“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 17 de agosto de 2013

A cerca e as cuecas

Sábado, 17 de agosto de 2013

Manifestantes protestam contra cerca ao lado da Câmara dos Deputados

Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil
Integrantes do Movimento Urbanistas por Brasília protestaram hoje (17) contra a construção de uma cerca no gramado ao lado da Câmara dos Deputados, ao lado da Via S1, na Esplanada dos Ministérios. Embora parte da estrutura tenha sido retirada ontem (16) à tarde, a parte da cerca próxima à cúpula da Câmara, que existe há quase 20 anos, foi mantida.
Com pregadores, manifestantes afixaram cartazes ao longo da cerca. Segundo eles, a estrutura, que tem bases de concreto, fere o projeto arquitetônico de Brasília, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987. Do outro lado da Esplanada, o gramado próximo ao Senado permanece sem nenhum tipo de cercamento.
“Brasília é uma cidade conhecida pela educação das pessoas. Uma placa basta para orientar os pedestres e garantir a segurança. A Câmara não precisa gastar dinheiro público com uma cerca que fere o patrimônio da cidade”, critica Leiliane Rebouças, integrante do movimento Urbanistas por Brasília. Ela faz mestrado em turismo na Universidade de Brasília (UnB), na área de patrimônio cultural.
O arquiteto Cristiano Nascimento disse que o cercamento é ilegal porque não tem a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Para erguer qualquer estrutura no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, a Câmara deveria ter consultado o Iphan, que certamente não aprovaria a obra. Eles não podem tratar o Congresso como se fosse o quintal da casa deles”, reclama.
Os manifestantes chegaram a ser repreendidos pela Polícia Legislativa. Eles, no entanto, entraram em acordo e os cartazes puderam ser afixados na cerca por uma hora e meia. Os integrantes do movimento receberam o apoio de turistas que passavam pelo Congresso e de motoristas que paravam para buzinar.
A cerca foi erguida depois da onda de protestos realizados em praticamente todo o país. No entanto, a Câmara alega que a estrutura não tem o objetivo de isolar manifestantes. De acordo com a Casa, o cercamento foi colocado para proteção das pessoas, que descem na parada de ônibus e atravessam a pista fora da faixa de pedestre sob risco de acidente.
A parte da cerca próxima à cúpula da Câmara foi erguida há aproximadamente 20 anos. O argumento dos congressistas é que o cercamento objetivava garantir a segurança de pedestres e veículos que passam a dez metros de altura da parte inferior do prédio. No fim de julho, a Casa estendeu a cerca em 400 metros até a Avenida das Bandeiras, chegando em frente ao Palácio do Itamaraty. Essa extensão foi retirada ontem.
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Comentário do Gama Livre: Com os protestos e a ameaça de se estender roupas na cerca do curral Câmara dos Deputados, o presidente da Casa mandou retirar a 'obra' que ele mesmo havia mandado fazer. Estou pensando aqui se as roupas que seriam estendidas incluiriam as cuecas e meias cheias de dinheiro dos mensaleiros mil que mandam e desmandam por aí.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Entenda o que é a COVAX, parceria da OMS para distribuição equitativa de vacinas contra a COVID-19

Quinta, 4 de março de 2021

Do ONU Brasil

Várias vacinas contra a COVID-19 já foram aprovadas e outras ainda estão sendo desenvolvidas.
Várias vacinas contra a COVID-19 já foram aprovadas e outras ainda estão sendo desenvolvidas.

A iniciativa COVAX quer assegurar a distribuição equitativa das vacinas a todos os países de rendas baixa e média. As primeiras imunizações chegaram à Colômbia, Angola, Gana, Nigéria e Costa do Marfim.

Entenda o que é a COVAX, que países são beneficiados, quem paga e quais são as metas.

O que é a COVAX? 

