“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Vai um brilho aí, ‘doutô’ Rollemberg? Agora não adianta mais. Acabou!

Segunda, 31 de dezembro de 2018

Vai um brilho aí, ‘doutô’ Rollemberg?

Texto publicado originariamente aqui mesmo no Blog Gama Livre em 8 de março de 2017 e, depois republicado em 15 de janeiro deste ano de 2018. Hoje, último dia do ano de 2018, fica provado que o sapato velho completou os quatro anos sempre sem brilho, furado, brocado, péssimo.


Sapato grife governo Rollemberg

Doutô, brilho aqui vai ser missão impossível! O couro está rachado, no lugar do dedão...furado, a sola descolada, brocada e estragada. E o chulé é insuportável. Não tem tinta, graxa, flanela e cusparada que dê jeito e brilho  neste seu sapato. Engraxate não há por essas bandas do Planalto Central, nem neste mundo de Meu Deus, que possa recuperar o brilho dessa ‘coisa’.
Foto: Metrópoles

Doutô, lá pras bandas de Itiúba, sertão sisaleiro da Bahia, até havia o Mestre Bugué, sapateiro de primeira. Quando alguém usava o sapato até a sola furar, ia na lojinha do Mestre Bugué. Mestre porque também era músico dos bons. E também em razão de ser mestre na arte de sapataria. Alicate, faca afiada que nem a língua do Cão, sovela, prego, martelo, muita conversa e mentira de caçador. Pronto! A receita perfeita para se colocar uma meia sola no sapato velho de qualquer um. Depois era só um pouco de graxa e tinta, estava o sapato pronto e brilhando para mais dois anos de uso.

Doutô, como seria bom se aqui em Brasília, ou adjacências, houvesse um consertador, e lustrador exímio, como era o Mestre Bugué! Quem sabe se não daria para lustrar esse seu ‘sapato’ carcomido, couro esfarelando, cordão um cotoco só, chulé dos diabos, sola toda esburacada? Um remendo aqui, outro ali, mais um acolá, uns pregos no solado, uma graxinha e tinta por cima. Poderia dar para enganar.

Doutô, infelizmente não há bugués no Planalto Central. Seu sapato vai continuar, tudo indica, furado, fubento, fedorento por mais dois anos[leia-se agora, neste 15 de janeiro de 2018: 'por mais 11 meses e meio', visto ser esse tempo o restante de vida no sapato estragado].

Doutô, se o Bugué fazia milagres com sapatos velhos, deixando-os tinindo de brilhantes, aqui nas terras em que Dom Bosco disse que jorraria leite e mel, não há milagreiros na profissão de fazer coisas estragadas parecerem brilhantes. Muito menos quando essas coisas não são sapatos, mas sim governos.

Troca de secretários de comunicação para mudar a imagem de um ‘sapato’ estourado, furado, esfarelado, brocado, pode até ser tentado. Mas achar que poderá dar brilho a esse sapato marca GDF, quando já está todo estragado e na hora de ser despachado para o SLU, ou para a encruzilhada? Faça-me o favor!

Mestre Bugué era mestre na arte da sapataria. De quando em vez ele olhava o sapato que alguém levava, matutava, e fulminava: Fulano, este não tem santo que dê jeito. Manda buscar outro na Bahia. Bahia como chamávamos, e chamamos, é a cidade de Salvador.

Doutô! Doutô Rollemberg, esse sapato que você tenta recuperar o brilho não tem santo que dê jeito. Não adianta querer FONAr nos ouvidos do povo. O povo não acredita mais na recuperação do seu sapato, pois continua ele nas mãos de sapateiros, pelo menos, imperitos.
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É...'doutô' Rollemberg! O sapato estragou completamente. Que horror!!!

sábado, 9 de junho de 2018

O Zé Prequeté de Brasília


Sábado, 9 de junho de 2018
Do Blog Gama Livre
Por Taciano

Havia o Zé Prequeté de Itiúba, sertão querido da minha Bahia. Figura popular e quase folclórica da amada aldeia encravada num vale da Serra da Itiúba. Espigadinho, mas barrigudinho. Bigode de vassoura que parecia nunca ter visto um pente ou escova. Um saudoso irmão meu observava que o bigode do Prequeté ganhava do cultivado pelo ex-presidente Sarney. A diferença era só trato de um e do outro. Melhor, a falta de trato do bigode itiubense.

