Terça, 4 de dezembro de 2018
Hoje é dia de festa na Cidade da Bahia, como Jorge Amado, carinhosamente, chamava Salvador. Dia de reverenciar uma guerreira, Iansã, a rainha das tempestades e raios de todos os mares, em especial os mares da Bahia e os da África.
É dia de festa no Pelourinho e no Mercado de Santa Bárbara que fica bem ali na Baixa do Sapateiro, onde Ary Barroso conheceu ‘a morena mais frajola da Bahia’.
Festa lá, e em todos os sagrados terreiros de candomblé da velha e bela salvador, cidade que, apesar de maltratada por sucessivos prefeitos e governadores, ainda guarda encantos mil.
Ela, Iansã, tem como comida preferida o caruru. Apesar de ser caruru sem sal, eu não perdia um no Mercado de Santa Bárbara. Pra que aulas do curso científico no Ginásio João Florêncio Gomes, na Ribeira, península de Itapagipe, em dia de reverenciar Iansã? Eu deixar o caruru da Rainha por alguma aula na Universidade Federal da Bahia (UFBa)? Nem pensar! Naquela época eu já não era louco. Preferia o caruru, preferia a Rainha, preferia a magia da minha terra. Estou longe, nessas paragens de Brasília. Mas salve Iansã!