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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cotado para comandar a CLDF, Agaciel Maia é investigado pela polícia

Quinta, 8 de dezembro de 2016
A investigação foi aberta em abril deste ano e apura suposta influência do deputado na cessão de terreno ao Lions Club em Taguatinga

Por Carlos Carone e Guilherme Waltgenberg/Rafaela Feliciano/Metrópoles —Blog do Sombra


No momento em que o deputado Agaciel Maia (PR) exibe sinais de uma nova ascensão política, tendo seu nome cotado para assumir a presidência da Câmara Legislativa, uma investigação em curso na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) é mais um ponto negativo no histórico do distrital, que já responde a uma condenação por improbidade administrativa. O currículo de Agaciel volta à evidência após ele se tornar forte concorrente ao comando de um dos três poderes do Distrito Federal.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pivô dos atos secretos, Agaciel Maia é investigado por ocupação ilegal no DF

Segunda, 19 de março de 2012
Deu em "O Estado de S. Paulo"

Polícia Civil e MP apuram participação do ex-diretor-geral do Senado, hoje deputado distrital, em esquema de grilagem de terras

Alana Rizzo - O Estado de S.Paulo
Depois de lotear cargos comissionados no Senado, o ex-diretor-geral Agaciel Maia (PTC-DF) ressurgiu na Câmara Legislativa envolvido em um esquema de grilagem de terras. Investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal apuram a atuação do deputado distrital, protagonista do escândalo dos atos secretos, como mandante de invasões em São Sebastião, região administrativa a 26 quilômetros do Palácio do Planalto e base eleitoral do parlamentar.

Depoimentos de invasores de um terreno público, obtidos pelo Estado, mostram que Agaciel é suspeito de incitar as ocupações. Na Câmara Legislativa, o deputado apresentou projeto de lei para regularizar áreas invadidas, inclusive aquelas em que foram construídos condomínios de luxo. Legalizadas, elas são fonte de lucro milionário para empresas do setor imobiliário.

As informações foram colhidas durante uma operação, no início deste ano, que prendeu 38 pessoas. As áreas invadidas, de propriedade da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), já estavam sendo demarcadas com estacas e barracas. Leia a íntegra

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Agaciel Maia, deputado distrital, é alvo de ação por improbidade

Quarta, 22 de junho de 2011
Do MPF
MPF/DF propõe ação contra ex-senador e ex-diretores do Senado por improbidade

Ex-senador e ex-diretor-geral do Senado teriam autorizado contratação de serviços de publicidade sem licitação, causando um prejuízo de mais R$ 400 mil aos cofres públicos

O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) ajuizou ação de improbidade contra o ex-senador Efraim Morais, o atual deputado distrital Agaciel Maia e o advogado legislativo do Senado Federal José Gazineo por terem autorizado, entre 2005 e 2008, a realização de dez contratos para a prestação de serviços de publicidade sem licitação. Os contratos tinham como objetivo a divulgação institucional do Senado em sítios na internet.

De acordo com a investigação, Efraim Morais – à época primeiro-secretário do Senado -, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel da Silva Maia e José Alexandre Lima Gazineo – ex-diretor-geral adjunto da Casa - foram os responsáveis pela autorização dos contratos sem licitação prévia. O MPF/DF esclarece, no entanto, que a medida é ilegal, pois a legislação exige a realização de licitação nos casos de contratação de serviços de publicidade e divulgação.

O MPF/DF explica, ainda, que os argumentos apresentados pelo Senado não justificam a falta de licitação, uma vez que havia inúmeras empresas no mercado aptas a prestarem os serviços requeridos. Além disso, não houve parâmetros consistentes para a fixação dos valores pagos nos contratos e para a escolha das empresas, todas, por sinal, com sede no mesmo estado de origem do ex-senador Efraim Moraes. Há, portanto, fortes evidências de favorecimento e de superfaturamento das contratações.

O MPF/DF pede a condenação dos réus por improbidade administrativa e a devolução integral dos valores pagos nos contratos, que totalizam quase meio milhão de reais, em valores históricos.

Irregularidades – Durante quatro anos, as empresas Paraíba Internet Graphics Ltda, WSCOM Nordeste Mídia Ltda, RPN Mídia Assessoria e Rádio e a TV Paraibana Ltda – todas sediadas no estado da Paraíba - foram beneficiadas com contratos de prestação de serviço de divulgação institucional dos trabalhos e atividades do Senado.

De acordo com os contratos, as empresas disponibilizariam banners virtuais em suas páginas, com link para o website do Senado, além de reproduções de matérias jornalísticas elaboradas pela Agência Senado de Notícias e pelo Jornal do Senado.

No entanto, foi verificado que nos contratos das empresas foram estipulados valores divergentes quanto aos serviços a serem prestados, sem nenhum critério de padronização de preços, sem manifestação prévia da área jurídica nem pesquisa de mercado, tampouco a comprovação de que os sites seriam conhecidos e muito visitados, o que custou aos cofres públicos mais de R$ 400 mil.

Um claro exemplo desse fato foi verificado nos contratos com a empresa Paraíba Internet Graphics Ltda – que guarda relação com o ex-senador Efraim Morais. No primeiro contrato foi estipulado o valor de R$ 24 mil, já no segundo, o valor dobrou para R$ 48 mil.

Para o MPF/DF, portanto, ficaram comprovadas a falta de fundamentos jurídicos e a fragilidade dos argumentos apresentados pelo órgão para a dispensa de licitação nos contratos. “Demonstrada a inexistência de qualquer das hipóteses de inexigibilidade de licitação aplicáveis aos contratos contestados, cumpre realçar (…) a total ausência de comprovação, à época das contratações, de seus fundamentos fáticos e jurídicos, o que torna insubsistente os próprios atos administrativos de reconhecimento, autorização, ratificação das contratações”, defende o MPF na ação.

Se forem condenados, os envolvidos poderão ter os direitos políticos suspensos por até oito anos; pagar multa de até cem vezes o valor do prejuízo; ficar proibidos de contratar ou receber benefícios do Poder Público pelo prazo de até cinco anos; e perder a função pública ou aposentadoria, quando for o caso.

O caso será julgado pela 7ª Vara da Justiça Federal, que já ordenou a notificação de todos os envolvidos. Processo 0032437-31.2011.4.01.3400.