Desfilava —o Zé Prequeté— pra cima e pra baixo com o seu jeguinho, que era mais manso do que gato de bodega do interior. O nome do jumentinho? Vocês não exijam isso de mim, pois já se passaram décadas, e a memória nunca foi o meu forte.

As vezes montado, mas quase sempre os dois lado a lado. Alguns maliciosos de Itiúba chegavam a comentar que aquelas duas criaturas — Zé Prequeté e o jumentinho— eram almas, se não gêmeas, irmãs.

E o que tem a ver o Zé Prequeté da minha aldeia num vale entre serras de Itiúba e o Zé Prequeté de Brasília? É que uma das histórias vividas pelo Prequeté baiano, tem alguma coisa que me fez observar num Prequeté do Planalto Central do Brasil. Um personagem também espigadinho, uma barriguinha, e até mesmo um bigode. Pequeno, é verdade, se comparado com o do Zé de Itiúba. Mas a inspiração, se é que é inspiração, para afirmar que se existe o Zé Prequeté de Brasília, ele não tem nada a ver com o espigadinho, com a barriguinha, com o bigode, muito menos com o jumentinho mansinho.

A história de um e do outro são semelhantes, pelo menos, numa faceta que é marcante.

Vamos adiante, então.

Foi o meu querido e saudoso irmão Ivan que lembrou-me há alguns anos, e aos meus outros dois irmãos, de uma passagem na vida do Zé Prequeté da Bahia.

O nosso personagem itiubense viveu algumas décadas, talvez umas três, com sua companheira. Não eram casados de papel passado, nem foram unidos perante o padre da cidade, o padre José. Também nem um pastor evangélico celebrou a união. Viviam juntos. Se Deus é quem casa, não havia a necessidade de comparecerem à presença de um juiz de paz, padre ou pastor.

Viveram juntos. Mas vocês já imaginaram o que era isso em décadas passadas? Para muitas pessoas, o casal formado não passava “de duas pessoas amasiadas” (usado sempre num linguajar pejorativo). E casais amasiados sofriam o preconceito e, também, a estupidez da sociedade (se é que preconceito não seja estupidez). Lá onde vivia Zé Prequeté, uma prática trazida de Portugal era na Semana Santa, acho que no Sábado de Aleluia, ocorrer a estupidez do “Serra Velho”. Em que eram “serrados” ('zoados', inclusive com o arrastar de ossos na porta dos casais que viviam amasiados). E Zé Prequeté e sua mulher foram algumas vezes vítimas de tais “brincadeiras”. Já perceberam que normalmente quem humilha diz apenas que estava brincando?

E a companheira que viveu (assim ou assado) tantos anos “amasiada”, resolveu casar de papel e de padre com o nosso personagem. Pra quê? Dizia que era para ‘limpar o nome’ diante da sociedade itiubense.  O motivo —limpar o nome com o casamento— foi dito a minha mãe, a professora Lygia Lemos de Carvalho, pela velha e simpática negra, neta de escravos, Maria de Benício. Maria, era quase vizinha, grande amiga e confidente da companheira de Zé Prequeté.

Algum tempo depois do casamento de papel passado entre Prequeté e sua companheira, eis que a professora Lygia em visita à Maria de Benício, visitas que aconteciam normalmente a cada semana, perguntou como estava a mulher recém casada.

Maria de Benício não se fez de rogada. Lembrou que a amiga havia casado “pra limpar o nome”. Minha mãe, que nunca deu muita bola para essas formalidades e convenções de uma sociedade hipócrita, simplesmente mandou que transmitisse um abraço e arrematou, 'que bom que ela se sinta bem'. Sabe qual foi a resposta disparada por Maria de Benício?

— Dizem que ela casou com o Zé Prequeté pra limpar o nome. E foi um BUSUNTO.

E eu que conheci bem Maria de Benício, se ela falou que foi um ‘BUSUNTO’ é porque foi um ‘buSunto’ mesmo.

Alguém que tenha resistido a este texto e enfrentado até este ponto, deve estar pensando que “o Taciano pirou”. É possível, cada um de nós temos um nível de loucura. Aliás, dizem que a loucura é o normal. O normal é que não é anormal. Mas vamos lá, tentar amarrar a história do Zé Prequeté da minha aldeia, com o Zé Prequeté desta cidade de Brasília, cidade que aprendi a também amar.