A COVAX faz parte do Acelerador ACT, a ferramenta criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros internacionais para desenvolver recursos de combate à COVID-19, como testes, tratamentos e equipamentos de proteção.

domingo, 17 de abril de 2016

Manifestações pró e contra impeachment ocupam Esplanada dos Ministérios

Domingo, 17 de abril de 2016
Daniel Lima e Marieta Cazarré – Repórteres da Agência Brasil
Brasília Puxada por um trio elétrico, manifestação pró-impeachment reuniu dezenas de pessoas no lado sul da Esplanada dos Ministérios
Brasília – Puxada por um trio elétrico, manifestação pró-impeachment reuniu dezenas de pessoas no lado sul da Esplanada dos Ministérios —Agência Brasil
Na véspera da votação da abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, as manifestações na capital federal ocuparam a Esplanada dos Ministérios. Ao longo do dia, grupos favoráveis e contrários ao afastamento da presidenta ocorreram em lados opostos do Eixo Monumental.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Cinco razões pelas quais você deve se preocupar com a poluição do ar

Quarta, 5 de maio de 2019
Da
ONU no Brasil
A poluição do ar está ao nosso redor. Dentro de casa, ao ar livre, nas cidades e no campo. Isso afeta a todos nós, quer percebamos ou não. Por muito tempo, tomamos o ar que respiramos por garantido. Havia ar, havia cheiros, havia vento frio, havia ar quente.
Mas pesquisas recentes começaram a lançar luz sobre alguns aspectos bastante preocupantes do que o ar ao nosso redor realmente contém, e como isso afeta nosso corpo. E quanto mais aprendemos, mais percebemos que essa fonte essencial de vida para o planeta precisa de cuidados sérios. Sem ar não pode haver vida, mas respirar ar poluído nos condena a uma vida de doença e morte prematura.
Agora que sabemos como a poluição do ar nos prejudica, não há desculpa para não agir. A ONU Meio Ambiente listou cinco razões para reduzir e eliminar a poluição do ar de nossas vidas.
Arte: ONU Meio Ambiente
Arte: ONU Meio Ambiente
Ar poluído está criando uma emergência de saúde
Hoje não há dúvida de que a poluição do ar é uma emergência global de saúde pública. Ameaça todo mundo, desde bebês em gestação até crianças caminhando para a escola, até mulheres que cozinham em fogueiras.

terça-feira, 14 de junho de 2022

DESCASO —Entenda por que a assistência social está tão caótica no Distrito Federal

Terça, 14 de junho de 2022
Fila na unidade do CRAS no Itapoã: fila para atendimento no CRAS é de cerca de 200 mil pessoas no Distrito Federal atualmente - Reprodução/TV Globo

Falta de servidores, estrutura precária e aumento da miséria explicam situação

Pedro Rafael Vilela
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 14 de Junho de 2022

Cenas lamentáveis de pessoas passando a madrugada em filas para serem atendidas em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Distrito Federal dominam o noticiário local nas últimas semanas.

Unidade pública de assistência social, o CRAS se destina ao atendimento de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social. Entre os serviços mais demandados pela população, está a inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico), que é a porta de entrada para o recebimento de benefícios sociais, como Auxílio Brasil, cartão Prato Cheio e outros.

O caos que se viu em CRAS de diferentes regiões administrativas da capital tem algumas explicações. Primeiro, a demanda de fato aumentou exponencialmente nos últimos anos, em meio à crise econômica decorrente da pandemia, que arrastou ainda mais gente para uma situação de miséria e fome.

Ao mesmo tempo, ao buscarem a assistência social, essas pessoas em situação de vulnerabilidade encontraram um sistema despreparado, com pouco mais de um terço do número de servidores necessários e uma estrutura física totalmente inadequada e insuficiente para atender o público com dignidade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cerca entre Israel e Egito ficará pronta em três meses, diz governo israelense

Quinta, 3 de janeiro de 2013
Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil
A cerca que demarcará a fronteira entre Israel e o Egito está prestes a ficar pronta. As autoridades israelenses querem evitar o trânsito de imigrantes e palestinos, além de mercadorias consideradas ilegais com destino à Palestina. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a cerca terá 5 metros de altura e 230 quilômetros de extensão.

