“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 24 de março de 2019

A mercantilização da saúde no DF: o silêncio dos que não podem se calar

Domingo, 25 de março de 2019
Por
Em sua edição de 25 de fevereiro (p.7) o CB nos informou da expansão da rede privada de hospitais em Brasília, cravada bem no coração dos poderes da república. A repercussão? A conivência, indiferença, pior, o silêncio dos túmulos. Para sair desse lugar comum, precisamos falar à população as razões pelas quais os empresários do complexo médico-industrial cobiçam tanto o DF e a Região do Entorno.
Eles veem na capital, o desmonte do SUS, orquestrado pelos desgovernos, indutores dos chamados “investimentos”. Investimento seria, se Estado e Governos assumissem que a saúde é fundamental para o bem-estar da sociedade, e que esta deve ser tratada como o bem mais elevado do direito à cidadania.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Resistência: Por U-NA-NI-MI-DA-DE Conselho de Saúde do DF rejeita a Lei Excremento do Demônio, aquela imposta por Ibaneis e que privatiza serviços de saúde e acaba com o quadro de concursados da Secretaria. E por Resolução

Terça, 29 de janeiro de 2019
A reunião do Conselho de Saúde do DF foi nesta terça (29/1).

O CSDF decidiu por unanimidade em reunião ordinária nesta terça (29/01/2019) aprovar Resolução contra a Lei Excremento do Demônio, a lei que o governador do DF empurrou goela abaixo dos usuários e servidores da rede pública de saúde. O Excremento do Demônio foi 'aprovado' por 14 votos dos 24 deputados distritais, e privatiza serviços da rede pública de saúde do GDF, coloca os cargos de concursados em extinção, o que fará com que dentro de algum tempo não haja mais concursados. É uma coisa horrível, por isso está sendo conhecido como a Lei Excremento do Demônio. Excremento, aí é pouca coisa, sem dúvida.

Veja vídeo dos momentos finais da Reunião do Conselho de Saúde do DF quando, por unanimidade, o Conselho aprovou resolução que:
  1. Rejeita a lei que instituiu o IGESDF, judicializando em caráter de urgência e criar uma Comissão no CSDF para construir uma proposta de organização da atenção terciária nos moldes do que aconteceu com a atenção primária e secundária  (Resoluções 465 e 505);
  2. E um grupo de trabalho para levantamento de todas as ações do IHBDF




A proposta aprovada por unanimidade foi a proposta 2, em vermelho na imagem abaixo. Clique na foto para melhor visualizá-la.

Ibaneis, mesmo sendo o autor do projeto de lei Excremento do Demônio, ainda não sancionou o aprovado pela CLDF (sempre ela), podendo, assim, 'cair na real' e simplesmente vetá-lo. Integralmente. 

Vídeo postado aqui às 17h07 desta terça (29/1).  Williamar Dias Ribeiro, Conselheiro distrital de saúde, fala na reunião do CSDF.

Saiba mais sobre a Lei Excremento do Demônio:

‘Excremento do Demônio’, a lei aprovada pela CLDF e que representa privatização da saúde e extinção do quadro dos servidores concursados, será discutida nesta terça (29/1) pelo Conselho de Saúde do DF (CSDF)

Ilha de excelência uma ova! É o caos no Instituto Hospital de Base de Brasília; madrugada ao relento, cadeira de rodas, mas de escritório, servindo para transporte de paciente

domingo, 23 de dezembro de 2018

Renúncia bilionária: Governo federal congela gastos com o SUS enquanto abre mão de bilhões de impostos da saúde privada

Domingo, 23 de dezembro de 2018
Leia a íntegra da matéria do UOL  em:
https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/governo-congela-gastos-com-o-sus-enquanto-abre-mao-de-bilhoes-em-impostos-a-saude-privada/index.htm?fbclid=IwAR29swR3GchXsXVNxyF-xL7wwgpmhcvkDUw4pkpH5HX3vKTDi2lgt09GBYM#renuncia-bilionaria&cmpid=copiaecola