Há uma moça aqui nessas terras do Planalto Central. Vamos chamá-la simplesmente de "população de Brasília”. Viveu alguns anos junto com um sujeito. Vamos chamá-lo de Zé Prequeté. Os dois viveram coladinhos por alguns anos. A moça (população) escolheu viver amasiada com Zé Prequeté. Para isso, o elegeu deputado distrital.  A relação entre os dois foi evoluindo. E, logo depois, elegeu Zé Prequeté deputado federal. O relacionamento evoluiu ainda mais, e essa ‘moça população de Brasília’ colocou o Zé Prequeté no Senado da República.

Como o relacionamento aumentava, a “moça população” topou casar com o  companheiro no Palácio do Buriti, no cargo de governador. O Zé Prequeté do Cerrado topou o casamento, e junto com sua companheira fizeram o casamento. Casamento de urna passada, e na presença de juiz eleitoral.

E a “moça população” que casou para limpar o nome, com tristeza responde quando lhe perguntam como anda o casamento:

— Meu amigo, vivi anos neste relacionamento com o Zé Prequeté do Cerrado. Resolvi casar com ele para limpar o nome. Casei. MAS FOI UM BUSUNTO!!!

É...a "moça" tem total razão. Foi realmente um BUSUNTO.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Quadra Poliesportiva do Castelinho, Setor Oeste do Gama, um projeto mal-feito e mal-acabado; foram R$285 mil 😱😱. Nem tabela de basquete tem. Luz artificial, até agora só ilumina a parte exterior da cobertura

Terça, 24 de abril de 2018
Por Gama Livre
Iluminação artificial só externa

No Gama, mais uma obra incompleta e esquisita. Anunciada a construção com oba-obas e foguetes, a quadra poliesportiva da Praça 1 (a Praça do Castelinho) no Setor Oeste do Gama, DF, deveria ser entregue completinha em dois meses a partir do início previsto (30/10/2017) das obras. Já se passaram praticamente SEIS meses,  e estamos entrando no sétimo e nada da quadra ser finalizada. Ou está pronta? Será que o governo do DF considera aquela obra completa?

Além de mal projetada, pois, apenas um exemplo, quando chove a água molha a quadra, impedindo, sob risco de acidente, qualquer prática de esporte. O teto ficou 'curtinho' e 'estreitinho' (como disse um jovem que lá estava ontem à tarde), o que não impede a chuva invadir o piso da quadra.

Talvez achando que os moradores que seriam os beneficiados pela obra fossem gatos (que enxergam na escuridão) ou morcegos (que se orientam por radar), o GDF deixou a quadra sem iluminação. Não há lâmpadas na parte interior do galpão/quadra que ilumine o campo. As lâmpadas iluminam, pelo menos até agora, só a parte externa da cobertura. Pombos e corujas (estas apesar de gostarem do escuro), e também mariposas, se deliciam com essa iluminação privativa.

E os executores do projeto, o que fizeram? Já receberam a obra? Atestaram que está tudo certinho, ou produziram relatório listando as irregularidades? E se fizeram isso —apontar as irregularidades— quais os andamentos decorrentes? Esses foram questionamentos feitos no dia 23 de abril de 2018 por moradores que se encontravam na Praça do Castelinho no momento da gravação deste vídeo e dessas imagens.

Mesmo sem iluminação, a quadra, que é poliesportiva, só tem até agora condições satisfatórias (e veja lá, e somente durante a claridade do dia) de ser praticado o futebol de salão. Nem placa de basquete há no local. Vôlei? Esqueça!

Veja fotos dessa esquisitice de quadra 'poliesportiva', que ainda não é poliesportiva.

 Postes iluminam a parte externa do teto. Na quadra, nada.


'Beleza de iluminação'


É pra rir ou pra chorar? A quadra coberta (mas com cobertor curto) e seus postes laterais que só iluminando a parte externa do teto.


Segundo alguns jovens que se encontravam na Praça do Castelinho ontem (23/4) à tarde, essas colunas de aço representam um constante perigo de acidente para quem se aventura a usar a quadra 'poliesportiva' (entre aspas, entre aspas). Segundo eles alguns jogadores já se chocaram com tais colunas, machucando-se, em razão do posicionamento inadequado. Apontaram que deveriam estar após a grade que cerca o campo. E parece que eles têm total razão.



