Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Construção. Perigo no ar! Operário solto nas alturas de prédio em construção no Gama (DF)

Quinta, 7 de janeiro de 2016
Explicar o quê? Não precisa explicar o risco de morte que o operário está correndo nessa obra no Setor Leste do Gama. Ele pode atrapalhar o trânsito, como disse Chico Buarque na música 'Construção'. Clique nas imagens para ampliá-las.
















sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Vale é condenada por irregularidades trabalhistas

Sexta, 18 de dezembro de 2015
Do MPT Notícias

A empresa deverá adotar novas medidas de segurança como promover a automação das máquinas
Aracaju - A Justiça do Trabalho de Sergipe condenou a Empresa Vale a pagamento de indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais coletivos e condições inadequadas para o labor. O processo teve início em 2011, quando o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), ajuizou ação civil pública denunciando irregularidades na empresa.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Uso de equipamento de proteção individual (EPI) pode afastar aposentadoria especial


Quinta, 4 de dezembro de 2014
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu hoje (4) o julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 664335, com repercussão geral reconhecida, e fixou duas teses que deverão ser aplicadas a pelo menos 1.639 processos judiciais movidos por trabalhadores de todo o País que discutem os efeitos da utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) sobre o direito à aposentadoria especial.
Fonte: STF

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pesquisa da USP desenvolve material para substituir amianto

Terça, 24 de dezembro de 2013
Bruno Bocchini Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveram um novo material com as mesmas qualidades e o mesmo desempenho do amianto para a fabricação de telhas. O composto reúne quantidade reduzida de fibras sintéticas – que têm preço elevado no mercado – e foi baseado na estrutura de materiais naturais como o bambu.

“Faz tempo que a indústria brasileira procura uma telha para substituir a de amianto. Fibras vegetais foram testadas, mas elas não têm durabilidade muito boa. As fibras sintéticas foram empregadas, mas com desempenho inferior às de amianto. Desenvolvemos algo que reduz o emprego de fibras sintéticas sem alterar o desempenho da telha”, disse o pesquisador Cleber Marcos Ribeiro Dias, autor do estudo sobre o emprego das fibras.

No Brasil, o amianto é usado principalmente na fabricação de caixas d'água e telhas. Pesquisadores lembram que o produto é nocivo à saúde. No entanto, representantes de empresas defendem que é possível produzir o material de forma segura, garantindo a movimentação da economia e o emprego de milhares de trabalhadores. O amianto é considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na mesma classe que o benzeno, formol e tabaco. Mais de 50 países já proibiram a substância.
Pelo menos cinco estados proíbem a extração, comercialização e o uso do amianto: São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e Mato Grosso. A pedido das empresas produtoras, o Supremo Tribunal Federal analisa se a proibição nesses estados é constitucional.

“Nós fizemos testes do novo composto em escala industrial e já pedimos uma patente com participação de duas empresas, uma de Leme (SP) e outra de Criciúma, que nos ajudaram na pesquisa. Os testes mostraram viabilidade na produção industrial”, disse o pesquisador.

O trabalho, feito com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi desenvolvida no projeto Cimento-Celulose, elaborado pelos professores Holmer Savastano e Vanderley John, da Poli-USP.
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Leia também:

Uso de amianto na indústria divide opiniões em audiência no STF

Auditora do trabalho afirma que há um “silêncio epidemiológico” no país sobre o amianto

Proibir amianto é viável, revela estudo

O Globo: Ministério Público do Trabalho processa a Eternit em R$ 1 bilhão por contaminação com amianto

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Metso Brasil é condenada a pagar multa de quase R$ 3 milhões pela Justiça do Trabalho

Quarta, 30 de outubro de 2013
Bruno Bocchini, repórter da Agência Brasil
A Metso Brasil, multinacional finlandesa especializada em serviços e equipamentos para a indústria de mineração, celulose e petróleo, foi condenada pela 4ª Vara do Trabalho de Sorocaba (SP) a pagar multa de R$ 2,95 milhões por descumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) - sobre segurança no trabalho –, firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em janeiro de 2010. Os recursos apresentados pela empresa foram negados pela Justiça.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Esmagados para fazerem nossas roupas‏. Veja o apelo da Avaaz

Quinta, 9 de maio de 2013
Caros amigos do Brasil,



Centenas de mulheres de Bangladesh morreram queimadas ou soterradas enquanto produziam *nossas* roupas! Dentro de alguns dias, as principais empresas de moda poderão assinar um pacto que poderá tanto ser um forte código de segurança ou um acordo fraco para “inglês ver”. Se um milhão de nós exigirmos que o presidente da GAP assine um acordo que salvará vidas, outros seguirão:
Todos nós vimos as horríveis imagens de centenas de mulheres inocentes queimadas ou soterradas até a morte nas fábricas enquanto faziam nossas roupas. Entretanto, nos próximos dias, temos a oportunidade de fazer com que as empresas do setor impeçam que isso aconteça outra vez, seja em Bangladesh ou no Brasil.