A cerca é construída com arame farpado e tem dispositivos de vigilância eletrônica. A previsão é que em três meses sejam concluídos os 14 quilômetros que restam da cerca. No próximo dia 25, haverá eleições parlamentares em Israel. Para analistas políticos, a construção da cerca atende às reivindicações dos considerados extremistas.

De acordo com as autoridades israelenses, o objetivo também é impedir ações de membros de organizações que se opõem à política israelense de ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

Netanyahu disse que sua meta é o "compromisso com a segurança de Israel". Argumento semelhante foi utilizado por ele para a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os assentamentos são condenados pela presidenta Dilma Rousseff e por parte da comunidade internacional.
 
*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina // Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

INTIMIDAÇÃO —Comunidades de fundo e fecho de pasto denunciam violência de fazendeiros no oeste da Bahia

Quinta, 8 de dezembro de 2022
Integrantes das comunidades denunciam violência: estruturas foram destruídas - Acervo pessoal

Construções destruídas, animais mortos, ameaças: tensão aumentou no período eleitoral

Felipe Mendes
Brasil de Fato | 08 de Dezembro de 2022 às 16:26

Centenas de famílias que há gerações criam animais em áreas nativas do Cerrado no interior baiano denunciam que estão sob ameaça de milícias rurais e pistoleiros. Comunidades tradicionais de fundo e de fecho de pasto, que sobrevivem do extrativismo e da agricultura de subsistência, sofrem ameaças e expropriações em regiões dos municípios de Correntina e Santa Maria da Vitória, a cerca de 800 quilômetros de Salvador.

Integrantes das comunidades ouvidos pelo Brasil de Fato sob condição de anonimato relataram momentos dramáticos vividos pelas famílias. Os grupos são compostos, em sua maioria, por pessoas que nasceram e cresceram na região, onde as comunidades estão instaladas há cerca de 300 anos.

"Sou filho de um fecheiro, meu pai era fecheiro, e desde os 6 anos de idade eu frequentei o fecho, trabalhando com meu pai. Hoje estamos sendo ameaçados. Fizemos uma cerca, eles destruiram nossa cerca; fizemos a cerca de novo e veio outra destruição. Nós tínhamos um rancho de palha, eles colocaram fogo. A gente construiu um rancho de telha e resolvemos fazer uma casa de bloco, com cimento, ferragem, e tornaram a derrubar. Cortaram a ponte que chega à nossa casa", disse um dos denunciantes.

sábado, 2 de setembro de 2017

O perverso jogo de esconde-esconde com as finanças públicas



Sábado, 2 de setembro de 2017
Clique na imagem para melhor visualizá-la. 


Aldemario Araujo Castro*

Nos últimos anos, grande parte da atenção da sociedade brasileira esteve (e está) voltada para as finanças públicas. O episódio mais traumático da vida nacional nesses três anos mais recentes, o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, estava assentado em graves problemas jurídico-financeiros.

Nessa mesma linha, o noticiário da grande imprensa nos últimos meses está tomado, em grande medida, por notícias do mundo das finanças públicas. Eis alguns emblemáticos exemplos:

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mais Médicos: qual é o futuro, sob Temer?

Segunda, 5 de setembro de 2016
Do site Saúde Popular 
mmedicos

05/09/2016
Programa atende 63 milhões de pessoas — inclusive 660 mil indígenas — e é visto como sucesso por 85% dos usuários. Porém, mais da metade pode perder assistência, por inabilidade e má vontade do governo

Por Ronnie Aldrin Silva, no Brasil Debate

O Programa Mais Médicos (PMM), lançado em 2013 com o objetivo de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil, e que leva atualmente mais de 18 mil médicos para estas regiões, corre o risco de deixar de assistir 38 das 63 milhões de pessoas atualmente atendidas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

Segunda, 13 de janeiro de 2014

Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
1211_saopaulo_aerea_mobilidade_8950Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.
Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
1211_saopaulo_aerea_mobilidade_8950Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.
Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Marina Dutra — Do Contas Abertas
Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.

Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Leia a íntegra no Contas Aberta
Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.
Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
1211_saopaulo_aerea_mobilidade_8950Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.
Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
1211_saopaulo_aerea_mobilidade_8950Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas relacionados às obras de mobilidade urbana. Além dos fatores de atraso comuns a outros empreendimentos, como a demora na obtenção de licenças ambientais, as ações nas cidades enfrentam obstáculos como necessidade de desapropriações, remoções de moradores, intervenções no subsolo, entre outros.
Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
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Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

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Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
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Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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Ações de melhoria do trânsito só receberam 35% da verba prevista em 2013

13 de janeiro de 2014 Marina Dutra
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Esses fatores contribuem para a baixa utilização dos recursos destinados às ações de mobilidade urbana. Considerando-se os programas orçamentários existentes ao longo dos anos, de 2002 à 2013 foram autorizados R$ 8,5 bilhões para ações de melhoria do trânsito, enquanto apenas 1,9 bilhão (23%) foram efetivamente pagos. As despesas estão em valores constantes (atualizadas pelo IGP-DI, da FGV).
Em 2013, o ritmo de aplicações, embora tenha sido o maior do período, continuou baixo em relação à quantidade de recursos disponíveis para as iniciativas de mobilidade urbana. Do R$ 1,5 bilhão autorizado para o Ministério das Cidades destinador ao programa “Mobilidade Urbana e Trânsito”, apenas R$ 530,8 milhões foram desembolsados, cerca de 35% do total.
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sábado, 13 de agosto de 2022

A fome é um legado capitalista

Sábado, 13 de agosto de 2022


A fome é um legado capitalista 

  
“Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista.” 
- D. Hélder Câmara 
 
Roberto Amaral* 
A humanidade avançou em todos os campos do conhecimento; dominou a Terra e seus recursos e partiu para a conquista espacial: estabeleceu os mais fantásticos progressos no domínio do conhecimento científico,  e foi capaz de avanços tecnológicos antes insuspeitados. O desenvolvimento da medicina, da genética, da informática, da nanotecnologia, da robótica, criou condições para o aumento da expectativa e da qualidade de vida da espécie. O milagre da tecnologia — reduzindo o mundo a uma casca de noz — faz de todo ser humano, potencialmente,   um vizinho de seu semelhante mais distante.
 
O progresso científico-tecnológico e o crescimento econômico, sob a égide da ética capitalista, todavia, não foram suficientes para tornar o homem mais feliz, nem construíram a paz, pois não foram postos a serviço de toda a humanidade. Ao contrário, fizeram-se instrumento da concentração de renda, da desigualdade social, do império do capital que submete povos, nações e Estados. Fizeram-se igualmente instrumentos da guerra que volta a ameaçar a sobrevivência da vida no planeta. A humanidade de hoje, no ápice do desenvolvimento científico-tecnológico, é marcada pela fome, pela miséria, pela exclusão de milhões de seres humanos, definitivamente condenados ao atraso e ao subdesenvolvimento. 

Pela primeira vez na História, há produção de alimentos suficiente para atender às necessidades de toda a população do mundo. No entanto, mais da metade do planeta passa fome. Temos recursos econômicos, materiais e tecnológicos que assegurariam a todos, não fosse a concentração econômica e o imperialismo, moradia, trabalho, escola, saúde e lazer. Não há explicação científica para a pobreza e a fome.

sábado, 5 de novembro de 2016

Ministra Cármen Lúcia faz visita surpresa ao Complexo Penitenciário da Papuda e constata superlotação

Sábado, 5 de novembro de 2016

Do CNJ


 


A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, visitou na manhã deste sábado (5/11) o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Esta foi a segunda visita que a ministra realiza a unidades do sistema prisional brasileiro – a primeira inspeção ocorreu no dia 21 de outubro, em prisões do Rio Grande do Norte. Problemas encontrados no estado, como a superlotação e o déficit de pessoal das unidades prisionais, também foram verificados na visita desta manhã. Na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), a presidente visitou uma ala onde havia uma cela com 18 homens ocupando oito vagas. Para dormir, os detentos afirmaram que precisam forrar a superfície da cela apinhada com colchões porque não há camas para todos. Não era possível enxergar o piso do alojamento com tantos presos sentados no chão e sobre as camas. Na PDF II, cerca de 3,2 mil condenados cumprem pena, embora só haja 1,4 mil vagas.