Resumo da ópera: "Construção de quadra poliesportiva coberta na praça 1 (Castelinho) Setor Oeste do Gama, DF; valor total da obra: R$285.222,37; Início da obra: 30/10/2017; término da obra: 29/12/2018 (😱😱😱😱). Acabou a obra????

Vídeo e fotos por gamalivre.com.br
Se alguém quiser usá-los, fiquem à vontade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Vai um brilho aí, ‘doutô’ Rollemberg? [Texto de 8 de março de 2017, mas ainda atual]

Segunda, 15 de janeiro de 2018

Vai um brilho aí, ‘doutô’ Rollemberg?

Texto publicado originariamente aqui mesmo no Gama Livre em 8 de março de 2017. Mudou apenas o tempo restante de vida do sapato velho, que passou de dois anos para menos de doze meses.

Sapato grife governo Rollemberg

Doutô, brilho aqui vai ser missão impossível! O couro está rachado, no lugar do dedão...furado, a sola descolada, brocada e estragada. E o chulé é insuportável. Não tem tinta, graxa, flanela e cusparada que dê jeito e brilho  neste seu sapato. Engraxate não há por essas bandas do Planalto Central, nem neste mundo de Meu Deus, que possa recuperar o brilho dessa ‘coisa’.

Foto: Metrópoles

Doutô, lá pras bandas de Itiúba, sertão sisaleiro da Bahia, até havia o Mestre Bugué, sapateiro de primeira. Quando alguém usava o sapato até a sola furar, ia na lojinha do Mestre Bugué. Mestre porque também era músico dos bons. E também em razão de ser mestre na arte de sapataria. Alicate, faca afiada que nem a língua do Cão, sovela, prego, martelo, muita conversa e mentira de caçador. Pronto! A receita perfeita para se colocar uma meia sola no sapato velho de qualquer um. Depois era só um pouco de graxa e tinta, estava o sapato pronto e brilhando para mais dois anos de uso.

Doutô, como seria bom se aqui em Brasília, ou adjacências, houvesse um consertador, e lustrador exímio, como era o Mestre Bugué! Quem sabe se não daria para lustrar esse seu ‘sapato’ carcomido, couro esfarelando, cordão um cotoco só, chulé dos diabos, sola toda esburacada? Um remendo aqui, outro ali, mais um acolá, uns pregos no solado, uma graxinha e tinta por cima. Poderia dar para enganar.

Doutô, infelizmente não há bugués no Planalto Central. Seu sapato vai continuar, tudo indica, furado, fubento, fedorento por mais dois anos [leia-se agora, neste 15 de janeiro de 2018: 'por mais 11 meses e meio', visto ser esse tempo o restante de vida no sapato estragado].

Doutô, se o Bugué fazia milagres com sapatos velhos, deixando-os tinindo de brilhantes, aqui nas terras em que Dom Bosco disse que jorraria leite e mel, não há milagreiros na profissão de fazer coisas estragadas parecerem brilhantes. Muito menos quando essas coisas não são sapatos, mas sim governos.

Troca de secretários de comunicação para mudar a imagem de um ‘sapato’ estourado, furado, esfarelado, brocado, pode até ser tentado. Mas achar que poderá dar brilho a esse sapato marca GDF, quando já está todo estragado e na hora de ser despachado para o SLU, ou para a encruzilhada? Faça-me o favor!

Mestre Bugué era mestre na arte da sapataria. De quando em vez ele olhava o sapato que alguém levava, matutava, e fulminava: Fulano, este não tem santo que dê jeito. Manda buscar outro na Bahia. Bahia como chamávamos, e chamamos, é a cidade de Salvador.

Doutô! Doutô Rollemberg, esse sapato que você tenta recuperar o brilho não tem santo que dê jeito. Não adianta querer FONAr nos ouvidos do povo. O povo não acredita mais na recuperação do seu sapato, pois continua ele nas mãos de sapateiros, pelo menos, imperitos.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Rollemberg e a Caipora (II). Não ouviu o conselho de Maria de Benício, agora é tarde. Entra no quarto ano de governo mais perdido do que nunca

Terça, 12 de dezembro de 2017
Imagem da internet


A Caipora não perdoa 

Por Taciano

Há um ano e mais dois meses, no exato dia de 12 de outubro da Graça do Senhor, aqui no Gama Livre, tivemos a ousadia de transmitir ao governador Rodrigo Rollemberg o conselho da velha negra, neta de escravos, Maria de Benício, que viveu nas terras de Itiúba, município da caatinga do sertão baiano.