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Convênio médico pode tudo? A Pública investiga por que as empresas de planos de saúde – há seis anos recordistas de reclamações dos consumidores – ganharam tanto poder no país em que 70% da população utiliza o SUS, que sofre com encolhimento de verbas

Segunda, 4 de junho de 2018



Da
https://apublica.org

Por 
Andrea DiP

Saúde suplementar movimenta mais recursos do que a saúde pública
Em sete anos, crescimento de ações do setor julgadas foi de 329% 

Porta giratória leva ex-executivos de planos para postos-chave no governo 

Quando tinha 19 anos, Nínive Loriane Ferreira engravidou do namorado. Na época, ela já trabalhava na Unas Heliópolis – organização que reúne associações de moradores do bairro – e, com a carteira assinada, veio o benefício do convênio médico empresarial. Apesar da pouca idade, Nínive, já a responsável financeira pela casa onde morava com a mãe, conta que levou adiante a gravidez com muito amor e cuidado, fazendo o pré-natal no SUS, porque o plano de saúde era novo e o prazo de carência não venceria até a hora do parto. “Eu usava o convênio muito de vez em quando e só para emergências, porque sabia que para isso não havia carência”, lembra a moça, hoje com 28 anos. Por isso, não hesitou em descer do ônibus que passava próximo ao Hospital Bosque da Saúde quando, aos sete meses de gestação, começou a sentir dores muito fortes na barriga. “Eu não sabia o que era, só sentia muita dor e sabia que não estava na hora de o bebê nascer. Então desci e fui para a emergência do hospital que estava mais próximo e que sabia que era coberto pelo meu plano”, conta. Ao examiná-la, a médica constatou que seria preciso internar imediatamente para um parto prematuro. “Ela disse que não dava tempo de transferir a gente de hospital e que nós dois corríamos risco de vida.” Nínive diz que, ao mesmo tempo, o plano não autorizou o procedimento e o administrativo do hospital informou que só internaria a gestante se ela assinasse um contrato comprometendo-se a arcar com a dívida hospitalar. “Eu não estava em condições de assinar, a essa altura minha bolsa já tinha rompido, tinha passado muito tempo; e o pai do bebê, desesperado e também sem saber o que fazer, acabou assinando por mim.” O parto foi feito às pressas e o bebê prematuro, colocado em uma incubadora, na UTI do hospital. “Me disseram que o pulmãozinho dele não estava pronto, mas que ele ficaria bem”, lembra Nínive, que foi mandada para casa algum tempo após a cirurgia, enquanto seu filho permaneceu internado. “Eu tirava leite e ia levar pra ele todo dia, mas fui muito maltratada no hospital o tempo todo. Ninguém falava comigo direito, não me diziam o que ele tinha. No terceiro dia, quando cheguei com o leite, fiquei sabendo que ele estava sendo transferido para o Hospital das Clínicas porque eu não tinha pago ainda nem metade dos R$ 10 mil que eles estavam cobrando até então. Eles expulsaram meu filho, tiraram da UTI e mandaram pro HC sem me avisar.” Ela conta que o bebê foi internado no hospital público em estado grave e que após sete dias a médica a chamou e deixou segurar seu filho no colo pela primeira vez. “No dia 7 de setembro, logo depois disso, me ligaram dizendo que ele precisaria de uma cirurgia porque estava com uma infecção generalizada e que tudo aquilo estava acontecendo porque ele não poderia ter sido transferido da UTI, sem oxigênio, sem cuidado nenhum, como fizeram. Ele acabou falecendo. Era muito pequenininho, não resistiu.” Nínive conta que o choque foi tão grande e ficou tão abalada que, em luto, não pensou em tomar alguma providência contra o hospital. “Só caiu a ficha quando recebi o processo do hospital, dizendo que eu tinha que pagar a conta”, lembra. “Aí entrei com um processo contra eles também. Eu ganhei o processo, mas eles ganharam a causa contra mim porque na época eu ainda não tinha advogado. Por causa disso, eu tenho um bloqueio na minha conta e no meu nome, não posso alugar apartamento, não posso comprar nada até meu advogado conseguir reverter a decisão. Na época eu fiquei doida, minha revolta e tristeza foram muito grandes. Eles são os culpados pelo meu filho ter morrido e ainda me processam. Esses convênios tratam a gente que nem lixo.”