sábado, 12 de abril de 2014

Mais uma remoção violenta no Rio de Janeiro

Sábado, 12 de abril de 2014
Do DDH*


Favela da Telerj, onde mais de 5 mil pessoas moravam, é brutalmente desocupada pela PM
 
Lúcia Helena Santana, 61 anos, recorreu à ocupação para fugir do aluguel. “Não tinha onde morar, porque não tinha mais dinheiro para pagar aluguel”, conta. Ela é apenas uma das milhares de pessoas que viveram a tensa situação na região do Engenho Novo e Jacaré, zona norte do Rio de Janeiro, onde policiais militares cumpriram hoje (11) a reintegração de posse, determinada pela Justiça, de um edifício da empresa Telemar – controladora do grupo Oi, ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias. Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação. Um repórter do jornal O Globo foi detido e demais jornalistas que fazem a cobertura foram agredidos fisicamente e verbalmente por policiais.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar, além de policiais no solo, utilizou-se de três helicópteros, além de uma retroescavadeira, utilizada para desobstruir a rua e realizar a remoção da população.
Moradores permaneceram protestando em frente ao prédio invadido pelo batalhão de Choque da PM  foto: Jornal A Nova Democracia
Moradores permaneceram protestando em frente ao prédio invadido pelo batalhão de Choque da PM foto: Jornal A Nova Democracia

domingo, 29 de maio de 2016

‘HRAN parece hospital de campanha, hospital de guerra’ diz paciente 'internado' na sala de medicação do setor de emergência. É o caos! É a zona!

Domingo, 29 de maio de 2016

Paciente 'internado' chama de caos a situação do HRAN, Hospital Regional da Asa Norte, neste final de semana. Para ser realista, o que existe é uma zona no caos. Ou de caos na zona

O cidadão paga seus impostos, escorchantes por sinal, e na hora que precisa do Estado, páááá!!! O estado ‘bate pino’. Deixa todos na mão, alguns muitos até no chão.

Vamos a um exemplo do caos na zona. Na zona que os governos transformaram o Hospital Regional da Asa Norte, o HRAN, que já foi um dos melhores do país. Verdade que a zona não é somente no HRAN. Pode escrever aí, leitor, um HR (de Hospital Regional) e na frente colocar o nome das cidades do Distrito Federal.

Mas voltemos a nossa zona do HRAN. Será apenas um rápido relato de paciente, e bota paciente nisso.

Vejamos. Os pacientes que nos relataram a zona no HRAN, disseram que chegaram à tarde (cerca das 16 horas) e início de noite (por volta das 18h30) da última sexta (27/5) no hospital. Foram ser atendidos só pelas duas horas da madrugada de ontem, sábado (28/5). O paciente que chegou às 16 horas levou, portanto, “módicas” DEZ horas para ter o primeiro atendimento por médico. Fico encucado para classificar isso. Chamo de zona ou de caos? Ou de caos na zona?

Pois bem (mais adequado seria falar ‘pois mal’), nossas fontes de informações diz que outros esperaram tanto quando eles. Atendido depois de mais de DEZ horas da sua chegada, ele foi internado, se é que se pode chamar o que aconteceu com ele e mais uns 20 outros pacientes, de internação. Quartos e enfermarias não havia para eles. Foram então ‘internados’ na sala de medicação da emergência do hospital. O caos, a zona.

Pensa você que acabou aí o caos? Não. Lembrem que eles foram ‘internados’ na sala de medicação da emergência aí pelas duas pra três horas da madrugada de sábado. Dessa hora até cerca das 17 horas de hoje, domingo, dia da Graça do Senhor —e da desgraça de muitos pacientes da rede pública de saúde do DF— não receberam a visita de NENHUM médico, para avaliação do quadro de saúde. Continuaram a ser medicados, nesse intervalo da madrugada de sábado para a tarde de hoje, com a medicação indicada no primeiro atendimento. Caos ou zona? Ou caos na zona?


