Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Você é o culpado, viu seu merda!!!

Sexta, 21 de junho de 2019

O texto abaixo foi publicado aqui mesmo no Gama Livre em 3 de janeiro de 2017. Ainda é atual, entendo, apesar de o governo presente (presente por ser de agora) ter retirado da CLDF o projeto de lei que exterminava com o passe livre estudantil. Mas os argumentos para o extermínio, ou a absurda restrição, do passe livre estudantil continuam sendo os mesmos que os governos sempre usam.

Então vamos ao texto:

Você é o culpado, viu seu merda!!!

Meu querido estudante, você é o culpado pelos 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido portador de câncer, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido soropositivo de HIV, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido que tem alguma deficiência de locomoção, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos idosos, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio” do sistema do setor.

Meus queridos amigos que de uma forma ou outra têm direito ao passe livre no transporte urbano de Brasília, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos, somos todos culpados pelas sacanagens que os governantes, atuais e passados, nos fizeram, e continuam a nos fazer —ou quererem fazer—, ao se comportarem como domesticados frente aos interesses nada puros dos grandes empresários que exploram, e exploraram, o transporte urbano em Brasília.

Somos, sim, os culpados pelas maracutaias já reconhecidas pela Justiça que, por sinal, determinou há tempos a ANULAÇÃO das fraudadas concorrências para a exploração das bacias das almas, ops!, bacias dos transportes. Anulação até hoje não executada pelos governos, por frouxidão ou sei lá qual a razão.

Somos nós os culpados pelos escorchantes e abusivos aumentos das tarifas de ônibus e metrô, ou culpados são os governantes?

Não, meus amigos estudantes; portadores de câncer; HIV. Meus amigos idosos. Nenhum de vocês, por mais que a canalhice dos governantes tentem jogar sobre os seus ombros a responsabilidade do caos no transporte público de Brasília, e os aumentos tarifários indecentes, vocês NÃO são culpados.

Vocês não são os culpados. Nem são merdas. Não são culpados pela não realização de uma séria auditoria do sistema. Não são culpados pelos fatos apontados pela CPI dos Transportes. Vocês não são culpados de nada.

Os culpados? Responda quem quiser.

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José Bello da Silva Júnior – o chargista Bello (falecido em 2011). O ônibus aí não é do DF e sim de Juiz de Fora (MG), mas também representa qualquer ônibus de nossa região. Quem de nós vendo essas duas charges postada aqui, imediatamente não as relaciona com os ônibus do Gama, Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Santa Maria, Plano Piloto, ou qualquer outra região administrativa de Brasília?

Conheça, ou relembre, algumas charges do Bello. Acesse '10 charges mostram que o Brasil atual é coisa do passado'

quinta-feira, 23 de março de 2017

Planejamento integrado de uso do solo e mobilidade é desafio no DF

Quinta, 23 de março de 2017
Da CLDF
Críticas ao foco histórico no transporte individual

A necessidade de um planejamento integrado de ocupação do solo e mobilidade foi consenso entre todos os participantes da comissão geral realizada na tarde desta quinta-feira (23), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Também foi consenso, contudo, que não é isso o que se vê no DF. Especialistas, secretários de governo e representantes da sociedade civil apresentaram desafios e sugestões para a cidade que é uma das mais dependentes de automóveis no Brasil.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GDF ignorou recomendação para reduzir repasse a empresas de ônibus

Segunda, 9 de janeiro de 2017
Segundo parecer da Procuradoria do DF, governo deveria usar a tarifa usuário, o que renderia economia de R$ 124 milhões aos cofres públicos

Do Metrópoles
Manoela Alcântara e Suzano Almeida

O gasto de R$ 600 milhões com as gratuidades no transporte público, principal motivo para aumentar em até 25% as passagens de ônibus e metrô, poderia ter sido menor caso o Palácio do Buriti tivesse acatado uma recomendação da Procuradoria Geral do Distrito Federal. Segundo o órgão, o repasse do valor referente ao passe livre às empresas deveria ser calculado com base na chamada “tarifa usuário” e não na “tarifa técnica”.
Com isso, a economia para os cofres do GDF seria de pelo menos R$ 124 milhões nos últimos dois anos. O parecer (leia abaixo) foi feito a partir de uma demanda do DFTrans, no final de 2014, e concluído em janeiro de 2015. Mês em que Rodrigo Rollemberg (PSB) foi empossado governador, adotando um discurso de que havia recebido o Distrito Federal quebrado e teria que fazer uma gestão calcada na austeridade e controlando cada tostão.
Leia a íntegra no Metrópoles

domingo, 8 de janeiro de 2017

Transporte com preço de Primeiro Mundo

Domingo, 8 de janeiro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

A única coisa de primeiro mundo no sistema de transporte de Brasília é o preço. Rollemberg conseguiu uma tarifa mais cara do que a de Londres.
Por Chico Sant’Anna
Um dos raros governadores que enfrentou o cartel dos ônibus foi José Aparecido. Na Nova República, criou o Caixa Único e passou a remunerar as empresas por quilômetro rodado e não por passageiros carregados. A medida permitiu remunerar o transporte público pelo o que ele havia efetivamente custado. Uma linha mais rendosa subsidiava a deficitária. Pagando por quilômetro rodado, passes estudantis, de idosos e outros não eram cobrados pelas empresas de ônibus, pois pra elas carregar 200 ou apenas uma pessoa num ônibus representava a mesma remuneração, calculada numa planilha aberta à sociedade. Para as empresas era mais lucrativo colocar mais ônibus circulando e não encher poucos ônibus com milhares de passageiros.
Leia a íntegra no Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Você é o culpado, viu seu merda!!!