Grandes empresas estão numa corrida desenfreada para reduzir custos. Grandes marcas da moda são abastecidas por centenas de fábricas em Bangladesh. Agora duas marcas, incluindo Calvin Klein, assinaram um forte código de segurança contra incêndio em Bangladesh. Outras, estão em reuniões de emergência decidindo se assinam ou não e nossa pressão pode fazer com que eles assinem.

As negociações terminam dentro de alguns dias. GAP, que possui as marcas Emme, Cori e Luigi Bertolli está mais suscetível a dar o primeiro passo para apoiar um forte acordo, e a melhor forma de pressioná-la é ir atrás de seu presidente. Se um milhão de nós apelar diretamente a ele em uma petição, página do Facebook, tweets, e anúncios, seus amigos e familiares irão todos ouvir falar deles. Ele saberá que sua reputação e a de sua empresa estará em jogo. Assine pela segurança dos trabalhadores e encaminhe este email para todos:

http://www.avaaz.org/po/bangladesh_brazil/?bZUWYab&v=24874

O recente acidente segue um padrão em Bangladesh e no Brasil. Nos últimos anos, incêndios e outros desastres tiraram milhares de vidas e deixaram outros feridos demias para poderem trabalhar. O governo de Bangladesh faz vista grossa para as péssimas condições de trabalho, permitindo que os fornecedores reduzam os custos para fazer roupas a um ritmo e preço de acordo com a expectativa dos gigantes da moda mundial. As grandes marcas dizem que monitoram, mas os trabalhadores dizem que as empresas não são confiável para fazer suas próprias auditorias.

O acordo de segurança apoiado por trabalhadores dessa indústria exige inspeções independentes, relatórios públicos sobre as condições das fábricas fornecedoras, e consertos obrigatórios. O acordo seria válido inclusive ​​nos tribunais dos países de origem das empresas! Os detalhes de quais empresas compravam da fábrica que desabou na semana passada ainda não são conhecidos e não há nenhuma evidência de que a GAP estava entre elas. Mas trabalhadores morreram em outras fábricas fornecedoras da GAP em Bangladesh e seu comprometimento agora iria colocar uma enorme pressão sobre outras empresas.

As empresas estão decidindo o que fazer nesse momento. Vamos pedir ao presidente da GAP para assumir a liderança na indústria comprometendo-se com o plano de segurança. Assine, e em seguida compartilhe esse email amplamente - quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas, vamos publicar anúncios publicitários que os chefes dessas grandes marcas não poderão ignorar:

http://www.avaaz.org/po/bangladesh_brazil/?bZUWYab&v=24874

Mais de uma vez os membros da Avaaz se uniram para lutar contra a ganância corporativa e apoiar os direitos humanos. No ano passado, nós ajudamos 100 trabalhadores indianos a voltar em segurança para casa quando uma empresa do Bahrein se recusou a deixá-los sair do país. Vamos agora ajudar a parar a corrida mortal para o fundo de segurança de fábrica.

Com esperança e determinação

Jamie, Jeremy, Alex, Ari, Diego, Marie, Maria-Paz, Ricken e toda equipe da Avaaz

terça-feira, 12 de abril de 2011

Saúde e segurança no trabalho pioraram com obras do PAC

Terça, 12 de abril de 2011
Da Radioagência NP
  Nos últimos quatro anos, o número de infrações relacionadas  à saúde e à segurança no trabalho aumentaram 232%, segundo dados apresentados pelo Ministério do Trabalho. A ampliação das irregularidades acompanha o crescimento do setor da construção civil no país, possibilitado por grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida.

Os registros do governo apontam que em 2006 foram cometidas cinco mil infrações. Já em 2010, o número passou para mais de 16 mil irregularidades. Foi neste período que se iniciaram os empreendimentos do PAC e do programa de habitação.

Esses projetos são financiados pelo Governo Federal, mas quem executa as obras são empresas que venceram a licitação pública. Muitas dessas construtoras acabam contratando outras empresas para realizar o serviço, na chamada “terceirização dos canteiros”.

Alguns desses esquemas são feitos para não se arcar com custos trabalhistas, afirmam procuradores do Ministério Público do Trabalho entrevistados pelo jornal Folha de S. Paulo. A pressa em cumprir os prazos e a falta de condições mínimas de segurança são outros fatores da precarização no trabalho, que afetam a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.