Mais uma informação que ajuda a explicar a quanto anda o caos no HRAN. No final de semana há apenas UM (isso mesmo que você leu, UM) profissional na sala de medicação da emergência. Um caos. Segundo pacientes que se encontravam hoje nessa sala do HRAN, também no Hospital de Base de Brasília a coisa está daí pra lá, mais perto do caos, da zona absoluta no atendimento da saúde daqueles que têm que recorrer ao sistema público hospitalar.


Ah! Importante! Agora entendi melhor quando nossas avós falavam que ‘fulano me fez uma visita de médico’. O médico que fez essa visita aos cerca de ’20 internos na sala de medicação da emergência’ —atentem! Cerca de VINTE pacientes— teria levado, segundo estimativa de uma das nossas fontes, pouco mais de 15 minutos. Estaria talvez também assoberbado com pacientes em outros setores. Entendeu agora a sabedoria de nossas avós?

Ainda de acordo com as nossas fontes, no momento (18h45 deste domingo) há cerca de 25 pessoas aguardando triagem, e isso do lado de fora do pronto socorro do HRAN. As que estão do lado de dentro já passaram pela triagem e exibem a fitinha de classificação do nível de gravidade. Verde, amarelo, laranja. A fita laranja indica a maior gravidade. Suspeita de dengue, que está matando muita gente por aí, tem direito apenas a fitinha verde. A que indica menor grau de gravidade.

Todo este caos, toda esta zona, pode?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Copa da Fifa: Em Porto Alegre, polícia dispersa ato com bombas e jornalistas são feridos


Quarta, 18 de junho de 2014
Helena Martins
Repórter da Agência Brasil
Um protesto convocado por movimentos sociais de Porto Alegre terminou hoje (18) após ação policial contra os manifestantes. Os repórteres do Portal Terra e da Rádio Guaíba foram atingidos por estilhaços de bombas de efeito moral lançados pela polícia. De acordo com a assessoria de comunicação do Comitê Gestor da Copa do Governo do Rio Grande do Sul, os dois receberam atendimento médico no local e depois no Hospital de Pronto-Socorro, mas já foram liberados.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Dia Mundial de Combate ao Câncer: OPAS pede garantia de diagnóstico e tratamento do câncer

Quinta, 4 de fevereiro de 2021

Da OPAS
Organização Pan-Americana da Saúde

  • No Dia Mundial De Combate ao Câncer, comemorado no dia 4 de fevereiro, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu para que o diagnóstico e o tratamento desta doença sejam garantidos nos países das Américas, onde os serviços foram seriamente interrompidos durante a pandemia da COVID-19.
  • O câncer é a segunda causa de morte na região das Américas. Quatro milhões de novos casos foram diagnosticados em 2020 e cerca de 1,4 milhão de pessoas morreram devido à doença.
Cerca de 57% dos novos casos de câncer e 47% das mortes por câncer ocorreram entre pessoas com 69 anos de idade ou menos, no auge de suas vidas.
Cerca de 57% dos novos casos de câncer e 47% das mortes por câncer ocorreram entre pessoas com 69 anos de idade ou menos, no auge de suas vidas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Acnur: cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2016

Segunda, 19 de junho de 2017


Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
Famílias buscam abrigo no novo acampamento para deslocados da Acnur, no Iraque
Famílias buscam abrigo no novo acampamento para deslocados do Acnur, no Iraque
Arquivo/Acnur/Caroline Gluck


Considerado o maior levantamento sobre deslocamentos no mundo, o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) revela que em 2016 cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em todo o mundo. O número é o maior já registrado. As informações, divulgadas hoje (19) no novo relatório Acnur Tendências Globais, mostram que os dados superam os números registrados em 2015, com aumento de mais de 300 mil pessoas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Silva e Luna quer convencer que os acionistas da Petrobrás são todos iguais. Vamos aceitar.

Terça, 11 de janeiro de 2022
Só nos dois itens citados o povo brasileiro perdeu cerca de US$ 18 bilhões (R$ 100 bilhões)


Escrito por Claudio da Costa Oliveira*

"Precisamos exigir mudanças imediatas"

O atual presidente da Petrobrás, Gen. Joaquim Silva e Luna, em entrevista ao Estadão no último sábado (8 de janeiro), afirmou: "A Petrobrás não pode fazer política pública".