Ensinei ao governador o que a simpática negra baiana me ensinou. Eu dei crédito às verdade que Maria de Benício dizia. Rollemberg, não. Assim, paga ele hoje um alto preço, mas um preço, é verdade, mais alto para o povo do DF. Rollemberg entra no quarto e último ano do seu governo mais perdido do que tabaréu ‘ariado’ pela Caipora nas serras da Itiúba do meu coração.

Perdido está na área da segurança pública;

Atabalhoado na área da educação;

Atrapalhado no setor dos transportes públicos;

Embaraçado, e embaraçando, na do meio ambiente;

Atropelado —e atropelando— na conservação da área tombada como Patrimônio da Humanidade;

Ariado e desastroso na condução, horrível, da saúde pública do povo de Brasília.

E tudo isso porque não ouviu o que Maria de Benício falou e que eu falei para ele.

Caipora havia e há nas matas  de Itiúba, antiga aldeia Tapuia cravada num vale entre serras e distante cerca de 370 quilômetros de Salvador.

Lá naquelas terras, a caipora fazia arte. Com seus pés para trás, e montada na sua montaria, um porco-do-mato, ariava as pessoas, fazendo-as ficarem sem rumo e sem direção.

E aí é que entra o conselho de Maria de Benício a mim, quando eu ainda criança. Dizia ela, fumando o seu cachimbo ou pitando o seu cigarrinho de fumo de corda, o famoso ‘bode’: Quando a Caipora lhe ariar, deixar você perdido nas matas, sem saber a direção, o rumo que tomar, mais do que rapidamente tire toda a roupa, fique completamente nu, e logo depois o mais rápido possível vista toda a roupa pelo avesso. Assim, você se reencontra, se apruma e toma novamente o rumo certo. Pronto! Tá salvo!

Em razão do conselho de Maria de Benício, e por o governador, naquele 12 de outubro de 2016, já se encontrar perdido há praticamente dois anos é que encerrei o texto daquele dia 12/10/2016, com o seguinte:

Rodrigo Rollemberg, rápido!

Vista as roupas pelos avessos.

Se oriente, rapaz!

E ele, infelizmente, com Caiporas mil dentro de seu governo, não atendeu ao conselho. Não foi rápido, não vestiu as roupas pelos avessos, não se orientou.

Tudo indica que continuará perdido até o último dia de mandato como governador, em 31 de dezembro de 2018. 

Se quiser, leia o texto de 12 de outubro de 2016: Rollemberg e a Caipora

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A (in)Justiça joga no time dos poderosos!, diz a presidente do SindSaúde sobre censura de Rollemberg ao sindicato

Terça, 28 de novembro de 2017 
Do SindSaúde DF
Por Marli Rodrigues

Diz a lenda que a deusa Themis, figura mitológica que representa a Justiça, não foi criada com os olhos vendados. No século XVI, artistas alemães colocaram esse adereço para simbolizar a imparcialidade do julgador.

Sabemos, porém, que “neutralidade científica" e “imparcialidade do juiz” só existem no mundo imaginário, irreal.

No nosso cotidiano, experimentamos calejados o rigor das decisões contrárias à coletividade. Em todas as áreas, acumulam-se julgados favorecendo os poderosos em detrimento do povo.

No Distrito Federal, não é diferente! A parceria mais exitosa do “competente" Rollemberg foi com o judiciário!

Nunca antes, na história política e social do DF, vimos tantas decisões estapafúrdias e desconectadas das necessidades da maioria.

Na saúde, Rollemberg deitou e rolou... e continua chafurdando no lodaçal em que está o seu governo.

Dentre tantas decisões equivocadas e eivadas de irregularidades, destaca-se a celeridade da justiça em atender, inaudita altera pars (sem ouvir a outra parte), contra os trabalhadores que esboçaram reagir à opressão. Os movimentos foram considerados ilegais, antes mesmo da decretação oficial das paralisações. É um novo instituto jurídico inventado para atender ao governante claudicante do DF, a decretação da ilegalidade preventiva. Nem bem as assembleias acabavam e o oficial de Justiça já estava à espreita, aguardando para nos notificar.

