de Direito Penal da USP, Janaína Paschoal, falou à mesma Comissão. Além do talento, do desembaraço e da facilidade de exposição, Janaína convenceu. A causa era boa. Os fatos eram incontroversos. E o Direito estava ao seu lado. Cardozo fez retórica. Janaína, não.

 A DEFESA QUE FEZ CARDOSO
Após abordar conceitos e fundamentos da Ciência Penal e do Direito Constitucional, Cardozo começou atacando Eduardo Cunha, desqualificando-o. Foi inútil enveredar por este caminho. A questão gira em torno da competência e da atribuição constitucional para receber denúncia contra a presidente da República. E ambas são do presidente da Câmara dos Deputados, seja um santo, seja um pecador.

Depois, Cardozo considerou inepta a petição da denúncia, não porque a peça teria desatendido aos pressupostos legais visando o desenvolvimento válido e regular do processo. Não foi nada disso. Para Cardozo, a petição era inepta porque seus subscritores se viram obrigados a comparecer diante da Comissão para, digamos, emendar a peça!

Não, ministro Cardozo. Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior foram lá convidados. Eles não se ofereceram. Foi a Comissão que os chamou para ouvi-los. E no dia seguinte também foram ouvidos o ministro da Fazenda e um professor de Direito Tributário da UERJ, estes em defesa da acusada. Cada um dos quatro que foram chamados teve 30 minutos para falar à Comissão. Logo, não ocorreu desequilíbrio de tratamento.

Comissão Especial de Impeachment tem o poder e a prerrogativa de “proceder às diligências que julgar necessárias ao esclarecimento da denúncia”, como consta no artigo 20 da Lei nº 1079/50. Convocar uma ou ambas as partes é ato diligencial.

IGUALDADE DE TRATAMENTO
Tratamento desigual houve, sim, em benefício da presidente-denunciada. Cardozo, seu defensor, além de entregar a defesa escrita, falou à Comissão por duas horas seguidas, que somadas aos 30 minutos que o ministro da Fazenda e o professor da Uerj tiveram cada um e utilizaram em defesa da presidente, totalizam três horas de sustentação oral, contra apenas uma hora (meia hora para Janaína e meia hora para Miguel Reale Júnior). Foi ou não foi?

E mais: Cardozo também desaprovou a convocação e oitiva dos professores Miguel Reale e Janaína Paschoal, desta vez porque Dilma, a denunciada não foi intimada. Mas Cardozo silenciou a respeito da convocação e oitiva do ministro da Fazenda e do professor da UERJ, sem que Dilma também não tivesse sido intimada!!

O CERNE DA QUESTÃO
O ponto central é o seguinte: a presidente Dilma ordenou, autorizou ou realizou operação de crédito interno, sem prévia autorização legislativa? Dilma também ordenou ou autorizou a assunção de obrigação nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato, cuja despesa não tenha sido paga no mesmo exercício financeiro, ou caso tenha restado parcela a ser paga no exercício seguinte, não existiu contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa? Às duas indagações as respostas são positivas. E presidente da República que assim procede, comete crimes contra as finanças, conforme dispõem os artigos 359-A e 359-C do Código Penal. As penas são de reclusão de 1 a 2 anos.

Tudo isso foi muito bem explicado pela doutora Janaína Paschoal, que também demonstrou que a Lei Complementar nº 101/2000, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, não se aplica apenas a prefeitos e governadores. O presidente da República é também o destinatário desta lei. A conferir: “Artigo 1º, parágrafo 2º – As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios”.

E o artigo 36 da LC 101/2000 é bastante claro ao dizer que “é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo”.

AÇÃO MANU MILITARI
E foi justamente isso que Dilma fez. Sem autorização do parlamento apanhou dinheiro na CEF, no BB e no BNDES e não quitou o débito. Se apanhar o dinheiro jamais poderia, deixar de quitar o débito é considerável agravante. O ministro Cardozo também defendeu que isso, além de ser uma prática em governos anteriores, tanto não constituía empréstimo nem operação de crédito e ainda citou um exemplo impróprio e esquisito, ao comparar um patrão que no final do mês não paga o salário de seu empregado. E indagou: “este patrão tomou dinheiro emprestado do empregado?”, fazendo crer que as situações são equivalentes. Não são.

No tocante à alegada habitualidade dessa prática, tanto não justifica nem exclui o crime. Quanto ao patrão, este é mero devedor de dívida trabalhista. Já o governo federal, que detém mais de 50% das ações daqueles três bancos, agiu manu militari. Ou seja, à força, às escondidas e sem enfrentar resistência, se apropriou de dinheiros daqueles bancos, deles fez uso e depois não pagou. Se isso não é roubo é furto. Ou apropriação indébita. É golpe e é calote.

E mais: sustentar, como sustentou Cardozo, que as requisições de recursos vinham de todos os lados, “inclusive do TST e do TCU” e por isso não poderiam ser negadas, ainda que ao arrepio da lei, é confessar que a presidente Dilma é ainda muito mais responsável, por não ter recusado as requisições.

CORRESPONSABILIDADE (REFLEXA)
E por fim, saiba o ministro Cardozo que “não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição” é crime contra a probidade na administração. imputável ao presidente da República, conforme se lê no artigo 9º, nº 3, da Lei nº 1079/50.

Daí porque a presidente Dilma, independentemente da existência ou não do dolo, é também responsabilizada criminalmente, mesmo que não tenha sido ela a autora da(s) prática(s) delituosa(s). Diz-se isso porque ontem o ministro Cardozo repetiu várias vezes que a responsabilização da presidente dependia sempre do dolo – e não, da mera culpa. E que Dilma não poderia ser responsabilizada por atos de seus subordinados.

Para finalizar: o placar ontem foi Janaína Paschoal 7 X 1 Dilma Rousseff. Para o leitor que desejar rever a doutora Janaína Pachoal diante da comissão aqui vai o endereço para ser acessado

Cunha diz que recorrerá de liminar que manda analisar impeachment de Temer

Terça, 5 de abril de 2016
Iolando Lourenço e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fala da decisão do ministro STF, Marco Aurélio Mello, de obrigar a instalar comissão para impeachment de Michel Temer (Valter Campanato/Agência Brasil)
O  presidente  da  Câmara  considerou  absurda  a  liminar  concedida  pelo  ministro  Marco  Aurélio,  do  STF, que determina análise de pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer  —Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou “teratológica" (absurda) a decisão liminar do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou hoje (5) a instalação de uma comissão especial para analisar o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer, negado por Cunha.

Cunha disse que vai “recorrer de todas formas”, mas pedirá aos líderes partidários que indiquem os nomes dos deputados que vão compor a comissão. “Achamos a decisão absurda, teratológica e vamos recorrer, não só agravando, provavelmente entrando com mandado de segurança, com reclamação na própria ADPF [ação de descumprimento de preceito fundamental], cujo julgamento não foi concluído”, afirmou Cunha, após reunião com os líderes.