Estranho esta afirmativa pois no meu entendimento as empresas estatais são criadas exatamente para fazer políticas públicas.

Silva e Luna afirmou: "Ainda há pessoas que consideram, por desinformação ou outro motivo, que a Petrobrás deva ser responsável pela redução do preço. Ela não tem condições de fazer isto. O que regula o preço é o mercado"

Estranho um general fazer uma afirmativa desta. Então quem manda no Brasil é o mercado? Precisamos avisar o povo brasileiro. A nação não é soberana. Quem manda aqui é o mercado.

Gostaria de perguntar ao general, já que ele não tocou no assunto, por que a Petrobrás adota o Preço de Paridade de Importação-PPI? Não poderia adotar o Preço de Paridade de Exportação – PPE que também atende ao mercado? Ou o PPI existe para agradar a Shell e outros parceiros?

Não pretendo mais perder tempo com esta discussão, pois como bem disse o general "No nível de governo, dos três poderes, isto já está bem consolidado". Portanto, se executivo, legislativo e judiciário, entendem que o Brasil não tem soberania e existe para ser explorado pelo mercado, apesar de discordar, não tenho armas para me contrapor.

Vou então, para efeito de análise, assumir que a Petrobrás seja uma empresa de mercado. Neste caso o governo não deveria tratá-la como tal ?

Entendo que sim. Mas não é isso que acontece.

Se vocês olharem os números do balanço da Petrobrás em 2020, vão verificar que a Geração Operacional de Caixa (resultado financeiro) da empresa representou cerca de 42% de sua receita bruta. Nenhuma empresa de mercado alcança tal desempenho. A que chega mais perto é a Shell (a que mais aproveita a mamata no Brasil) com 18%. Nas demais, Exxon,Chevron, BP, Total, não chega a 10% .

Isto ocorre porque a Petrobrás, hoje empresa de mercado, se aproveita de benefícios concedidos na época em que era estatal.

Um exemplo claro é a isenção da cobrança de Participação Especial na cessão onerosa. O benefício concedido em 2010 tinha o objetivo de capitalizar a empresa para investir no pré-sal. Hoje a companhia investe menos do que investia em 2005 (antes da descoberta do pré-sal) e utiliza os recursos para remunerar seus acionistas.

Somente no campo de Búzios estimo que em 2021 esta renúncia fiscal represente cerca de US$ 14 bilhões. Recursos que pertencem ao povo brasileiro e estão sendo entregues aos acionistas da empresa. O general quer agradar seus acionistas, mas cabe ao governo defender a nação. Por que não faz ?

Por outro lado, na maioria dos países a exportação de petróleo bruto, quando não é proibida e taxada. A Petrobrás exporta petróleo cru sem pagar qualquer imposto.

Portanto a companhia extrai sem pagar participação especial e exporta sem impostos. Uma grande mamata estatal.

Se considerarmos uma alíquota de 20%, estimo que em 2021 as exportações da Petrobrás renderiam cerca de US$ 4 bilhões para os brasileiros.

Só nos dois itens citados acima o povo brasileiro perdeu cerca de US$ 18 bilhões (R$ 100 bilhões). E ficamos aqui discutindo fome, desemprego, saúde, educação etc.

Precisamos exigir mudanças imediatas.
Recentemente lançado, o site Econjus está preparando o "Desviômetro" que mostrará a evolução diária dos recursos que deveriam pertencer ao povo brasileiro mas estão sendo destinados aos acionistas da Petrobrás. Acesse www.econjus.com

Por estas e outras é que entendo como urgente uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI na Petrobrás, cujo requerimento já foi protocolado pelo Deputado Paulo Ramos – PDT/RJ e é reclamada em Manifesto da Aepet e entidades (Clube de Engenharia, ABI, Febrageo e Cofecon):


Cláudio da Costa Oliveira
Economista aposentado

Fonte: AEPET —Associação dos Engenheiros da Petrobrás