Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

As recentes manifestações do condomínio do poder


Terça, 22 de dezembro de 2015
Do Correio da Cidadania
www.correiocidadania.com.br
Escrito por Caio Almendra*
Tanto a direita de oposição quanto o governo de direita fracassaram em levar pessoas às ruas. O jogo do impeachment será jogado nos palácios e não nas ruas. As ruas rejeitaram o jogo.

domingo, 19 de abril de 2015

Editorial do Congresso em Foco: ditadura nunca mais!

Domingo, 19 de abril de 2015
O que muitos manifestantes que agora pedem intervenção militar desconhecem é que, além de instaurarem um período de trevas no país, os militares não entregaram o que prometeram

Tânia Rêgo/ABr
No Rio, protestos contra a corrupção também reuniu apoiadores da intervenção militar
 
Os cartazes da foto ao lado em favor da intervenção militar, vistos nas manifestações de 15 de março e 12 de abril em várias cidades brasileiras, exalam o bolor dos 51 anos que se passaram desde que apelos semelhantes foram erguidos pela primeira vez, em 1964. Combater a corrupção, derrotar o comunismo e conter a inflação eram as palavras de ordem nos quartéis às vésperas do golpe que derrubou o presidente João Goulart. O que muitos manifestantes de agora parecem desconhecer é que, além de instaurarem um período de trevas no país, os militares não entregaram o que prometeram.
 
A inflação, que era de 80% no governo deposto, saltou para quase 300% no final da ditadura. O festejado “milagre econômico”, que levou o país a alcançar taxas anuais de crescimento de até 14%, foi o momento de maior concentração de renda da nossa história. E as relações espúrias entre o Estado e empreiteiras agora devassadas pela Operação Lava Jato também remontam àqueles tempos nada saudosos. Foi um decreto do governo militar, em 1969, que fechou as portas para as construtoras estrangeiras, catapultando empresas até então regionais – como Odebrecht, OAS, Mendes Júnior e Camargo Corrêa – à condição de donas das maiores obras públicas do país.

domingo, 22 de março de 2015

Revelar para não esquecer o que houve em 64

Domingo, 22 de março de 2015
Da Tribuna da Internet
Carla Kreefft
Ninguém é eternamente responsável por aquilo que cativa, como quiseram e ainda querem ensinar aos pequenos. Da mesma forma, ninguém pode ser punido eternamente por um mesmo erro. As penas devem ser cumpridas integralmente, e ponto final. Depois do cumprimento, o que deve ficar é liberdade. Da mesma forma, quem nunca foi punido por seus tropeços nunca terá a absolvição – seja de si própria ou da sociedade.

A Lei da Anistia brasileira é um bom exemplo disso. O que aconteceu durante o período do governo militar, marcado por forte repressão, prisões arbitrárias, torturas e assassinatos, nunca foi investigado adequadamente pelo poder público. Somente agora, com o instituto da Comissão da Verdade, é que o assunto vem à tona de forma efetiva.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O PT perdeu sua alma. Depois, os formadores de opinião. Agora, as ruas!

Segunda, 16 de março de 2015
Do Blog Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti


O partido criado pelos sobreviventes dos massacres da ditadura militar, pela esquerda católica e pelos sindicalistas do ABC chega ao ápice de um longo processo de descaracterização.