Histórias como a de Nínive não são raras no universo dos convênios médicos no Brasil. Um indicador disso é que em 2017 foram julgadas mais de 30 mil ações contra planos de saúde somente no estado de São Paulo, segundo o Observatório da Judicialização da Saúde Suplementar do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP. De acordo com o levantamento, o volume de decisões é o maior já registrado na história. Em 2011 foram julgadas 7.019 ações, ou seja, houve um crescimento de 329% em sete anos. O Observatório apurou também que entre 2011 e 2017 o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) julgou, em segunda instância, mais causas envolvendo planos de saúde (70.666 decisões) do que demandas relacionadas ao SUS – Sistema Único de Saúde (53.553 decisões). A maioria das reclamações, segundo o advogado e um dos autores do estudo Rafael Robba, se refere à exclusão de coberturas ou negativas de atendimentos (40% das decisões) e o segundo motivo (24% das decisões) envolve reclamações sobre reajustes de mensalidades. No Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), por exemplo, os convênios médicos lideram o ranking de reclamações há seis anos consecutivos. O Idec não identifica as empresas nesse ranking, mas destaca que a maior parte das queixas (44,5%) está relacionada aos reajustes abusivos nas mensalidades.

domingo, 15 de abril de 2018

Em meio a investidas privadas, defesa do direito à saúde pública deve ser fortalecida

Domingo, 15 de abril de 2018
Por Redação

Única alternativa dos mais pobres para cuidar da saúde, estrutura do sistema público sofre assédio do capital
Imagem: Andre Sousa Borges/ Agencia Brasilia

30 anos após sua criação, Sistema Único de Saúde enfrenta embate financeiro desigual com o setor privado

Por
Luciana Console para o Saúde Popular

O direito à saúde pública e universal é uma das previsões mais importantes da Constituição de 1988, texto cujos valores aproximaram o Brasil de uma social-democracia garantidora de condições básicas à dignidade humana. Nos últimos 30 anos, porém, o acesso aos serviços vem sofrendo graves consequências por conta da pressão do capital pela privatização do setor aliada à falta de financiamento público para os equipamentos de saúde pública.

“O fenômeno que a gente tem no Brasil é muito complexo, porque o SUS está de pé, só que como um saco vazio. E isso não é de agora. A gente tem esse processo de competição com o SUS desse setor privado sempre em expansão, que é muito preocupante”, aponta Ligia Bahia, professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

OSs: Ao menos R$ 2,4 bilhões “sumiram” da saúde nos últimos 15 anos

Quarta, 18 de outubro de 2017
Uma das OSs é investigada por realizar cirurgias eletivas e simples, computadas como emergenciais e com sobrepreço. 

Fonte: Portal do Holanda
delphina-aziz-am
O site Portal do Holanda, que cobre os bastidores da política amazonense, publicou uma nota bastante elucidativa no último dia 16. O texto mede em cifrões o prejuízo astronômico que a terceirização da saúde pública causou no Estado do Amazonas nos últimos 15 anos. Desde 2005, “ao menos R$ 2,4 bilhões foram desviados da saúde, seja em contratos superfaturados com organizações sociais, seja no sobrepreço de material hospitalar”.

Segundo a página, o número reflete uma estimativa com base em investigação do Ministério Público Federal.