Terça, 3 de janeiro de 2016
Meu querido estudante, você é o culpado pelos 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido portador de câncer, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido soropositivo de HIV, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meu querido que tem alguma deficiência de locomoção, você é o culpado pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois tem o passe livre. E mais, você, assim, é o responsável pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos idosos, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio” do sistema do setor.

Meus queridos amigos que de uma forma ou outra têm direito ao passe livre no transporte urbano de Brasília, vocês são os culpados pelos escorchantes 66% de aumento nesses dois últimos anos das tarifas do transporte público no DF, pois têm o passe livre. E mais, vocês, assim, são os responsáveis pelo “desequilíbrio econômico” do sistema.

Meus queridos, somos todos culpados pelas sacanagens que os governantes, atuais e passados, nos fizeram, e continuam a nos fazer, ao se comportarem como domesticados frente aos interesses nada puros dos grandes empresários que exploram, e exploraram, o transporte urbano em Brasília.

Somos, sim, os culpados pelas maracutaias já reconhecidas pela Justiça que, por sinal, determinou há tempos a ANULAÇÃO das fraudadas concorrências para a exploração das bacias das almas, ops!, bacias dos transportes. Anulação até hoje não executada pelos governos, por frouxidão ou sei lá qual a razão.

Somos nós os culpados pelos escorchantes e abusivos aumentos das tarifas de ônibus e metrô, ou culpados são os governantes?

Não, meus amigos estudantes, portadores de câncer, HIV. Meus amigos idosos. Nenhum de vocês, por mais que a canalhice dos governantes tentem jogar sobre os seus ombros a responsabilidade do caos no transporte público de Brasília, e os aumentos tarifários indecentes, vocês NÃO são culpados.

Vocês não são os culpados. Nem são merdas. Não são culpados pela não realização de uma auditoria do sistema. Não são culpados pelos fatos apontados pela CPI dos Transportes. Vocês não são culpados de nada.

Os culpados? Responda quem quiser.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Que porra é essa, Rollemberg?

Sexta, 30 de dezembro de 2016
Desabafo de Márcio Carneiro, morador do Gama, no WhatsApp:

"Salário mínimo vai ser reajustado em 6,48% e o Rollemberg aumenta a passagem de ônibus em 25%. Que conta é essa? 

(25%÷6,48%) = 3,86. Ou seja, o aumento das passagens para quem mora nas, erroneamente chamadas cidades satélites, tem o percentual quase 4 vezes maior que o salário mínimo."

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mobilidade: brasiliense é quem menos bicicleta usa no Brasil

Segunda, 4 de junho de 2016
Catador em bicicleta (2)
A pesquisa revelou que o uso de bicicleta no Brasil é uma opção que se faz mais presente entre os mais pobres. Foto de Chico Sant’Anna.

Na comparação com outras regiões metropolitanas, o DF possui a menor proporção de deslocamento em bicicleta, tanto entre os mais ricos quanto entre os mais pobres em ambos os sexos.
Por Chico Sant’Anna

O velho adágio de que Lúcio Costa projetou Brasília para um ser humano formado por cabeça tronco e rodas parece persistir no cotidiano da Capital Federal. O Distrito Federal é a região metropolitana do Brasil onde existe a menor frequência de deslocamentos a pé ou de bicicleta, tanto por homens, quanto por mulheres. Os dados são da pesquisa Diferenças socioeconômicas e regionais na prática do deslocamento ativo no Brasil, de autoria de Thiago Hérick de Sá, Rafael Henrique Moraes Pereira, Ana Clara Duran e Carlos Augusto Monteiro, recém-publicada na Revista de Saúde Pública, editada pela Universidade de São Paulo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Uber. Compartilhamento de veículos. Lançada Frente Parlamentar em defesa de aplicativos de transporte

Terça, 14 de junho de 2016
A Frente Parlamentar em Defesa da Utilização de Aplicativos para Transporte Individual de Passageiros, a exemplo do Uber, foi lançada nesta terça-feira (14), na Faculdade de Tecnologia da UnB, tendo como presidente o deputado Professor Israel, tendo como membros a presidente da Câmara Legislativa do DF, deputada Celina Leão, e ainda os parlamentares Professor Reginaldo Veras, Chico Leite, Sandra Faraj, Cláudio Abrantes, Luzia de Paula e Roosevelt Vilela.