Da mesma forma constrangedora, o judiciário disse “amém” ao Instituto Hospital de Base, como serviço social autônomo. A farra das terceirizações e quarteirizações está liberada! Dane-se o paciente... Tô nem aí para o sistema público! Saúde, ou melhor a doença, é para lucrar e compartilhar com os amigos... Vide as indicações feitas para o Conselho Administrativo do IHBDF.

Na capital do país, os oprimidos e abandonados clamam por auxílio e compaixão. A sociedade faz ouvidos moucos... A Justiça, pune-lhe as pretensões! Quem ousa questionar os desmandos dos déspotas togados?

E, na mesma capital em que pequenas Beatrizes, que imploram pela chance de viver; e crianças famintas ainda desmaiam de fome nas escolas, sonhando com a merenda do dia-a-dia para sustentar-lhes o corpo e dar dignidade à sua frágil e tenra existência... Tantos anônimos que morrem agonizantes à espera de uma UTI, um procedimento, uma cirurgia, um medicamento, quase todos segurando uma LIMINAR judicial, obrigando o Estado a agir e NADA acontece... As pessoas são ludibridadas acreditando que terão oportunidades iguais e que a Justiça lhes dará apoio. Ledo engano! Não há execução; não se recolhe multas; não se condena por improbidade ou sequer há um mandado de prisão ou condução coercitiva para quem descumpre esses mandados. Rollemberg tem seus “brothers" em todos os poderes...

Se a Justiça fosse célere e eficaz para julgar e obrigar o Estado a agir, quando demandados, poderíamos avocar imparcialidade.

Não é o que vemos e assistimos! Julgam-se com celeridade assuntos administrativos e relega-se a outros planos, a questão do acesso ao SUS...

E para piorar o quadro apresentado, o Estado não vem sozinho oferecer o ombro amigo para o chefe do executivo local. Para dar ares de legalidade, se associou ao Promotor Jairo Bisol, que não se sabe por que cargas d'água mudou o seu posicionamento tão firme contras as terceirizações.

Será que o MP esqueceu dos prejuízos materiais, econômicos, sociais e outros de natureza tão intima que sequer pode ser revelado? Quantas vidas mais teremos que perder para sensibilizar o MP?

Desafiamos os ilustres promotores a conhecer a realidade de quem está na fila aguardando hemodiálise, quimioterapia, radioterapia ou qualquer outro procedimento.

Tem que ter estômago de aço para mentir e iludir alguém desesperado... Tem que ter um parceiro forte, com a mão pesada para massacrar os que se opõem... E isso, Rollemberg faz muito bem... Ele é desprovido de compaixão e humanidade. O sadismo e o cinismo, aliados à sua arrogância e imaturidade transformam-no num personagem patético, fraco, sem referências, que usa o poder da máquina para angariar mídias positivas.

Curiosamente, após denuncias feitas num veiculo nacional, o silêncio impera no DF. Tomara que, ao deitarem os cúmplices desse genocídio, quais sejam, juízes, promotores, políticos, lideranças e o próprio executivo escutem o lamento vindo do exército de alijados à própria sorte, com a conivência e bênçãos dos citados!

Não resta dúvida que, esse artigo será submetido ao censor-mor do DF e que o mesmo será ignorado. Mas, aqui, em nosso espaço, damos nosso grito de guerra e rejeitamos a pecha de coitadinhos...

Vamos sim, lutar... Vamos sim, denunciar todas as mazelas do Instituto... Vamos fortalecer o #eufico no Hospital de Base...

Não aceitaremos ser expulsos de nossas casas, por um governo sem propostas, sem projetos, sem ação.

Como já virou moda, Rollemberg dorme e acorda vasculhando as notícias postadas pelo SindSaúde. E, para não deixar cair no esquecimento, continua agindo como menino mimado que ao ser advertido, pega a bola e vai embora, pois ela é dele... Ainda hoje, soubemos de mais uma ação judicial, onde o nosso direito constitucional de manifestação foi cerceado sob pena de multa diária, porque constatamos a sua INCOMPETÊNCIA e o ilustramos em sua versão demoníaca... Os seus tutores acataram o pedido de retirada do ar, desse material informativo aos servidores.