“A grana começou a ser drenada com a entrada de ONGs no sistema e com o governo terceirizando os serviços. Os contratos com cooperativas, que nem sempre prestam os serviços que dizem oferecer, somam hoje R$ 300 milhões, uma fortuna drenada, em parte, para o bolso de empresários inescrupulosos. O caso se agravou em 2015, depois que a Assembleia Legislativa aprovou, a toque de caixa, lei permitindo que organizações sociais, como o Imed, administrassem os hospitais do Estado, o que permitiu, direta ou indiretamente, a instalação de uma rede de corrupção, via contratos fraudulentos ou superfaturados.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Governo do Amazonas e OS são acusados de superfaturar cirurgias

Terça, 22 de agosto de 2017
Prejuízos aos cofres estaduais chegam a R$ 8 milhões

Do site Ataque aos Cofres Públicos

delphina
Mais um escândalo despenca na área da saúde no Governo do Estado do Amazonas. Depois da Operação Maus Caminhos, que descobriu desvios de mais de R$ 100 milhões por meio da Organização Social (OS) Instituto Novos Caminhos (ICN), vieram agora à tona as denúncias de que representantes do Governo e de outra OS estão superfaturando a contratação de mais de 780 cirurgias eletivas para agilizar o atendimento de alta complexidade no Hospital Delphina Aziz.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Oscip é condenada a devolver quase R$ 7 milhões aos cofres públicos

Segunda, 31 de julho de 2017
Do site Ataque aos Cofres Públicos

Por decisão unânime, a oscip Centro de Assistência e Amparo ao Trabalhador (CAAT) foi mais uma vez condenada pelo plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) a devolver dinheiro público aos cofres municipais de Guarujá.
O processo diz respeito a uma prestação de contas relativa a um termo de parceria celebrado em 2007, para implementação do “Projeto Saúde Total”.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Audiência pública: população é convidada a debater serviços sociais autônomos de saúde; Modelos Sarha e 'Instituto HBDF' serão discutido

Sexta, 2 de junho de 2017
"Hoje, como hospital da rede pública de saúde, os critérios de atendimento do HBDF não excluem pacientes. Ao contrário do Sarah, que não atende emergências e seleciona aqueles que serão atendidos em ambulatório de forma bastante restritiva, especialmente, pacientes com algum tipo de infecção ou prognóstico menos favorável” (Marisa Isar, MPDFT)

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Do MPDF
Evento será realizado em 8 de junho, das 13h30 às 18h30

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF) promovem, em 8 de junho, a audiência pública “A atuação do serviço social autônomo de saúde no âmbito do SUS”. O objetivo do evento é discutir as atribuições e a fiscalização dos chamados serviços sociais autônomos, que deveriam atuam de forma complementar ao Sistema Único de Saúde.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ataque aos cofres públicos: Samu é entregue às traças para depois ser terceirizado

Quarta, 17 de maio de 2017

Do site Ataque aos Cofres Públicos
Fontes: A Tribuna e SindServe
Governo Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) segue firme em sua política para a cidade: sucatear para terceirizar.

No Jornal A Tribuna de Santos desta quarta-feira (17), a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos de Santos (Sindserv), Aurora Fernandez Rodriguez, ressalta o que está por trás da crise do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Audiência pública debaterá atuação de serviços autônomos de saúde com recursos do SUS; em 2015 cerca de R$ 890 milhões foram destinados à Rede Sarah

Quarta, 10 de maio de 2017
Dados oficiais revelam que, em 2015, o Ministério da Saúde transferiu R$ 1,3 bilhão a instituições privadas sem fins lucrativos como forma de remunerar os atendimentos feitos por essas organizações.
 
Do MPF
Evento será realizado na Procuradoria da República no Distrito Federal. Atendimento prestado pelas unidades da Rede Sarah será um dos pontos abordados


Em audiência pública marcada para o dia 8 de junho, o Ministério Público Federal (MPF/DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pretendem discutir a atuação do chamado Serviço Social Autônomo na prestação de atendimento de médico no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O edital de convocação para o evento foi publicado nesta terça-feira (9). O objetivo é permitir que entidades da sociedade civil e instituições públicas possam debater o modelo de atendimento.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ataque aos cofres da saúde: Justiça aumenta em 360% o bloqueio de bens de réus da Sangue Frio