No seu manifesto de fundação, em fevereiro de 1980, cuspia fogo:
"O Partido dos Trabalhadores nasce da vontade de independência política dos trabalhadores, já cansados de servir de massa de manobra para os políticos e os partidos comprometidos com a manutenção da atual ordem econômica, social e política. (...) Os trabalhadores querem se organizar como força política autônoma. O PT pretende ser uma real expressão política de todos os explorados pelo sistema capitalista. 
"...As riquezas naturais, que até hoje só têm servido aos interesses do grande capital nacional e internacional, deverão ser postas a serviço do bem-estar da coletividade. Para isso é preciso que as decisões sobre a economia se submetam aos interesses populares. Mas esses interesses não prevalecerão enquanto o poder político não expressar uma real representação popular, fundada nas organizações de base, para que se efetive o poder de decisão dos trabalhadores sobre a economia e os demais níveis da sociedade. 
"...O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores. O PT manifesta sua solidariedade à luta de todas as massas oprimidas do mundo".
Infelizmente, bastou um resultado eleitoral insatisfatório em 1982 para começar a metamorfosear-se num partido da ordem, que expurgou uma a uma as tendências revolucionárias existentes no seu seio para tornar-se respeitável aos olhos dos eleitores preconceituosos --aqueles que haviam ficado estarrecidos quando a imprensa burguesa trombeteara que os candidatos do PT não tinham currículo, mas sim fichas criminais (sob a draconiana Lei Falcão, a propaganda eleitoral gratuita se restringia à exibição de fotos e dados pessoais dos candidatos, e os do PT não escondiam suas passagens pelas prisões da ditadura, pois se orgulhavam de terem sido os filhos da pátria que não fugiram à luta).

Piada do momento: Governo reage a protestos dizendo que implantará medidas anticorrupção

Segunda, 16 de março de 2015
Depois de um primeiro mandato péssimo, e de um desastroso início do segundo, o governo Dilma “anuncia” pela boca do seu ministro da Justiça Eduardo Cardoso que enviará em breve ao Congresso medidas que estavam sendo elaboradas visando o combate à corrupção.
Só pode ser brincadeira...Logo ele, Cardoso, que tem ‘tirado’ uma de advogado de mensaleiros e de acusados como participantes das falcatruas que atinge a Petrobras (não são simples malfeitos, viu Dona Dilma?). O Petrolão não deixa de ser também um mensalão, e dos maiores. Um crime contra a maior empresa do país.
Casos de corrupção vêm surgindo aos montes durante o governo da presidente. Escândalos pipocaram em vários ministérios já no seu primeiro desgoverno. E só no segundo mandato dela, quando há uma ebulição de parte das massas, é que medidas serão enviadas ao Congresso?
Faça, por favor, uma batida de limão, daquelas duplas que se servia aos sábados, e acho que ainda são vendidas, no Mercado Modelo da Bahia nos dias calorentos, ou frios, de Salvador. Para engolir esse lero lero, esse faz-não-faz, essa simulação de faxina (lembram da Dilma Faxineira?), só mesmo algumas doses de batida de limão.
A faxineira do primeiro governo cansou na primeira espanada, na primeira tentativa de jogar porta-à-fora alguns lixos. Desistiu, fechou os olhos, e até mesmo colocou de volta em cargos-chave gente dos grupos do lixo espanado momentos antes.
Chega a ser hilário, se não fosse trágico, e triste, ver um ou dois ministros tentando, em nome da presidente do país, dar uma resposta às manifestações deste domingo, afirmarem na TV que o governo vai enviar logo logo ao congresso os projetos de combate à corrupção. Mas não souberam sequer dizer quais diabos são essas medidas.
Estão mais perdidos do que cego em tiroteio entre bandidos e tropas de alguma UPP do Rio de Janeiro.

Governo não tem mais o que dizer; Fim de um ciclo

Segunda, 16 de março de 2015
Da Tribuna da Imprensa
RICARDO KOTSCHO - Via Balaio do Kotscho
Manifestantes reunidos na Avenida Paulista neste domingo.






Acabei de participar há pouco de um Jornal da Record News especial, ao lado de Heródoto Barbeiro, Nirlando Beirão e Aldo Fornazieri, em que apresentamos um resumo e comentamos os principais fatos e desdobramentos deste dia 15 de março de 2015, quando 1,5 milhão de brasileiros foram às ruas para protestar contra o governo de Dilma Rousseff, marcando um divisor de águas na nossa vida política.