Rollemberg não governa e não aceita críticas! E a justiça acolhe esses pedidos bizarros... Virou parceira! E também será responsável pelo genocídio que se avizinha... O que fizeram no HRSM (real sociedade espanhola, em Santa Maria) é fichinha perto do que vai acontecer no maior centro de alta complexidade do sistema público de saúde do DF. A Justiça será a avalista dessa tragédia...

Sabemos que a mão pesada e a espada das autoridades judiciais pairam sob nossas cabeças. Mas, não há bem que dure para sempre e nem mal que nunca se acabe... 2018 está chegando e com ele varreremos os usurpadores da democracia. Se houve um golpe politico, ele ocorreu aqui, no DF. Em clima de democracia e de esperança aos mais incautos, o povo elegeu o que tinha de pior para governar o DF. Porém, não há mal que dure para sempre...

A lei pode ser para todos, mas, a Justiça é só para alguns!

Dinheiro e poder fazem prensas pararem, facilitam o tráfico de influência em ambientes que deveriam ser imparciais e emudece blogueiros, jornalistas e a dita imprensa livre.

Mas, ele não pode privar o povo de pensar e despertar... Em tempos de redes sociais, as notícias de alastram à velocidade da luz! E não há juiz mais rápido e eficiente que isso...

Continuaremos nossa missão de defender o SUS e os servidores. Goste Rollemberg ou não! A bola pode ser dele e o juiz também ter sido “seduzido” em seu joguinho escroque. Mas, nós somos os craques!!
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Entenda o caso:

sexta-feira, 28 de julho de 2017

No Gama, morador denuncia mais uma vez o desperdício com meios-fios

Sexta, 28 de julho de 2017
Afirmações e perguntas do professor Edgar Vasconcelos, filho e morador do Gama. Ele gravou nesta sexta (28/7) vídeo na avenida principal do Setor Oeste da cidade, na altura da Quadra 10.

E a "substituição esquisitona" de meios-fios no Gama continua.

Trocando os velhos meios-fios por novos?

Pagando para apenas reaproveitar e levantar os que já existiam substituindo apenas algumas peças mais danificadas?

Ou reaproveitando os que já existiam substituindo apenas algumas peças mais danificadas mas recebendo como se estivessem trocando tudo?

E as partes onde foram instalados novos?

Quanto custou e quanto está custando essas obras?

Tem fiscalização?

De quem?

E a transparência nos gastos?
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Veja também: 

No Gama: Valei-me meu protetor contra buracos e a substituição esquisitona de meios-fios

sábado, 31 de dezembro de 2016

O acidente do Buriti: transporte perde a direção e faz muitas vítimas


A linha especial ‘Buriti 2015.2018’, que já servia mal ao DF, acaba de perder totalmente a direção. Ficou sem rumo. Desembestou pelas ruas e avenidas da capital, fazendo vítimas em cada ponto, em cada família, em cada bolso do trabalhador, de cada uma das regiões administrativas.

A informação que corre é que houve perda total do ‘veículo’, mas, especialmente dos passageiros. Por outro lado, está comprovado que os empresários de ônibus vão ganhar milhões com o tombamento da linha 2015.2018.

O motorista, como se diz em linguagem policial, “se evadiu” para local incerto e não sabido, e seus representantes dizem que ele se apresentará somente no dia 9 de janeiro. Até lá a perícia pouco poderá fazer, e nenhum depoimento será tomado do motorista que vem cometendo, desde janeiro de 2015, sucessivas e cada vez maiores barbeiragens ao volante dessa linha especial ‘Buriti 2015.2018’.

Fugiu, deixando no seu lugar o vice-motorista, que pouco ou nada poderá fazer para recuperar o estrago. Também não poderá informar sobre o acidente, pois quase nada sabe sobre a linha.

A barbeiragem, acidental ou programada, causou R$1 adicional a cada viagem que o trabalhador faça de cidades mais distantes para o Plano Piloto. E mais R$1 na volta para casa. São mais 25 por cento no gasto com transporte. Também o saque foi grande no bolso dos passageiros de linhas de curta distância. O que aumentou muito, não se pode negar, foi o lucro das empresas de ônibus.

Espera-se que o motorista seja responsabilizado pela imprudência, negligência, ou sei lá o quê, ao volante da linha Buriti 2015.2018.