Segunda, 3 de abril de 2017
Comentário do Gama Livre: Essas OSs, Oscips, institutos, fundações!!!!!!!!!
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Do MPF

Após recursos judiciais e análise de novas provas, montante indisponibilizado passou de 6 para R$ 29 milhões


O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu judicialmente a revisão do bloqueio de bens de quatro réus investigados na Operação Sangue Frio, deflagrada em 2013 para apurar fraudes no Hospital do Câncer de Mato Grosso do Sul. Adalberto Abrão Siufi, Betina Moraes Siufi Hilgert, Issamir Farias Saffar e Blener Zan terão, ao todo, R$ 116.102.628,59 bloqueados (R$ 29.025.657,14 cada), um aumento de 360% em relação ao montante indisponibilizado no início do processo.

terça-feira, 21 de março de 2017

Oscip é condenada a devolver R$ 6,9 milhões aos cofres públicos

Terça, 21 de março de 2017
Fontes:
Ataque aos Cofres Públicos 
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo

Dez anos se passaram após a entidade embolsar o dinheiro. Tribunal sustenta que Irregularidades ocorreram, mas até hoje a verba não foi recuperada.

Em setembro de 2015, o Tribunal de Contas do estado de São Paulo (TCE-SP) julgou irregular a prestação de contas dos recursos recebidos pela oscip Centro de Assistência e Amparo ao Trabalhador (CAAT), em 2007, para executar programas na área da saúde municipal de Guarujá.

quinta-feira, 16 de março de 2017

OSs, PPPs, Oscips, 'institutos' e bandalheiras outras na saúde voltam a ser tema de reportagem do Fantástico;

Quinta, 16 de março de 2017
do site Ataque aos Cofres Públicos

Fantástico: Bandalheira da terceirização na saúde volta a ser tema de reportagem

Quadrilha de Foz do Iguaçu tinha planos de roubar R$ 4 bi da saúde, por meio de PPP no hospital municipal. Empresas eram ligadas a vereadores e secretários. Prefeito era o chefe do esquema. Pelos menos R$ 60 milhões já teriam sido desviados por meio de terceirizações fraudulentas e licitações armadas.

Fonte: Fantástico
Sempre repetimos por aqui uma frase que mais parece um mantra quando o assunto é terceirização/ privatização nos serviços públicos: “Sucatear para privatizar”. Repetimos porque ele resume o que tem ocorrido em centenas de municípios, como Foz do Iguaçu, no Paraná, onde o sucateamento da saúde para atender empresas e desviar dinheiro para políticos virou tema de reportagem no Fantástico.
Já tinhamos abordado a historia no Ataque aos Cofres Públicos. relembraremos e atualizaremos algumas informações trazidas pela reportagem, que pode ser assistida aqui.
A fraude na saúde da cidade pretendia desviar R$ 4 bilhões e contou principalmente com o desmanche de um hospital público e de um laboratório municipal.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Associação Médica de Brasília (AMBr) faz alerta sobre o Instituto Hospital de Base do DF; é absurda a estratégia de Rollemberg para desqualificar o serviço público e justificar parcerias perigosas

Sexta, 10 de março de 2017
Do site da AMBR

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Zero OSs na Saúde: Sindate não aceita a terceirização

Quinta, 23 de fevereiro de 2017
Do Sindate DF
Zero OSs na Saúde: Sindate não aceita a terceirização
Reprodução da internet

por Evely Leão

E quem disse que a ideia de implantar Organizações Sociais (OSs) na saúde tinha morrido se enganou completamente. De acordo com a matéria divulgada pelo Jornal Metrópoles, nesta terça-feira (21/02), “Hospital de Base pode virar instituto. Sindicato teme terceirização”, o Palácio do Buriti agora está com novas ideias, o governo pretende transformar o Hospital de Base em um instituto, com autonomia própria para gerir seus recursos e até para a contratação de pessoal, em outras palavras pretende terceirizar o HBDF.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

URGENTE! Já se comenta nos corredores da Secretaria de Saúde a terceirização do Samu

Terça, 21 de fevereiro de 2017
21/02/2017  // Por SindSaúde DF

A conversa que ronda os corredores da Secretaria de Saúde é da terceirização do Samu. O pior é que já sabem qual será a empresa que assumirá: Triunfo Concebra. A empresa faz socorro em rodovias administradas por ela.