Que no futuro possamos escolher motoristas melhores. Ou menos ruins.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Que porra é essa, Rollemberg?

Sexta, 30 de dezembro de 2016
Desabafo de Márcio Carneiro, morador do Gama, no WhatsApp:

"Salário mínimo vai ser reajustado em 6,48% e o Rollemberg aumenta a passagem de ônibus em 25%. Que conta é essa? 

(25%÷6,48%) = 3,86. Ou seja, o aumento das passagens para quem mora nas, erroneamente chamadas cidades satélites, tem o percentual quase 4 vezes maior que o salário mínimo."

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MP de Contas e MPDFT requisitaram ao GDF cópias dos processos de qualificação e contratação de OSs. A contratação dessas organizações ofende a lei e a Constituição e configura hipótese, ainda, de terceirização ilícita de atividade-fim; prazo vence hoje às 17h44

Quarta, 13 de julho de 2016
Do Site do Ministério Público de Contas do DF

Ofício conjunto foi entregue ontem à SEPLAG [Secretaria de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão]. Prazo, com pedido de urgência, é de 48 horas para que as informações sejam prestadas

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GDF tem 48 horas, em caráter de urgência, para responder ofício conjunto entregue ontem (11), às 17h44. 

O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviaram ontem (11) um ofício à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG). No documento, são requisitadas cópias de todos os processos relativos à qualificação/contratação de Organizações Sociais (OS) pelo GDF. O ofício foi entregue às 17h44 desta segunda-feira e a SEPLAG tem, a partir disso, 48 horas – em caráter de urgência – para responder. A medida foi tomada depois que o edital de chamamento público 01/2016 foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial (DODF).

Na semana passada, MP de Contas, MPDFT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) entregaram uma recomendação conjunta ao GDF para que não fossem firmados contratos de gestão com Organizações Sociais (OS). As três instituições recomendaram que o governador, os secretários de Saúde e de Planejamento, Orçamento e Gestão, a subsecretária de Administração Geral e o diretor do Fundo de Saúde se abstivessem de autorizar, celebrar, reconhecer, ordenar e pagar despesas, relacionadas a contratos de gestão com OSs na área da saúde pública, em ofensa à lei e à Constituição Federal, por configurar hipótese, ainda, de terceirização ilícita de atividade-fim.
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Leia também:

Ação conjunta recomenda que GDF não firme contratos de gestão com Organizações Sociais na área da saúde pública



Veja vídeo sobre um caso típico de OS:
 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

BRT – Norte: Rollemberg retoma obras de Agnelo; especialistas criticam

Quarta, 6 de julho de 2016
Para alguns analistas em mobilidade urbana, a decisão da administração Rollemberg em retomar essas obras é um erro. Consideram o projeto desastroso e ultrapassado.
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Do Blog "Brasília, por Chico Sant'Anna"
Epia Norte rumo a Colorado
GDF decide tocar obras que a curto prazo só atenderá à demanda de veículos particulares. Cerca de cem mil carros transitam na região. Foto de Jonas Pereira.


Projeto favorece o transporte individual e contribui para engarrafamentos no Plano Piloto.

Por Chico Sant’Anna

A solução do GDF para resolver a curto prazo os problemas de mobilidade de quem mora do lado Norte do Distrito Federal, em especial no Grande Colorado, Sobradinho e Planaltina, é abrir mais faixas de rodagens. Não está nos planos oficiais o transporte sobre trilhos e o sistema de ônibus BRT-Norte não estará pronto antes de 2020. A proposta do governo Rollemberg é a mesma que já vinha sendo tocada por seu antecessor, Agnelo Queiroz.

Mesmo antes de concluir as obras do BRT- Sul (Santa Maria – Gama – Plano Piloto) e do BRT – Oeste (Taguatinga- Plano Piloto), o GDF decidiu investir R$ 196 milhões nas obras viárias do Trevo de Triagem Norte e na Ligação Torto-Colorado. Essas obras são os primeiros passos para viabilizar a implantação do BRT – Norte (Planaltina-Sobradinho – Plano Piloto). Mas isto só deve ocorrer em quatro anos, em julho de 2020. Por enquanto, o trabalho de construção de novas pistas, pontes e viadutos, a cargo do DER-DF, deve beneficiar mesmo quem anda de carro. A estimativa oficial é de que 100 mil veículos passem pela região diariamente.