Essa informação foi colhida na própria SES-DF e o processo está na mesa do gabinete. Realmente, se observarmos as investidas que o governo tem feito no SAMU, como a redução do número de profissionais nas viaturas, elas levam a crer que há um desmonte programado para viabilizar a terceirização, o que é a cara do governo Rollemberg.

O SindSaúde convoca todos os servidores lotados no Samu para assembleia dia 22/02, quarta-feira, às 16h30, no Samu do SIA.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

OSs: R$ 6,6 milhões já foram usados em hospital e os R$ 50 milhões que faltam para o pleno funcionamento ainda não estão certos; Ex-prefeito e Oscip são condenadas por irregularidades na saúde

Sábado, 11 de fevereiro de 2017
Do site Ataque aos Cofres Públicos
Dos R$ 11 milhões atualmente disponíveis para custeio do Hospital dos Estivadores de Santos [SP], R$ 6,6 milhões já foram usados desde o dia 22 de dezembro. De lá para cá, o hospital ficou sem funcionar por 42 dias por problemas estruturais na obra. Obra esta que custou mais de R$ 50 milhões, superando em 80% o valor previsto inicialmente pelo Executivo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Ibuprofeno e a cartilha de Rollemberg propagandeando a má ideia das O$s na saúde

Quinta, 4 de agosto de 2016
"Ele funciona através da redução dos hormônios que causam inflamações e dor no corpo. O ibuprofeno é usado para reduzir a febre e tratar a dor ou inflamação causadas por diversas condições como dores de cabeça, dor de dente, dor nas costas, artrite, cólicas menstruais ou pequenas lesões." (texto da internet sobre o remédio ibuprofeno)

Pelo texto acima, dá para se observar que é um remédio simples. E sua indicação é usual pelos médicos em hospitais e centros de saúde.

Dito isto, vem a pergunta que não quer calar! 

Por que diabos este remédio falta tanto nos postos de saúde da rede pública do DF, havendo casos de falta pra lá de seis meses, enquanto uma cartilha de propaganda de implantação de O$$, aquelas organizações que tanto mal tem feito pelo Brasil a fora, chega rápido nos postos de saúde do DF?

Verdade que as tais peças publicitárias do governo Rollemberg não chegou, ainda, ainda, em muitas unidades de saúde. Mas no Gama, tem posto de saúde que levou meses sem o tal remédio Ibuprofeno. Só há poucos dias é que foi suprido com essa droga. Mas hoje pela manhã, para surpresa dos funcionários, e pacientes, havia exemplares de cartilhinha para todos.

Está faltando, no mesmo posto, tinta para imprimir até mesmo receituário. Estão usando tinta comprada com o dinheiro do bolso dos próprios servidores da unidade. E o GDF gastando milhares de reais para imprimir uma peça de propaganda enganosa. A tal cartilha pró-O$$.

Seria cômico, se não fosse trágico, uma pérola da cartilha. Diz:

"Como lidamos com a vida humana, o tempo da saúde é diferente do de qualquer outra atividade. Nossos problemas devem ser resolvidos em horas ou minutos, e não em semanas ou meses."

O governo Rollemberg completa hoje 581 dias de não-vida. E até agora nada resolveu em mais de ano e meio —muito menos "em horas ou minutos"— Tem contribuído, isso, para deteriorar ainda mais o sistema de saúde público de Brasília, como bem mostra diárias reportagens e queixas dos usuários do sistema. 

Que tal, governador, esquecer a cartilhinha e começar a trabalhar pra valer?

Ah! E não esqueça as lições do Velho Arraes. Não o decepcione ainda mais. 


Abaixo, foto da capa da 'Cartilha louvando as O$$' no governo Rollemberg. Certamente não era este o ABC do sertanejo Arraes à frente do governo pernambucano.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

MPDFT, MPC e MPT recomendam que GDF não contrate organizações sociais para gestão da saúde

Sexta, 8 de julho de 2016
Segundo os Ministérios Públicos, as propostas apresentadas pela Secretaria de Saúde não se encaixam nas previsões legais

Do MPDF
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) expediram, nesta sexta-feira, 8 de julho, recomendação conjunta para que não sejam firmados contratos de gestão com as Organizações Sociais (OS) já qualificadas e nos moldes propostos, atualmente, pelo governo local. As três instituições recomendam que o governador, os secretários de Saúde e de Planejamento, Orçamento e Gestão, a subsecretária de Administração Geral e o diretor do Fundo de Saúde se abstenham de autorizar, celebrar, reconhecer, ordenar e pagar despesas relacionadas a contratos de gestão com Organizações Sociais na área da saúde pública no DF fora das hipóteses legais. A legislação em vigor permite a terceirização desse tipo de serviço apenas de forma complementar, ou seja, para suprir parcialmente os serviços já oferecidos pelo Estado.

O tema já tinha sido objeto de recomendação conjunta do MPC/DF e do MPDFT em outubro de 2015. Na época, o ofício alertava ao GDF que se abstivesse de terceirizar serviços públicos de saúde fora das hipóteses legais e de entregar a gestão de hospitais, programas ou especialidades médicas em sua totalidade a Organizações Sociais, sem estudos prévios que comprovassem a legalidade, experiência na área, idoneidade e a economicidade da medida. Para a promotora de Justiça de Defesa da Saúde “em caso de terceirização completa dos serviços, se houver uma interrupção dos atendimentos por parte da empresa contratada, a população ficará completamente abandonada”, pondera Marisa Isar.

Fundamentação
 
De acordo com as três instituições, o Tribunal de Contas do DF (TCDF) já deixou claro que os contratos com OS devem ser incluídos nos limites de gasto de pessoal, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O GDF encontra-se acima do limite prudencial de gasto com pessoal, que é de 46,55% da Receita Corrente Líquida (RCL). Atualmente, esse percentual é de 47,08% da RCL, segundo o Relatório de Gestão Fiscal de abril de 2016.

O documento destaca, ainda, que há concursados aguardando nomeação na rede pública. Não havendo, todavia, agentes comunitários de saúde (ACS), em virtude da não realização de concursos públicos, como consta em ação proposta pelo MPDFT que visa obrigar a SES a realizar certame para essa especialidade.

Verifica-se, ainda, histórico de irregularidades nos programas Saúde da Família e Família Saudável e na gestão do Hospital Regional de Santa Maria, cujas execuções foram repassadas a fundações e/ou organizações sociais. Em pelo menos três processos de qualificação de OS no DF, o Ministério Público identificou graves inconformidades. Em 2015, o MPDFT ajuizou ação de improbidade em relação a qualificação irregular de organização social criada de forma direcionada para gerir o Hospital da Criança.

A promotora de Justiça da Prosus reforça que, em julho em 2015, durante a realização da 9ª Conferência de Saúde do DF, que cria diretrizes para nortear o Sistema Único de Saúde do DF (SUS-DF) para os próximos quatro anos, os participantes decidiram pela gestão do SUS 100% pública. “Estiveram presentes mais de quatro mil pessoas entre usuários, gestores e profissionais de saúde do DF que se manifestaram pelo fortalecimento do SUS, sem a interferência de Organizações Sociais. Esse é o órgão máximo da saúde e deveria ter sua vontade respeitada”, finaliza Marisa Isar.

Na recomendação, MP de Contas, MPDFT e MPT requisitam que, em até dez úteis, a Secretaria de Saúde preste esclarecimentos e apresente cópias de processos de qualificação de Organizações Sociais já concluídos.

Clique aqui para ler a íntegra da recomendação.